Momentos-chave
- O que disse Marques Mendes
- Mendes aponta à vitória: "Tudo farei para merecer a confiança maioritária dos portugueses"
- Mais avisos: "Portugal não é um país belicista"
- Presidente deve dar "contributo ativo" para que "dissoluções" não sejam um "modo de vida"
- Mendes quer instrumento para suspender deputados com "comportamentos desviantes"
- Marques Mendes não renega convicções, mas entrega simbolicamente "hoje mesmo o cartão de militante do PSD"
- Mendes promete defender o Estado Social
- Mendes puxa da experiência política por oposição a Gouveia e Melo: "Não é tempo de aventuras, experimentalismos ou tiros no escuro"
- Mendes atira ao almirante: "Quando tantos parecem interessados em esconder que fazem política, reafirmo a minha história política"
Histórico de atualizações
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O que disse Marques Mendes
- Luís Marques Mendes, no seu discurso de apresentação como candidato presidencial, frisou a necessidade de estabilidade política em Portugal, destacando que o país não pode continuar a enfrentar dissoluções e eleições antecipadas, o que considera não ser “modo de vida”. Defendeu que é crucial o Governo e os partidos resolverem impasses em áreas como a economia e a saúde, e apelou a um papel ativo do Presidente da República na mediação e estímulo de consensos.
- O candidato sublinhou a importância da experiência política, apresentando-a como uma vantagem comparativa face ao seu opositor, Gouveia e Melo. Mendes reafirmou que, embora a experiência não seja tudo, proporciona segurança e previsibilidade, especialmente num cargo de elevada responsabilidade política como a Presidência da República. Enfatizou que “não é tempo de aventuras, experimentalismos ou tiros no escuro”.
- Marques Mendes destacou a importância da ética na política e propôs que o Parlamento disponha de instrumentos legais para suspender deputados com “comportamentos desviantes e eticamente censuráveis”. Defendeu também uma seleção mais cuidadosa dos titulares de cargos públicos, numa crítica à forma como alguns processos têm sido conduzidos nos últimos anos em Portugal.
- No âmbito das suas propostas, o candidato comprometeu-se a dignificar as Forças Armadas e a afirmar Portugal como um país pacifista, aliado aos valores de paz e autonomia estratégica europeia no contexto da NATO. Lembrou ainda o papel de sucesso dos diplomatas portugueses em cargos internacionais, refletindo a capacidade de Portugal enquanto ator global.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ataques ao almirante, o legado na ética e o piscar de olho ao centro. O discurso de Marques Mendes nas entrelinhas
Marques Mendes desferiu vários ataques velados a Gouveia e Melo. Lembrou que tem um legado de defesa da ética. E foi moderado em dossiers divisivos entre esquerda e direita.
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Mendes aponta à vitória: "Tudo farei para merecer a confiança maioritária dos portugueses"
O candidato Luís Marques Mendes fecha o discurso a apontar à vitória eleitoral, ao garantir que tudo fará para “merecer a confiança maioritária dos portugueses.”
E mesmo nesta matéria voltou a puxar dos galões da experiência política: “Estou aqui para cumprir e fazer cumprir a Constituição. A Constituição do Portugal democrático. A Constituição que conheço bem, quer da minha experiência governativa, quer do meu trabalho parlamentar. A Constituição que ajudei a rever na terceira maior revisão constitucional da nossa história democrática. A Constituição que é a nossa grande referência e compromisso.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Mais avisos: "Portugal não é um país belicista"
Marques Mendes assume o compromisso de, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, ser “um referencial de convergência” na “dignificação das nossas Forças Armadas”.
O candidato lembra que Portugal não é “um país belicista: somos pela paz, acreditamos no valor da dissuasão e queremos acompanhar os nossos Aliados, em igualdade de direitos e deveres, no desafio de dotar a Europa de autonomia estratégica, construindo um verdadeiro Pilar Europeu da NATO. “
Mendes destaca que os portugueses têm “experiência de sucesso como diplomatas do mundo” e que “não é por acaso que tantos portugueses têm ocupado cargos de relevo internacional.”
