Momentos-chave
- Novo MAI tem “trabalho de grande qualidade e de sintonia” com o Governo, diz Leitão Amaro
- BE elogia combate contra criminalidade motivada pelo discurso de ódio do novo MAI
- Chega espera que Luís Neves "não se fique pelas perceções" e chama novo ministro à Assembleia da República
- PCP diz que mais que personalidade, importa saber que políticas vai adotar novo MAI
- IL espera que Luís Neves "esteja à altura da responsabilidade" enquanto ministro da Administração Interna
- José Luís Carneiro: "Luís Neves é uma personalidade forte num Governo frágil"
- O "coelho da cartola" tirado por Montenegro: como o PM escolheu (e escondeu) o novo MAI
- Liga dos Bombeiros elogia escolha de Luís Neves para MAI
- Ministra da Justiça acredita que Luís Neves será "um excelente ministro da Administração Interna
- Associação dos Profissionais da Guarda surpresos com nomeação de Luís Neves para a Administração Interna
- Governo sombra do Chega vai reagir à escolha do novo ministro da Administração Interna
- Plano Especial de Emergência para Cheias no Tejo baixa para nível azul
- Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna
- Governo nomeia mulher do chefe de gabinete de ministro das Infraestruturas e Habitação
Histórico de atualizações
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Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna
O Presidente da República revelou que aceitou a proposta do primeiro-ministro para a “nomeação do Dr. Luís Neves como Ministro da Administração Interna”.
A posse terá lugar na próxima segunda feira, 23 de fevereiro, pelas 10h00, no Palácio de Belém.
Luís Neves era diretor nacional da Polícia Judiciária desde 2018 e foi o escolhido por Luís Montenegro para substituir a ministra demissionária Maria Lúcia Amaral, que saiu na sequência da resposta às tempestades que assolaram Portugal.
Na PJ, Luís Neves esteve sempre ligado à investigação criminal, em particular na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.
O “coelho da cartola” tirado por Montenegro: como o PM escolheu (e escondeu) o novo MAI
Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).
Luís Neves vai substituir Maria Lúcia Amaral, ex-Provedora de Justiça, que se demitiu das funções de ministra da Administração Interna no passado dia 10.
Segundo a nota então divulgada, Marcelo Rebelo de Sousa aceitou o pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral, “que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo”.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, de forma transitória, passou a desempenhar as competências da pasta da Administração Interna, numa conjuntura em que o território continental nacional foi atingido por uma vaga de tempestades.
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Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143
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Secretário de Estado da Proteção Civil cancela agenda para o dia da posse do novo Ministro da Administração Interna
A agenda do Secretário de Estado da Proteção Civil prevista para a próxima segunda-feira, o dia da posse de Luís Neves como ministro da Administração Interna, foi cancelada.
Pela manhã, o secretário participaria numa reunião com o presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, no âmbito dos efeitos da tempestade Kristin. Já a tarde, Rui Rocha faria uma visita ao Aeródromo Municipal de Viseu, acompanhado do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura.
A posse de Luís Neves terá lugar na próxima segunda feira, 23 de fevereiro, pelas 10h00, no Palácio de Belém.
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Associação dos oficiais da GNR considera que Luís Neves terá “desafio enorme” no MAI
A associação de Oficiais da GNR considerou hoje que Luís Neves terá “um desafio enorme” no Ministério da Administração Interna, recordando que deve “pôr em prática” o que tem defendido sobre a melhoria de salários na PSP e GNR.
“É uma nomeação histórica, atendendo que é a primeira vez que é nomeado um polícia de carreira para as funções de ministro da Administração Interna. Obviamente que o facto de ser um bom diretor nacional não quer dizer que, por inerência, seja um bom ministro”, disse à Lusa o presidente da ANOG – Associação Nacional de Oficiais da Guarda, Tiago Silva Gonçalves, sobre a escolha do diretor da Polícia Judiciária (PJ) para ministro da Administração Interna.
O presidente da associação que representa os oficiais da GNR considerou também que Luís Neves vai ter “um desafio muito grande”, tendo em conta os problemas que há para resolver nas forças de segurança, nomeadamente na Guarda Nacional Republicana, e que não são apenas remuneratórios.
Tiago Silva Gonçalves lembrou as várias declarações públicas de Luís Neves sobre os salários na PSP e na GNR, esperando que “efetivamente possa pôr em prática aquilo que várias vezes referiu na comunicação social, que era importante dignificar também as carreiras da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana”.
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Associação dos Sargentos da GNR considera “inédito” escolha de polícia para ministro
A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) considerou hoje “inédito que, pela primeira vez, um polícia assume a tutela política da Administração Interna”, sublinhando que Luís Neves conhece as polícias “mas o verdadeiro teste será político”.
“A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda saúda a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna, considerando tratar-se de um momento inédito: pela primeira vez, um polícia assume a tutela política da Administração Interna”, referiu a ANSG, num comunicado enviado à Lusa, avançando que “a expectativa é elevada”.
A associação que representa os sargentos da Guarda referiu que o novo ministro “conhece a realidade operacional das polícias, nomeadamente da GNR e PSP, mas sublinhou que “o verdadeiro teste será político” e o seu sucesso “dependerá do peso e da autoridade que o primeiro ministro lhe atribuir no seio do Governo”.
