Momentos-chave
- Jorge Pinto atira a todos: Seguro precisa de firmeza, Gouveia e Melo de honestidade e Ventura de vergonha
- Sondagem. Seguro e Cotrim mantêm-se na frente, empate técnico a quatro exclui Marques Mendes
- Candidatos de direita "nem querem mesmo ser presidentes", critica Isabel Mendes Lopes
- Seguro apela ao voto de "todos os moderados" a quem promete ser "uma força tranquila"
- Mendes diz que os adversários "parecem andar em guerra" e elogia Passos
- Ventura "da paz" não atirava cavacas a ninguém, mas acredita que rivais "gostariam" de estar no cimo da igreja
- Catarina corrige Gouveia e Melo. "Trump não está numa deriva perigosa, é um perigo"
- Nuno Melo: Cotrim e Ventura não são "confiáveis" e não tencionam cumprir mandatos
- António Filipe vira discurso para os jovens: "Não pode ser para um futuro distante, isto tem de ser para já"
- Jorge Pinto critica direita por só se preocupar com "cartas de amor" e Passos Coelho
- "Conselhos para António Filipe? Ele sabe mais do que eu". Jerónimo de Sousa aparece na campanha presidencial
- Seguro diz que não está "golpe militar em causa", mas alerta para "os inimigos da democracia" que "fazem tudo para a detsruir"
- Mendes aconselha ministra da Saúde a "dar explicações" e avisa: "Já estão todos a pensar chumbar próximo OE, mas não vai acontecer"
- Castro Almeida: Mendes vai "ser incómodo e entristecer algumas vezes" o PSD
- Rui Moreira: adversários de Mendes querem "fazer Governo cair", Cotrim mostra "soberba e arrogância"
- Em frente à estátua de Sá Carneiro, Ventura diz que acusações do PS de racismo e fascismo são para "meter medo"
- Mendes reconhece "má" situação na Saúde: "Não tenho menos coração do que qualquer pessoa"
- Cotrim pede ao PSD para não orquestrar manobra a pressionar militantes. E diz que já não perde o “momentum”
- Seguro responde a Rangel: O que "devia preocupar o ministro" são os portugueses na Venezuela
- Marcelo Rebelo de Sousa já votou e apela à ida às urnas. "Em democracia, encontram-se novas pessoas, novas gerações"
- Manifesto que junta 100 figuras de PSD e CDS usa legado de Sá Carneiro em apelo ao voto no almirante
- Ao oitavo dia da campanha, maioria dos candidatos concentra ações no Norte
- Mais de 218 mil eleitores inscritos para votar hoje antecipadamente
Histórico de atualizações
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Gouveia e Melo atira a Cotrim: "Eu não sou um tio de Cascais"
Henrique Gouveia e Melo pergunta à sala e aos portugueses: “Se tivessem que atravessar o vale escuro, que candidato queriam ter ao lado?” Num discurso no Teatro de Ponte Lima, atira-se aos “sicários” das outras candidaturas — que agora andam a “dizer que a conversa devia ser mais elevada” — com perguntas: “Andaram meses a atacar-me. Mais elevada desde quando? Só agora?”
O almirante voltou a atingir António José Seguro para dizer que Portugal não pode ter na chefia do Estado “indecisão”, nem alguém que “não tem a stamina certa para reagir a uma situação de crise”. Mais à frente no discurso, chama-lhe mesmo “falso socialista”.
Relativamente a Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo diz que não é “a dar aulas de culinária” que alguém se prepara para Belém. E volta a criticá-lo por ser um “neoliberal” que “depois anda em lares de idosos, de forma muito piedosa, como se o mercado resolvesse os problemas dos idosos. E ainda acrescenta: “De uma coisa podem ter a certeza: eu não sou um tio de Cascais”.
Ataca também Marques Mendes que defende que “não é discípulo de Sá Carneiro”, acrescentando igualmente que não é a “fazer pinos e usar luvas de boxe” que se representa os portugueses quando se concorre a um cargo que exige “dignidade” e “sentido de Estado”.
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Isaltino chama "Ronaldo" ao almirante, "queque de 3ª categoria" a Cotrim, "proto-ditadorzeco" a Ventura e "moralista de goela" a Mendes
No primeiro comício da campanha, num Teatro Diogo Bernardes cheio em Ponte de Lima, discursa Isaltino Morais — que durante o fim de semana acompanhou Henrique Gouveia e Melo nas ações.
