Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As forças israelitas atacaram o Hospital Nasser em Gaza, provocando pelo menos 20 mortes, incluindo cinco jornalistas. As agências de notícias internacionais, como a Associated Press e a Reuters, expressaram “choque e tristeza” pelas mortes, enquanto o governo israelita lamentou “qualquer dano” a “pessoas não envolvidas” e anunciou uma investigação ao ocorrido.
    • Donald Trump, o Presidente dos Estados Unidos, afirmou não ter conhecimento prévio do ataque ao Hospital Nasser quando interrogado por jornalistas, mas expressou insatisfação com a situação. Referiu igualmente que há “provavelmente pouco menos de 20” reféns ainda vivos em Gaza, segundo estimativas americanas.
    • A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou o ataque ao hospital, que resultou em 50 feridos, incluindo pacientes em estado crítico, e apelou ao fim dos ataques a infraestruturas de saúde em Gaza. A situação de desnutrição na região agrava-se, com o número de mortes por malnutrição a ascender a 300, das quais 117 são crianças.
    • Israel realizou ataques no Iémen contra alvos dos Houthis como retaliação a ataques destes rebeldes pró-iranianos. Este bombardeamento resultou em seis mortos e 86 feridos, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu uma resposta firme a ataques contra Israel.

    [Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

  • Israel diz que entraram 330 camiões com ajuda em Gaza ontem

    As IDF e a COGAT, a entidade de Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios, afirmam que foram distribuídos ontem 330 camiões com ajuda humanitária em Gaza.

    Estas entidades indicam que também foram lançados 116 pacotes de ajuda aérea. As entidades dizem que “facilitaram a entrada de tanques de combustível das Nações Unidas para a operação de sistemas humanitários essenciais”.

    Através de comunicado, citada pelo Haaretz, é dito ainda que “várias centenas de camiões de ajuda” estão à espera de ser recolhidos nas passagens de Kerem Shalom e Zikim.

  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par da atualidade no Médio Oriente neste novo liveblog.

    Witkoff anuncia “grande reunião” na Casa Branca sobre o futuro de Gaza

  • Fundo soberano da Noruega retira investimentos em cinco bancos israelitas e empresa de materiais de construção dos EUApor resolução

    O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo em termos de bens geridos, retirou os investimentos de cinco bancos israelitas e da empresa norte-americana de materiais para construção Caterpillar, por razões éticas.

    Segundo um comunicado citado pela Reuters, o desinvestimento deve-se “ao risco inaceitável de as empresas contribuírem para graves violações dos direitos dos indivíduos em situações de guerra e conflito”.

    Os bancos israelitas, acrescenta a agência, são os bancos Hapoalim, o Bank Leumi, o Mizrahi Tefahot Bank, o First International Bank of Israel e FIBI Holdings.

  • Portugal condena ataque israelita “inqualificável” a hospital em Gaza

    O Governo português condenou hoje o ataque israelita contra o hospital Nasser, em Gaza, considerando-o “inqualificável”, e lembrou que os jornalistas, os civis e os profissionais de saúde “devem ser protegidos incondicionalmente”.

    “O ataque israelita ao Hospital Nasser em Gaza é inqualificável. Os jornalistas, os civis e os profissionais de saúde devem ser protegidos incondicionalmente”, destacou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, numa publicação na rede social X.

    Rede social X MNE

    O ministério liderado por Paulo Rangel vincou ainda, na mesma nota, que “o cessar fogo é um imperativo da mais elementar humanidade e não pode mais ser adiado”.

  • "Quero que mantenhas a cabeça erguida e sejas bem sucedido". A mensagem que a jornalista morta em Gaza deixou ao filho de 13 anos

    Ghaith, de 13 anos, foi retirado de Gaza no início da guerra. Recebeu agora a derradeira mensagem da sua mãe, Mariam Dagga, a jornalista que morreu no hospital Nasser, juntamente com quatro colegas.

