Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Este liveblog está a ser encerrado. Pode continuar a acompanhar as notícias sobre o conflito entre Israel e o Hamas nesta ligação, um dia depois dos EUA anunciarem que vão deixar as negociações de cessar-fogo e rejeitarem a decisão de Macron de reconhecer o Estado da Palestina.

    Marco Rubio considera “irresponsável” a decisão de Emmanuel Macron de reconhecer o Estado da Palestina

  • O que se passou até agora

    • O Hamas expressou surpresa diante das declarações de Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, que indicou uma falta de interesse por parte do grupo islâmico em alcançar um cessar-fogo em Gaza. O movimento reafirmou o seu compromisso em continuar as negociações para remover obstáculos e chegar a um acordo de cessar-fogo permanente.
    • Israel criticou severamente a decisão do Presidente francês, Emmanuel Macron, de reconhecer o Estado da Palestina. O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou a ação como um incentivo ao terrorismo, argumentando que um Estado palestiniano nessas condições seria uma ameaça à existência de Israel em vez de promover a paz. A decisão de Macron foi também denunciada por outras figuras do governo israelita, que a consideraram uma instigação ao terrorismo.
    • De acordo com agências humanitárias e fontes locais, ajuda humanitária em Gaza, incluindo alimentos, encontra-se a apodrecer sem distribuição eficaz. Isto intensificou a crise, com centenas de mortes e crianças a sofrerem de desnutrição enquanto a ajuda permaneceu inacessível devido a bloqueios e restrições.
    • Manifestantes em Israel, tanto em Telavive como em Haifa, têm protestado contra a continuação da guerra em Gaza, exigindo um cessar-fogo. Em Telavive, a multidão foi descrita como tão densa que afetou os serviços de telemóvel, enquanto em Haifa, a polícia deteve 24 pessoas numa manifestação não autorizada organizada por árabes israelitas.

    [É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Hamas surpreendido com declarações de Witkoff sobre falta de interesse do grupo em alcançar um cessar-fogo

    O Hamas afirmou esta quinta-feira que ficou surpreendido com as declarações do enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, que sugerem que o grupo não mostrou interesse em alcançar um cessar-fogo em Gaza.

    “O movimento afirma o seu empenho em continuar as negociações e envolver-se nelas de forma a ultrapassar obstáculos e chegar a um acordo de cessar-fogo permanente”, afirmou o Hamas em comunicado, citado pelo Haaretz.

  • Decisão de Macron de reconhecer Estado da Palestina "premeia o terror", diz Netanyahu

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel “condena veementemente a decisão do Presidente Macron de reconhecer um Estado palestiniano após o massacre de 7 de outubro”, relata o Haaretz.

    Netanyahu sublinhou que “tal medida premeia o terror”. “Um Estado palestiniano nestas condições seria uma rampa de lançamento para aniquilar Israel e não para viver em paz”.

    O primeiro-ministro alegou, ainda, que os “palestinianos não procuram um Estado ao lado de Israel, procuram um Estado em vez de Israel”.

  • Israel acusa França de “instigar o terrorismo” ao reconhecer Estado da Palestina

    O vice-primeiro-ministro israelita, Yariv Levin, reagiu hoje à decisão francesa de reconhecer o Estado da Palestina considerando-a uma “instigação direta ao terrorismo”, enquanto a Organização para a Libertação da Palestina a saudou.

    Levin, que é também ministro da Justiça, afirmou que a “decisão vergonhosa” anunciada pelo Presidente Emmanuel Macron é “uma mancha negra na história francesa e uma instigação direta ao terrorismo” e significa que agora é “tempo de aplicar a soberania israelita” na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967.

  • "Novos níveis de desespero". Bloqueio de Israel à Faixa de Gaza afeta milhares de pessoas e já matou mais de uma centena à fome

    “As bombas, é uma questão de sorte. Morrer à fome? É para todos”, conta fotojornalista da AFP ao Observador. As imagens dos últimos dias podem ferir a sensibilidade de alguns leitores.

    “Novos níveis de desespero”. Bloqueio de Israel à Faixa de Gaza afeta milhares de pessoas e já matou mais de uma centena à fome

  • "Colaborador do mal". Presidente do parlamento israelita condena decisão de Macron de reconhecer Estado da Palestina

    O presidente do parlamento de Israel, Amir Ohana, condenou a decisão de Emmanuel Macron de reconhecer o Estado da Palestina.