O autarca de Oeiras tentou derreter os principais adversários do almirante. Começou por atirar a João Cotrim Figueiredo, que diz ser o candidato “aventuras liberais de terceira categoria“, colocando-o no rol de “candidatos queques que não conhecem o país real“. Isaltino Morais diz que votar na pacotilha liberal é votar nos queques e acusa Cotrim de cinismo: “Durante a campanha dançam com velhotas, abraçam os pobres, beijam tudo. Se for preciso até cães. Depois da campanha, voltam para os salões de Lisboa e esquecem os pobres”.
Sobre André Ventura, Isaltino Morais pede que não se dê “o voto à direita reacionária. O que tem ele para oferecer a não ser ódio aos outros? Vamos votar num proto-ditadorzeco que trai a nossa história? “.
Relativamente a António José Seguro, Isaltino Morais chama-lhe “cinzento do politicamente correto”, que “nunca adianta nada”. Lembra que teve “colegas de partido que disseram que não estava a altura”, que agora são “os mesmos que agora dizem que, de todos é o menos mau.”
Também deixa críticas a Marques Mendes que diz ser um político de “duas caras”, um “moralista de goela“, que cedo as pessoas perceberam que “não bastava”. “A campanha morreu”, decretou Isaltino Morais.
O autarca de Oeiras citou depois Luís Montenegro para lembrar que “há poucas semanas dizia que devíamos ser o Cristiano Ronaldo. O que entendi das palavras dele é que devemos ser a melhor versão de nós próprios. É por isso que estamos aqui, o nosso Ronaldo, Henrique Gouveia e Melo.”
Isaltino Morais vai mais longe: “Tenho para mim que o próprio primeiro-ministro gostaria de estar aqui hoje. Ele gosta de estar entre os melhores. Há muita gente que apenas por disciplina partidária não está aqui connosco.”
O autarca de Oeiras diz que “a esperança é em momentos como o atual,como dizia Obama, uma ousadia. Nós somos os ousados que queremos mais. Que queremos melhor para nós e para os nossos concidadãos. Por isso é que temos de votar em Gouveia e Melo”.
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Jorge Pinto atira a todos: Seguro precisa de firmeza, Gouveia e Melo de honestidade e Ventura de vergonha
Jorge Pinto tomou agora a palavra no comício desta noite, em Coimbra, e não poupou críticas a nenhum dos candidatos. Pela primeira vez desde o início da campanha, o candidato apoiado pelo Livre apontou o dedo ao almirante e ao socialista António José Seguro (por quem estava disposto a retirar a candidatura).
Depois de atirar a Cotrim Figueiredo e Marques Mendes (pelas “juras de amor” a Montenegro e o interessem em Passos Coelho), durante a tarde, virou-se agora a Seguro, Gouveia e Melo e Ventura.
O primeiro é acusado de não ter a firmeza que é exigida a um Chefe de Estado. “António José Seguro faz lembrar aquele professor que, vendo um bully e um agressor na escola, vai lá e diz: ‘Façam as pazes’. E a seguir vira costas e espera que a situação se resolva”, disse.
O candidato apoiado pelo Livre referia-se à revisão Constitucional feita de forma radical pela direita e extrema-direita. “É preciso um Presidente da República firme, que diga que a situação não pode continuar”, afirmou. As acusações de Jorge Pinto surgem no seguimento do desafio que Rui Tavares lançou ao socialista no comício de ontem, pedindo-lhe para dizer “como luta”.
Já no que toca a Gouveia e Melo, o candidato foi acusado de não ser honesto nem transparente, ao não dizer “ao que vem”. “Continuamos sem saber em que lado está. Um dia almoça com uns, outro dia com outros. Ser de esquerda não é pecado e de direita também não”.
Jorge Pinto aproveitou o facto de estar em Coimbra para atacar também André Ventura, após ser noticiado que “uma vereadora do Chega se desfiliou” do partido discordar de Ventura.
“Como é que o senhor, que não consegue pôr ordem na sua casa, consegue meter ordem no país? Devia era ter vergonha e pedir desculpa ao país.”
Num discurso com cerca de 30 minutos, apenas Catarina Martins e António Filipe não foram visados pelo candidato apoiado pelo Livre.
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Sondagem. Seguro e Cotrim mantêm-se na frente, empate técnico a quatro exclui Marques Mendes
António José Seguro mantém a liderança das sondagens diárias da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. Nos resultados publicados este domingo, o eurodeputado e candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo continua em segundo lugar.
André Ventura permanece no terceiro lugar, tal como nos dados divulgados no sábado, seguido por Henrique Gouveia e Melo. A grande mudança é Luís Marques Mendes, que apesar de continuar em quinto lugar, deixa de estar no empate técnico que agora se limita aos quatro primeiros candidatos.
