Momentos-chave
- Sírios do sul exigem país pós-Assad “sem Israel, sem Irão nem Hezbollah”
- EUA anunciam extensão de trégua entre forças pró-curdas e grupos pró-turcos
- Netanyahu afirma que forças israelitas vão manter-se em zona ocupada na Síria até haver "outro acordo"
- Valas comuns encontradas na Síria podem ter até 100 mil corpos
- Conflito na Síria "ainda não acabou", alerta enviado especial da ONU
- Líder dos rebeldes sírios pede fim das sanções. "Estamos a ser punidos pelos atos do nosso carrasco", defende
- EUA acreditam que se está mais perto de um cessar-fogo em Gaza
- Acordo de cessar-fogo em Gaza em "fase final" e pode ser assinado dentro de dias. Netanyahu estará a caminho do Cairo
- Dois soldados israelitas foram mortos no sul da Faixa de Gaza
- Soldados israelitas continuam a marcar presença na "zona tampão" da Síria
- Irão aguarda "condições necessárias" para reabrir embaixada na Síria
- Israelitas protestam à porta da sede do partido do governo para pedir libertação dos reféns
- Biden promete trabalhar para libertar todos os reféns
- Ministro da Defesa diz que Israel terá controlo de Gaza e "total liberdade de ação"
Histórico de atualizações
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Bom dia, este liveblog chega agora ao fim, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a seguir a atualidade no Médio Oriente neste novo liveblog.
Netanyahu deverá discutir cessar-fogo com ministros esta quinta-feira
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Cinco famílias palestinianas processam o Departamento de Estado dos EUA devido ao seu apoio a Israel
De acordo com a Reuters, o processo alega que o Departamento de Estado, sob a tutela do Secretário de Estado Antony Blinken, contornou deliberadamente leis de direitos humanos dos EUA com o objetivo de continuar a financiar e apoiar unidades militares israelitas acusadas de atrocidades em Gaza e na Cisjordânia ocupada.
O processo, apresentado no Tribunal Distrital do Distrito de Columbia, cita a Lei Leahy — introduzida em 1997 e revista por várias ocasiões — que proíbe a prestação de assistência militar dos EUA a indivíduos ou unidades de forças de segurança que cometam violações graves dos direitos humanos e não tenham sido levadas à justiça.
“O fracasso calculado do Departamento de Estado em aplicar a Lei Leahy é particularmente chocante em face da escalada sem precedentes de violações graves dos direitos humanos por Israel desde que a Guerra de Gaza estourou em 7 de outubro de 2023”, lê-se no processo, citado pela agência.
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Sírios do sul exigem país pós-Assad “sem Israel, sem Irão nem Hezbollah”
Os habitantes do sul da Síria expressam medo das incursões militares israelitas desde a queda do regime de Bashar al-Assad, numa vasta região onde as novas autoridades ainda não chegaram e vigiada por milícias civis, que recusam “gente indesejável”.
Num promontório da localidade de Al-Harrah, com vista para os Montes Golã ocupados por Israel, Abu Hamza, 27 anos, descreve intensas explosões desde que as forças rebeldes de oposição derrubaram o tirano sírio, no passado 8 de dezembro, e que “assustam as crianças e toda a gente”, apontando dois locais onde as forças israelitas violaram desde então a zona desmilitarizada.
A zona tampão, criada ao longo da fronteira israelo-síria em 1974, está a apenas cerca de dez quilómetros de distância e visível a olho nu, mas, segundo as Nações Unidas, tem sido sucessivamente cruzada nos últimos dias por unidades das Forças de Defesa de Israel, que, nos primeiros dias pós Assad, atingiram centenas de alvos em todo o território da Síria, dizimando os restos do arsenal do Exército do regime deposto.
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EUA anunciam extensão de trégua entre forças pró-curdas e grupos pró-turcos
Os Estados Unidos anunciaram hoje o prolongamento da trégua, patrocinada por Washington, entre as forças dominadas pelos curdos que controlam vastas regiões do nordeste da Síria e os grupos pró-turcos em Manbij, uma zona de maioria árabe.
A trégua de cinco dias, que já tinha expirado, “foi prolongada até ao final da semana e vamos tentar garantir que este cessar-fogo dure o máximo de tempo possível”, declarou à imprensa Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.
A 11 de dezembro, três dias após a queda do regime do Presidente Bashar al-Assad na Síria, o líder das forças dominadas pelos curdos, que controlam grande parte do nordeste da Síria, anunciou um cessar-fogo de cinco dias com os grupos pró-turcos em Manbij, uma área predominantemente árabe, onde os combates resultaram na morte de 218 pessoas em apenas alguns dias.
