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Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog. Pode continuar a acompanhar os acontecimentos mais relevantes do conflito no Médio Oriente neste outro liveblog.

    Israel atacou depósitos de armas do Hezbollah no Líbano. Em Gaza, duas pessoas morreram

  • O que se passou até agora

    • Mais de cinquenta reféns libertados da Faixa de Gaza apelaram ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que continue com o acordo de cessar-fogo, sublinhando que o tempo em cativeiro é um verdadeiro inferno e que a única esperança para assegurar o regresso daqueles que ainda estão detidos é este acordo. Na carta, referiram que mais reféns foram mortos do que libertados através de operações militares.
    • O governo dos EUA cancelou apoios financeiros significativos à Universidade de Columbia, num total de 370 milhões de euros, devido a alegações de inação face ao assédio sofrido por estudantes judeus. Esta medida surge num contexto de fortes protestos pró-Palestina no campus, onde houve acusações de antissemitismo e islamofobia.

    • O Departamento de Estado dos EUA pretende usar inteligência artificial para revogar vistos de estudantes estrangeiros que tenham publicações consideradas pró-Hamas nas redes sociais. Críticos da iniciativa alertam para os riscos de erros e violações de privacidade associados ao uso de tecnologia AI nesta triagem.

    • O Irão recusou negociar com os Estados Unidos sob pressão, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. Esta decisão ocorre após uma carta do presidente Donald Trump ao ayatollah Ali Khamenei, apelando a novas negociações sobre o programa nuclear. Apesar disso, a missão iraniana nas Nações Unidas confirmou que ainda não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o tema.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Família de Natan Angrest diz estar "abalada" com o estado do refém no vídeo do Hamas

    A família de Matan Angrest disse estar “abalada” com o vídeo do Hamas que mostra o refém “a parecer esgotado e desesperado depois de 518 dias nos túneis do Hamas”.

    “Para além do grave estado psicológico patente nas imagens, a sua mão direita não funciona, os seus olhos e boca são assimétricos e o nariz dele está partido – de acordo com os testemunhos dos que regressaram, tudo devido a interrogatórios e torturas em cativeiro. Que mais provas são necessárias para compreender que o tempo se esgotou”, acrescentaram.

  • Mais de 200 pessoas morreram em confrontos de forças sírias com leais a Assad

    Mais de 200 pessoas terão morrido em confrontos de forças sírias leais ao governo provisório liderado pela organização Hayat Tahrir al-Sham (HTS) com forças leais a Bashar Al-Assad, ex-líder sírio exilado.

    Segundo a AP, 140 pessoas morreram em aldeias costeiras, como forma de vingança aos ataques por leais a Assad a militares pró-governo. Para além destes, 50 militares do governo sírio e 45 combatentes pró-Assad foram também mortos.

  • Primeiro-ministro do Qatar rejeita críticas a enviado de Trump ao Médio Oriente

    O primeiro-ministro do Qatar rejeitou as alegações de que o enviado de Trump ao Médio Oriente, Steve Witkoff, não está a agir pelos interesses dos EUA.

    “As pessoas que o estão a atacar não estão interessadas num acordo [de cessar-fogo]. Põem os seus interesses políticos à frente dos reféns”, afirmou, citado pelo Hareetz.

    “Quantas famílias em Israel celebraram o regresso dos seus entes queridos? Olhem para aqueles que atacaram alguém como o Steve Witkoff que teve sucesso a chegar a um acordo”, disse numa entrevista esta sexta-feira.

  • IDF bombardeiam sul do Líbano para atacar

    As forças armadas israelitas (IDF) anunciaram que realizaram ataques aéreos em várias zonas no sul do Líbano.

    Segundo um comunicado citado pelo Times of Israel, os bombardeamentos aéreos visavam atingir instalações militares do Hezbollah na região, usadas para armazenar armas.

    “As armas e os lançadores de foguetes nas instalações militares constituíam uma ameaça para o Estado de Israel e uma violação flagrante dos acordos entre Israel e o Líbano”, afirmaram as forças israelitas.

  • Mais de 50 reféns apelam a Netanyahu para continuar o acordo de cessar-fogo

    Numa carta conjunta, 56 reféns que já foram libertados da Faixa de Gaza apelaram esta sexta-feira ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para que implemente o acordo de cessar-fogo para libertar todos os reféns da Faixa de Gaza.

