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    Ministro dos Negócios Estrangeiros convocou embaixador israelita para protestar contra detenção de dois médicos

  • PS lamenta que discurso de Melo se tenha focado em "bandeiras que o partido tem e deixou perder para outros"

    Gonçalo Lopes (PS) disse que o discurso de Nuno Melo acabou por ser “muito a falar do passado” e de “bandeiras que o partido tem e deixou perder para outros partidos”, lamentando a oportunidade perdida de falar para fora e sobre o futuro.

    Questionado sobre o anúncio de participação do CDS no processo de revisão constitucional, o presidente da Câmara de Leiria disse que “o PS está focado na vida das pessoas”.

  • IL afirma que revisão constitucional apenas à direita é "uma escolha do PS"

    Jorge Teixeira, da IL, vê como uma “boa notícia” o CDS querer participar no processo de revisão constitucional, sendo que os liberais já tinham garantido que também “iam a jogo”, como sempre fizeram quando se abriram processos destes no Parlamento.

    O deputado disse que uma eventual revisão constitucional à direita é, na verdade, “uma escolha do PS”, que se está a auto-excluir do processo. “Se quiser entrar também será bem vindo”, afirmou.

    Por fim, criticou Nuno Melo por não ter concretizado quais foram as ideias que os outros partidos de direita foram buscar ao CDS e por não ter avançado nenhuma medida concreta, após ter dado destaque à Segurança Social no seu discurso. “Qual é a real proposta?”, perguntou, convidando o CDS a votar a favor das iniciativas dos liberais para esta área.

  • Chega critica discurso de Melo: "Não sei quantos votos vale o CDS neste momento"

    Pedro Pinto considera que Nuno Melo fez “críticas extremamente injustas” ao Chega no seu discurso de consagração.

    O dirigente do Chega afirma que o partido “tem estado sempre disponível” para dialogar com o Governo e espera voltar a fazer esse “caminho comum” em matérias de imigração, nomeadamente na discussão da Lei do Retorno.

    De seguida, criticou o discurso do líder reeleito do CDS, por não ter havido “uma palavra sobre Saúde ou Justiça”, esta última que lembra como uma bandeira de sempre dos democratas-cristãos.

    “Preferiu fazer quase metade do discurso a criticar o Chega”, lamentou, admitindo porém perceber que Nuno Melo o tenha feito como “prova de vida” do partido aos seus militantes. “Não sei quantos votos é que o CDS vale neste momento”, ripostou.

    Por fim, destacou como principal momento do discurso de Nuno Melo a garantia de que o CDS “vai a jogo” na revisão constitucional, esperando que o PSD siga este passo “muito importante” dos centristas.

  • PSD reage com "naturalidade" à discussão do CDS sobre ida a votos sozinho

    Alexandre Poço, vice-presidente do PSD, lembrou o “caminho comum” feito com o seu parceiro de coligação e quis destacar o “contributo que o CDS tem conseguido dar a este momento do País”.

    Sobre a discussão neste Congresso relativa à ida do CDS a votos sozinho, Alexandre Poço afirma que “as discussões que acontecem dentro de cada partido são naturais e compreensíveis no contexto da vida interna dos partidos”.

    Por fim, social-democrata afastou qualquer desconforto entre os partidos, reagindo com “naturalidade” às declarações de Melo sobre o CDS não ser uma “muleta” do PSD.

  • Governo: "CDS está muitíssimo bem e recomenda-se"

    Carlos Abreu Amorim disse à margem do Congresso que o CDS “está muitíssimo bem e recomenda-se”.

    “Esta coligação corresponde a uma parceria não apenas das lideranças, mas é também uma união que parte de baixo para cima”, afirmou o ministro dos Assuntos Parlamentares em Alcobaça.

    Em representação do Governo, Abreu Amorim disse esperar continuar a transformar o país com “o companheiro de caminho”, CDS, com que o PSD partilha “um ideário muito comum”: são dois partidos “humanistas, personalistas e reformistas”, disse.