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Tio de Bashar al-Assad, o “Carniceiro de Hama” que utilizou consultora secreta na Europa para gerir património milionário roubado à Síria
Conhecido pelo massacre em que 20 mil pessoas morreram, Rifaat al-Assad exilou-se em França e fez fortuna multimilonária apesar das sanções. Condenado por lavagem de dinheiro, está em parte incerta.
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Suíça rompe neutralidade e vota pela proibição do Hezbollah
O parlamento suíço votou pela proibição do Hezbollah, uma decisão atípica tomada por um país conhecido pela neutralidade da sua postura, escreve a Reuters.
Votação decorreu na câmara-baixa do parlamento suíço após já ter sido aprovada pela câmara-alta na semana passada, mas a aprovação foi conseguida apesar da oposição do governo suíço.
“Se a Suíça quer agora proibir essas organizações com leis especiais, devemos perguntar-nos onde e como são traçadas as fronteiras”, disse o ministro da Justiça, Beat Jans, durante o debate parlamentar.
A votação pela proibição do grupo armado libanês — apoiado pelo Irão — teve 126 votos a favor, 20 contra e 41 abstenções. Os defensores desta medida alegaram que o Hezbollah é uma ameaça à segurança internacional e que a Suíça deveria tomar uma posição contra o terrorismo.
A Suíça já votou pela proibição do Hamas na semana passada, sendo que historicamente apenas votou pelo fim de duas outras organizações: a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.
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Netanyahu afirma que forças israelitas vão manter-se em zona ocupada na Síria até haver "outro acordo"
“Permaneceremos neste importante local até que se chegue a outro acordo que garanta a segurança de Israel”, afirmou em hebraico, segundo a Associated Press e a Al Jazeera.
As declarações do primeiro-ministro israelita surgem na sequência de uma visita ao Monte Hermon, um território sírio incluído numa zona tampão patrulhada pela ONU nos Montes Golã e que Israel tomou este mês após a queda do regime de Bashar al-Assad.
Acompanhado pelo ministro da Defesa e por várias altas patentes de segurança de Israel, Netanyahu dirigiu-se para este local para uma reunião — ao invés das informações inicialmente adiantadas, de que teria viajado para o Cairo.
Segundo tem sido adiantado, é a primeira vez que um primeiro-ministro israelita alguma vez entrou em território sírio.
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Valas comuns encontradas na Síria podem ter até 100 mil corpos
Após a queda do regime de Bashar al-Assad, as autoridades e várias organizações não-governamentais estão encontrar várias valas comuns que podem conter até 100 mil vítimas — o número de pessoas desaparecidas desde o início da guerra civil síria, em 2011.
Mouaz Moustafa, à frente da ONG Syrian Emergency Task Force, sediada nos EUA, disse à ABC News que já foram encontradas três valas comuns de grande dimensão e outras duas mais pequenas.
As maiores, localizadas junto a al-Qutayfah — localidade cerca de 40 quilómetros a norte de Damasco — consistem em “sepulturas maciças” onde “as linhas ou trincheiras tinham 6 a 7 metros de profundidade, 3 a 4 metros de largura e 50 a 150 metros de comprimento”.
Vários coveiros que trabalharam para o regime afirmaram a Moustafa que “quatro camiões de reboque com mais de 150 corpos cada um vinham duas vezes por semana desde 2012 até 2018”.
Em reação a estas descobertas, Stephen Rapp, ex-embaixador dos EUA para os crimes de guerra, fala numa “máquina de morte” promovida pelo regime de Assad.
“Desde a polícia secreta que fazia pessoas desaparecer das ruas e das suas casas, aos carcereiros e interrogadores que as matavam à fome e as torturavam até à morte, aos camionistas e condutores de bulldozers que escondiam os seus corpos, milhares de pessoas trabalhavam neste sistema de assassínio”, afirmou à Reuters.
Já nesta segunda-feira, a ONG Human Rights Watch (HRW) reportou ter encontrado “encontrado dezenas de restos mortais” no bairro de Tadamon, a sul de Damasco, tendo este sido o local de um massacre em abril de 2013. No mesmo relatório, a HRW pediu meios para preservar os corpos encontrados.
“Sem os esforços imediatos da Síria e da comunidade internacional para proteger e preservar os locais prováveis de crimes em massa para exumações coordenadas e investigações forenses, existe um sério risco de que se percam provas fundamentais para a responsabilização”, lê-se.
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Ataque aéreo israelita em Gaza mata oito membros da mesma família
O ataque terá ocorrido no bairro de Daraj na cidade de Gaza, adianta a Associated Press, citando fontes médicas palestinianas.
A maioria das vítimas são mulheres e crianças da mesma família, sendo que constam na lista de mortos um pai e três filhos.