- António José Seguro – 21,4%
- João Cotrim de Figueiredo – 21,1%
- André Ventura – 19,7%
- Henrique Gouveia e Melo – 17,0%
- Luís Marques Mendes – 14,5%
- Catarina Martins – 2,6%
- António Filipe – 2%
- Jorge Pinto – 0,9%
- Manuel João Vieira – 0,7%
Para os resultados conhecidos este domingo, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 8, 9 e 10 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
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Candidatos de direita "nem querem mesmo ser presidentes", critica Isabel Mendes Lopes
No comício deste domingo, em Coimbra, Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares uniram-se a Jorge Pinto e ambos aproveitaram o momento para atacar a direita, em particular Cotrim Figueiredo e Ventura.
“Marcelo Rebelo de Sousa dizia que este ano seria um ano singular e é verdade. Em parte porque começa com uma eleição para Belém para a qual muitos nem querem mesmo ser Presidente”, disse a deputada do Livre, que se junta a uma ação de campanha pela segunda vez.
“Temos um candidato que diz que foi empurrado, que nem queria sê-lo. Isto ao mesmo tempo que diz que quer acabar com este regime. Outro promete que nos próximos dois anos não se candidatará à liderança da Iniciativa Liberal. E outros que, na verdade, queriam que o candidato fosse Passos Coelho”, continuou, atacando todos os candidatos de direita.
E mais tarde, Rui Tavares continuava o ataque a André Ventura e Cotrim Figueiredo: “Se Ventura é um candidato que sabemos capaz de destruir a democracia política, João Cotrim Figueiredo tem intenções de fazer o mesmo com democracia social. Há uma quantidade de frases que quer riscadas da Constituição.”
Nos discursos destes dois apoiantes de Jorge Pinto, houve também espaço para atirar ao socialista António José Seguro. “Há outros candidatos que não se percebe mesmo como se posicionam ou o que defendem”, troçou Isabel Mendes Lopes, alimentando a crítica que já ontem Rui Tavares tinha feito.
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Seguro apela ao voto de "todos os moderados" a quem promete ser "uma força tranquila"
Num comício em Viana do Castelo, ao fim da tarde, António José Seguro lançou um apelo ao voto ” a todos os moderados”, a quem garante ser “uma força tranquila” e que é “o candidato moderado com melhores condições de passar à segunda volta”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Mais do que à esquerda o candidato apoiado pelo PS parece apostado em entrar pelo eleitorado descontente com Marques Mendes, tentando capitalizar a onda negativa que as sondagens diárias trouxeram ao adversário.
Além disso, Seguro tem também tentado contrariar a ideia que se colou à sua pele de um político inseguro, repetindo a cada comício que não precisa de “andar aos berros nem a insultar os adversários” para fazer política. Andar a “discutir na lama”, disse no teatro municipal Sá de Miranda, não é “sobretudo para quem quer ser Presidente”. Apresenta-se como “o Presidente dos novos tempos, da mudança. Sou mesmo uma força tranquila”.
Na intervenção perante sala cheia, o candidato presidencial também voltou ao tema dos riscos que esta eleição traz para a democracia, alertando que ela se “derruba por dentro, é uma espécie de vírus que entra por via eleitoral e depois vai destruindo”.
Antes dele tinha falado Manuela Machado, que é a mandatária distrital da sua candidatura, que fez uma curta intervenção onde disse, como ex-atleta, que “o importante não é como se começa, mas sim como se acaba. E isso aplica-se a António José Seguro”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Mendes diz que os adversários "parecem andar em guerra" e elogia Passos
Luís Marques Mendes fala agora em Lamego, começando por dizer que Nuno Melo é um bom exemplo de coragem por ter pegado no CDS quando tinha “praticamente batido no fundo”.
Fala da “relação à distância” que foi mantendo com a população enquanto comentava na televisão. “Os portugueses conhecem-me em tudo. Nas minhas qualidades e defeitos, as minhas opiniões. Não levo ninguém ao engano”, frisa. “As pessoas sabem tudo a meu respeito e isso dá previsibilidade”. Segundo Mendes, as pessoas conhecem-no tão bem que até a sua altura sabem. “Mas atenção: não há complexo nenhum e na Presidência não é a altura do Presidente que conta, mas saber se está à altura”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Defende também a importância da sua experiência. Diz não ter avançado para fazer ajustes de contas, para enriquecer o currículo ou por vaidade, porque até é “discreto e humilde”; avançou por causa da experiência que tem e por isso a capacidade que tem para “dar a volta” aos problemas.
