Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • França, Alemanha, Itália e Reino Unido expressaram apoio ao plano árabe para a reconstrução de Gaza, que envolve um custo estimado de 50 mil milhões de euros. Este plano, elaborado pelo Egito, foi rejeitado por Israel e pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e propõe a administração da Faixa de Gaza por um período de seis meses por um comité independente antes de entregar o controlo à Autoridade Palestina, mantendo os palestinianos no território.
    • O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, rejeitou as exigências dos Estados Unidos para negociações, após o presidente Donald Trump ter enviado uma carta ao Irão solicitando diálogo sobre um acordo nuclear. Khamenei destacou que as exigências de alguns governos visam impor o seu domínio e são incompatíveis com os princípios islâmicos.
    • Israel realizou ataques aéreos no sul do Líbano, visando infraestruturas militares do Hezbollah, onde eram armazenadas armas e lançadores de rockets. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que estas ações representam uma resposta a ameaças ao Estado de Israel e a violações do acordo entre Israel e o Líbano. No mesmo contexto de tensão, um ataque israelita na Faixa de Gaza resultou na morte de duas pessoas perto da cidade de Rafah.
    • Os esforços para negociações de uma segunda fase do cessar-fogo em Gaza mostram divergências entre o Hamas, que vê indícios positivos, e fontes israelitas, que negam progressos. Este desenvolvimento ocorre em meio a vários conflitos e esforços diplomáticos na região.

  • Bom dia.

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    Pode continuar a acompanhar os acontecimentos mais relevantes dos conflitos no Médio Oriente neste outro liveblog.

    Violência na Síria já provocou mais de mil mortos. EUA e Hamas já negoceiam diretamente sobre Gaza

  • Qatar quer que "todas as instalações nucleares de Israel" fiquem sob supervisão da agência de controlo nuclear da ONU

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar disse que o país pediu à Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla inglesa) das Nações Unidas que coloque sob sua supervisão “todas as instalações nucleares de Israel”, escreve o Times of Israel.

    O embaixador do Qatar na Áustria, Jassim Yacoub al-Hammadi, fez uma declaração sobre o tema numa reunião desta entidade no início da semana.

    Israel nunca admitiu publicamente possuir armas nucleares, mas, seguindo o Times of Israel, o país tem cerca de 90 em sua posse.

    É necessário que “a comunidade internacional e as suas instituições respeitem os compromissos assumidos no âmbito das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, da Assembleia Geral da ONU, da AIEA e da Conferência de Revisão do TNP de 1995, que apelou a Israel para que submetesse todas as suas instalações nucleares às salvaguardas da AIEA”, frisou o embaixador do Qatar.

  • Hamas deverá aceitar libertar reféns se primeira fase do acordo for prolongada

    Caso a primeira fase do acordo de cessar-fogo seja prolongada por mais dois meses, o Hamas deverá concordar em libertar reféns israelitas que ainda estão vivos.

    A informação foi avançada pelo canal de notícias saudita Al Hadath e citada pelo Hareetz, mas até ao momento não houve uma confirmação oficial.

  • Número de civis mortos na Síria nos últimos três dias ultrapassa 560

    O número de civis, maioritariamente da minoria alauita, mortos nos últimos três dias pelas forças de segurança do novo governo da Síria ultrapassa 560, de acordo com um novo balanço o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

    Segundo aquela Organização Não Governamental (ONG), num comunicado citado pela agência EFE, 568 civis “da minoria alauita” foram assassinados “a sangue frio” nos últimos três dias, principalmente na cidade costeira de Latakia, mas também em Tartus, em Homs e em Amã.

    A ONG registou um total de “29 massacres” nos últimos dias de confrontos entre tropas do novo regime de Damasco e insurgentes leais ao ex-Presidente Bashar al-Assad, que qualificou de “a maior vingança coletiva” por parte das tropas ligadas às novas autoridades do país desde a queda de al-Assad, em 08 de dezembro do ano passado.

    Bashar al-Assad pertence à minoria alauita.