    Na rede social X, Ohana afirmou que “este ato vergonhoso é nada mais do que uma traição por parte de um dos chamados “líderes” do mundo livre”, acrescentando que a decisão de Macron “envia uma mensagem assustadora: o terrorismo compensa”.

    O presidente do parlamento disse ainda que “Emmanuel Macron será lembrado como um colaborador do mal — do lado errado da história”. “Tenho vergonha de ter conhecido este homem. França merece uma liderança mais corajosa”, concluiu.

  • França vai reconhecer Estado da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro

    Emmanuel Macron anunciou hoje que França vai mesmo avançar com o reconhecimento do Estado da Palestina. O reconhecimento vai ser formalizado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

    Num longo comunicado publicado nas redes sociais, o Presidente francês escreveu que a “paz é possível” e que “não há outra alternativa”. “A necessidade urgente hoje é que a guerra em Gaza termine e que a população civil esteja em segurança”, escreveu na publicação.

    A carta endereçada a Mahmoud Abbas termina com uma pequena mensagem escrita à mão por Emmanuel Macron, em que o chefe de Estado expressa o seu “compromisso com a paz e a segurança”.

  • Agências humanitárias denunciam que alimentos para Gaza apodrecem sem distribuição enquanto fome alastra

    Caixotes de ajuda humanitária suficientes para encher 1.000 camiões estão a apodrecer junto a Gaza, por falta de distribuição, enquanto, segundo agências humanitárias, a fome está a alastrar entre a população do enclave.

    “Temos aqui aproximadamente mil camiões de ajuda humanitária, que entraram pelo lado de Gaza, à espera de serem recolhidos e distribuídos pela comunidade internacional”, disse à EFE na fronteira israelita o coronel Abdullah Halabi, chefe da Administração de Coordenação e Ligação a Gaza.

    “Israel, através das Forças de Defesa de Israel (IDF), facilita a passagem da fronteira e o envio de ajuda de fora de Gaza, e auxilia as Nações Unidas e a organização a transportar ajuda para Gaza”, adiantou o coronel.

  • Primeiro-ministro britânico anuncia reunião de emergência com França e Alemanha para discutir situação em Gaza

    O primeiro-ministro britânico anunciou a realização de uma reunião de emergência, na sexta-feira, com os líderes de França e Alemanha para discutir a situação em Gaza, que considerou “uma catástrofe humanitária”.

    “O sofrimento e a fome que se vivem em Gaza são indescritíveis e indefensáveis” e a situação, que já era grave, “atingiu novos níveis e continua a piorar”, afirmou Keir Starmer, em comunicado.

    “Estamos a assistir a uma catástrofe humanitária”, lamentou.

    O governante britânico afirmou que vai fazer uma “chamada de emergência com os parceiros do E3” [grupo formado pelo Reino Unido, Alemanha e França], para debater o que pode ser feito “com urgência para parar as mortes e levar às pessoas os alimentos de que precisam desesperadamente”, ao mesmo tempo que serão reunidas “todas as medidas necessárias para construir uma paz duradoura”.

  • Protestos contra ofensiva em Gaza juntam milhares em Gaza. Polícia detém duas pessoas em Telavive e 24 em Haifa

    Milhares de pessoas protestam a esta hora em Telavive contra “o fim da guerra e o regresso a casa dos reféns”. Os manifestantes, críticos de Benjamin Netanyahu, exigem ao governo que assine um acordo de cessar-fogo. O Times of Israel descreve “uma multidão tão densa que o serviço de telemóvel está lento”. Já o Haaretz noticia que duas pessoas foram detidas.

    Mais a norte, em Haifa, uma comunidade de árabes israelitas organizou um protesto regular também contra o governo de Netanyahu. A polícia declarou que a manifestação não foi autorizada e deteve 24 pessoas. No mesmo local, verificou-se uma contra-manifestação organizada por grupos da direita israelita que declararam que “Haifa nunca será uma cidade palestiniana”.

  • EUA interrompem negociações para um cessar-fogo em Gaza

    O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Washington vai interromper as conversações para um cessar-fogo em Gaza, depois de a última resposta do Hamas “mostrar uma falta de desejo de alcançar” uma trégua.

    “Embora os mediadores tenham feito um grande esforço, o Hamas não parece estar coordenado ou a agir de boa-fé”, disse Witkoff, anunciando o regresso da equipa de negociadores de Doha, Qatar, para consultas.