    “Nós, que fomos raptados durante o massacre de 7 de outubro, experimentámos na nossa carne o inferno do qual os nossos entes queridos ainda não regressaram. Vimos a escuridão, ouvimos os horrores, respirámos o medo”, escreveram os reféns na carta citada pelo Times of Israel, sublinhando que “cada minuto lá é um inferno, cada momento adicional é uma potencial sentença de morte”.

    Os reféns relembraram ainda a ineficácia das operações militares de recuperação já que, como escrevem, “foram mortos mais reféns do que os que foram resgatados em operações militares”.

    Assim, lê-se na carta, ao opinião é de que este acordo pode ser “a última hipótese” para garantir o regresso dos reféns ainda retidos em Gaza.

  • Governo dos EUA cancelam 370 milhões de euros em ajudas à Universidade de Columbia por acusações de antissemitismo

    Segundo a Reuters, a Administração Trump cancelou apoios num valor que pode chegar aos 370 milhões de euros à Universidade de Columbia, sob acusações de “inação perante o assédio persistente de estudantes judeus”.

    “O cancelamento destes fundos dos contribuintes é o nosso sinal mais forte de que o governo federal não vai fazer parte de uma instituição de ensino como a Columbia que não protege os estudantes e o pessoal judeu”.

    A universidade tem sido palco de fortes protestos pró-Palestina e contra o apoio norte-americano a Israel durante a guerra em Gaza. Durante os protestos, houve alegações de antissemitismo dos participantes, assim como alegações de islamofobia nos contra-protestos.

  • Houthis ameaçam voltar a atacar caso Israel não permita entrada de ajuda humanitária em Gaza

    Segundo a Al Jazeera, os x do Iémen ameaçaram voltar a atacar navios israelitas caso o país não permita a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza dentro nos próximos quatro dias.

    A entrada de ajuda humanitária está a ser impedida pelos israelitas, baseada em acusações de acumulação dos mantimentos pelo Hamas.

    Já os houthis, aliados do Hamas, tinham suspendido os ataques militares a navios e alvos israelitas em janeiro, depois da implementação do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

  • Trump espera "dias interessantes" na relação com o Irão

    Sobre as conversações atuais com o Irão, Trump falou de forma críptica. O Presidente norte-americano disse que espera “dias muitos interessantes” nas relações com o Irão em que “algo irá acontecer muito, muito em breve”.

    “Estamos a chegar aos momentos finais. Estamos nos momentos finais. Não os podemos deixar ter uma arma nuclear”, disse o Presidente, que acrescentou que preferia “um acordo de paz” em vez de “outro” tipo de acordo, sem especificar qual seria este último.

  • Trump diz que Irão estava pronto para fazer um acordo antes dele perder para Biden

    Falando na Casa Branca, Donald Trump afirma que os iranianos estavam prontos para negociar um acordo nuclear com os EUA antes das eleições presidenciais de 2020, que acabaram com a derrota de Donald Trump e a vitória de Joe Biden.

    “Quando perdi, eles viram esta pessoa estúpida [Biden] e disseram ‘não vamos fazer um acordo'”, disse Trump, acrescentando que os iranianos tiveram “razão” ao não aceitarem.

    “Ele tirou as sanções, eles ficaram ricos durante [a presidência de] Biden. Foram de não ter dinheiro nenhum a ter 300 mil milhões de dólares”, acrescentou.

  • Campos de refugiados na Cisjordânia foram "quase esvaziados" por operações militares israelitas, segundo a UNRWA

    Os campos de refugiados palestinianos em Jenin, Tulkarem e Nur Shams foram “quase esvaziados” após as operações militares israelitas na região, que incluíram a demolição de várias casas nestes campos, segundo a UNRWA, agência da ONU dedicada aos refugiados da Palestina.

    A UNRWA diz que 16 casas no campo de Nur Shams começaram a ser demolidas pelas forças israelitas, uma semana depois da demolição de outras 11 casas nesse campo.

    Também na semana passada, no campo de Tulkarem, foram demolidas 14 casas. Em Jenin, conta a agência, as demolições do mês passado deixaram o campo “inabitável”.

    “Com a destruição generalizada das infraestruturas civis, incluindo as habitações, as pessoas enfrentam agora a perspetiva de não terem para onde regressar”, disse ainda.

  • Missão iraniana nas Nações Unidas diz não ter recebido carta de Donald Trump

    A missão do Irão nas Nações Unidas diz que ainda não recebeu qualquer carta vinda do Presidente dos EUA, Donald Trump.

    Trump tinha revelado que enviou uma carta destinada ao ayatollah Ali Khameini a apelar a que o país volte a negociar diretamente com os EUA sobre o programa nuclear ucraniano.