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador
“Não se pode brincar com a escolha do PR. A experiência conta, significa maturidade e qualificação”, insiste. Diz ter a certeza de que no “momento da verdade” um eleitor, seja mais à esquerda ou mais à direita, vai procurar essas características.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Refere-se também à sua ambição de ser “o Presidente da estabilidade” e garantir que os governos cumprem quatro anos de mandato. Os resultados macroeconómicos positivos são “fundamentais”, mas é preciso tempo para consolidar e reforçá-los — “não podemos brincar com a nossa credibilidade internacional”, diz, elogiando a coragem e patrotismo de Passos Coelho. Além disso, esses resultados têm de ter tempo para chegar ao bolso das pessoas..
Será também um Presidente com ação e iniciativa, garante. Olhando para as notícias da campanha, “parece que está tudo em guerra” –” se os meus adversários estão em guerra uns com os outros ou com casos e casinhos, a minha única guerra é do futuro de Portugal”. Quanto à firmeza que promete ter, implica ser exigente na procura de resultados. “As pessoas já não querem diagnósticos ou estados de alma, mas resultados”.
A moderação “não está muito na moda”, lamenta, ao contrário do radicalismo e populismo; mas o que ajuda a transformar é mesmo a moderação. Remata dizendo que o país tem de ter uma atitude diferente, com “menos lamúria e mais ambição”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ventura "da paz" não atirava cavacas a ninguém, mas acredita que rivais "gostariam" de estar no cimo da igreja
De visita à Feira de São Gonçalinho, em Aveiro, onde há a tradição de se atirar cavacas do cimo da igreja, André Ventura reconheceu que os adversários “gostariam de estar lá em cima” a atirar objetos contra si, mas diz que não atirava qualquer cavaca porque “é de paz”.
Em declarações aos jornalistas, o candidato apoiado pelo Chega antecipa uma semana de campanha em que pretende “dar a voz a quem não tem voz” para que os portugueses olhem “ao espelho” e vejam “o país que não queremos ser”.
“Dizer a verdade, expor onde as pessoas sentem que não têm voz, dar voz aos que não têm voz. Foi sempre essa a estratégia e vai continuar a ser essa”, reconhece Ventura, frisando que pretende “levar o país a um olhar para si próprio, a um olhar-se ao espelho e ver o estado em que está a todos os níveis”.
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador em Aveiro
Para o líder do Chega é preciso falar sobre o estado a da saúde, da “distribuição de lugares, de tachos e desperdício de dinheiro público, à ineficácia da luta contra a corrupção, às questões da imigração ilegal”.
“Vou procurar que os últimos dias de campanha sejam de fazer o país olhar-se a si próprio no espelho, ver o estado degradante em que está”, atira, referindo-se novamente à questão da doente oncológica que foi fotografada no chão de um hospital — informação desmentida pelo estabelecimento hospitalar.
Ventura recusa ainda estar a “furar eleitorados de forma aritmética”, mais precisamente o da AD e explica: “Trata-se das pessoas compreenderem, votem AD, PS, Iniciativa Liberal, e não tenham votado no Chega, que há um candidato que quer responder às suas ansiedades e fala do país real.”
Desta forma, considera-se o “único que não passa a tarde a dizer que António José Seguro é isto ou aquilo ou que Gouveia e Melo é isto ou aquilo ou que Marques Mendes é isto ou aquilo”. “Quero falar do país e é esse país que espero levar à segunda volta para ser discutido o estado em que está.”
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Catarina corrige Gouveia e Melo. "Trump não está numa deriva perigosa, é um perigo"
Henrique Gouveia e Melo referiu-se ao Presidente norte-americano como “uma deriva perigosa nos EUA”, Catarina Martins discorda. “Trump não está numa deriva perigosa, é um perigo”, disse a candidata que acusa o republicano de “atirar para matar, contra o seu povo”.
Com o acerto do diagnóstico do almirante, a bloquista disse que não podemos achar que a resposta “vai lá com carinho”. Comentando a notícia de que o Reino Unido e Alemanha levaram tropas para a Gronelândia, pergunta: “Vamos pedir a um general norte-americano que nos defenda do presidente norte-americano?”
O conflito no seio da NATO motiva Catarina Martins a considerar que “é o momento da Europa cooperar com o resto do mundo, defendendo o direito internacional”. E exemplifica: “Só podemos defender a Gronelândia, se formos capazes de dizer que o direito internacional tem de valer em Gaza, na Venezuela ou na Ucrânia.”
