Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu que esperava que a guerra na Ucrânia fosse a mais fácil de resolver, mas salientou que persistem “grandes conflitos de personalidade”. Acrescentou ainda que a situação será eventualmente solucionada, mas sem especificar um prazo ou metodologia para tal.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou a necessidade de assegurar cerca de mil milhões de dólares mensais dos aliados para a aquisição de armamento dos Estados Unidos. Durante uma visita do primeiro-ministro norueguês, Zelensky expressou gratidão pelo apoio da Noruega, que promete continuar a fornecer assistência significativa à Ucrânia em 2026.
    • O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, afirmou que as garantias de segurança para a Ucrânia devem ser neutras, não nucleares e resultado de consenso. Lavrov criticou a abordagem ocidental que, segundo ele, se foca na derrota da Rússia, e mencionou a disposição de Vladimir Putin para se reunir com Volodymyr Zelensky, desde que a reunião produza resultados concretos.
    • A Rússia anunciou ter assumido o controlo da região de Zaporíjia, enfrentando ainda resistência aérea ucraniana. Em resposta, as autoridades ucranianas relataram que dois civis foram mortos em ataques russos nas últimas 24 horas e que a Rússia utilizou uma centena de drones contra o território ucraniano, dos quais 76 foram abatidos pelas defesas ucranianas.

    [Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os mais recentes acontecimentos da guerra na Ucrânia neste outro liveblog.

    Quase 150 mineiros ucranianos presos no subsolo após ataque russo em Donetsk. Canadá pronto para enviar tropas para a Ucrânia

  • Zelensky discute sanções a Moscovo com enviado de Trump

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou hoje que discutiu potenciais sanções económicas e outros meios de pressionar a Rússia com o enviado norte-americano Keith Kellogg, que se encontrava de visita a Kiev.

    “Tive uma grande reunião com o enviado especial do Presidente dos Estados Unidos, general Keith Kellogg”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

    Segundo o líder ucraniano, foram discutidas formas de “influenciar os russos, forçá-los a envolver-se em negociações reais e terminar a guerra” iniciada pelo Kremlin em fevereiro de 2022.

  • Trump diz que ainda não foram discutidas garantias de segurança para a Ucrânia

    O Presidente norte-americano disse hoje que ainda não foram discutidos os detalhes das garantias de segurança que Washington e países europeus forneceriam à Ucrânia para evitar novas invasões russas, após o fim da guerra.

    “Não sabemos que garantias de segurança [seriam implementadas], porque nem discutimos os detalhes, e vamos ver. Em primeiro lugar, a Europa vai dar-lhes garantias de segurança significativas, e devem fazê-lo, porque estão ali mesmo [ao lado da Ucrânia], mas vamos participar como reforços. Vamos ajudá-los”, afirmou Donald Trump à imprensa na Casa Branca.

  • Trump mostra-se duvidoso sobre se Putin e Zelensky se encontrarão

    Questionado pelos jornalistas sobre quando os Presidentes da Rússia e da Ucrânia se encontrarão, Trump mostrou-se menos confiante e disse que isso “lhes cabe a eles”.

    “Não sei se eles se vão encontrar”, disse o líder norte-americano, citado pela NBC News. “Talvez sim, talvez não”, acrescentou

  • Marcelo condecorado por Zelensky pelo "apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia"

    O Presidente da República foi agraciado pelo Presidente da Ucrânia com a “Ordem do Príncipe Yaroslav, o Sábio, de 1.º grau, por ocasião do Dia da Independência da Ucrânia”, informa-se no site da Presidência da República.

    Num decreto presidencial publicado a 23 de agosto de 2025, o Presidente Zelensky condecorou 143 personalidades internacionais pelo seu “contributo significativo para o reforço da cooperação internacional, apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia, apoio a causas sociais e a promoção global da Ucrânia”, incluindo oito Chefes de Estado e de Governo.