O exército israelita reagiu ao sucedido, afirmando que o ataque aéreo tinha como alvo militantes do Hamas num “local de infra-estruturas terroristas” e voltou a culpar a organização islamista pelas mortes civis.
Já a Al Jazeera aponta para um ataque aéreo que terá resultado na morte de 15 pessoas em Beit Lahiya, na zona norte da Faixa de Gaza.
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França volta a levantar a sua bandeira em Damasco ao fim de 12 anos
A ação, reportada pela Reuters, decorreu na embaixada de França na Síria e representa mais um sinal de abertura perante o novo regime, após a queda do governo de Bashar al-Assad.
França, Reino Unido e Alemanha têm-se desdobrado em contactos com a nova governação rebelde, liderada por Ahmed al-Sharaa (também conhecido por Mohammed al-Jolani).
No entanto, França afirmou que o facto de hastear a bandeira não significa automaticamente que reabrirá a sua embaixada, encerrada em março de 2012 devido à repressão sangrenta dos protestos pró-democracia levada a cabo pelo regime de Bashar al-Assad.
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Cidadão israelita acusado de planear atentado com apoio iraniano detido em Jerusalém
A detenção ocorreu em novembro, mas só esta terça-feira é que as autoridades israelitas emitiram um comunicado conjunto, citado pela agência Reuters.
Um cidadão israelita a residir em Jerusalém terá sido aliciado por agentes dos serviços secretos do Irão a troco de dinheiro para cometer um atentado.
O homem, de 23 anos, é acusado de estar a planear cortar o fornecimento elétrico do sistema de metro de superfície de Jerusalém, tendo a investigação intercetado um vídeo enviado por si ao seu operador iraniano a pedir ajuda para localizar a fonte elétrica.
O homem é também suspeito de ter procurado nas redes sociais como comprar uma arma, um silenciador e materiais para produzir explosivos. O comunicado — assinado pela agência de segurança Shin Bet e pela polícia israelita — refere que o suspeito aguarda em detenção por uma acusação formal.
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Conflito na Síria "ainda não acabou", alerta enviado especial da ONU
Citado pelo The Guardian, Geir Pedersen apontou para os confrontos que têm ocorrido nos territórios a norte da Síria entre grupos curdos e grupos rebeldes apoiados pela Turquia como prova de que o conflito “ainda não acabou”.
“Houve hostilidades significativas nas últimas duas semanas, antes de ser obtido um cessar-fogo… O cessar-fogo de cinco dias já expirou e estou seriamente preocupado com as notícias de uma escalada militar. Essa escalada poderá ser catastrófica”, afirmou o enviado especial da ONU.
Pedersen apontou também para as operações de Israel em território sírio, contabilizando cerca de 350 ataques na Síria após a queda do antigo regime. “Tais ataques colocam ainda mais em risco uma população civil atingida e minam as perspetivas de uma transição política ordenada”, alertou.
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Líder dos rebeldes sírios pede fim das sanções. "Estamos a ser punidos pelos atos do nosso carrasco", defende
Numa entrevista a vários órgãos de comunicação internacionais, Ahmed al-Sharaa — conhecido pelo seu nome de guerra, Abu Mohammed al-Jolani — pediu à comunidade internacional que dê uma hipótese ao novo regime que Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o grupo rebelde que lidera, está a tentar construir após a queda de Bashar al-Assad.
Parte desse esforço, escreve a France 24, passa pelo fim das sanções colocadas sobre a Síria deste os tempos da liderança de Assad. “Nós, sírios, as vítimas, estamos a ser punidos pelos atos do nosso carrasco, que já não está entre nós. Pedimos a ajuda da comunidade internacional para processar os criminosos do regime de Assad e recuperar o dinheiro roubado aos sírios”, defendeu al-Sharaa.
No decurso da entrevista — que não pôde ser gravada nem filmada — o líder do HTS foi confrontado com questões quanto a tanto ele como o seu grupo terem sido classificados como terroristas pelos EUA ou a França.
“A nossa classificação como terroristas é o resultado de uma vontade política. Levámos a cabo operações militares, mas não visámos civis. O terrorismo consiste em atingir civis e nós não o fizemos”, alegou, dizendo ainda que não se importa de continuar a alvo de sanções, desde que as colocadas sobre a Síria sejam levantadas.
al-Sharaa, que esta semana reúne-se com representantes de vários países europeus, incluindo a França, a Alemanha e o Reino Unido, apelou ainda ao fim das operações militares de Israel na Síria. “Não queremos conflitos nem com Israel nem com outros países. A Síria não será utilizada para atingir outros países. Os sírios estão cansados e só precisam de viver em paz”, argumentou.