    “Quero que mantenhas a cabeça erguida e sejas bem sucedido”. A mensagem que a jornalista morta em Gaza deixou ao filho de 13 anos

  • PS sugeriu içar bandeiras de Israel e Palestina em Coimbra, mas Câmara rejeita

    Um vereador do PS na Câmara de Coimbra sugeriu que o município içasse as bandeiras de Israel e da Palestina, para se associar ao reconhecimento dos dois Estados, mas o presidente da autarquia rejeitou, pela “complexidade” da questão.

    “Assim como muitas bandeiras da Ucrânia e as cores da Ucrânia foram içadas, permita-me sugerir [içar] as bandeiras da Palestina e de Israel, elevadas lado a lado, agora que se aproxima a data de setembro de 2025 [altura em que vários países deverão reconhecer o Estado palestiniano]”, sugeriu o vereador socialista André Dias Pereira, durante a reunião do executivo.

    Questionado pela agência Lusa no final da reunião, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, recusou a sugestão do PS por ser uma questão “excessivamente complexa”.

    O autarca, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS/NC/PPM/A/V/R), salientou que está preocupado “com todas as guerras”, justificando a assunção de posições relativamente à Ucrânia por ser uma guerra que põe “em causa a liberdade, a democracia e o estilo de vida ocidental na Europa”.

    “A Câmara de Coimbra não deve, nesta fase, tomar uma posição sobre aquilo que se passa no Médio Oriente”, vincou.

  • Macron define ataque israelita a hospital em Gaza como intolerável

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou hoje como “intolerável” o ataque ao hospital Nasser, em Gaza, e instou Israel a respeitar o Direito Internacional, salientando que “civis e jornalistas devem ser protegidos em todas as circunstâncias”.

    “Os meios de comunicação social devem poder cumprir a sua missão de forma livre e independente para cobrir a realidade do conflito”, disse Macron após uma conversa telefónica com o Emir do Qatar.

  • Alemanha "chocada" com ataque ao Hospital Nasser e apela a investigação

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, na sua conta da rede social X, disse estar “chocado com a morte de vários jornalistas, socorristas e outros civis num ataque aéreo israelita ao Hospital Nasser em Gaza”.

    “Os jornalistas e os profissionais da comunicação social desempenham um papel essencial ao chamar a atenção para a realidade devastadora da guerra”, acrescentou o ministério, que disse ter apelado “repetidamente ao governo israelita para que permita o acesso imediato da comunicação social estrangeira independente e conceda proteção aos jornalistas que operam em Gaza”.

  • Trump diz que guerra em Gaza pode ter "fim conclusivo" nas "próximas duas a três semanas"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, alegou que a guerra em Gaza pode ter um “fim conclusivo” nas próximas “duas a três semanas”.

    “É difícil dizer, porque eles estão a lutar há milhares de anos”, admitiu Trump, que disse ainda que acha que os EUA estão a fazer “um excelente trabalho”.

    “Isto tem de acabar, mas as pessoas também não podem esquecer o 7 de outubro [de 2023]”, acrescentou o Presidente, citado pela CNN.

  • Hezbollah insiste que não vai entregar armas e pede diálogo com governo

    O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou hoje a recusa do grupo xiita libanês em entregar as suas armas quando o Líbano continua a ser atacado por Israel e pediu ao governo diálogo para restaurar a “soberania nacional”.

    “Não deporemos as armas que nos protegem do inimigo e não permitiremos que Israel circule livremente pelo nosso país (…) Temos muitos apoiantes, mais de metade da população libanesa, e todos estão a trabalhar em conjunto para proteger as armas”, declarou o clérigo xiita num discurso televisivo.

    O Conselho de Ministros libanês encarregou no início do mês o Exército de preparar um roteiro para o desarmamento do movimento xiita, a implementar antes do final do ano, e dois dias depois aprovou os objetivos de um plano proposto pelos Estados Unidos com foco no mesmo objetivo.

