Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • A crise migratória em Ceuta resultou num trágico número de mortos, com o Instituto de Medicina Legal de Ceuta a relatar a receção de 79 corpos, sendo que 77 pessoas morreram afogadas ao tentar atravessar o mar. Uma ONG acrescentou que pelo menos 63 pessoas poderão ter morrido do lado marroquino, o que pode elevar o total de vítimas para mais de 120, conforme as diferentes confirmações das autoridades espanholas e marroquinas.
    • A resposta europeia à crise em Ceuta levou à realização de uma videoconferência entre os ministros da Administração Interna da União Europeia. Foi defendida a necessidade de uma resposta unida, com um foco no fortalecimento das fronteiras externas da UE e no reforço dos mecanismos de regresso de migrantes. Portugal expressou solidariedade para com Espanha e destacou a importância do Pacto sobre Asilo e Migração.
    • A situação em Ceuta gerou reações políticas diversas, com o Governo de Extremadura, em Espanha, a opor-se à distribuição de crianças migrantes desacompanhadas e à abertura de novos centros de acolhimento na região. Esta posição alinha-se com outras regiões, refletindo tensões internas sobre políticas de imigração.
    • Jorge Pinto, porta-voz do Livre, defendeu que Portugal deve rejeitar a organização conjunta do Mundial de futebol de 2030 com Marrocos, considerando a situação dos migrantes em Ceuta. Este apelo sublinha preocupações sobre a colaboração com Marrocos num contexto de falta de confiança demonstrada pela recente crise migratória.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • 63 pessoas poderão ter morrido do lado marroquino, afirma ONG

    Uma organização não governamental avança que pelo menos 63 pessoas poderão ter morrido do lado marroquino da fronteira com Ceuta, publica a rádio espanhola Cadena Ser. Depois de realizar um levantamento em morgues do norte de Marrocos, a ONG Caminando Fronteras constatou que 63 corpos foram resgatados das águas marroquinas.

    A confirmar-se este número, o total de vítimas mortais pode ultrapassar as 160 — o Governo espanhol confirma que 77 pessoas morreram durante a travessia a nado e duas morreram já em território espanhol, enquanto as autoridades marroquinas confirmam, até o momento, 11 mortes registadas na sua costa.

  • Governo de Extremadura opõe-se à distribuição de crianças migrantes desacompanhadas vindas de Ceuta

    O Governo Regional da Extremadura afirmou num comunicado que pretende opor-se à distribuição de crianças migrantes desacompanhadas que chegaram a Ceuta, avança o El País. De acordo com o comunicado, que cita o acordo governamental assinado pelo Vox e o PP na comunidade autónoma, que defende “o fim dos menores estrangeiros desacompanhados”. “O Governo Regional da Extremadura rejeitará expressamente a política de imigração do governo de Pedro Sánchez e opor-se-á, por todos os meios legais, jurídicos e políticos, a qualquer mecanismo de distribuição de imigrantes ilegais, tanto adultos quanto menores”.

    O acordo estipula ainda que o Governo Regional da Extremadura trabalhará ativamente para repatriar menores não acompanhados para os seus países de origem e que “nenhum novo centro de acolhimento para imigrantes ilegais será aberto durante esta legislatura, nem a capacidade dos centros existentes será ampliada”.

    O governo de coligação da Extremadura junta-se às posições já manifestadas pelas regiões de Castela e Leão e Aragão, de acordo com a agência EFE.

  • Número de mortos sobe para 79

    O Instituto de Medicina Legal de Ceuta recebeu os corpos de 79 pessoas que morreram ao tentar atravessar a fronteira para Espanha, segundo o último relatório do Centro de Integração de Dados divulgado pelo El País.

    Duas pessoas terão morrido a tentar chegar à cidade, ainda antes da entrada em massa em Ceuta, enquanto os outros 77 morreram no mar, durante a travessia. Dois dos mortos foram identificados através de impressões digitais, “uma vez que estavam registados em Espanha”, diz o comunicado.