A candidata propõe que a “vocação atlantista” de Portugal seja dizer que “é um absurdo” as posições que Trump tem assumido contra a Europa. “Este é um momento de definição e também é isto que se joga nestas eleições”, concluiu.
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Nuno Melo: Cotrim e Ventura não são "confiáveis" e não tencionam cumprir mandatos
Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional e presidente do CDS, fala agora num comício de Luís Marques Mendes em Lamego.
Começa por defender que a confiabilidade é importante e que os políticos devem cumprir os seus mandatos. Há candidatos que fazem hoje a Belém “as mesmas juras de amor” que faziam há meses noutras eleições, avisa. Há seis meses, Ventura tinha de ter votos em legislativas porque ia “salvar Portugal” e não ia “desistir de ser primeiro-ministro”, recorda; há ano e meio, Cotrim pedia votos para as europeias porque protagonizava o projeto que faria crescer a Europa, para um mandato de cinco anos, mas agora “desiste de Bruxelas porque Belém é que é”. “Queremos que seja feliz a cumprir o seu mandato em Bruxelas”, ironiza, já que no ano passado Cotrim chegou a dizer que não seria feliz como Presidente.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
“Significa que pediram ao povo o que pediram premeditaram, sabiam que pediam votos não tencionando cumprir os seus mandatos. Queremos que quem esteja na PR honre a sua palavra”.
Depois, defende que um Presidente não deve ser oposição ao Governo; mas ouve candidatos que “replicam tanto o que José Luís Carneiro diz” que pensa se o “sonho” deles não será estar na Assembleia da República.
Em terceiro lugar, Melo diz que a experiência, previsibilidade e confiabilidade são ativos fundamentais. A primeira função de um Presidente é garantir o funcionamento das instituições democráticas, lembra; e Mendes sabe “rigorosamente” como funcionam essas instituições e o que compete a quem. “Não significa que não deva estar atento ao Governo, que aqui ou ali não deva fazer uma crítica. Mas em democracia o Governo governa com base num programa aprovado noutras eleições”.
Melo diz que Mendes tem uma experiência “única na política em Portugal”. Portugal precisa de estabilidade, com firmeza, argumenta. É importante que eleições antecipadas sejam sempre “a última necessidade”.
“Estamos na luta pela segunda volta — se pudesse ser na primeira…, mas depois é nossa crença que o teremos em Belém”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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António Filipe vira discurso para os jovens: "Não pode ser para um futuro distante, isto tem de ser para já"
Como habitual, é o candidato apoiado pela CDU que encerra o comício, começando por salientar a mobilização deste fim-de-semana. “Se alguém pensa diminuir o peso desta candidatura, um comício como este mostra que está muito enganado”.
António Filipe dedica grande parte da sua intervenção aos jovens, enquadrando os mais novos como principais prejudicados pelos maiores problemas do país. Para isso, apoia-se no artigo 70º da Constituição, que confere proteção especial aos jovens, que já tinha sido mencionado antes por Paulo Raimundo.
Nesse sentido, acusa as políticas “ditadas pelo consenso neoliberal” de condenarem dezenas de milhares de jovens portugueses a “emigrar à procura das condições de vida e da realização profissional que lhes são negadas em Portugal”. Depois, passou pela educação: “Os nossos jovens não podem continuar a frequentar escolas sem condições, sem professores a todas as disciplinas, sem o material escolar necessário fornecido gratuitamente, sem os funcionários que são necessários para que as escolas funcionem, sem espaços adequados para o convívio e a prática desportiva, sujeitos ao frio e à chuva, sem que sejam garantidas as melhores condições de aprendizagem, de formação integral e participação democrática na vida das próprias escolas”.
Por fim, dá o exemplo da habitação. “Os nossos jovens não podem continuar a ver adiada a sua autonomia, as suas possibilidades de constituir família e de sair de casa dos pais por falta de uma política de habitação que dê cumprimento ao artigo 65º da Constituição”, diz, lembrando o artigo também já mencionado por Paulo Raimundo. “Não se resolve o problema da crise da habitação insistindo nas políticas neoliberais que a criaram. O acesso dos jovens a uma habitação condigna só se resolve com melhores salários e menos precariedade, mas também com promoção direta de habitação pública, com uma regulação do arrendamento e do crédito à habitação que evite a especulação”.
Tudo isto, garante o candidato presidencial, é urgente, e não pode ficar por palavras ou promessas: “Isto não pode ser para um futuro distante, isto tem de ser para já, porque é necessário que estas medidas sejam tomadas já”.