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Netanyahu encontra-se em território sírio controlado por Israel
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, encontra-se no Monte Hermon, território sírio incluído numa zona tampão patrulhada pela ONU nos Montes Golã e que Israel tomou este mês após a queda do regime de Bashar al-Assad, adianta a agência France-Press.
A informação foi confirmada pelo gabinete do ministro da Defesa israelita, Israel Katz, que adiantou que ele, Netanyahu e os chefes das forças armadas e da agência de segurança interna do país estiveram no local — situado junto à fronteira nordeste com a Síria — para uma “reunião estratégica” decorrida nos “postos avançados no cume do Monte Hermon pela primeira vez desde que foram apreendidos pelos militares”.
Esta informação confirma assim a nota anterior do gabinete de Netanyahu que negava a presença do primeiro-ministro israelita no Cairo para as negociações de paz com o Hamas.
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EUA acreditam que se está mais perto de um cessar-fogo em Gaza
Os EUA estão crentes de que Israel e o Hamas estão mais perto de chegar a um acordo de cessar-fogo em Gaza, disse o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, numa entrevista à Fox News.
“Acreditamos — e os israelitas disseram — que estamos a chegar mais perto, sem dúvida. Mas também somos cautelosos no otimismo”, afirmou Kirby, recordando que já se esteve nesta circunstância no passado e não foi possível selar um entendimento.
Questionado sobre a alegada deslocação de Benjamin Netanyahu ao Cairo, o porta-voz da Casa Branca recusa responder.
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Acordo de cessar-fogo em Gaza em "fase final" e pode ser assinado dentro de dias. Netanyahu estará a caminho do Cairo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estará a caminho da capital egípcia, Cairo, para discutir e ultimar o acordo de cessar-fogo e da libertação de reféns na Faixa de Gaza, avança a agência Reuters.
Segundo estão a avançar várias fontes aos meios de comunicação sociais israelitas e à Reuters, o acordo para um cessar-fogo e para a libertação dos reféns pode ser assinado” nos próximos dias”.
Uma fonte do Hamas disse à BBC que o acordo está “numa fase final e decisiva”.
No entanto, o porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Omer Dostri, desmentiu que Benjamin Netanyahu estivesse, atualmente, no Cairo.
“Contrariamente aos rumores, o primeiro-ministro Netanyahu não está no Cairo”, escreveu no X (antigo Twitter).
בניגוד לגל השמועות – ראש הממשלה נתניהו לא נמצא בקהיר, ואין חדש בעניין אלי כהן ז״ל.
— עומר דוסטרי – Omer Dostri (@omerdos) December 17, 2024
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Dois soldados israelitas foram mortos no sul da Faixa de Gaza
O exército israelita dá conta da morte de dois soldados das Forças de Defesa de Israel no sul da Faixa de Gaza, durante combates.
O comunicado citado pela Al Jazeera refere o nome de um dos soldados, um homem de 35 anos, e referiu que o segundo ainda não tinha sido identificado.
O exército não esclareceu como é que a morte ocorreu.
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Soldados israelitas continuam a marcar presença na "zona tampão" da Síria
Órgãos de comunicação sírios estão a noticiar que tropas israelitas têm marcado presença em aldeias da Síria na chamada “zona tampão”, nos Montes Golã.
O canal Daraa 24 deu conta de que, esta segunda-feira, soldados das Forças de Defesa de Israel entraram na vila de Ma’ariya e interrogaram os habitantes. Já esta terça-feira, também entraram soldados israelitas em Saidah.
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Kallas otimista pede à UE para aproveitar "janela de oportunidade"
A alta-representante europeia para os Negócios Estrangeiros disse esta segunda-feira estar com um “otimismo cauteloso” sobre a situação político-social da Síria e defendeu que a União Europeia (UE) tem aproveitar esta “janela de oportunidade histórica”.
No arranque de um debate no Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, Kaja Kallas disse estar com um “otimismo cauteloso” depois da queda do regime que vigorou durante mais de cinco décadas na Síria.
“Há aqui uma janela de oportunidade histórica e nós, europeus, precisamos de aproveitá-la de maneira decidida”, acrescentou a Alta-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança perante os eurodeputados.
Kaja Kallas acrescentou que é necessário respeitar princípios para que a Síria consiga virar a página, nomeadamente, a “soberania, estabilidade e integridade territorial da Síria”.
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Irão aguarda "condições necessárias" para reabrir embaixada na Síria
O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros garante que a embaixada do Irão na Síria será reaberta assim que estiveram reunidas as “condições necessárias”.
“A reabertura da embaixada em Damasco exige preparativos, o mais importante é garantir a segurança da embaixada e da sua equipa”, apontou o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei.
Recorde-se que, em abril, as Forças de Defesa de Israel bombardearam o edifício da embaixada do Irão em Damasco, provocando várias vítimas mortais.