  • "Vejo todos lá no dia 15". Nova data para entrada em massa em Ceuta circula nas redes sociais

    Grupos de Facebook e WhatsApp com centenas de milhares de membros apontam para nova travessia em massa a Ceuta.

    “Vejo todos lá no dia 15”. Nova data para entrada em massa em Ceuta circula nas redes sociais

  • Bruxelas considera que UE “passou teste” de Ceuta mas deve retirar conclusões

    O comissário europeu para as Migrações defendeu esta terça-feira que a União Europeia (UE) foi posta à prova durante a crise migratória em Ceuta, mas “passou o teste”, apesar de admitir que deve agora retirar conclusões sobre o sucedido.

    Em conferência de imprensa após uma reunião por videoconferência dos ministros da Administração Interna da UE, Magnus Brunner considerou que a crise na fronteira de Ceuta foi um “teste, por um lado, à resiliência europeia e, por outro, à segurança das fronteiras externas” do bloco.

    “Por agora, penso que a Europa passou claramente este teste. As pessoas não conseguiram entrar no espaço Schengen e a segurança na fronteira foi restabelecida rapidamente”, defendeu.

  • Luís Montenegro diz-se contra "falta de regulação do fluxo migratório"

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta terça-feira em Torres Vedras que Portugal está a criar condições para acolher e integrar migrantes, ao contrário de outros países onde há “falta de regulação do fluxo migratório”.

    “Por estes dias, em que nós assistimos incrédulos a fenómenos de falta de regra, de regulação, do fluxo migratório e em que alguns teimam em adotar políticas que têm muitas vezes um efeito de chamada, chamam as pessoas sem lhes proporcionar as condições para as acolher e integrar, em Portugal estamos a fazer aquilo que tem de ser feito. Estamos a criar condições para que as pessoas tenham dignidade quando vêm para Portugal”, disse Luís Montenegro à margem da inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados do país.

    Para o primeiro-ministro, as condições passam por “terem um trabalho, uma habitação e acesso àquilo que é elementar na qualidade de vida de uma pessoa, o acesso à saúde, à educação e à mobilidade”.

  • Governo considera situação de Ceuta "extremamente grave". Portugal disponível para adotar medidas extra para proteger fronteiras

    O ministro da Administração Interna de Portugal também marcou presença na reunião com os restantes governantes da União Europeia.

    Em comunicado, o Ministério de Luís Neves defendeu que a UE “deve responder com unidade, firmeza e responsabilidade” a esta crise migratória.

    Portugal manifestou ainda “solidariedade para com Espanha e as autoridades espanholas, lamentando a perda de vidas e classificando o sucedido como extremamente grave, tanto do ponto de vista humanitário como da proteção da fronteira externa da União”, lê-se no comunicado enviado às redações.

    Para Luís Neves, a situação que Espanha atravessa “demonstra a importância da implementação do Pacto sobre Asilo e Migração, bem como do Regulamento europeu relativo ao Retorno, apelando ainda ao reforço da cooperação com os países de origem e de trânsito”.

    Segundo o Ministério da Administração Interna, Portugal “já reforçou a vigilância da fronteira, marítima sul”, mas está “disponível para adotar medidas adicionais”.

  • Governo espanhol diz que 72.000 pessoas entraram em Ceuta ilegalmente

    Cerca de 72.000 pessoas entraram em Ceuta de forma irregular em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, disse esta terça-feira o ministro da Administração Interna de Espanha.

    O ministro Fernando Grande-Marlaska assegurou que não houve qualquer “movimento secundário” e que “em nenhum momento ficou comprometido o espaço Schengen”.

    Considerou ainda ter ficado claro que ninguém pode sair da cidade de Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, e aceder ao continente europeu sem um rigoroso controlo documental.

  • Ministros da UE concordam em reforçar fronteiras e mecanismos de regresso de migrantes

    Da reunião entre os ministros da Administração Interna da União Europeia saiu ainda a decisão de reforçar as fronteiras e os “mecanismos de regresso” de migrantes.