  • Irão recusa negociar sob "pressão máxima" dos EUA acerca do programa nuclear

    O Irão afirma que não volta a negociar com os Estados Unidos enquanto os norte-americanos estiverem a aplicar “pressão máxima” e a fazer “ameaças” a Teerão, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Abbas Araguchi.

    Os comentários surgem depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter enviado uma carta ao ayatollah iraniano, Ali Khamenei a apelar que o país volte a negociar diretamente com os norte-americanos sobre o seu programa nuclear.

  • Exército israelita diz que o porta-voz principal se vai reformar

    Daniel Hagari, que se tornou o rosto de Israel na guerra em Gaza, vai reformar-se nas próximas semanas, de acordo com um comunicado militar, citado por vários meios internacionais.

    A demissão, dias depois da tomada de posse de um novo chefe militar, foi aprovada pelo novo comandante, o tenente-general Eyal Zamir. Não é conhecida a data exata em que Hagari, de 49 anos, deixará o cargo.

    Em junho, o porta-voz das forças armadas israelitas expôs o fosso crescente entre os dirigentes políticos e militares do país, questionando o objetivo declarado de Netanyahu de destruir o Hamas na Faixa de Gaza para que a guerra termine. “Esta história de destruir o Hamas, de fazer desaparecer o Hamas, é simplesmente atirar areia para os olhos do público”, disse Hagari. “O Hamas é uma ideia. O Hamas é um partido. Está enraizado no coração das pessoas. Quem pensa que podemos eliminar o Hamas está enganado”.

  • Hamas divulga vídeo com soldado israelita em cativeiro

    O Hamas publicou no Telegram um vídeo de um soldado israelita em cativeiro, reporta a Aljazeera. No vídeo, que terá sido gravado na semana passada, Matan Angrest diz que está detido há 511 dias.

    “A única forma de nos trazer de volta é através do acordo de troca e da passagem à segunda fase”, disse o soldado, que apelou ao governo de Israel, a Trump e aos líderes do exército israelita para que o libertassem.

  • Trump diz que escreveu carta ao Irão para negociar acordo sobre armas nucleares

    O Presidente dos Estados Unidos enviou uma carta ao líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, a expressar interesse em negociar um acordo sobre o programa de armas nucleares.

    “Eu disse que esperava que eles negociassem, porque seria muito melhor para o Irão”, afirmou Donald Trump durante uma entrevista à Fox News, que foi transmitida nos Estados Unidos esta madrugada e que é citada pelo The Guardian.

    “Acho que eles querem receber essa carta. A outra alternativa é termos de fazer alguma coisa, porque não podemos permitir outra arma nuclear”, acrescentou.

    A Casa Branca não divulgou, até ao momento, mais detalhes acerca das declarações de Trump ou dos planos para um acordo nuclear.

  • Hamas enviou delegação para o Cairo para conversações de cessar-fogo

    Dois altos responsáveis do Hamas avançaram à agência AFP que uma delegação do grupo chegou ao Cairo, no Egito, para conversações de cessar-fogo, nomeadamente acerca da implementação da segunda fase do acordo.

    “A delegação vai reunir-se com funcionários egípcios no sábado para discutir os últimos desenvolvimentos, avaliar os progressos na implementação do acordo de cessar-fogo e tratar de assuntos relacionados com a segunda fase do acordo”, disse uma das fontes, que é citada pelo The Times of Israel.

  • Reféns libertados encontram-se com enviada adjunta dos EUA para o Médio Oriente em Washington

    Morgan Ortagus, enviada adjunta dos Estados Unidos para o Médio Oriente, encontrou-se esta quinta-feira em Washington com reféns israelitas que foram libertados do cativeiro do Hamas, segundo o Haaretz.

  • Daniel Hagari, porta-voz do exército israelita, vai terminar mandato e reformar-se nas próximas semanas

    O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla original) Daniel Hagari vai terminar o seu mandato e reformar-se da vida militar nas próximas semanas.

    A decisão foi tomada pelo novo chefe do Estado-Maior do exército de Israel, Eyal Zamir, escreve o jornal Haaretz. Por sua vez, o The Times of Israel nota que a maioria dos porta-vozes das IDF desempenhou funções durante dois anos. Daniel Hagari chegou ao cargo em março de 2023, pelo que poderia ser expectável que saísse este mês.

    Em comunicado, o exército israelita destacou que Hagari “desempenhou o seu papel de porta-voz das IDF durante uma das guerras mais complexas da história do país, de uma forma profissional e dedicada”.

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