Momentos-chave
- "E o Vencedor é" dos debates. À segunda Gouveia e Melo ganhou, mas pela margem mínima, a Catarina Martins: veja as notas
- Há um oceano que os separa e o socialismo está no meio
- António José Seguro: "Ao contrário de outros candidatos, não gosto de humilhar em público"
- Catarina Martins admite que foi contra as despesas na defesa no passado
- Catarina Martins: "Nunca disse que devia haver um desarmamento unilateral"
- Catarina Martins para Gouveia e Melo: "Só quero perceber onde se enquadra"
- Catarina Martins apenas dissolvia o Parlamento em "solução limite", mas defende que Sampaio esteve bem
- Catarina Martins: "Gouveia e Melo já teve várias posições sobre vários assuntos"
- "Temos dado muito dinheiro aos privados e não têm feito nada de jeito"
- Catarina Martins ataca Gouveia e Melo: "Decidiu ir almoçar com André Ventura a convite de um magnata"
- Marcelo considera que campanha para as presidênciais está a ser esclarecedora
- Cotrim diz que sistema de saúde está "corrupto" que quem não o reformar é "irresponsável e cúmplice"
- Marques Mendes diz que rivais "desesperados" com sondagens fazem "ataques pessoais"
Histórico de atualizações
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"E o Vencedor é" dos debates. À segunda Gouveia e Melo ganhou, mas pela margem mínima, a Catarina Martins: veja as notas
Gouveia e Melo entrou ao ataque e falou de Catarina Martins como a “declinação sofisticada do marxismo”. Ela lembrou-lhe o almoço com Ventura e Mário Ferreira, o “magnata”. Um “oceano” separou-os. Veja as notas dos nossos avaliadores.
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Há um oceano que os separa e o socialismo está no meio
Catarina Martins piscou o olho ao eleitorado PS ao falar de Soares e Sampaio como exemplos a seguir. Já almirante usou embate com “declinação sofisticada do marxismo” para se reaproximar da direita.
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António José Seguro: "Ao contrário de outros candidatos, não gosto de humilhar em público"
Um antigo secretário-geral do Partido Socialista que não enjeita o apoio desta força política, mas que quer sublinhar a sua independência face a ela. Foi essa a principal ideia que saiu da entrevista humorística de António José Seguro a Ricardo Araújo Pereira, este domingo, no programa “Isto é Gozar com Quem Trabalha”.
Seguro fez questão de sublinhar que partiu para a candidatura “sem qualquer combinata com qualquer diretório partidário”. “Tenho muito orgulho em ter o apoio do Partido Socialista, mas os portugueses sabem que não levarei para Belém nenhum programa partidário”, afirmou o candidato.
O antigo líder socialista sublinhou várias vezes que o PS é “um partido fundador da democracia” e não rejeitou a sua proximidade à força política do centro-esquerda. “Há 50 anos estava na Fonte Luminosa a lutar para que pudéssemos estar aqui esta noite”, declarou.
Mas, antes disso, quando fora confrontado pelo humorista com as suas declarações ao jornal Público em que recusou ser classificado como um candidato da esquerda — respondendo “por que me tentam arrumar em gavetas?” —, Seguro insistiu na mesma ideia. “Quando as pessoas estão nas gavetas, só falam com quem está nas gavetas. Eu como Presidente da República quero tirar os partidos das gavetas, pô-los a dialogar uns com os outros, para que de uma vez encontrem soluções”, disse.
Na entrevista também foram abordadas as tensões com figuras do PS que recusam apoiá-lo, mais concretamente com Marta Temido. A antiga ministra da Saúde do PS havia dito no início do ano que o país necessitava de um Presidente com um perfil diferente do de Seguro, dizendo que era necessário alguém “menos afável”.
O candidato presidencial reagiu à provocação lançada por Ricardo Araújo Pereira assegurando que em privado adota uma postura diferente. “No interior das quatro paredes chamo à ordem quem tenho de chamar à ordem, digo aquilo que é necessário dizer em todos os momentos”, garantiu. “Só não o faço em público, porque, ao contrário de outros candidatos, não gosto de humilhar em público. Prezo muito a dignidade humana.”