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Jorge Pinto critica direita por só se preocupar com "cartas de amor" e Passos Coelho
Jorge Pinto criticou este domingo a direita por estar mais preocupada com o envio de “cartas de amor” ao primeiro-ministro e a tentar chamar Passos Coelho para as suas campanhas do que a tentar resolver os problemas das pessoas.
Há quem ande “nas ruas apenas com as câmaras, às vezes até de maneira organizada para terem um determinado momento a passar na televisão”, começou por dizer, afirmando que não é assim que quer fazer política.
E por isso, diz, custa-lhe ver que “à direita há quem esteja mais preocupado em mandar mensagens e cartas de amor a Luís Montenegro, quem esteja mais preocupado a tentar encontrar Passos Coelho a ver se faz um favorzinho para parecer a seu lado na campanha” do que a ouvir os portugueses.
Já durante a manhã, em Aveiro, o candidato a Belém tinha acusado os candidatos à direita de terem como única motivação “saber onde está” e quem apoia Pedro Passos Coelho nestas eleições.
“Eu estou quase preocupado com Pedro Passos Coelho, porque parece que os candidatos à direita andam todos à sua procura. Eu não sei se alguém sabe onde é que ele está, se já o encontraram. Parece que a única coisa que motiva os candidatos à direita é saber onde é que está Pedro Passos Coelho e ao lado de quem é que estará”, afirmou.
Jorge Pinto aproveitou ainda o dia de hoje para concordar e responder às declarações do ainda Presidente da República esta manhã, quando disse que “a diferença entre a democracia e a ditadura é que na ditadura não se podem mudar os responsáveis e na democracia pode-se. Se não se gosta, muda-se, encontram-se novas gerações e novas pessoas”.
“A renovação das gerações faz parte da política, mas para renovar para pior não é o caminho”, alertou Jorge Pinto. “Aquilo que temos conseguido mostrar é que há quem queira renovar a política pela dignidade. Há quem queira fazer menos do mesmo”.
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Paulo Raimundo associa mais três artigos da Constituição à candidatura de António Filipe
Depois de no sábado já ter anunciado que António Filipe é o candidato dos artigos 64º (saúde), 65º (habitação) e 7º (autodeterminação dos povos), Paulo Raimundo acrescentou outros três à equação. Primeiro, o artigo 78º, que prevê o direito à fruição criação cultural. “Essa cultura tão maltratada, mas que é um eixo fundamental e sem ela nunca haverá democracia plena”, referiu.
Continou depois para o artigo 80º, “o tal que subordina o poder económico ao poder político”, lembrou. “É caso para dizer que não há artigo mais invertido do que este, na realidade, de todo o dia. (…) Está tudo ao contrário do que devia ser”.
Por fim, associou António Filipe como artigo 70º (que diz que os jovens gozam de proteção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais). “E tanto que o país precisa que esta juventude tome nas mãos este país”, suspirou o secretário-geral comunista.
Pegando precisamente nos jovens, Raimundo passou depois à discussão das alterações laborais. “Os mais jovens não precisam do pacote laboral, precisam é do pacote dos salários, do pacote da estabilidade, do pacote do respeito, da dignidade, do pacote do tempo para viver, do pacote da esperança para poder viver, estudar e trabalhar no seu país. Precisam é que o pacote constitucional tenha tradução todos os dias na sua vida, que se cumpra e faça cumprir a Constituição”.
E lembrando o tema do trabalho, Paulo Raimundo garantiu que os valores de António Filipe não são só retórica: “Esteve lá, junto dos obreiros, junto dos lutadores, junto dos protagonistas da construção daquela extraordinária força de unidade e demonstração de força que foi a greve geral do passado, dia 11 de dezembro. Esteve lá o António Filipe, esteve nos piquetes, esteve com a luta, disse não ao pacote laboral desde a primeira hora”.
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Catarina pede a quem quer “um travão de emergência” nos preços da habitação para “não emprestar o voto”
Catarina Martins reúne-se hoje na Associação de Moradores da Bouça, no Porto, onde promove uma conversa sobre políticas de fomentação de comunidades. Volta a falar sobre a habitação como “a crise das crises da vida do País”, problema sobre o qual é mais abordada nas ruas, conta.
A candidata do Bloco de Esquerda explica que a habitação “é uma crise também dos serviços públicos”, porque “mesmo os altos quadros dos serviços públicos” não escapam à dificuldade em encontrar uma casa para arrendar. A crise da habitação “é também uma crise de comunidade”, defende Catarina Martins, natural do Porto, que assinala como na Invicta “todo o pequeno comércio fechou”.
