Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Fica por aqui a cobertura desta quarta-feira em relação ao que se passa no Médio Oriente. Continuamos a acompanhar todas as atualizações neste novo liveblog.

  • Casa Branca diz que Steve Witkoff está "a caminho da Europa para discutir proposta de cessar-fogo" em Gaza

    O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, está “a caminho da Europa, onde se irá reunir com importantes líderes do Médio Oriente para discutir a proposta de cessar-fogo em curso”, anunciou esta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, citada pelo Haaretz.

    “Há negociações muito delicadas em curso”, afirmou Leavitt, acrescentando que Donald Trump e Witkoff “deixaram claros os objetivos do governo: queremos que este cessar-fogo aconteça o mais rapidamente possível e queremos que estes reféns sejam libertados”.

  • Deputados israelitas aprovam apelo para anexação da Cisjordânia

    Mais de 70 deputados israelitas votaram hoje a favor de um apelo ao governo para a anexação total da Cisjordânia ocupada, de forma “a retirar da ordem do dia quaisquer planos para um Estado palestiniano”.

    Aprovado por 71 votos contra 13, o texto não tem força de lei, mas pretende afirmar o “direito natural, histórico e legal” de Israel em relação a este território palestiniano.

    Na votação do apelo, que contou com o apoio de membros da coligação de direita e de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, bem como de deputados da oposição, os parlamentares argumentaram que a anexação deste território “vai reforçar o Estado de Israel, a segurança do país e impedir qualquer desafio ao direito fundamental do povo judeu à paz e à segurança na sua pátria”.

    “A soberania na Judeia-Samaria [nome pelo qual Israel designa a Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967] é parte integrante da realização do sionismo e da visão nacional do povo judeu, que regressou à sua pátria”, sublinhou o texto.

    A Autoridade Palestiniana, que administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel, descreveu a votação como “um ataque direto aos direitos do povo palestiniano” e que “estas ações unilaterais de Israel constituem uma violação flagrante do direito internacional”, de acordo com Hussein al-Sheikh, secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP).

  • Mais de uma centena de pessoas manifestam-se em Lisboa pelo fim da fome em Gaza

    Mais de uma centena de pessoas concentraram-se esta quarta-feira junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros numa protesto contra a fome em Gaza e seguiram em marcha em direção à Assembleia da República.

    A manifestação, que começou às 18h20, foi organizada pelo coletivo Occupy for Gaza e conta com a participação de outros grupos de ativistas que pedem o fim da guerra na Faixa de Gaza.

    Durante mais de cinco minutos, os manifestantes bateram em tachos e panelas, enquanto gritavam: “fim à fome”.

  • Zelensky reuniu-se com MNE israelita para discutir "fortalecimento da defesa aérea e oportunidades para produção conjunta de armas"

    O Presidente ucraninano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se esta quarta-feira como o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar.

    Numa publicação na rede social X, Zelensky agradeceu o apoio de Israel “à Ucrânia e aos ucranianos”, tendo sido discutida a cooperação nos setores económicos e de defesa: fortalecimento da defesa aérea e oportunidades para produção conjunta de armas”.

    O líder ucraniano agradeceu, ainda, a Israel pela “decisão de fornecer assistência para sistemas de abastecimento de água nas regiões do sul” e diz que espera ajuda na “desminagem humanitária de áreas contaminadas”.

    Ainda esta terça-feira, o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, reuniu-se com o seu homólogo israelita, Gideon Sa’ar, com o objetivo de desenvolver as relações bilaterais — como o Observador noticiou neste liveblog.

  • Ataque israelita perto do corredor de Netzarim faz oito mortos e mais de 50 feridos

    Pelo menos oito pessoas foram mortas e outras 57 ficaram feridas num ataque das forças israelitas perto do corredor de Netzarim, no centro de Gaza, relata a Al Jazeera, que cita fontes do Hospital Al Awda.

    Pessoas que procuravam ajuda humanitária estão entre as vítimas mortais deste ataque, avançam ainda as mesmas fontes.

  • Programa Alimentar Mundial diz que Gaza atingiu "novos e surpreendentes níveis de desespero"

    O Programa Alimentar Mundial (WFP, na sigla em inglês) apelou esta quarta-feira para o aumento da ajuda alimentar a Gaza, uma vez que a crise de fome que assola o enclave atingiu “novos e surpreendentes níveis de desespero”.

    Numa publicação na rede social X, o WFP escreveu que, na Faixa de Gaza, quase uma em cada três pessoas não come há “dias”.

    “90 mil mulheres e crianças precisam de tratamento urgente para a subnutrição. A assistência alimentar é a única solução para travar a fome. Não há tempo a perder”, acrescentou a organização.

