Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui o acompanhamento deste artigo em direto sobre a guerra na Ucrânia. Pode seguir os novos desenvolvimentos sobre a situação durante esta segunda-feira nesta nova ligação.

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  • Rússia diz que ainda retém milhares de prisioneiros e que Ucrânia tem "quase zero" russos detidos

    Após uma troca de prisioneiros que foi celebrada por Zelensky (Rússia e Ucrânia libertaram, cada uma, 146 prisioneiros do outro país), o alerta: a Ucrânia pode, segundo a Rússia, estar a ficar sem qualquer margem negocial no que toca a libertar ucranianos em território russo.

    No Telegram, o conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, que lidera o grupo de negociações russo com a Ucrânia, escreveu que “aparentemente há muito poucos [russos] que ainda lá estejam, o ‘fundo de troca’ da Ucrânia está quase a zeros. É bom. Ainda temos milhares de prisioneiros das Forças Armadas da Ucrânia”.

    Além disso, acrescentou que a Sociedade Militar Histórica Russa cedeu milhares de livros às instituições onde estão os prisioneiros ucranianos, incluindo manuais escolares sobre a história da Rússia no século XX, para que, segundo o conselheiro russo, “limpem o lixo dos seus cérebros”.

  • Meio milhar de pessoas juntam-se em Lisboa para celebrar dia da independência da Ucrânia

    Embaixadora ucraniana agradeceu o apoio de Portugal ao país em guerra, mas ressalvou que é necessário fazer mais.

    Meio milhar de pessoas juntam-se em Lisboa para celebrar dia da independência da Ucrânia

  • Rússia e Ucrânia trocam 300 prisioneiros de guerra

    Rússia e Ucrânia fizeram este domingo mais uma troca de prisioneiros, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referindo que a maior parte dos prisioneiros ucranianos estava presa desde 2022 — e dando o exemplo do jornalista Dmytro Khyliuk, raptado pela Rússia um mês depois do início da guerra.

    “As trocas continuam. E isto é possível graças aos nossos guerreiros, que repõem o ‘fundo de trocas’ da Ucrânia”, atira Zelensky.

    Já na Rússia, a agência TASS noticia que um total de 146 prisioneiros russos (militares mas também oito residentes da região de Kursk) foram devolvidos por Kiev, trocados por 146 militares ucranianos, com base em informações do ministério da Defesa russo.

    Ambos os países agradeceram aos Emirados Árabes Unidos pela mediação do processo.

  • Zelensky diz que Ucrânia só usa mísseis feitos no seu território para atacar Rússia e que não tem "discutido" assunto com EUA

    O Presidente ucraniano esclareceu este domingo que a Ucrânia utiliza apenas armas de produção nacional para os seus ataques com mísseis de longo alcance na Rússia, depois de o Wall Street Journal ter noticiado, no sábado, que Washington vetou o uso de armas norte-americanas para esse fim.

    “Hoje, para ser honesto, estamos a utilizar as nossas armas de longo alcance de produção nacional. E recentemente, para ser honesto, não discutimos estas questões com os Estados Unidos”, disse Volodymyr Zelensky numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, em Kiev.

    O The Wall Street Journal noticiou no sábado que Washington vetou o uso de armas feitas nos Estados Unidos em ataques de longo alcance em território russo feitos pela Ucrânia.

    “Houve uma altura em que havia sinais diferentes [de Washington] sobre os nossos ataques de retaliação aos ataques [russos] ao setor energético”, reconheceu Zelensky em declarações citadas pela agência noticiosa Ukrinform e pela agência France-Presse (AFP).

    Na noite passada, as forças ucranianas utilizaram drones para atacar um terminal de gás no porto russo de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, bem como a refinaria de crude de Syzran, na região russa de Samara, entre outros alvos.

  • Vice-presidente dos EUA afirma que a Russia fez “concessões” a Trump desde a cimeira

    O vice-presidente dos EUA, JD Vance afirmou hoje que Moscovo fez “concessões importantes” sobre a Ucrânia ao Presidente Donald Trump, desde a cimeira de 15 de agosto no Alasca com o homólogo russo Vladimir Putin.

    “Penso que os russos fizeram concessões importantes ao Presidente Trump, pela primeira vez em três anos e meio de conflito, na verdade, eles querem ser flexíveis em algumas das suas exigências fundamentais”, afirmou Vance, numa entrevista à NBC transmitida hoje.

    O enviado americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, está hoje em Kiev, assim como o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, ambos ao lado do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, por ocasião do 34.º aniversário da independência do seu país.

    Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, a Rússia “está a discutir o que seria necessário fazer para pôr fim à guerra”.

    “É claro que ainda não chegaram lá completamente e a guerra não acabou, mas estamos envolvidos num processo diplomático de boa-fé”, afirmou Vance.

    “A guerra não é do interesse de ninguém, nem da Europa, nem dos Estados Unidos, e não achamos que a Rússia ou a Ucrânia tenham interesse em continuar” concluiu.

    Apesar dos esforços de mediação lançados pelo Presidente dos Estados Unidos — com a cimeira de Anchorage com Putin e a receção na segunda-feira passada na Casa Branca de Zelensky e seus aliados europeus —, as posições de Moscovo e Kiev parecem irreconciliáveis.

    Os dois países em guerra acusam-se mutuamente de bloquear a organização de um eventual encontro entre os seus presidentes.

  • Emmanuel Macron saúda "a coragem e a bravura do povo ucraniano". Chanceler alemão diz que Berlim "apoia firmemente" a Ucrânia

    Somam-se mensagens de chefes de Estado sobre o Dia da Independência da Urânia.

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, saudou a “coragem e a bravura do povo ucraniano que, 34 anos após a independência, continua a lutar contra a agressão russa”. “Pela sua soberania e pela sua liberdade. Pelos nossos valores e pela segurança do nosso continente. Ucranianos, nesta luta por justiça e paz, a França sempre estará ao seu lado, hoje e amanhã”, escreveu numa publicação na rede social X.

    Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que Berlim “apoia firmemente” a Ucrânia, tanto “hoje como no futuro”.

  • Agência nuclear da ONU diz estar a par dos relatos sobre Kursk, mas diz que não tem confirmação independente

    A agência nuclear da ONU afirmou estar a par dos relatos sobre um incêndio na central nuclear de Kursk, na Rússia, “devido a atividade militar”, mas afirma não ter recebido confirmação independente, reporta a Sky News.

    A Ucrânia ainda não se pronunciou sobre as acusações de autoridades russas de um ataque com drones à central.

  • Rússia acusa países ocidentais de tentarem impedir negociações de paz com Ucrânia

    O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, acusou hoje os países ocidentais de tentarem impedir as negociações de paz sobre a Ucrânia, num momento em que os esforços para resolver o conflito parecem ficar paralisados.

    “Eles estão apenas à procura de um pretexto para impedir as negociações”, afirmou Lavrov numa entrevista à emissora pública Rossya, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    Lavrov também criticou a posição do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que “teima, impõe condições e exige, a qualquer custo, um encontro imediato” com o homólogo russo, Vladimir Putin.

  • Estados Unidos confiam em negociações com Rússia para paz duradoura na Ucrânia

    A administração norte-americana felicitou hoje o povo da Ucrânia pelo 34.º aniversário da independência e manifestou confiança em negociações de paz com a Rússia que permitam uma paz duradoura.

    “Acreditamos numa solução negociada que defenda a soberania ucraniana e garanta a sua segurança a longo prazo, levando a uma paz duradoura”, afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, numa mensagem divulgada pelo Departamento de Estado.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende organizar uma cimeira entre Zelensky e o homólogo russo, Vladimir Putin, mas tem manifestado nos últimos dias impaciência sobre as posições Moscovo em relação a uma solução para a guerra.

    Trump, que prometeu durante a campanha eleitoral acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas, já se reuniu com Putin no Alasca, em 15 de agosto, e com Zelensky e líderes europeus, três dias depois.

    Na mensagem sobre o dia da independência, Marco Rubio afirmou que “os Estados Unidos estão comprometidos com o futuro da Ucrânia como nação independente”.

    “Enquanto prestam homenagem à história da vossa nação, os Estados Unidos esperam continuar a construir a nossa parceria económica e de segurança para um futuro pacífico e próspero para ambas as nações”, acrescentou Rubio.

  • Rússia acusa Ucrânia de ataque a central nuclear

    A Rússia culpa a Ucrânia por ataques com drones a uma central nuclear na região ocidental de Kursk, afirmando que várias instalações de energia e eletricidade russas foram alvo de ataques durante a noite. A informação é reportada pela BBC.

    Não houve feridos e o incêndio foi rapidamente extinto, informou o serviço de imprensa da central através da aplicação de mensagens Telegram, cita o meio britânico. Segundo o comunicado, o ataque danificou um transformador, mas os níveis de radiação estavam dentro dos limites normais.