Trata-se de “uma questão de regime”, diz a bloquista, que acusa o Governo e o seu pacote de habitação “aprovado pelos partidos da direita” de ser “absolutamente irresponsável”. É preciso ter alguém que seja “um travão de emergência” para os preços da habitação no Palácio Belém e a maneira de o fazer é “não emprestar o voto” já no próximo domingo, afirmou a candidata citando palavras da sua apoiante Isabel Moreira.
Catarina Martins utiliza a crise da habitação e das comunidades como introdução para falar da “política do ódio”. “O problema é haver muitos imigrantes na mesma casa ou termos casas que não podemos pagar?” E conclui falando do caso da morte de uma mulher branca às mãos do serviço de imigração e fronteiras norte-americano (ICE), que levou milhões à rua em Minneapolis. “Se alguém achou que isto parava nalgum sítio, não acaba, acaba sempre a disparar sobre cada um de nós. A esperança está em quem sai aos milhões para a rua. Devemos celebrar a solidariedade contra o terror.”
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Seguro, o licor e as cavacas. "Cavacas, cavacos. Eu sou pela igualdade de género"
Em Aveiro, chovia e, da capela de São Gonçalinho também choviam cavacas, uma tradição local nas celebrações do santo. Nem por isso António José Seguro deixou de correr tasquinhas mas não se sujeitou ao arremesso do doce típico: “Há uma diferença entre a coragem e a loucura e eu serei um Presidente corajoso”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Bebeu vários copos (entre quatro e seis) do licor de Aveiro e, junto à capela, foi desafiado a ir lá para a frente, onde as cavacas estavam a cair. “É isto que nos faz perceber que somos um grande povo”, declarava em relação à tradição, mas sem querer arriscar em dar mais uns passos até à multidão que tentava apanhar cavacas com chapéus de chuva virados ao contrário.
E os cavacos?, questionou um jornalista. “As cavacas, os cavacos, eu sou pela igualdade de género”, atirou rapidamente o candidato fintando mais uma provocação, desta vez em relação ao antigo Presidente da República.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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"Conselhos para António Filipe? Ele sabe mais do que eu". Jerónimo de Sousa aparece na campanha presidencial
Decorre a esta hora um comício da candidatura de António Filipe, o momento mais participado da sua campanha até este momento. No espaço em que decorre o evento há várias caras conhecidas do partido, e uma surpresa: Jerónimo de Sousa.
Aos jornalistas, o antigo secretário-geral da CDU, e também antigo candidato presidencial mostrou “esperança” em António Filipe. “A CDU tem uma vantagem de comportar um projeto de futuro e por isso mesmo estamos profundamente confiantes que o António vai participar até ao último fôlego nesta campanha, nesta batalha eleitoral. E cá estamos, sempre prontos para não virar a cara ao mau tempo porque os tempos que correm estão aí a exigir uma outra política, a exigir um outro mandato presidencial”.
Desafiado a dar um conselho a António Filipe, Jerónimo chuta para canto: “Ele sabe mais do que eu, não tenho ilusões sobre isso”. O histórico comunista fala do candidato como “um ganho tremendo”, que sabe que “é possível fazer melhor, é necessário pensar nos problemas das mulheres, dos jovens, dos pequenos e médios empresários”.
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Gouveia e Melo acelera a partir do zero para fazer r as “voltas que os portugueses quiserem”
Henrique Gouveia e Melo foi ao quilómetro zero da Estrada Nacional 2, em Chaves, mostrar que é um candidato ativo e fez uma curta viagem numa Harley-Davidson. Os jornalistas perguntaram quantas voltas ia dar e Gouveia e Melo disse prontamente: “Duas”.
Estava atrapalhado a colocar o capacete e nem percebeu logo a segunda intenção da pergunta: “Agora é que eu percebi. Essas voltas vão ser a que os portugueses quiserem”.
Depois Gouveia e Melo seguiu em frente e desapareceu da vista da comitiva e assessores, mas acabaria por voltar e dizer que a mota era “pesada”, mas nem por isso difícil de manobrar. DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Seguro diz que não está "golpe militar em causa", mas alerta para "os inimigos da democracia" que "fazem tudo para a detsruir"
Num almoço em Aveiro, António José Seguro alertou para uma “democracia com menos qualidade”, com “uma espessura muito fina que permite que os inimigos da democracia aproveitem isso”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
O candidato tem diabolizado o crescimento dos populismos e voltou a alerta para um acordar no dia 19 de janeiro, o dia a seguir às eleições, com o “regresso ao mundo velho”.