    Aos 568 civis somam-se mais de 200 combatentes mortos dos dois lados da barricada, em combates nas províncias ocidentais da Síria, ainda de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, mas com uma ampla rede de colaboradores locais.

    Perante esta situação e o massacre de civis, entre os quais mulheres e crianças, a ONG apelou à comunidade internacional para que tome “medidas urgentes e envie equipas especializadas de investigação internacional para documentar as graves violações que afetam civis”.

  • Cessar-fogo: Israel presente em conversações na segunda-feira em Doha

    Israel vai participar nas conversações da segunda fase do cessar-fogo, adianta o gabinete do líder israelita, Benjamin Netanyahu.

    Segundo o Hareetz, na segunda-feira, em Doha, no Qatar, estará presente uma delegação de Israel.

    O governo israelita confirmou horas depois essa mesma presença: “Israel aceitou o convite dos mediadores dos Estados Unidos e enviará uma delegação a Doha na segunda-feira, com a intenção de avançar com as negociações”, lê-se num comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro israelita e citado pela agência EFE.

  • Familiares de reféns israelitas pedem a Netanyahu para não recomeçar ofensiva

    Vários familiares de reféns israelitas na Faixa de Gaza pediram hoje ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que não retome os combates no enclave argumentando que os reféns podem ser mortos se Israel recomeçar uma ofensiva.

    “Netanyahu, se a guerra recomeçar, os reféns vão morrer por sua causa; o sangue deles estará nas suas mãos”, disse Omri Lifshitz, cujo pai, Oded, morreu em Gaza e cujo corpo foi entregue na semana passada como parte da primeira fase do cessar-fogo, de acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, que cita o jornal The Times of Israel.

    Segundo as declarações recolhidas durante o protesto semanal das famílias dos reféns, em Telavive, Einav Zangauker, a mãe do refém israelita Matan Zangauker, que permanece em Gaza, disse que a continuação da guerra apenas serve os interesses de Netanyahu, que se recusou a criar uma comissão pública de inquérito para determinar a responsabilidade pelos ataques do Hamas de 7 de outubro, enquanto os combates continuam.

    “Estamos numa situação de emergência e não devemos deixar-nos cegar por rumores: a guerra pode recomeçar esta semana”, advertiu esta mulher, que é uma das figuras mais ativas do movimento das famílias de reféns.

    Os pedidos dos familiares dos reféns surgem numa altura em que o Hamas diz ver “indicadores positivos” nas negociações indiretas com Israel para manter o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e passar à segunda fase, segundo o porta-voz do grupo, Abdul Latif al-Qanou.

    “Os esforços dos mediadores egípcios e do Qatar para concluir a aplicação do acordo de cessar-fogo e iniciar a segunda fase das negociações prosseguem e os indicadores são positivos”, disse hoje o porta-voz do grupo, em comunicado.

    No entanto, pouco depois da mensagem, um funcionário israelita não identificado pela Efe disse aos meios de comunicação social locais que Israel não tinha visto qualquer progresso nas negociações.

  • Irão rejeita exigências de Trump para negociações

    O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, disse não aceitar as exigências dos países que insistem em negociar, um dia depois de o Presidente dos Estados Unidos ter anunciado que lhe tinha enviado uma carta a pedir diálogo.

    “A insistência de alguns governos abusivos em encetar negociações não tem como objetivo resolver problemas, mas sim impor o seu domínio e impor as suas exigências”, disse Khamenei, no que foi entendido como uma resposta aos apelos de Donald Trump para negociações.

    “A República Islâmica do Irão não aceitará as suas exigências”, acrescentou a principal autoridade política e religiosa do Irão, numa reunião em Teerão com altos funcionários do Governo iraniano.

    Khamenei criticou também o que apelidou de “duplicidade de critérios” do Ocidente e afirmou que os princípios ocidentais são contrários aos princípios islâmicos.

    “Não podemos seguir os princípios da civilização ocidental em matéria política e económica”, afirmou.

    Os comentários de Khamenei surgem um dia depois de Trump ter anunciado que enviou uma carta ao Irão a pedir negociações sobre um acordo nuclear.

