Atualizações em direto
  • "Desde 2023, número de armas de uso pessoal aumentou 220% em Israel"

    Gadi Eisenkot encerrou a campanha prometendo erradicar o Hamas e invocou a perda do filho em Gaza. Segurança domina eleição em Israel. O relato do editor de Fotografia do Observador, João Porfírio.

    “Desde 2023, número de armas de uso pessoal aumentou 220% em Israel”

  • Gadi Eisenkot acusa Netanyahu de fugir às responsabilidades

    Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar e principal opositor de Benjamin Netanyahu, iniciou o dia das eleições no kibutz de Nir Oz, uma das comunidades mais afetadas pelo ataque liderado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023. Acompanhado por Gadi Mozes, antigo refém do Hamas, escolheu o local como gesto simbólico antes de votar, mais tarde, noutro lugar.

    “Tenho orgulho e estou emocionado por começar este dia com Gadi Mozes, símbolo do espírito e da força de Israel e do compromisso dos israelitas uns com os outros e com o Estado”, afirmou Eisenkot, numa ação de campanha que acontece no próprio dia das eleições.

    epa10134630 Former Israel Defense Forces Chief of Staff Gadi Eisenkot attends a press conference at the Israel Democracy Institute in Jerusalem, Israel, 23 August 2022. Israel Legislative elections  will be held on 01 November 2022.  EPA/ABIR SULTAN ABIR SULTAN/EPA

    Citado pela imprensa israelita, o dirigente prometeu trabalhar para honrar o sofrimento das vítimas e contribuir para a recuperação do país. Mozes, de 81 anos, passou 482 dias em cativeiro do Hamas e da Jihad Islâmica Palestiniana e tem apoiado a candidatura de Eisenkot.

    Antigo chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eisenkot perdeu o filho, Gal, e dois sobrinhos durante a guerra em Gaza.

    “Se alguém no Governo tivesse um mínimo de sentido de responsabilidade, teria começado a manhã aqui, nas comunidades junto à fronteira com Gaza”, declarou. “Três anos depois da falha, continuam a fugir às responsabilidades”, rematou.

  • Presidente israelita Isaac Herzog já votou num "dia que ninguém pode estragar"

    Num “dia que ninguém pode estragar ou comprometer”, o Presidente de Israel, Isaac Herzog, já votou nas eleições desta terça-feira para o Knesset, o Parlamento israelita, no bairro de Rehavia, acompanhado pela mulher, Michal.

    “É um grande privilégio poder votar e tenho orgulho em que eu e Michal tenhamos exercido um direito fundamental de qualquer cidadão”, afirmou aos jornalistas, citado pelo The Times of Israel.

    epa12284408 Israeli President Isaac Herzog speaks during a press conference after a meeting with the Latvian president as part of his official visit to Riga, Latvia, 05 August 2025.  EPA/TOMS KALNINS TOMS KALNINS/EPA

    Herzog manifestou o desejo de que o dia eleitoral seja uma verdadeira celebração da democracia. “Hoje somos todos iguais. Este é o nosso dia para fazer a diferença e votar”, declarou o responsável.

  • Mais de sete milhões de israelitas vão hoje às urnas para votação com desfecho imprevisível

    Mais de sete milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram Israel e desestabilizaram o Médio Oriente.

    Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Knesset e a consequente governação do país. Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.

    Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.

    As atenções estão centradas em dois nomes: o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o antigo general das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot (partido Yashar!), um recém-chegado à política israelita.

    As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o “número mágico” dos 61 assentos parlamentares, nem através de alianças pós-eleitorais com forças pró-governamentais ou do chamado bloco da mudança, a não ser que este último se entenda com os partidos árabes.

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