  • PS acusa Governo de “silêncio ensurdecedor” sobre apoio à saída de famílias palestinianas de Gaza

    O PS questionou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a “inação das autoridades nacionais” na resposta a famílias palestinianas que querem sair da Faixa de Gaza com o apoio de Portugal, acusando o Governo de “silêncio ensurdecedor”.

    Numa pergunta, a que a agência Lusa teve acesso, enviada através do Parlamento a Paulo Rangel, deputados socialistas referem que têm recebido “testemunhos e pedidos reiterados”, através do Grupo de Apoio a Refugiados Palestinianos em Portugal, sobre “as dificuldades sentidas por diversas famílias palestinianas que pretendem abandonar a Faixa de Gaza com o apoio do Estado português”.

    “Perante o silêncio ensurdecedor do Governo português, impõem-se respostas. Impõem-se soluções humanistas que garantam, acima de tudo, o direito à vida de crianças, jovens, adultos e idosos cuja única aspiração, neste momento, é sobreviver”, sustentam.

    Os deputados do PS perguntam, assim, ao ministro dos Negócios Estrangeiros de que forma o Governo “pretende intervir na salvaguarda da vida de cidadãos palestinianos atualmente retidos em Gaza e em risco humanitário extremo”. “Qual o compromisso concreto do Governo português com a proteção internacional de famílias palestinianas perante a gravíssima crise humanitária em curso”, questionam.

    “O Partido Socialista reafirma, neste quadro, a sua oposição a qualquer recuo na posição de reconhecimento do Estado da Palestina”.

  • Sobe para 56 o número de mortos em ataques israelitas na Faixa de Gaza desde o amanhecer desta quarta-feira

    Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, os ataques israelitas na Faixa de Gaza já mataram pelo menos 56 pessoas, relata a Aljazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    O ministério informou, ainda, que num dos ataques mais recentes pelo menos cinco pessoas — incluindo três crianças — foram mortas no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais desde o amanhecer fixava-se em 17, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • Nações Unidas: "Este pesadelo de proporções históricas deve terminar imediatamente"

    O secretário-geral adjunto da ONU para o Médio Oriente, Khaled Khiari, afirmou esta quarta-feira que “a situação dentro da Faixa de Gaza, particularmente para as mulheres e crianças, é mais grave do que em qualquer outro momento desta crise”.

    “Imploro às partes, antes de mais, que ponham fim a esta guerra, libertem todos os reféns e permitam que a população palestiniana de Gaza receba a tão necessária assistência humanitária”, apelou Khiari, acrescentando: “Exorto todos os Estados-membros a tomarem todas as medidas possíveis para o conseguir”.

    O secretário-geral adjunto das Nações Unidas reiterou que “este pesadelo de proporções históricas deve terminar imediatamente”.

  • Políticos israelitas pró-colonatos expõem planos de "Riviera" em Gaza

    Alguns políticos extremistas israelitas, incluindo membros do executivo de Benjamin Netanyahu e defensores de colonatos judaicos em territórios palestinianos, apresentaram na terça-feira planos para transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera”, como sugerido pelo Presidente norte-americano Donald Trump.

    Designada “A Riviera em Gaza: Da Visão à Realidade”, a reunião pública no parlamento israelita (Knesset) em Jerusalém foi organizada por alguns dos membros mais radicais da política israelita, e os convidados incluíram o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e a ativista Daniella Weiss, defensora dos colonatos judaicos em Gaza.

    Os participantes da reunião no Knesset — promovida enquanto agências humanitárias internacionais alertam para a iminência de fome generalizada em Gaza — discutiram um “plano mestre”, desenvolvido pelo movimento pró-colonatos de Weiss, para restabelecer uma presença judaica permanente em Gaza.

  • Meloni deplora situação "dramática" e injustificável em Gaza

    A primeira-ministra italiana reiterou hoje o apelo para um cessar-fogo em Gaza, deplorando a “situação humanitária dramática” no território resultante dos ataques de Israel contra civis, que considerou serem injustificáveis.

    “Reitero que a situação em Gaza é dramática e que nenhuma ação militar pode justificar ataques contra civis. Estamos todos empenhados em fazer com que cessem as hostilidades e se possa reiniciar um processo sério rumo à perspetiva dos dois Estados”, declarou Georgia Meloni, em declarações à imprensa juntamente com o Presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune.

    Meloni falava à margem da quinta cimeira entre Itália e Argélia, em Roma.

  • "Grande parte" da população de Gaza está a passar fome, diz Organização Mundial de Saúde

    O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou esta quarta-feira que uma “grande parte” da população da Faixa de Gaza está a passar fome.

    “Não sei como se poderia chamar a isto para além de pessoas que passam fome em massa, e isso é causado pelo homem”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus numa conferência de imprensa em Genebra, citado pelo Le Monde.