    “Temos uma situação com o Irão e algo vai acontecer muito em breve, muito, muito em breve”, disse Trump aos jornalistas na Sala Oval, na sexta-feira, acrescentando que faltam apenas “os últimos retoques” para chegar a um acordo e que “vão ser dias interessantes”.

  • Netanyahu agradece apoio de Trump contra "monstruosos terroristas do Hamas"

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, partilhou na rede social X uma publicação feita pelo Presidente dos EUA na quarta-feira.

    “Obrigado, Presidente Trump, por uma vez mais apoiar de forma corajosamente Israel na nossa guerra justa contra os monstruosos terroristas do Hamas”, escreveu o líder de Israel.

  • Conversações sobre segunda fase do cessar-fogo: Israel e Hamas contrariam-se

    Do lado de Gaza, parece haver “indícios positivos” de que se vão iniciar as negociações sobre a segunda fase do acordo de cessar fogo em Gaza, dizia o porta-voz do Hamas, citado pelo Hareetz, ao início da tarde.

    No entanto, do lado de Israel, o cenário parece ser outro. Segundo o mesmo órgão de comunicação, que cita uma fonte israelita, não houve progressos positivos.

  • "Gaza não está à venda". Campo de golfe de Trump vandalizado por pró-palestinianos

    A ação de protesto (entretanto já reivindicada pelo Palestine Action) visou o relvado e um dos muros do campo de golfe detido pelo presidente dos EUA, na Escócia.

    “Gaza não está à venda”. Campo de golfe de Trump vandalizado por pró-palestinianos

  • Homem trepa Big Ben com bandeira da Palestina

    Um ativista pró-Palestina levou ao corte das ruas em torno do Big Ben depois de ter trepado a torre no Palácio de Westminster. De bandeira palestiniana na mão, gravou um vídeo onde se recusou descer.

    Homem trepa Big Ben com bandeira da Palestina

  • França, Alemanha, Itália e Reino Unido apoiam plano árabe para a reconstrução de Gaza

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros de França, Alemanha, Itália e Reino Unido demonstram apoio ao plano dos países árabes para a reconstrução de Gaza — um plano que tem um custo estimado de cerca de 50 mil milhões de euros e não prevê (ao contrário do plano dos EUA) a retirada dos palestinianos do enclave.

    “O plano mostra um caminho realista para a reconstrução de Gaza e promete – se implementado – uma melhoria rápida e sustentável das condições de vida catastróficas para os palestinianos que vivem em Gaza”, dizem os ministros, numa declaração conjunta, citada pelo Times of Israel.

    O plano, que foi elaborado pelo Egito e adotado por líderes árabes no início deste mês, foi rejeitado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e também por Israel.

    O plano árabe prevê a criação de um comité independente que ficaria responsável pela administração da Faixa de Gaza por um período de seis meses, antes de entregar o controle do enclave à Autoridade Palestina. Prevê ainda que os palestinianos permaneçam no território aquando da reconstrução, em oposição à proposta de Trump de que toda a população seja realocada noutros países da região de forma temporária.

  • Dois mortos em Rafah depois um ataque israelita

    Um ataque israelita com recurso a um drone matou duas pessoas, perto da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, escreve o Times of Israel, citando a imprensa palestiniana.

    Até agora, as IDF ainda não confirmaram o incidente.

  • Israel ataca depósitos de armas e de lançadores de rockets no Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram na última noite noite que levaram a cabo ataques aéreos no sul do Líbano, escreve o Times of Israel.

    Foram atingidas infraestruturas militares do Hezbollah, onde o grupo islâmico pró-iraniano guardava armas e lançadores de rockets.

    “As armas e os lançadores de rockets nos locais militares representavam uma ameaça ao Estado de Israel e constituíam uma violação flagrante do acordo entre Israel e o Líbano”, sublinharam as IDF.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para acompanhar os conflitos em curso no Médio Oriente.

    Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.

    Mais de 50 reféns apelam a Netanyahu para continuar o acordo de cessar-fogo

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