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Henrique Gouveia e Melo culpa Catarina Martins por fraco investimento em Defesa e atirar sobre a NATO: "Que eu saiba, não há guerra"
Sobre Defesa, Henrique Gouveia e Melo diz que “pertencemos à NATO e tem regras. Que eu saiba, não há guerra. O nosso alinhamento neste momento pode ser mais a Leste, como pode ser no Oceano Atlântico”.
O almirante diz que “a senhora antes dizia que não devíamos investir na Defesa. A Europa não investiu na Defesa por isso é que estamos aqui. E a senhora tem culpas nisso também”.
Gouveia e Melo insiste que a resposta de Catarina Martins é “cínica” porque “antes não defendia investimento da Defesa”.
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Catarina Martins admite que foi contra as despesas na defesa no passado
Catarina Martins reconhece que é verdade que falou contra despesas na defesa no passado, lembrando o “escândalo de corrupção” com a compra de submarinos pelo Estado português — e frisando que Gouveia e Melo não esteve envolvido no processo.
“Nestas despesas da defesa houve sempre muito mais interesses da indústria de armamento e da corrupção do que interesses portugueses e pela paz, que é o que nos deve mover”, conclui.
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Catarina Martins: "Nunca disse que devia haver um desarmamento unilateral"
Catarina Martins diz que “a Nato não garante a segurança da Europa” e pergunta a Gouveia e Melo se este “continua a acreditar que a aliança com os Estados Unidos não garante a nossa segurança”, como disse no passado.
“Também o ouvi dizer que estava contra os 5% de despesa da NATO.” E acrescenta: “Nunca disse que devia haver um desarmamento unilateral”, diz, contrariando o adversário.
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Gouveia e Melo atira regimes marxistas contra Catarina Martins. Que responde: "Vamos falar de Portugal"
Henrique Gouveia e Melo diz estar “do lado de uma economia livre, não estatizada”, já que esses modelos de economia só trouxeram “miséria”, que “levou a violência política”.
O almirante defende que “é preciso libertar o motor económico”, porque é “a favor da igualdade na riqueza, não na pobreza”. “Temos 20% da nossa população na pobreza, temos de fazer alguma coisa”, acrescenta.
Gouveia e Melo atira-se a “certas declinações do marxismo-leninismo antigo”. Catarina Martins lembra que “não defende nenhum Estado autoritário” atira: “Vamos falar de Portugal”. O almirante insiste que as “ideias importam” e que não é só a ele que lhe podem colar rótulos de esquerda ou direita.
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Catarina Martins para Gouveia e Melo: "Só quero perceber onde se enquadra"
Catarina Martins diz: “Não defendo nenhum sistema autoritário nem nunca o fez na vida”.
Sobre a economia, lembra ao adversário que “os transportes são privados, as energias são privadas”, desafiando Gouveia e Melo: “Só quero perceber onde se enquadra”.
Depois, pergunta a Gouveia e Melo se quando diz que quer libertar a economia está a dizer libertá-la “do controlo do estado Chinês para que Portugal possa tomar decisões sobre a sua soberania.”
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Catarina Martins apenas dissolvia o Parlamento em "solução limite", mas defende que Sampaio esteve bem
Catarina Martins diz que “a dissolução da Assembleia deve ser feita numa solução limite” e que “é crítica” da maneira como Marcelo Rebelo de Sousa utilizou esse poder.
A eurodeputada lembrou a convocação de eleições Jorge Sampaio, durante o Governo de Santana Lopes, que diz ter sido acertada.
Responde ainda as posições de Gouveia e Melo sobre a propriedade privada, dizendo que “não é verdade que o Estado esteja a entrar na esfera privada” num caso de congelamento de rendas, por exemplo.
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Henrique Gouveia e Melo: "Só usaria demissão do Governo se um Governo extremista revertesse direitos da Constituição"
Gouveia e Melo diz que “defender que o Estado deve ser mais eficiente e eficaz, não significa acabar com o Estado, como quer a Iniciativa Liberal”.
O almirante começa a dizer que partilha do diagnóstico sobre a Habitação, “mas não a solução do Bloco de Esquerda”.
Catarina Martins reage: “Catarina Martins, candidata presidencial, muito prazer”.
Gouveia e Melo riposta: “Catarina Martins, também, que foi líder do Bloco de Esquerda”.