    “Vamos agora considerar opções alternativas para trazer os reféns para casa e tentar criar um ambiente mais estável para o povo de Gaza”, adiantou.

  • Número de palestinianos mortos pelas forças israelitas esta quinta-feira sobe para 62

    As forças israelitas mataram, desde a manhã desta segunda-feira, 62 palestinianos por toda a Faixa de Gaza, incluindo as 19 pessoas que foram mortas perto dos pontos de distribuição de ajuda humanitária. Os números foram avançados por fontes hospitalares, citadas pela Al Jazeera.

  • Última aldeia cristã da Cisjordânia atacada repetidamente por israelitas. Colonos tentaram incendiar igreja do século V

    Colonos incendiaram monte onde se encontra Igreja cristã do século V e tentaram incendiá-la com sopradores de folhas. Israelitas já anexaram 14% do território da Cisjordânia, desde o final de 2022.

    Última aldeia cristã da Cisjordânia atacada repetidamente por israelitas. Colonos tentaram incendiar igreja do século V

  • Marques Mendes considera arrepiante a situação em Gaza

    O candidato a Presidente da República Luís Marques Mendes considerou hoje a situação em Gaza preocupante e arrepiante do ponto de vista humanitário e condenou o silêncio do Ocidente.

    “Estou a ver a situação vivida em Gaza com enorme preocupação. Em primeiro lugar é arrepiante do ponto de vista humanitário. Só nos últimos três morrem 100 pessoas, sendo que 21 são crianças por fome. Isto é arrepiante”, disse o candidato a Presidente da República.

    Luís Marques Mendes acrescentou que “o silêncio do Ocidente, sobretudo da Europa, é absolutamente inaceitável”.

  • Forças israelitas atacaram instalações de armazenamento de armas no sul do Líbano

    O Exército israelita anunciou ter atacado “instalações de armazenamento de armas e lançadores de rockets” do Hezbollah, no sul do Líbano. Em comunicado, as forças israelitas acusam o grupo libanês de ter “violado o entendimento entre Israel e o Líbano”.

  • Netanyahu diz que Hamas interpretou disponibilidade de Israel como "fraqueza" — mas que se enganou

    O primeiro-ministro israelita insistiu hoje que Telavive continua determinada em “alcançar todos os objetivos da guerra”, durante um discurso numa cerimónia de Estado, citado pelo Times of Israel.

    “Se o Hamas interpretou a nossa disponibilidade para alcançar um acordo como fraqueza, como uma oportunidade para ditar os termos de uma rendição que vai pôr Israel em perigo, está muito enganado”, declarou Benjamin Netanyahu.

  • Mediadores norte-americanos abandonam Doha devido a posição "egoísta" do Hamas

    O enviado norte-americano Steve Witkoff anunciou hoje que a sua equipa, que estava em Doha no âmbito das negociações para o cessar-fogo, vai regressar a Washington devido à resposta do Hamas à proposta de cessar-fogo, resposta que diz “mostrar uma falta de vontade para um cessar-fogo em Gaza”.

    “Vamos considerar opções alternativas para trazer os reféns de volta para casa e tentar criar um ambiente mais estável para o povo de Gaza. É uma pena que o Hamas tenha agido desta forma egoísta”, escreveu Witkoff nas suas redes sociais.

  • Netanyahu chama equipa de negociação para cessar-fogo de volta a Israel

    Benjamin Netanyahu anunciou que convocou a equipa de negociação israelita, que se encontra no Qatar, para regressar a Israel de forma a “continuar as consultas”. “Apreciamos os esforços dos mediadores Qatar e Egito e os esforços de Witkoff para alcançar um avanço nos diálogos”, pode ler-se no comunicado do gabinete do primeiro-ministro, citado pelo Times of Israel.

    Num entanto, ao jornal Haaretz, uma fonte palestiniana mostrou-se otimista que esta mudança não significa um bloqueio nas negociações e revelou que o Qatar já tinha sido informado que a equipa israelita ia regressa a Telavive.

  • Gaza. "Precisamos de um cessar-fogo para salvar vidas"

    Para o especialista Miguel Baumgartner, a necessidade de cessar-fogo em Gaza vai além da política. Já na guerra entre Rússia e Ucrânia, as negociações “não avançam um milímetro”.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Gaza. “Precisamos de um cessar-fogo para salvar vidas”

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