    Marcelo Rebelo de Sousa reitera o compromisso inabalável de Portugal para com a Ucrânia e o povo ucraniano.

  • Trump diz que esperava que a guerra na Ucrânia fosse a "mais fácil" de resolver mas que há "grandes conflitos de personalidade"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que esperava que a guerra na Ucrânia fosse a “mais fácil” de resolver de todos os conflitos, falando sobre como “acabou” com a guerra entre Índia e Paquistão.

    “Acabou por haver alguns grandes conflitos de personalidade. É daquelas coisas. Mas vamos parar com ela eventualmente”, acrescentou.

  • Governo ucraniano condena participação de Woody Allen na Semana Internacional de Cinema de Moscovo

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia condenou esta segunda-feira a participação do realizador norte-americano Woody Allen na Semana Internacional de Cinema de Moscovo, qualificando-a de “uma vergonha” no contexto da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

    “Trata-se de um insulto à memória dos atores e cineastas ucranianos que foram mortos ou feridos pelos criminosos de guerra russos durante a agressão russa contra a Ucrânia”, declara o governo ucraniano num comunicado citado pelo The Kyiv Independent.

    O ministério ucraniano considera que ao participar num festival que reúne os apoiantes e porta-vozes de Vladimir Putin, e ainda que por videoconferência, Allen está “deliberadamente a fechar os olhos às atrocidades que a Rússia comete diariamente na Ucrânia há 11 anos”.

  • Acesso da Ucrânia à rede Starlink, de Elon Musk, pode estar em risco por veto presidencial polaco

    O acesso da Ucrânia à Starlink, rede de satélites de Elon Musk que tem permitido o acesso à internet no território ucraniano desde o início da guerra, poderá estar em risco devido a um veto presidencial na Polónia, país que tem pago este serviço a Kiev.

    Segundo a Reuters, o Presidente polaco, Karol Nawrocki, vetou esta segunda-feira um pacote legislativo destinado a prolongar o apoio financeiro aos refugiados ucranianos. Na mesma ocasião, Nawrocki revelou a sua intenção de limitar os apoios estatais aos refugiados ucranianos, seguindo uma lógica de priorização dos polacos.

    O veto poderá ter como dano colateral o fim do acesso da Ucrânia ao Starlink, já que é aquele pacote legislativo que fornece uma base legal para que a Polónia pague o acesso ucraniano à rede de satélites de Elon Musk como parte do apoio financeiro à Ucrânia.

    O vice-primeiro-ministro polaco Krystof Gawkowski, que tem a pasta dos serviços digitais num governo que tem estado em braço de ferro com o Presidente conservador nacionalista, avisou no Twitter que esta decisão, se não for revertida, poderá significar o fim do acesso da Ucrânia ao Starlink.

  • Governador de Donetsk diz que Rússia tem de controlar resto da região para resolver escassez de água

    Denis Pushilin, o governador colocado pela Rússia à frente da região anexada de Donetsk, no leste da Ucrânia, disse à Agência Reuters que a única solução para a falta de água que se vive na região passa pela anexação de mais território e pelo controlo de um importante canal da região.

    Atualmente, a Rússia controla cerca de 75% da região de Donetsk, reconhecida por Moscovo como a República Popular de Donetsk (pertencente à Federação Russa desde 2022, na sequência de um referendo não reconhecido internacionalmente). Essa região tem, contudo, atravessado uma forte crise de abastecimento de água — que está a levar a graves constrangimentos na vida quotidiana dos habitantes da região.

    Em entrevista à Reuters, o governador pró-russo sublinhou que a escassez de água é grave e “realmente difícil porque não tem soluções rápidas”. Moscovo enviou tanques e equipas de engenharia, e construiu um canal para trazer água do rio Don.

    Contudo, diz Pushilin, a única solução de longo prazo é a Rússia controlar o resto da região, que inclui um canal construído nos tempos da União Soviética, que conecta dois rios e tem origem na zona de Sloviansk, atualmente nas mãos de Kiev.