Ainda que não esteja “na perspetiva nenhum golpe militar para dar cabo da democracia”, Seguro avisa para o perigos dos tais “inimigos da democracia que se metem dentro das instituições e depois fazem tudo para as destruir”
Em dia de voto antecipado, o candidato apertou ainda no apelo ao voto dos presentes pedindo-lhes que “não percam um segundo” e que “falem com vizinhos, amigos, familiares, colegas de trabalho e espalhem a palavras de que o país pode ser construídos em moldes diferentes”.
Da sua parte, promete ser “o Presidente da mudança, dos novos tempos” com “exigência ao Governo que estiver, aos futuros e também aos partidos”, recusando que a oposição possa ficar de fora da responsabilidade.
“Para fazer uma evolução na continuidade há outros melhores e estão todos à nossa direita”, sublinhou.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Cotrim almoçou com embaixador da Dinamarca para discutir as ameaças dos EUA à Gronelândia
João Cotrim de Figueiredo trocou o almoço de campanha que iria juntar avós e netos por um almoço com o embaixador da Dinamarca em Lisboa, para discutir as consequências das ameaças dos EUA relacionadas com a Gronelândia.
À saída, o candidato disse que estas ameaças “podem ser uma sentença de morte à NATO e são um enorme desafio à capacidade de atuação da União Europeia que, depois de décadas de desinvestimento, não está preparada para ombrear com os EUA”.
“Fora da mesa das negociações, a Europa não tem muito mais cartas para jogar”, lamentou o eurodeputado. “Vale a pena prepararmo-nos desde já”, alertou, informando que também manteve contactos com o embaixador dos EUA para perceber o que está em causa: “Pediram-me apenas para manter esses contactos reservados”.
O candidato está convencido de que “nas 3 semanas de campanha para a segunda volta este assunto vai estar na ordem do dia”. E defende que o povo da Gronelândia possa pronunciar-se sobre o compromisso final através de um referendo.
O embaixador dinamarquês, Lars Steen Nielsen, disse que a sua embaixada tem falado com outros candidatos à Presidência e espera que o próximo Chefe de Estado continue a manter contactos regulares com os embaixadores estrangeiros em Lisboa, como tem feito Marcelo Rebelo de Sousa até aqui.
O Partido liberal dinamarquês é um dos três que integra a coligação do governo da Dinamarca.
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Mendes aconselha ministra da Saúde a "dar explicações" e avisa: "Já estão todos a pensar chumbar próximo OE, mas não vai acontecer"
No almoço em São João da Madeira, Mendes começa por fazer um “desabafo”, dizendo estar a ser recebido pela população de forma “calorosa” e “espetacular”. Por isso, conclui que nada o vai desanimar e volta a reafirmar o objetivo de chegar à segunda volta em primeiro lugar.
Mendes assegura que sente cada vez mais uma identificação maior com a sua mensagem de uma “liderança firme e tranquila”. A tranquilidade é aquilo que a sociedade portuguesa merece, diz; uma vida de trabalho sem complicações, crispações e sem haver permanentemente a ameaça de mais uma eleição.
Ao mesmo tempo, o PR também deve ser firme nas suas ideias, nas soluções que tem e a exigir resultados. Promete mais uma vez dar a este ou outro Governo “todas as condições para governar”, ajudando em “matérias que parecem ser tratadas com menos atenção”.
Puxa pelo exemplo da Saúde, dando dois conselhos presidenciais (não é com “críticas” que se resolve) à ministra da Saúde: “Que ela apareça para explicar” as situações que correm mal, o que está a ser feito para corrigi-las e qual é o caminho e qual é o calendário. “Em política nunca é bom ter vazios. O vazio gera alarme social”.
O segundo conselho é que é preciso tirar aos médicos a burocracia de que têm de tratar — “teriam mais tempo para os doentes”. Recomenda ao Governo e ao país que não se façam “sempre as mesmas coisas”: “A situação do passado não pode continuar a ser a do futuro”.
Depois, volta a prometer ser o “Presidente da estabilidade”. “Já estão todos aí a pensar em como chumbar o próximo OE e criar uma próxima crise política. Isso não vai acontecer”. Os números, mesmo que agora sejam favoráveis, têm de “chegar à realidade das pessoas”. Além disso, lembra os perigos da situação internacional, que pedem um clima estável no país. “A experiência é ajudar a dar confiança e segurança aos portugueses”.
Pede a quem vai votar que pense pouco em partidos e ideologias, mas nos fatores que “unem”.