O almirante diz que a solução do BE “passa por comprometer o pleno usufruto da propriedade privada. Isso não concordo. Porque é o Estado que tem de resolver o problema, não são os particulares”.
Henrique Gouveia e Melo diz ser contra a evasão fiscal, mas diz que “o Estado sobrecarrega muito as empresas e também as pessoas”.
Voltando aos riscos para a democracia, e sobre o poder de demitir o Governo, Henrique Gouveia e Melo diz que “nunca usaria um mecanismo desses, porque é a favor da estabilidade, e só o faria no caso de muito grave”. E dá um exemplo: “Se um Governo extremista utilizasse os seus poderes para reverter a Constituição, não em termos formais, mas na prática e nos direitos cívicos e mais fundamentais. Aí estaria em causa o regular funcionamento das instituições”.
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Gouveia e Melo diz que propostas de Ventura e ações do MP são perigos para a democracia
Gouveia e Melo diz que “existem riscos para a democracia”, como as “propostas, por exemplo de um dos candidatos que quer concorrer à Presidência e quer mudar o nosso sistema para poder executar um outro tipo de regime, que não sei qual será, é um perigo para a democracia e tem de ser escrutinado”.
“Mas há outros perigos para a democracia: neste momento, parece que deixámos construir sem querer um sistema de vigilância da classe política, através de escutas que não são minimamente controladas”, diz Gouveia e Melo, mudando o debate para a justiça.
O almirante diz que não ficou descansado com as justificações dadas, lembrando até as palavras de Marcelo e avisa: “Não podes deixar que o poder judicial condicione o poder político”.
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Catarina Martins: "Gouveia e Melo já teve várias posições sobre vários assuntos"
Catarina Martins diz que “há riscos reais” para a democracia e que “a justiça tem de estar à altura”.
Atribui esses riscos à “degradação do debate político e a degradação da vida das pessoas”, que atribui ao modelo da economia. Pede, assim, que os candidatos à Presidência tenham “uma visão clara” sobre a legislação laboral.
“Jorge Sampaio para mim é um grande exemplo com as suas causas pela coesão”, revela Catarina Martins.
“Turismo pode ser mas nesta quantidade é absurdo”, exemplifica. “Gouveia e Melo já teve várias posições sobre vários assuntos. Tenho tido alguma dificuldade [em percebê-lo]”, responde a candidata.
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Gouveia e Melo defende "modelo híbrido" que inclua os privados na Saúde
Sobre a Saúde, Henrique Gouveia e Melo começa por lembrar que “o Presidente não governa”, mas “pode inspirar, acompanhar e ajudar a mobilizar para soluções”. O almirante diz que “o que se passa na Saúde não é falta de recursos, que têm aumentado muito, mas de organização. Podemos enfiar todos os recursos neste modelo, que não vamos ter resultados”.
Gouveia e Melo diz que defende um “modelo híbrido” na saúde, que seja complementado com o setor privado”, mas adverte que “o Estado tem de garantir um SNS de qualidade”.
O almirante critica que haja um “modelo de improviso” no SNS. “É preciso mudar a cultura nos funcionários públicos”, acrescenta Gouveia e Melo.
O candidato presidencial defende que “o Estado não pode só meter recursos e esperar que as coisas aconteçam”.
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"Temos dado muito dinheiro aos privados e não têm feito nada de jeito"
Catarina Martins lembra que temos uma população envelhecida e defende uma resposta ao nível comunitário às necessidades de cuidados de saúde da população.
“Temos dado muito dinheiro aos privados e eles não têm feito nada de jeito”, acrescenta ainda sobre a saúde, pedindo uma abordagem diferente ao problema.
“Não se muda a cultura dizendo apenas que está mal”, diz, pedindo ao seu adversário para “concretizar” a sua análise do problema. Catarina Martins diz ainda que os médicos “precisavam que lhes fosse dada mais autonomia”.
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Gouveia e Melo volta a responder sobre almoço com Ventura e Mário Ferreira: "Tenho de conhecer todos os atores políticos"
Henrique Gouveia e Melo justifica-se sobre almoço com André Ventura após desafiado por Catarina Martins (que o acusou de almoçar com a extrema-direita e um magnata, numa alusão a Mário Ferreira): “Eu, como candidato a Presidente, tenho de conhecer todos os atores políticos”.