  • Zelensky quer mil milhões de dólares mensais para comprar armas aos EUA

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta segunda-feira que a Ucrânia pretende garantir a obtenção de pelo menos mil milhões de dólares (855 milhões de euros) mensais dos países aliados para adquirir armas aos Estados Unidos, noticia a Reuters.

    Zelensky falava em Kiev ao lado do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, que se encontra de visita à Ucrânia.

    Na visita, Gahr Store anunciou também o contributo da Noruega no que toca às garantias de segurança para a Ucrânia, prometendo renovar para o próximo ano o apoio no valor de 7,2 mil milhões de euros.

  • Noruega quer manter ajuda à Ucrânia em 7,2 mil milhões de euros em 2026

    “O Governo deseja renovar a ajuda extraordinária à Ucrânia no próximo ano e contribuir com um total de 85 mil milhões de coroas (7,2 mil milhões de euros) em apoio militar e civil”, afirmou em comunicado o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, no dia em que visita Kiev.

    “Paralelamente às discussões sobre um cessar-fogo e a paz, a guerra na Ucrânia continua intensamente. Nesta situação, é importante afirmar um apoio forte e contínuo à Ucrânia, política, económica e militarmente”, referiu o governante.

    Este valor anunciado pelo Governo norueguês é o mesmo que será entregue aos ucranianos neste ano.

    Se a proposta for aprovada pelo Parlamento norueguês, a ajuda civil e militar total que a Noruega – um dos principais apoiantes da Ucrânia – planeia fornecer a Kiev atingirá os 275 mil milhões de coroas suecas (mais de 23 mil milhões de euros) entre 2023 e 2030.

  • Vladimir Putin informa Teerão sobre as conversações com Donald Trump no Alasca

    Vladimir Putin falou hoje com o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, para lhe reportar sobre o encontro de 15 de agosto com Donald Trump no Alasca, a propósito da guerra na Ucrânia.

    “Uma conversa telefónica ocorreu entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente da República Islâmica do Irão, Masoud Pezeshkian, durante a qual Vladimir Putin informou sobre os principais resultados da cúpula russo-americana realizada em Anchorage”, refere um comunicado do Kremlin citado pela agência Tass.

    Na conversa entre os dois chefes de Estado, segundo a mesma nota, foi ainda abordado o programa nuclear iraniano e o reforço da cooperação entre a Rússia e o Irão.

  • Zelensky avisa que Rússia está a condicionar preparativos ucranianos para o inverno

    Volodymyr Zelensky revelou hoje que a Rússia está já a procurar condicionar os preparativos da Ucrânia para o inverno, através ataques a locais de produção de gás natural e de eletricidade.

    “A Rússia está a tentar atrapalhar os nossos preparativos para o inverno, atacando a nossa infraestrutura energética. Isso aplica-se não apenas à geração de eletricidade e calor, mas também à produção do nosso gás natural”, referiu o Presidente ucraniano, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre.

    Com o parceiro norueguês ao lado, Zelensky aproveitou para expressar o agradecimento ao governo de Oslo pela assistência fornecida, sobretudo ao nível da compra de gás. “Já existe uma decisão da Noruega de apoiar as nossas compras de gás e estamos ansiosos pelos próximos passos da Noruega”, frisou, em declarações citadas pela Ukrinform, e estendendo depois esses agradecimentos numa publicação no X.

  • Rússia diz ter assumido o controlo da região de Zaporíjia

    O Exército russo assumiu o controlo da região de Zaporíjia, segundo informações avançadas esta segunda-feira pelo Ministério da Defesa da Rússia e citadas pela agência Ria Novosti.

    “Como resultado de ações decisivas de unidades do grupo militar ‘Leste’, o assentamento de Zaporizhzhya foi libertado”, refere o relatório militar russo sobre a região onde já controlava a importante central nuclear. Contudo, não é clara a informação sobre a real extensão do controlo russo sobre a região na sequência deste anunciado progresso militar.