    Qassem voltou a considerar esta decisão como um erro e argumentou que responde aos ditames de Israel e dos Estados Unidos, cujo enviado especial, Thomas Barrack, chegará a Beirute na noite de hoje para continuar a sua mediação sobre o roteiro para o desarmamento das milícias existentes no país, incluindo o Hezbollah.

    “A alternativa à resistência é a capitulação e, com isso, deixará de ser uma barreira inexpugnável contra Israel, impedindo de atingir os seus objetivos”, insistiu o secretário-geral do grupo apoiado pelo Irão.

  • Macron considerou "intolerável" ataque ao Hospital Nasser que matou cinco jornalistas

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o ataque israelita ao Hospital Nasser que matou pelo menos 20 pessoas, entre elas cinco jornalistas, era “intolerável”.

    “Os civis e os jornalistas devem ser protegidos em todas as circunstâncias. Os meios de comunicação devem poder exercer a sua missão de forma livre e independente para cobrir a realidade do conflito. A ajuda humanitária deve chegar ao local. Apelamos a Israel para que respeite o direito internacional”, escreveu Macron na rede social X.

    Na publicação, o líder francês aproveitou ainda para reafirmar os objetivos para uma solução na região: “cessar-fogo permanente, libertação de todos os reféns, envio maciço de ajuda humanitária e solução política duradoura, incluindo o desarmamento do Hamas e uma missão de estabilização”.

  • Guterres pede investigação rápida e imparcial a novo ataque a hospital em Gaza

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu hoje uma investigação rápida e imparcial ao novo ataque israelita a um hospital em Gaza que matou pelo menos 20 pessoas, incluindo jornalistas e profissionais de saúde.

    “O secretário-geral condena hoje veementemente a morte de palestinianos nos ataques israelitas que atingiram o Hospital Nasser em Khan Yunis. Além de civis, os mortos incluíam profissionais de saúde e jornalistas”, afirmou hoje o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária.

    Ao exigir uma investigação ao caso, Guterres advogou que as mortes em causa realçam os riscos extremos que os profissionais de saúde e os jornalistas enfrentam ao realizarem o “seu trabalho vital no meio deste conflito brutal”.

  • "Israel lamenta profundamente o trágico acidente" no Hospital Nasser, diz Netanyahu

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que o país “lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido hoje no Hospital Nasser, em Gaza”.

    Numa mensagem publicada na conta oficial do primeiro-ministro do país, lê-se que “Israel valoriza o trabalho dos jornalistas, da equipa médica e de todos os civis”.

    O chefe do governo assegurou ainda que “as autoridades militares estão realizar uma investigação minuciosa”.

    “A nossa guerra é contra os terroristas do Hamas. Os nossos objetivos justos são derrotar o Hamas e trazer os nossos reféns de volta para casa”, disse ainda.

  • IDF lamentam "qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos" e garantem que fazem "todos os esforços para mitigar os danos aos civis"

    Num comunicado publicado na rede social X, as IDF, através de um vídeo do porta-voz Effie Defrin, disseram que lamentavam “qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos”, alegando ainda que “não têm civis como alvo civis de forma intencional”.

    “Estamos cientes dos relatos de que civis, incluindo jornalistas, foram feridos”, disse Defrin no vídeo, acrescentando que “as IDF envidam todos os esforços para mitigar os danos aos civis, garantindo ao mesmo tempo a segurança das nossas tropas”.

    “O chefe do Estado-Maior ordenou que fosse realizada imediatamente uma investigação sobre as circunstâncias do que aconteceu”, assegurou ainda, dizendo que “como militares profissionais comprometidos com o direito internacional, temos a obrigação de investigar as nossas operações de forma exaustiva e profissional”.

    “Estamos a operar numa realidade extremamente complexa. Os terroristas do Hamas utilizam deliberadamente infraestruturas civis, incluindo hospitais, como escudos”, afirmou ainda o porta-voz, acrescentando que “o Hamas iniciou esta guerra, criou condições de combate impossíveis e está a impedir o seu fim, mantendo ainda 50 dos nossos reféns”.