  • Nuno Melo critica proposta para baixar idade da reforma: "Populistas estão centrados na próxima eleição e nunca na próxima geração"

    Nuno Melo afirma que a Segurança Social é um tema que terá de ser aprofundado nos próximos anos de ação do partido. Critica a proposta de baixar a idade da reforma, considerando os membros do Chega estão sempre “centrados na próxima eleição e nunca na próxima geração”.

    “Estão a dizer aos jovens que amanhã não vão ter a reforma que os vossos pais têm e que os vossos avós têm”, explica Melo, que afirma que são necessários “ativos para financiar sustentavelmente mais pensões”.

    Para terminar a intervenção no 32º Congresso, Nuno Melo define CDS como o “braço lúcido” da direita em Portugal.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo: "O CDS vai a jogo na revisão constitucional"

    O líder do CDS fala agora no valor da “pátria” para o partido para introduzir o tema da nacionalidade. “Os que recebemos têm de ter a nacionalidade portuguesa como um privilégio que não calha a todos e quem o tem está vinculado a compromissos”.

    Ainda que diga concordar que “não se deve fazer conflitos com o Tribunal Constitucional”, Nuno Melo discorda da decisão sobre a perda de nacionalidade. Lembra que o seu partido foi o primeiro a defender esta pena acessória e que, agora, a sua declaração de inconstitucionalidade é respeitada mas o CDS “não concorda” com ela, sublinha.

    Passa para a revisão constitucional, para falar da posição do CDS contra o preâmbulo da Constituição. “Dissemos de não, de pé e fomos os únicos a fazê-lo na Assembleia da República”, diz lembrando que em todas as revisões em que o CDS participou o país “ficou a caminhar menos para o socialismo”.

    E acaba a anunciar que “o CDS vai a jogo na revisão constitucional”. Seguirá de forma “autónoma”, em relação ao PSD, e lembrando que o partido defende “sempre que a Lei Fundamental deve ser ideologicamente neutra, representativa de todas as sensibilidades e não só as socialistas. E capaz de congregar e não de desunir.

    O partido vai criar um grupo de trabalho, liderado por constitucionalistas próximos do CDS, para preparar o seu projeto.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo quer "mais filhos e menos IRS"

    Nuno Melo sublinha o “trabalho absolutamente notável” dos governos da AD de terem aumentado os rendimentos enquanto reduziu os impostos e a dívida pública.

    Sobre a imigração, o líder centrista recupera o princípio de Paulo Portas sobre “rigor na entrada e humanismo na integração”, mas assinala que vários setores da economia precisam de mão de obra imigrante. “Recebemos aqueles que Portugal precise e que respeitam os nossos valores”, resume Melo.

    Depois, o líder do CDS-PP elogia Paulo Núncio e João Almeida pela proposta para duplicar as deduções de IRS às famílias com três ou mais filhos, fazendo uso, para tal, do único debate potestativo que o partido dispõe nesta sessão legislativa. “Mais filhos e menos IRS”, pede Nuno Melo.

  • "O CDS não é uma tendência, não se funde e não se dilui", afirma o líder

    Agora Nuno Melo toca nos pontos mais sensíveis deste congresso, com moções globais a defenderem a importância de uma maior autonomia do partido na relação com a AD, críticas de “diluição” e até desejos de “fusão”.

    O presidente do partido responde a esses argumentos, dizendo que o “CDS não está aqui por favor. A AD é um património comum e nós contribuímos, à nossa escala.” E declara que o CDS “não é uma tendência, não se funde e não se dilui”, prometendo que o partido “vai crescer” no futuro.

    Sobre a AD, lembra que a coligação da direita nunca concorreu a legislativas e perdeu, sublinhando as vantagens de ir a eleições nesta frente.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo: "Chega tem sido em muitos momentos o melhor aliado da esquerda"

    Nuno Melo reafirma que o CDS “é a única casa dos democratas-cristãos em Portugal”.