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As causas de Mendes, da imigração regulada à segurança
Marques Mendes carrega no semi-presidencialismo, ao dizer que o “Presidente não governa nem legisla”, mas “também não é uma entidade simbólica”. “O Presidente deve ter causas e intervir ativamente na sua defesa”, defende.
E enumera essas principais causas: “O combate à pobreza; a criação de riqueza; A justiça e o combate à corrupção; o apoio à imigração regulada e o incentivo à natalidade; o combate à violência doméstica; e a segurança.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Presidente deve dar "contributo ativo" para que "dissoluções" não sejam um "modo de vida"
Luís Marques Mendes diz que é “preciso evitar crises políticas” e volta a repetir que o país não pode”passar o tempo em dissoluções e eleições antecipadas. Isso não é modo de vida.”
O candidato diz que “é necessário ultrapassar impasses e bloqueios”. E acrescenta: “Na economia, na saúde, na justiça, no combate à corrupção. Cabe ao Governo e aos partidos resolver esses impasses e bloqueios. Mas o Presidente da República tem de dar o seu contributo ativo: fazendo pontes, aproximando posições, buscando convergências, mediando consensos, estimulando entendimentos.”
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Mendes quer instrumento para suspender deputados com "comportamentos desviantes"
Marques Mendes volta a puxar do seu grande desígnio: a ética. Para o candidato “é importante que o Parlamento disponha de instrumentos para poder suspender deputados que têm comportamentos desviantes e eticamente censuráveis.” Além disso, o ex-líder do PSD diz que “é preciso mais cuidado na escolha de titulares de cargos públicos, sejam diretores executivos, gestores ou políticos”. E acrescenta: “A situação que há anos se vive em Portugal não é aceitável.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Marques Mendes não renega convicções, mas entrega simbolicamente "hoje mesmo o cartão de militante do PSD"
Marques Mendes promete ainda “unir Portugal”, puxando do chavão de ser “o Presidente de todos os portugueses”. O candidato diz que todos os portugueses lhe “merecem o mesmo respeito e todos devem ser tratados de forma igual.” Por isso decidiu entregar “hoje mesmo, o cartão de militante do PSD. Não por renegar origens e convicções. Isso nunca farei. Mas, para num ato simbólico, reafirmar o meu compromisso com uma magistratura de isenção, independência e imparcialidade.”
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Mendes promete defender o Estado Social
Marques Mendes explica que a sua candidatura é “assente em valores: o valor da liberdade; o valor da democracia; o valor do compromisso com a verdade, a ética e a estabilidade; o valor da cooperação com o Parlamento, com o Governo e com os partidos da oposição, na defesa dos grandes valores constitucionais.”
O candidato diz que quer orientar a candidatura para os jovens, que “não podem bater no muro de uma sociedade que não reconhece o seu mérito e não o valoriza com um salário justo.”
Mendes volta a falar na ambição que o país deve ter, lembrando que “Portugal não é na UE um país pequeno ou irrelevante. Somos um país médio. E há países mais pequenos do que nós que são grandes exemplos de sucesso. A ambição tem de ser um dos nossos grandes desafios. Ambição para Portugal.”
O antigo comentador político promete defender a segurança “em torno do Estado Social” e diz que “é preciso equilíbrio e sensibilidade social.”
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Mendes puxa da experiência política por oposição a Gouveia e Melo: "Não é tempo de aventuras, experimentalismos ou tiros no escuro"
Mendes continua a tentar afirmar que a sua experiência política é uma vantagem face a quem não tem, como Gouveia e Melo, esse percurso.
O ex-líder do PSD diz que “a experiência não é tudo, mas só a experiência garante segurança e previsibilidade.” Marques Mendes diz que “o cargo de Presidente da República é um cargo eminentemente político. Assim sendo, deve ser exercido por quem tem experiência política. Não existe uma Presidência sem política. A questão é que tipo de política deve guiar a Presidência.”
