Momentos-chave
- Negociações para acordo de segurança entre Síria e Israel em estado avançado
- Embaixador dos EUA em França diz que governo não fez o suficiente contra antissemitismo
- Ataques israelitas no Iémen fazem quatro mortos e 67 feridos
- Dois palestinianos suspeitos de planearem ataque terrorista detidos em Telavive
- Houthis prometem continuar os ataques após grandes ataques aéreos israelitas no Iémen
- Ofensiva israelita fez quase 62.700 mortos em Gaza – Ministério
- Manifestantes pró-Palestina tomaram as ruas de cidades e vilas por toda a Austrália
- 289 palestinianos morreram à fome, diz Ministério da Saúde de Gaza
- Bandas boicotam festival de música no Reino Unido depois de terem cortado som a grupo irlandês por exibir bandeira da Palestina
- Hospital em Gaza incapaz de lidar com o aumento de casos de crianças subnutridas
- Protestos em Tel Aviv. Familiares dos reféns afirmam que Benjamin Netanyahu mentiu
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente ao longo desta segunda-feira. Pode segui-lo aqui.
Ataques de Israel no Iémen contra alvos Houthis matam seis pessoas
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Negociações para acordo de segurança entre Síria e Israel em estado avançado
O Presidente sírio, al-Sharaa, diz que é provável que assine um acordo de segurança com Israel. A notícia foi avançada pela Sky News, aqui citada pelo Haaretz, que garante que as negociações entre os dois países para um acordo com estas garantias estão num estado avançado.
Num encontro com jornalistas, o governante sírio disse que o acordo respeitaria as linhas definidas no armistício de 1974 e que a Síria manteria o domínio aérea nos seus territórios.
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Uma pessoa esfaqueada em manifestação pró-Palestina em Bruxelas
Uma pessoa foi esfaqueada durante uma manifestação pró-Paslestina em Bruxelas, Bélgica, adianta o jornal Le Soir.
“Uma pessoa foi transportada para o hospital em estado crítico. Um suspeito foi detido. As circunstâncias exatas do incidente ainda têm que ser determinadas”, indicou Ilse Van de Keere, porta-voz da polícia. Ainda não é claro se a pessoa participava ou não na manifestação.
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Embaixador dos EUA em França diz que governo não fez o suficiente contra antissemitismo
França convocou o embaixador norte-americano no país, Charles Kushner, depois de este ter escrito uma carta a Macron em que alega que o governo francês não fez o suficiente contra o antissemitismo.
“França ficou a par das alegações feitas pelo embaixador dos Estados Unidos, o senhor Charles Kushner que, numa carta ao presidente, expressou a sua preocupação sobre o aumento dos atos antissemitas em França e notou a alegada falta de ação das autoridades francesas para as combater”, indica o jornal israelita The Jerusalem Post. “As alegações do embaixador são inaceitáveis.”
Charles Kushner é embaixador dos Estados Unidos em França desde o início de julho. É ainda sogro da filha mais velha de Donald Trump, Ivanka Trump.
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Ataques israelitas no Iémen fazem quatro mortos e 67 feridos
Os ataques israelitas deste domingo na capital do Iémen, Sanaa, mataram pelo menos quatro pessoas. O número é avançado pelos rebeldes houthis, que controlam o ministério da Saúde, e falam também num total de 67 feridos.
Segundo fontes militares israelitas citadas pelo Times of Israel, entre os alvos encontravam-se um complexo militar dentro do qual se encontra o palácio presidencial, duas plantas elétricas e um armazém de combustíveis.
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Dois palestinianos suspeitos de planearem ataque terrorista detidos em Telavive
Dois palestinianos suspeitos de terrorismo foram detidos este domingo, no norte de Israel, e transferidos para a agência de segurança do país, a Shin Bet, onde acontecerá a investigação do alegado ataque terrorista que estariam a planear.
O ataque seria executado em Telavive, dizem vários meios israelitas, que notam que os dois suspeitos estariam a viver ilegalmente em Israel.
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Milhares de pessoas em manifestações de apoio aos palestinianos na Austrália. Exigem sanções contra Israel
Houve protestos pacíficos em Sydney, Melbourne, Brisbane, bem como em dezenas de outras cidades em toda a Austrália.
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Houthis prometem continuar os ataques após grandes ataques aéreos israelitas no Iémen
A comunicação social houthi cita o exército do grupo afirmando que as defesas aéreas desenvolvidas localmente impediram alguns dos ataques israelitas que causaram grandes incêndios em Sanaa. A informação é reportada pela Aljazeera, que verificou imagens que mostraram os momentos após o bombardeamento da capital iemenita.
O exército israelita confirmou entretanto os ataques a Sanaa. Num comunicado divulgado no Telegram, o exército afirmou ter como alvo a “infraestrutura militar” houthi, incluindo um local no palácio presidencial e as centrais elétricas de Asar e Hizaz.
“Os ataques foram realizados em resposta aos repetidos ataques do regime terrorista houthi contra o Estado de Israel e os seus civis, incluindo o lançamento de mísseis terra-terra e UAVs em direção ao território israelita nos últimos dias”, afirmou o exército, citado pelo meio internacional.
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Ofensiva israelita fez quase 62.700 mortos em Gaza – Ministério
A ofensiva lançada por Israel na Faixa de Gaza em outubro de 2023 atingiu cerca de 62.700 mortos, com mais 64 vítimas nas últimas 24 horas, anunciaram hoje as autoridades do enclave palestiniano.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse que registou 62.686 mortes e 157.951 feridos desde o início da ofensiva, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.
O ministério alertou que os números podem ser superiores devido ao grande número de pessoas que continuavam desaparecidas sob os escombros. “Várias vítimas permanecem sob os escombros e nas ruas, uma vez que as ambulâncias e as equipas de defesa civil não conseguem chegar até elas”, disse o ministério num comunicado.