  • Rússia abate 21 drones ucranianos, dois dirigiam-se para Moscovo

    As defesas aéreas russas abateram dois drones que se dirigiam para Moscovo, num ataque ucraniano com 21 aparelhos não tripulados lançados sobre seis regiões do país, entre a noite de domingo e hoje, afirmou o Ministério da Defesa russo.

    “Das 23h00 do dia 24 de agosto às 07h00 do dia 25 de agosto (no horário local), os sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 21 drones ucranianos de asa fixa”, indicou o comunicado militar publicado na rede social Telegram.

    De acordo com o comando militar russo, três das aeronaves não tripuladas foram destruídas perto de Moscovo, duas das quais dirigiam-se para a capital russa.

  • Ataques russos provocaram dois mortos civis nas últimas 24 horas

    Dois civis ucranianos morreram nas últimas 24 horas na sequência de ataques russos, que causaram ainda 33 feridos, de acordo com as informações veiculadas pelas autoridades regionais da Ucrânia e citadas pelo jornal Kyiv Independent.

    Uma mulher de 82 anos morreu após um ataque russo à cidade de Kupiansk, na região de Kharkiv, enquanto outra pessoa foi morta na aldeia de Drobysheve, na região de Donetsk.

  • MNE russo não quer encontro de Putin para dar "palco" a Zelensky e questiona legitimidade do líder ucraniano

    Sergey Lavrov garantiu que Vladimir Putin “está pronto para se reunir com o presidente Zelensky, desde que essa reunião realmente decida algo”. Numa entrevista dada à estação norte-americana NBC, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros vincou, porém, que um encontro pessoal entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, “para que Zelensky tenha outra oportunidade de estar no palco”, não é algo que o Kremlin considere “ser útil”.

    Nesse sentido, o líder da diplomacia russa explicou que Putin está preparado para se reunir com Zelensky “quando a agenda estiver pronta”, mas voltou a colocar em causa a legitimidade do chefe de Estado ucraniano, por continuar no cargo sem terem sido realizadas eleições no prazo inicialmente previsto, devido à vigência da lei marcial no país.

    “Quando chegarmos a uma fase em que seja necessário assinar documentos, precisaremos que todos tenham uma compreensão muito clara de que a pessoa que está a assinar é legítima. E, de acordo com a Constituição ucraniana, o Sr. Zelensky não é, neste momento”, observou.

  • Lavrov diz que garantias de segurança para a Ucrânia têm de ser neutras, não nucleares e sujeitas a consenso

    O ministro russo dos Negócios Estrangeiros defendeu, em entrevista à NBC, que as garantias de segurança para o fim das hostilidades na guerra da Ucrânia têm de ser alvo de um “consenso” com a Rússia, com foco na neutralidade, e criticou os aliados ocidentais por colocarem a discussão sob a ideia de que a”a Rússia não pode vencer”.

    “No que diz respeito às garantias de segurança para a Ucrânia, os princípios propostos pela delegação ucraniana [em 2022], sublinho mais uma vez, previam a criação de um grupo de países que assegurariam as garantias, composto por membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, EUA, China, Reino Unido e França, além da Alemanha, Turquia e qualquer outro país interessado em aderir a este grupo. E estes garantiriam a segurança da Ucrânia, que deve ser neutra, não alinhada com nenhum bloco militar e não nuclear”, afirmou.

  • Putin fez concessões? "Entrevista de Vance foi fantasiosa"

    Miguel Baumgartner afirma que entrevista do vice-presidente dos EUA mostrou desconhecimento e falta de noção de Vance e Trump. No Médio Oriente, Israel está decidido a ocupar Gaza e a Cisjordânia.

    Putin fez concessões? “Entrevista de Vance foi fantasiosa”

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