    Num comunicado divulgado no final dessa reunião, o Conselho da União Europeia refere que os ministros trocaram “pontos de vista sobre a importância de proteger as fronteiras externas” do bloco.

    “Houve consenso quanto à necessidade de continuar a combater sem tréguas as redes de auxílio à imigração ilegal, reforçar os mecanismos de regresso, fortalecer as fronteiras da UE, desenvolver parcerias sólidas com países terceiros e melhorar a capacidade de antecipação”, lê-se no comunicado.

  • Ceuta. Espaço Schengen não "ficou comprometido", mas União Europeia vai reforçar fronteiras e mecanismos de regresso

    Das 72 mil pessoas que entraram em Ceuta, 70 mil já regressaram, disse o ministro do Interior de Espanha. E acrescentou que Schengen nunca esteve em causa, apesar de UE decidir reforçar as fronteiras.

    Ceuta. Espaço Schengen não “ficou comprometido”, mas União Europeia vai reforçar fronteiras e mecanismos de regresso

  • Número de mortos em Ceuta aumenta para 75. Autoridades encontraram 3 novos corpos

    A Delegação do governo espanhol em Ceuta anunciou esta terça-feira ter localizado três novos corpos de pessoas que tentaram chegar a Marrocos.

    O número de mortos subiu, assim, para 75, escreve o El Mundo. E acrescenta que as buscas das autoridades espanholas vão continuar a decorrer.

  • Resgatadas 157 pessoas quando tentavam atravessar o Canal da Mancha

    As autoridades francesas e britânicas resgataram hoje 157 migrantes depois de o barco em que seguiam se ter incendiado durante uma tentativa de travessia do Canal da Mancha, entre os dois países.

    “Um pequeno barco pegou fogo na fronteira entre as águas francesas e britânicas, levando os seus ocupantes a saltar para a água” hoje de manhã, explicou a direção do departamento de Pas-de-Calais (norte de França), acrescentando que não há relatos de vítimas “até ao momento”.

    Esta é uma das maiores operações de resgate marítimo desde o início das travessias do Canal da Mancha em embarcações improvisadas, em 2018.

    Nos últimos dias, os recordes de pessoas resgatadas ou a bordo de pequenas embarcações socorridas pelas autoridades de ambos os lados do Canal da Mancha têm-se multiplicado.

    Na quarta-feira da semana passada, as equipas britânicas registaram a chegada de 752 migrantes irregulares através do Canal da Mancha em pequenas embarcações, um número recorde num único dia desde o início do ano, segundo o Ministério do Interior britânico.

    O aumento de entradas através do Canal da Mancha — que liga o norte de França ao Reino Unido – coincidiu com vários incidentes trágicos, incluindo a morte de quatro migrantes em operações de socorro ao largo da costa francesa.

  • Pelo menos 44 pessoas desaparecidas em Ceuta. São principalmente menores

    Pelo menos 44 pessoas foram dadas como desaparecidas após tentarem entrar e Ceuta, avançaram as autoridades espanholas à agência noticiosa Efe, citada pelo El País.

    A maioria destes desaparecidos — procurados pelas famílias — são jovens e menores de idade.

  • Guarda Civil abre gabinete em Ceuta para registar denuncias de desaparecimentos

    A Guarda Civil abriu esta terça-feira, em Ceuta, um gabinete especial para registar denúncias de desaparecimento de migrantes que tenham nadado até ao território espanhol, avança o El País.

    Desde o passado fim de semana, nas redes sociais têm circulado várias imagens de jovens que estão desaparecidos, sendo que este jornal espanhol escreveu que alguns pais foram até à fronteira de Ceuta à procura de informações sobre os seus filhos.

  • Livre diz que Portugal deve rejeitar organização do Mundial de 2030 com Marrocos

    O porta-voz do Livre Jorge Pinto defendeu hoje que Portugal deve rejeitar a organização conjunta do Mundial de futebol de 2030 com Marrocos na sequência da entrada em massa de migrantes em Ceuta vindos daquele país do norte de África.