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Catarina Martins ataca Gouveia e Melo: "Decidiu ir almoçar com André Ventura a convite de um magnata"
É a vez de Catarina Martins. A eurodeputada assinala que o Governo propõe pagar menos pelas horas extraordinárias e fará com que as pessoas mais jovens possam estejam “constantemente a prazo”,
“Os jovens nunca vão ter um contrato para ir ao banco e comprar um casa”, assinala. Na contraproposta do Governo, inclui a possibilidade de quem tem um contrato tem a possibilidade de baixar o salário se o empregador quiser, diz ainda.
“Isto é gravíssimo. É preciso mexer em muita coisa, mas não é na direção do Governo”, conclui.
Depois respondeu ao adversário: “A mim ninguém me diminui por ser eleita. E também ninguém me diminui pelas escolhas que eu faço. Não vou passar esta campanha a falar de dar posse à extrema-direita, até porque se for eleita quer dizer que há uma maioria que não o quer”, respondeu a Gouveia e Melo.
“Decidiu ir almoçar com André ventura a convite de um magnata. Temos de decidir que defendemos se são os magnatas ou quem constrói o país com o seu trabalho”, concluiu.
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Gouveia e Melo: "O direito que não deve ser mexido é da duração dos contratos de trabalho"
O almirante preferiu firmar as diferenças, em vez de responder sobre a legislação laboral. Após insistência da moderadora, Clara de Sousa, Henrique Gouveia e Melo diz que não se pode mexer na “contratação, que protege a parte trabalhadora”, dizendo que a “economia precisa de flexibilidade”, mas também de coesão social.”
Pressionado a dizer um direito que não pode ser mexido, Gouveia e Melo diz que “o primeiro direito que deve ser garantir é o direito dos tempos que estão previstos. Vai aumentar precariedade”.
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Gouveia e Melo trazia ataque de casa a Catarina Martins e firma as diferença entre ambos: "É uma declinação sofisticada do marxismo"
Henrique Gouveia e Melo começa o debate por dizer que tem “um oceano de diferenças” entre ele e Catarina Martins porque “vem a estas eleições numa lógica partidária”, “tem um pé aqui e outro em Bruxelas, eventualmente o seu pé de recuo”, “olha para a Constituição de uma forma assimétrica porque disse que se o Chega ganhasse as eleições, tudo faria para impedir de governar” e é uma “declinação sofisticada do marxismo e do leninismo”.
O almirante diz que é, pelo contrário, “suprapartidário”, está “com os dois pés” e sempre “defendeu a constituição”.
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Catarina Martins e Gouveia e Melo frente-a-frente
Vai começar agora o debate entre Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, e o independente Henrique Gouveia e Melo na SIC. Siga aqui
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Marcelo considera que campanha para as presidênciais está a ser esclarecedora
O presidente da República considerou hoje, no Porto, que a campanha para as Presidenciais esta a ser “muito esclarecedora” e que ninguém ficará com dúvidas sobre o que cada candidatura significa.
“O Presidente da República é a última pessoa que pode e deve pronunciar sobre o seu sucessor, mas o que posso dizer é que com a diversidade dos debates e as entrevistas em todos os canais a todos os candidatos, ninguém vai ficar com duvidas e, ainda por cima, falta imenso tempo” para as eleições, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado, que disse que tem assistido a todos os debates, referiu que “o facto de a campanha ter começado muito cedo tem essa grande vantagem”.
“Há candidatos que estão em escrutínio, quer dizer, em acompanhamento pelos portugueses, há mais de seis meses e muitos já eram conhecidos antes”, declarou.
“Portanto, isto significa que é muito diferente, por exemplo, de quando eu fui candidato, eu decidi ser candidato em outubro, agora há candidatos que se revelaram desde a primavera. Estamos no fim do ano, isso é muito esclarecedor e os portugueses podem decidir serenamente”, referiu.
Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que, agora, as campanhas são diferentes do que eram. Antigamente, as campanhas eram feitas nas ruas, mesmo no inverno. Hoje o poder da comunicação social audiovisual, a televisão em geral e as redes sociais, com os meios mais sofisticados, mudaram completamente a campanha”.
O Presidente da República falava aos jornalistas à margem da entrega dos prémios Manuel António da Mota, na Alfândega do Porto.