    O governador regional disse que cerca de 10 drones ucranianos foram abatidos e que os destroços provocaram o incêndio. Até ao momento, a Ucrânia não comentou as acusações russas.

  • Zelensky destaca valor de paz segura e justa no dia da independência da Ucrânia

    epa12316597 Ukrainian President Volodymyr Zelensky addresses a joint press conference with NATO Secretary General Mark Rutte (not pictured) following their meeting in Kyiv, Ukraine, 22 August 2025. The NATO Secretary General Rutte arrived in Kyiv to meet with top Ukrainian officials, amid the ongoing Russian invasion.  EPA/SERGEY DOLZHENKO SERGEY DOLZHENKO/EPA

    O Presidente da Ucrânia felicitou hoje os ucranianos pelo dia da independência com uma mensagem emotiva sobre a aspiração a uma paz justa, segura e duradoura, em contraste com mensagens mais combativas dos anos anteriores.

    Num vídeo gravado na emblemática praça da Independência de Kiev, Volodymyr Zelensky destacou a unidade dos ucranianos, que nenhuma “ocupação temporária” pode mudar, mas sem prever uma libertação rápida dos territórios sob controlo russo.

    “Um dia, a distância entre os ucranianos desaparecerá e estaremos novamente juntos como um país e uma família. É apenas uma questão de tempo”, prometeu, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

    Kiev recusa fazer concessões territoriais em eventuais negociações de paz e exige que sejam retomadas as fronteiras originais de 1991, quando se tornou independente na sequência do colapso da União Soviética, de que fazia parte. Tais exigências significam a devolução da Península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.

    Zelensky advertiu que a Ucrânia está em condições de retaliar os ataques russos e danificar as infraestruturas estratégicas se a Rússia não concordar com um cessar-fogo. “Ninguém pode proibir-nos esses ataques, porque são justos”, defendeu.

    Com mais efetivos e meios, as forças russas têm avançado nos últimos meses na frente da batalha, sobretudo no leste, onde declararam a anexação de Donetsk e Lugansk em 2022, juntamente com Zaporijia e Kherson. Zelensky disse que a Ucrânia já demonstrou que foi capaz de resistir ao “segundo melhor exército do mundo” e defender com sucesso a sua independência.

    Afirmou que não haverá nenhum compromisso vergonhoso para alcançar a paz e que Kiev aspira a um acordo digno e abrangente que garanta a segurança. “Só nós decidiremos o nosso futuro”, declarou.

    Zelensky prometeu que a Ucrânia receberá dos aliados “garantias de segurança tão fortes que ninguém pensará em atacar” novamente o país.

  • Marcelo denuncia “pretensos medianeiros” da paz

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, publicou uma nota a propósito do Dia Nacional da Ucrânia na qual acusa a Rússia de violar a independência do país e criticando os “pretensos medianeiros” da paz.

    Por ocasião do 34.º aniversário da independência da Ucrânia, “o Presidente da República envia à Ucrânia, ao Povo Ucraniano e ao Presidente Volodymyr Zelensky um abraço ainda mais solidário”, lê-se na carta divulgada pela presidência na manhã deste domingo, em que Marcelo Rebelo de Sousa explica porque diz “ainda mais solidário”.

    “Porque, agora como nunca, convém ao invasor que violou essa independência, fazer de conta de que não houve invasão. E de que é possível avançar para acordo de paz sem cessar-fogo e usar o acordo de paz para negociar parcelas do território ucraniano que ocupou e continua a tentar ocupar”, afirma o chefe de Estado português.

    Marcelo denuncia também que “surgem e surgirão pretensos medianeiros que, ainda há meses, eram entusiásticos apoiantes da Ucrânia e confundem, ostensivamente, paz digna, duradoura e respeitadora dos valores e princípios do Direito Internacional com o que convém a quem invadiu, ocupou e ocupa e tudo fez para ganhar tempo e apagar memória”.

    “Portugal não muda de valores e princípios, nem muda de lado”, garante o Presidente, reforçando que o país “continua ao lado da Ucrânia e sua independência, como antes de 2022, em 2022, 2023, 2024. Sempre”.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a preparar um encontro entre os líderes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, e tem falado em cedência de território.

  • Bom dia,

    Bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos toda a informação sobre a guerra na Ucrânia.

    Para recordar os principais desenvolvimentos deste sábado confira este liveblog.

    Ucrânia diz que Rússia realizou 450 ataques nas últimas 24 horas

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