Num dos incidentes mais recentes, as forças israelitas mataram hoje quatro pessoas que procuravam ajuda numa zona militar a sul da cidade de Gaza, noticiou a agência norte-americana Associated Press (AP).
O Hospital Al-Awda e testemunhas disseram que os quatro palestinianos foram mortos quando as tropas abriram fogo contra uma multidão que se dirigia a um local administrado pela Gaza Humanitarian Foundation (GHF, na sigla em inglês).
Segundo as testemunhas, o incidente ocorreu a centenas de metros do local operado pela GHF, uma empresa norte-americana criada em 2025 que distribui ajuda na Faixa de Gaza com o apoio de Israel.
“Os tiros foram indiscriminados”, disse Mohamed Abed, pai de dois filhos do campo de refugiados de Bureij, acrescentando que, enquanto muitos fugiram, algumas pessoas caíram no chão após terem sido atingidas por balas.
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Manifestantes pró-Palestina tomaram as ruas de cidades e vilas por toda a Austrália
Milhares de manifestantes reuniram-se em Brisbane, na Austrália, este domingo para o que os organizadores descreveram como “a maior manifestação pró-Palestina que esta cidade já viu”. A notícia está no The Guardian, que relata como os protestos começaram a ocorrer a partir do meio-dia de domingo em cerca de 40 cidades e vilas australianas.
Os organizadores esperavam que as marchas fossem as maiores manifestações pró-Palestina da história da Austrália, com todos os principais grupos organizadores palestinianos a unirem-se para um dia de ação em todo o país, em cerca de 40 cidades e vilas. Estima-se que 50 mil pessoas participaram na marcha em Brisbane. Em Melbourne terão sido 100 mil, tal como em Sydney, segundo dados das entidades organizadoras, cita o jornal britânico.
Os manifestantes exigem sanções e o fim do comércio de armas da Austrália com Israel, dias depois de um organismo apoiado pela ONU ter confirmado que Gaza vive uma situação de fome.
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289 palestinianos morreram à fome, diz Ministério da Saúde de Gaza
Munir al-Bursh, diretor do Ministério da Saúde na Faixa de Gaza, disse à Al Jazeera que 289 pessoas, incluindo 115 crianças, morreram à fome em Gaza, num balanço sobre a crise de fome que assola o enclave. Oito palestinianos, incluindo uma criança, morreram devido à escassez de alimentos só nas últimas 24 horas.
De acordo com Munir, há uma “corrida contra o tempo para combater a fome” e a “resposta humanitária deve ser massiva”.
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Bandas boicotam festival de música no Reino Unido depois de terem cortado som a grupo irlandês por exibir bandeira da Palestina
Três bandas decidiram retirar-se do Victorious Festival, na cidade de Portsmouth, em Inglaterra, depois de os organizadores terem desligado o som da banda folk irlandesa Mary Wallopers por exibir uma bandeira palestiniana — a banda partilhou o vídeo do sucedido nas redes sociais.
«Estamos indignados com a decisão tomada ontem no Victorious de silenciar os Mary Wallopers», pode ler-se no comunicado oficial da banda The Last Dinner Party, publicado no Instagram este sábado. “Como banda, não podemos apoiar a censura política e, portanto, boicotaremos o festival hoje.” Além deste grupo, também os Cliffords e The Academic, todos alinhados no cartaz do festival, decidiram retirar-se do certame. O episódio já levou o festival a emitir um comunicado no qual dizem que embora apoiem o direito dos artistas de expressarem as suas opiniões no palco “dentro da lei”, não permitem bandeiras por “razões de gestão e segurança do evento”.
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Hospital em Gaza incapaz de lidar com o aumento de casos de crianças subnutridas
O chefe do departamento de pediatria do Hospital Nasser, em Khan Younis, afirma que a crise de saúde no sul de Gaza atingiu “um nível catastrófico”, alertando que a instituição não consegue mais lidar com o número de crianças desnutridas que procuram tratamento.
Numa publicação na página do Facebook do hospital, o Dr. Ahmed al-Farra diz que a instituição precisaria de “dez hospitais do tamanho do Complexo Nasser” para lidar com o número crescente de casos de crianças que sofrem de desnutrição.
Atualmente, há 25 crianças hospitalizadas em estado crítico, incluindo aquelas que estão deitadas no chão devido à falta de camas, escreveu.
Uma em cada quatro crianças em Gaza já sofre de subtrição, e entre 60 000 e 75 000 crianças apenas no sul de Gaza estão em risco, continuou, classificando os números como “horríveis e sem precedentes”.
Algumas crianças, acrescentou al-Farra, chegam ao hospital depois de perderem a vida “devido à falta de leite e tratamento”.
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Protestos em Tel Aviv. Familiares dos reféns afirmam que Benjamin Netanyahu mentiu
Milhares de manifestantes reuniram-se este sábado à noite em Tel Aviv, Israel, pedindo o fim dos ataques a Gaza e a libertação dos prisioneiros-reféns israelitas.
Familiares dos reféns afirmam que Benjamin Netanyahu mentiu ao público e os enganou, reporta a Aljazeera. Dizem que Israel deveria aceitar o acordo que está em cima da mesa, que o Hamas já concordou.
O protesto acontece após uma longa semana de manifestações e uma greve que começou no domingo, seguida por uma manifestação massiva de quase meio milhão de pessoas no centro de Tel Aviv, reporta o mesmo meio.
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Bom dia,
Bem-vindo ao liveblog do Observador em que atualizamos toda a informação sobre a guerra em Gaza.
Recorde aqui os desenvolvimentos deste sábado.