    Depois atira a Francisco Rodrigues dos Santos e a outros antigos quadros do CDS que se aproximaram da esquerda: “Pode ter havido quem tenha tido descobertas tardias do caminho para o socialismo em Portugal, nós continuamos a combater o socialismo.”

    De seguida, aponta baterias à IL: “O que o mercado tem de sobra em números, falta-lhe em solidariedade.” Mas o líder centrista prefere focar-se a criticar partido de André Ventura.

    “O Chega, dizendo-se de direita, tem sido, em muitos momentos, o melhor aliado da esquerda em Portugal”, critica Nuno Melo, lembrando quando o partido de André Ventura votou ao lado do PS para deitar abaixo o último governo da AD. “Se dependesse do Chega, a AD não governaria. Podia lá estar a esquerda.”

    Por fim, faz uma provocação final ao partido de Ventura por ter querido, a certa altura, comprar a sede do CDS. “Não nos levem a mal, mas o Largo do Caldas continua nosso e será nosso para sempre.”

  • "O CDS não é feito de populismos" e "também não transforma o mercado em dogma", diz para se diferenciar do Chega e IL

    O líder do CDS diz que a matriz do partido é uma “marca de água” que garante “o que outros não têm”. E aqui faz a diferença do partido em relação aos partidos à direita.

    Em relação ao Chega: “Não é feito de populismos, não é uma plasticina que se adapta ao interlocutor que tem pela frente, não manipula emoções ou explora fragilidades”.

    Depois, em relação à IL, diz que o CDS “também não transforma o mercado em dogma”. “A democracia cristã é aberta a correntes conservadoras e ao liberalismo social”, diz ainda o líder do partido.

    Na aálise do quadro político, Nuno Melo diz que os dois partidos estão “a contar com a falta de memória de uns e a juventude de outros”. “Sabemos que os votos não são elásticos, mas também não são de ninguém”, avisa dizendo que a posição hoje ocupada pelo CDS não significa que não saia da sua base.

    “Temos de afirmar o sentido e a atualidade do CDS que se medem pelo serviço prestado a cada português, a cada família, a cada empresa, para o que o Estado seja mais credível e responsável”, diz, referindo que é por isso que o CDS foi chamado para participar no Governo em áreas de soberania.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo: "CDS nasceu à prova de bala"

    Nuno Melo continua afirmando que Portugal “não tem nada a ganhar” com a entrada dos extremos na governação. Estes são partidos “sem quadros nem política, muitas vezes sem limites e às vezes sem escrúpulos”.

    O presidente do CDS lembra que o partido pertence aos Governos da República, da Madeira e dos Açores e que nas autárquicas voltou a ser a quarta força com mais votos e mandatos que o BE, Chega, IL, PAN e Livre todos juntos.

    “Continuem a desejar que o CDS acabasse, nós vamos continuar a desiludir-vos uma e outra vez”, afirma o líder recém-eleito dos democratas-cristãos. O CDS “faz tanto sentido em 2026 como em 1974” e “nasceu à prova de bala”, acrescenta Nuno Melo.

  • Nuno Melo apresenta CDS como "uma opção moderada e serena" e diz que também preza a "palavra dada"

    Nuno Melo começa agora a intervenção de encerramento do Congresso e posiciona o país como representante do “centro direita e a direita democrática. Neste partido não há ilusões esquerdistas nem modas extremistas, o CDS é uma opção moderada, serena, institucional”.

    Cita uma frase muito usada pelo socialista António Costa — e isto numa altura em que se questiona se o CDS deve ou não ir aoszinho a votos numas próximas eleições, deixando a AD — que “a palavra dada é” também para ele, “um traço de carácter. De quem se diz institucionalista, patriota e de direita.