Mendes acrescenta que “o tempo que vivemos nem aceita política sem princípios, nem recomenda política sem experiência. Não é tempo de aventuras, experimentalismos ou tiros no escuro. É esta a minha convicção. Mas a decisão soberana é dos Portugueses.”
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Mendes atira ao almirante: "Quando tantos parecem interessados em esconder que fazem política, reafirmo a minha história política"
Luís Marques Mendes puxa dos galões da sua experiência política, ao dizer que aos 28 anos deu “os primeiros passos na vida nacional.” E enumera: “Durante vinte e dois anos consecutivos tive o privilégio de servir o meu país. Como Secretário de Estado. Como Ministro. Estive em 4 Governos, durante quase 13 anos. Fui deputado. Líder parlamentar. Presidente da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros. Fui líder partidário. Fui e sou ainda Conselheiro de Estado.”.
Marques Mendes atira ao almirante ao dizer que “num momento em que tantas interrogações se colocam sobre a política e tantos parecem interessados em esconder que fazem política, sinto que devo reafirmar a minha história política e sinto-me confortado pela forma integra como sempre fiz política.”
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Mendes diz que tem "profunda admiração pelos aurtarcas"
Marques Mendes diz que a sua candidatura é “um momento de retribuir ao país o muito que o país” lhe deu nos últimos anos. O candidato presidencial começa a explicar as razões da sua decisão.
Explica que lança a corrida a partir de Fafe porque é onde tem seus amigos e onde tem uma profunda ligação familiar. Mendes lembra que foi em Fafe que iniciou a sua vida política aos 19 anos, numa experiência que o fez ter “desde muito cedo, uma profunda admiração pelos autarcas”.
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Antero Barbosa, autarca do PS, declara apoio a Marques Mendes
Antero Barbosa, presidente da câmara municipal de Fafe, diz que ser autarca diz que ser autarca é ter “momentos difíceis”, mas que são compensados com “momentos como este”. Desde logo, explica, “por Fafe ter um cidadão candidato a Presidente da República”, por ser um “cidadão com relevo a nível nacional” e que “deu mostras, ao longo da sua vida, de amor pela sua terra, por Portugal e pela democracia”.
“Este é um momento feliz e que marca a história da nossa terra”, diz Antero Barbosa. E agradece ao “amigo”. O autarca anuncia apoio a Marques Mendes e diz que é “com convicção pessoal e política que está ao lado da sua candidatura”.
“Nos tempos que vivemos, Portugal precisa de ter na Presidência uma pessoa que defende os valores da democracia e da liberdade. Pode contar comigo. E pode contar com Fafe”, afirma
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Marques Mendes já entrou na sala. Vai ser seu o segundo e último discurso da tarde, depois do presidente da câmara de Fafe, Antero Barbosa, eleito pelo Partido Socialista.
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Auditório iluminado com as cores da bandeira de Portugal
O Auditório António Marques Mendes está iluminado com as cores da bandeira portuguesa — verde e vermelho –, e tem cerca de 200 cadeiras, com alguns lugares reservados.
O número de pessoas que vai marcando presença já é superior aos lugares sentados.
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Dirigente do PSD dá apoio ao evento
Mesmo sem a presença de figuras mediáticas do PSD, o partido está a dar apoio à apresentação de Luís Marques Mendes. O secretário-geral adjunto, Paulo Cavaleiro, um dos operacionais do partido, vai orientando a equipa de produção e de receção aos convidados em Fafe.
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Miguel Macedo e irmã de Marques Mendes marcam presença
Sem terem sido convidadas as principais figuras do PSD, numa apresentação que vai contar até com a presença do presidente da Câmara de Fafe, que é do PS, há, ainda assim alguns nomes do partido que vão aparecendo para a apresentação.
O ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que é da região, marca presença na apresentação bem como a irmã, Clara Marques Mendes, que é a atual secretária de Estado para a Inclusão.
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Olá, bem vindo ao live blog do Observador que vai acompanhar a apresentação da candidatura presidencial de Luis Marques Mendes, no auditório da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, que tem o nome do pai, António Marques Mendes.