    Sobre os jornalistas em si, o porta-voz disse que “reportar a partir de uma zona de guerra ativa acarreta um risco imenso, especialmente numa guerra com organizações terroristas como o Hamas, que se escondem cinicamente atrás da população civil”.

    “Lamentamos qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos e estamos empenhados em continuar a combater o Hamas, tomando todas as precauções necessárias”, concluiu.

  • PCP desafia Governo a condenar “nova escalada” de Israel e plano para ocupar Gaza

    O PCP desafiou hoje o Governo a condenar a “nova escalada” de Israel contra o povo palestiniano, incluindo o “objetivo de colonizar a Faixa de Gaza”, defendendo que a “dimensão dos crimes” de Telavive “não pode ser mais escondida”.

    “O PCP condena veementemente os crimes de Israel contra o povo palestiniano, incluindo o anunciado objetivo de colonizar a Faixa de Gaza, e insta o Governo português a adotar uma clara posição de condenação desta nova escalada e a desenvolver iniciativas efetivas que visem pôr fim imediato ao genocídio do povo palestiniano”, lê-se num comunicado do PCP.

    O partido afirma que o “genocídio que continua a ser levado a cabo por Israel contra o povo palestiniano intensifica-se, com a cumplicidade das grandes potências imperialistas”, salientando que várias agências e estruturas da Organização das Nações (ONU) confirmam a situação de “fome aguda” na Faixa de Gaza.

    “O PCP apela aos trabalhadores e ao povo português a redobrar a sua ação em solidariedade com o povo palestiniano e os restantes povos que legitimamente resistem à ofensiva imperialista no Médio Oriente. É urgente travar a barbárie”, lê-se.

  • Presidente norte-americano repete que "provavelmente pouco menos de 20" reféns ainda estão vivos em Gaza

    Donald Trump, ainda a falar sobre Gaza, repetiu a alegação de que “provavelmente pouco menos de 20” reféns ainda estão vivos no enclave, abaixo dos 20 estimados pelas informações norte-americanas.

    “Acho que um ou outro já morreram”, acrescentou o líder dos Estados Unidos.

  • Trump diz que não sabia do ataque ao Hospital Nasser antes de ser questionado pelos jornalistas, mas que não está "satisfeito"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não sabia do ataque israelita ao Hospital Nasser quando foi questionado pelos jornalistas sobre o assunto. Mesmo assim, disse que não estava “satisfeito” com a situação.

    “Não quero ver isso. Ao mesmo tempo, temos que acabar com todo esse pesadelo”, acrescentou.

  • Jornalista palestiniano morto em Gaza pelas forças israelitas em Khan Younis

    Hassan Douhan, correspondente do jornal ligado à Autoridade Palestiniana, Al-Hayat al-Jadida, foi morto na Faixa de Gaza pelas forças israelitas, informou o gabinete de imprensa do governo do enclave, citado pela agência palestiniana WAFA.

    Segundo a WAFA, Douhan foi morto a tiro “enquanto se encontrava numa tenda para pessoas deslocadas em Khan Younis, ao sul do enclave”.

    A morte sobe o número de jornalistas mortos em Gaza para seis, juntando aos cinco mortos no ataque ao hospital Nasser.

  • Hamas acusa Israel de visar jornalistas e médicos em ataque a hospital

    O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje Israel de atacar deliberadamente médicos e jornalistas ao bombardear um hospital e denunciou um novo crime de guerra que se soma a “uma história sangrenta de massacres”.

    O Hamas afirmou que estes ataques demonstram “o desprezo” do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e do “governo terrorista” que lidera pelo Direito internacional, disse num comunicado citado pela agência de notícias Europa Press.

    Com este “novo massacre”, as forças israelitas pretendem intimidar os jornalistas para que não relatem a “limpeza étnica” e a crise humanitária em que o enclave palestiniano está mergulhado, acrescentou o Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007.

    No comunicado, divulgado pelo portal Filastin, o grupo acusou Netanyahu de aplicar “uma política de fome sistemática” na Faixa de Gaza.

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