    “Perante o que tem acontecido, exige-se uma decisão corajosa: Portugal não pode compactuar com a organização conjunta do Mundial 2030 com Marrocos. Da parte do Livre, tudo faremos para que não fiquemos tristemente associados à organização com um país que mostrou não ter capacidade nem dar confiança”, escreveu Jorge Pinto numa publicação na rede social BlueSky.

    A organização do Mundial de futebol de 2030 foi atribuída a Portugal, Espanha e Marrocos. O evento deverá decorrer entre 8 de junho e 21 de julho de 2030.

    Quando se refere “ao que tem acontecido”, Jorge Pinto refere-se à entrada massiva de migrantes vindos de Marrocos na cidade autónoma espanhola de Ceuta na quinta-feira.

    A maioria dos migrantes regressou, entretanto, voluntariamente a Marrocos, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol.

  • 17 pessoas morreram a tentar chegar às Ilhas Baleares

    Um total de 17 pessoas morreram numa embarcação enquanto tentavam chegar às Ilhas Baleares. O barco onde seguiam estava há 15 dias à deriva.

    A informação chegou às autoridades graças a duas pessoas do Magrebe que foram resgatadas do mar, escreve a ABC.

    Estas duas pessoas foram entretanto levadas para o hospital Universitário Son Espases, uma vez que apresentavam sinais de desidratação e desnutrição. Foram encontradas de madrugada e retiradas pelas autoridades espanholas por volta das 3h.

  • Barreira flutuante de contenção danificada no fim de semana já foi reparada

    A barreira flutuante de contenção instalada pelas autoridades espanholas no mar de Ceuta tinha sido danificada no passado sábado, segundo o jornal El Faro de Ceuta.

    Porém, esta terça-feira de manhã, avançou o El Mundo, a barreira foi reparada. Perto da zona está uma embarcação da Guarda Civil.

    Esta barreira flutuante tem 500 metros de comprimento e uma grossura entre 30 a 70 centímetros, escreve a ABC.

  • Resgatados 88 migrantes em quatro embarcações nas Ilhas Baleares

    As autoridades espanholas resgataram ontem quatro embarcações que chegaram às Ilhas Baleares, com um total de 88 migrantes.

    A mais recente embarcação com 18 migrantes foi intercetada às 17h10 (16h10 em Lisboa) à entrada do porto de Cabrera, nas Ilhas Baleares.

    Antes, tinha chegado uma embarcação com 26 pessoas em Cabrera, outra com 28 em Maiorca e uma terceira com 16 em Formentera.

    O último grupo resgatado é composto por 17 pessoas de origem norte-africana e uma da África subsariana.

    A operação decorreu no porto de Cabrera e envolveu o Serviço de Salvamento Marítimo, a secção Fiscal e de Fronteiras e o serviço marítimo da Guarda Civil do porto de Palma, divulgou a delegação do governo nas Ilhas Baleares, citada pela agência Efe.

    Até ao momento, este ano, de acordo com os últimos dados do Ministério do Interior e das intervenções reportadas pela Delegação do Governo nas ilhas Baleares e contabilizadas pela Efe, chegaram ao arquipélago 209 embarcações transportando 3.918 migrantes indocumentados.

    Em 2025, 401 barcos chegaram às ilhas com 7.321 pessoas, um aumento de 24,5% no número de migrantes e de cerca de 15% no número de barcos em comparação com 2024.

  • Cinco dias depois, a fome chegou ao fim em Ceuta. Até o cemitério serve de abrigo para quem sonha com a Europa

    Milhares que atravessaram a fronteira entre Marrocos e Espanha passaram dias sem comer. Cruz Vermelha começou a distribuir refeições na praia. Mesquita e cemitério são outros pontos de apoio.

    Cinco dias depois, a fome chegou ao fim em Ceuta. Até o cemitério serve de abrigo para quem sonha com a Europa

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