    Perante a “grande fragmentação partidária, o CDS significa uma força segura que contribui para a governação e a governabilidade”. Lembra que o país “não tem nada a ganhar com o regresso ao poder dos que levaram à falência o país” ou “desregularam migrações” e “criaram um caldo de cultura para o extremismo”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Ana Miguel Pedro e Catarina Araújo passam a vices de Melo. João Almeida é o novo porta-voz

    A nova direção do CDS agora eleita apresenta algumas alterações cirúrgicas em relação à anterior. A eurodeputada Ana Miguel Pedro passa a vice-presidente dos centristas, assim como Catarina Araújo, que até agora era porta-voz da direção (tal como Isabel Galriça Neto, que também está de saída). Um dos lugares de porta-voz (o partido tem dois) será ocupado pelo deputado João Almeida.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo reeleito líder do CDS com 90% dos votos

    Começa agora a divulgação do resultados das eleições paras os órgãos do partido. A Comissão Política de Nuno Melo foi eleita com 525 dos votos favoráveis, 41 brancos e 19 nulos — cerca de 90% dos votos (89,7%).

    A lista do Conselho Nacional teve uma votação muito parecida, com 529 votos a favor, 39 brancos e 17 nulos. A do Conselho Nacional de Jurisdição teve 542 votos favoráveis, 32 brancos e 11 nulos. E o Conselho Nacional de Fiscalização teve 536 votos a favor, 34 brancos e 15 nulos.

    A Mesa do Congresso foi eleita com 540 votos a favor, 33 brancos e 12 nulos.

  • Congresso do CDS recebe mensagens de parceiros internacionais

    Continuam a ser projetadas em Alcobaça mensagens de parceiros internacionais do CDS: o líder do PP, Alberto Núñez Feijó, o vice-presidente do Parlamento Europeu, Esteban González Pons, ou o Comissário Europeu para a Defesa, Andrius Kubilius.

  • Encerramento do Congresso arranca com mensagens em vídeo vindas de Bruxelas

    Começa agora a sessão de encerramento do Congresso do CDS, em Alcobaça. E arranca com mensagens em vídeo gravada para serem emitidas no Congresso., a primeira é da presidente da Comissão Europeia.

    Ursula Von der Leyen destaca sobretudo o desempenho económico de Portugal nos últimos anos e deseja “sucesso” a Nuno Melo.

    Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, também enviou uma mensagem de agradecimento ao presidente do CDS pelo trabalho e experiência no Parlamento Europeu.

    Falou também o comissário europeu da Defesa e ainda o presidente do PPE, Manfred Weber.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Nuno Melo vê "importante expressão de confiança" na sua liderança com a aprovação da sua moção estratégica por 97%

    Nuno Melo diz, no início do segundo e último dia de Congresso do CDS, que a aprovação da sua moção estratégica global com 97% de votos foi um “importante expressão de confiança” na sua liderança.

    O presidente do CDS defende que esta votação relança o partido para “um novo momento”, em que os centristas vão”ganhar músculo” junto das estruturas locais. “Todas as listas apresentadas aos órgãos do partido são listas que estão solidárias com esta visão de partido e portanto eu acho que os sinais não podiam ser mais expressivos dessa confiança e da certeza deste caminho”, acrescenta.

    Nuno Melo quis esclarecer que não negociou com a JP a retirada da moção estratégica que propunha que o partido se preparasse para ir sozinho a eleições, apesar dessa decisão de Catarina Marinho ter acontecido após uma conversa com o líder do CDS.

    “Não fizemos negociações com nenhumas moções de natureza que fosse. Nós dissemos que a nossa moção ia a votos e assim foi, com disponibilidade para acolher outros contributos no que seja compatível mas sem negociações”, afirma.

  • Moção de Melo aprovada por 97,5% dos votos. Adversário teve apenas 8 votos

    A moção de Nuno Melo foi aprovada por uma “larguíssima maioria” (que corresponde a 97,5%, segundo dados da Mesa, num universo de cerca de 800 delegados).

    A única moção submetida a votos pela oposição, de Nuno Correia da Silva, teve apenas 8 votos a favor (e sete abstenções).

    A moção da JP, que podia ter uma percentagem considerável de votos, foi retirada antes da votação, após uma reunião entre a líder da JP, Catarina Marinho, e Nuno Melo. A líder da estrutura alegou que o presidente do CDS aceitou propostas da jota.

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