  • "Israel está a agir em conformidade com o direito internacional", diz Presidente israelita após visitar Faixa de Gaza

    O Presidente de Israel, Isaac Herzog, visitou a Faixa de Gaza esta quarta-feira pela primeira vez desde o início do conflito com o Hamas, em outubro de 2023.

    Após a visita e num comunicado citado pelo Haaretz, Herzog garantiu que Israel está a agir em conformidade com o “direito internacional”.

    “Estamos a prestar ajuda humanitária em conformidade com o direito internacional. Aqueles que tentam sabotar esta ajuda são o Hamas e os seus apoiantes”, disse o chefe de Estado israelita.

  • Katz: "Se os reféns não forem libertados em breve, os portões do inferno abrir-se-ão"

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou esta quarta-feira que se os reféns mantidos pelo Hamas em Gaza não forem devolvidos em breve, “os portões do inferno abrir-se-ão”.

    Num comunicado citado pelo Times of Israel, Katz sublinhou que os “irmãos Sinwar [Yahya e Mohammed] arruinaram Gaza” e que Izz al-Din al-Haddad, o novo líder do Hamas, “está a transformar [o enclave] num mar de ruínas”.

    “Os líderes do Hamas estão em palácios e hotéis de luxo e recusam-se a libertar os reféns”, disse Katz, acrescentando que “se não forem libertados em breve, os portões do inferno abrir-se-ão”.

  • Israel rejeita ser responsável por escassez de alimentos em Gaza

    O Governo israelita afirmou hoje que não é responsável pela escassez de alimentos na Faixa de Gaza e acusou o Hamas de criar deliberadamente uma crise.

    “Em Gaza, atualmente, não há fome causada por Israel”, afirmou o porta-voz do executivo, David Mencer, depois de mais de 100 organizações não-governamentais (ONG) terem alertado para uma fome generalizada e instado Israel a desbloquear a ajuda humanitária.

    “Trata-se de uma escassez causada pelo Hamas”, acrescentou Mencer, acusando o movimento extremista palestiniano de impedir a distribuição de alimentos e de saquear a ajuda para as suas próprias necessidades.

  • Ucrânia e Israel iniciam cooperação para combater a "ameaça" representada pelo Irão, país aliado da Rússia

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, reuniu-se com o seu homólogo israelita, Gideon Sa’ar, em Kiev com o objetivo de desenvolver as relações bilaterais.

    De acordo com a publicação de Sybiga na rede social X, a reunião teve como temas os desafios comuns de segurança, cooperação humanitária e económica, desenvolvimento de inovação e projetos conjuntos.

    A Ucrânia e Israel dizem que concordaram em iniciar conversações para combater os iranianos, um inimigo aliado da Rússia: “O Irão e a Rússia representam uma ameaça existencial não apenas para as duas nações, mas também para a segurança global”.

    “Concordamos em iniciar um diálogo estratégico ucraniano-israelita sobre a ameaça iraniana. Os povos ucraniano e judeu convivem há muitos séculos. Ambos sabem bem o que significa lutar pela vida, pela liberdade e pela dignidade. Estou convencido de que esta visita dará um novo impulso à nossa cooperação”, sublinhou o ministro ucraniano.

  • UE e o Japão empenhados em garantir a paz e a estabilidade no Médio Oriente

    A União Europeia (UE) e o Japão lembraram hoje que estão empenhados nos esforços para garantir a paz e a estabilidade regionais no Médio Oriente.

    Os dois blocos políticos apelam ainda a que se estabeleça urgentemente um acordo de cessar-fogo, que inclua a libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas e a livre entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, “em linha com os princípios da ação humanitária”.

    Estas declarações foram feitas num comunicado conjunto resultante da cimeira entre o Japão e a UE, que decorreu hoje em Tóquio.

  • Número de mortos em ataques militares em Gaza aumenta para 41. Dez pessoas morreram quando procuravam ajuda

    O número de mortos em Gaza, contabilizados desde o amanhecer desta quarta-feira, subiu para 41, enquanto Israel continua a bombardear a Faixa de Gaza, avança a Aljazeera, que cita fontes médicas no local.

    Dez destas pessoas procuravam ajuda humanitária quando foram mortas.

  • Número de vítimas mortais da fome em Gaza sobe para 111. Só nas últimas 24 horas morreram 10 pessoas de subnutrição

    Nas últimas 24 horas mais dez pessoas morreram de fome e desnutrição na Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, que reuniu os dados dos vários hospitais que ainda conseguem manter a atividade no território.

    Esta nova contagem, citada pela Aljazeera, eleva o número de pessoas mortas à fome no território para um total de 111.

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