“Os sargentos da GNR esperam que a sua sensibilidade se traduza em medidas concretas: vencimentos condignos, valorização da condição militar e reposição de direitos retirados, que são as compensações legítimas dessa condição: nas áreas da saúde, alojamento, transportes e cálculo das pensões de reforma”, indicou a associação.
A ANSG salientou ainda que os militares da GNR “precisam finalmente de um ministro que os ouça e tenha a determinação e coragem necessárias para negociar com seriedade a melhoria das suas condições profissionais”.
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Novo MAI tem “trabalho de grande qualidade e de sintonia” com o Governo, diz Leitão Amaro
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, elogiou hoje o indigitado ministro da Administração Interna, Luís Neves, pelo “trabalho de grande qualidade e de sintonia com a visão do governo sobre a política de segurança”.
No final da iniciativa “Séries em Série”, promovida hoje pela RTP, em Lisboa, Leitão Amaro foi questionado pelos jornalistas sobre a escolha do diretor da Polícia Judiciária para o governo e sobre a experiência política para tutelar a área da Administração Interna.
“Um Governo deve ser feito com pessoas de diferentes competências e o importante é que saiba o que está a fazer”, disse Leitão Amaro, lembrando que Luís Neves “conhece o sistema de segurança interno português” e está alinhado “com a visão que o Governo tem da importância do reforço de política de segurança”.
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Sindicato da PSP reconhece escolha de Luís Neves para MAI mas com reservas
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) reconheceu hoje a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna, mas considerou que “as opções políticas seguidas” na área são “inteiramente da responsabilidade do primeiro-ministro.
“A ASPP/PSP mantém a sua postura histórica de considerar a linha e a ação políticas como elementos preponderantes na gestão do MAI, reiterando que a responsabilidade pela escolha dos ministros, bem como pelas opções políticas seguidas, cabe inteiramente ao primeiro-ministro”, refere o maior sindicato da Polícia de Segurança Pública, em comunicado sobre a escolha do diretor da Polícia Judiciária (PJ) para ministro da Administração Interna.
A ASPP, que em dezembro abandonou as negociações com a ex-ministra da Administração Interna Maria Lúcia Amaral por não estar a ser respeitado o acordo assinado em julho de 2024 entre o Governo e os sindicatos da PSP, reconhece que a escolha de Luís Neves “assume naturalmente uma relevância própria por diversos fatores”, mas referiu que vai aguardar “com expectativa a nomeação de toda a equipa ministerial e o teor do seu discurso de posse para uma avaliação mais concreta”.
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BE elogia combate contra criminalidade motivada pelo discurso de ódio do novo MAI
O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, elogiou hoje o combate à criminalidade motivada pelo discurso de ódio que o novo ministro da Administração Interna evidenciou enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
Numa declaração escrita enviada à Lusa, o líder do BE adiantou que “Luís Neves deixou boas indicações na Polícia Judiciária, a começar pelo combate à criminalidade motivada pelo discurso de ódio de extrema-direita”.
“Será difícil compatibilizar isso com a opção política de um governo que legitima diariamente o discurso de ódio da extrema-direita. Desejo-lhe boa sorte para o seu mandato”, acrescentou José Manuel Pureza.
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Sindicato dos oficiais da PSP considera “atípica” escolha de Luís Neves para MAI
O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia considerou hoje atípica e imprevisível a escolha de Luís Neves para ministro da Administração Interna, sublinhando que o cargo devia ser ocupado por alguém com mais força política e visão abrangente.
“A nomeação é completamente atípica, não me recordo de ver um diretor de uma polícia ser nomeado para forças governativas”, disse à Lusa o presidente do SNOP, Bruno Pereira, sobre a escolha do diretor da PJ para ministro da Administração Interna, precisando que “a decisão foi completamente imprevisível”.
Segundo o presidente do sindicato que representa os oficiais da Polícia de Segurança Pública, Luís Neves terá “algum caminho facilitado” uma vez que “conhece o sistema do ponto de vista geral, conhece bem todos os interlocutores, os contactos do ponto de vista doméstico e internacional e quais as maiores necessidades do sistema de segurança”.
O presidente do SNOP disse também que Luís Neves terá de mostrar se vai ter enquanto ministro um posicionamento diferente daquele que assumiu enquanto diretor da PJ.
“Veremos agora qual será a sua posição do ponto de vista reformista. Luís Neves tornou a PJ uma das profissões mais atrativas da administração pública, conseguiu assegurar mapas plurianuais de admissão, conseguiu a atribuição de um suplemento de missão que ainda hoje não foi conseguido para as outras polícias”, disse.
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Chega espera que Luís Neves "não se fique pelas perceções" e chama novo ministro à Assembleia da República
Rui Gomes da Silva, ministro sombra da Justiça do Chega e ex-ministro do PSD, reage à escolha de Luís Neves e promete que o partido “vai ser implacável no escrutínio do novo ministro da Administração Interna e será exigente”.
Para começar, o grupo parlamentar do Chega vai chamar ministro à Assembleia da República para que “seja questionado sobre estratégia, caminho que vai seguir e a ideia de que o politicamente correto sejam levantadas”.
O ex-governante afirma que os portugueses devem lembrar-se da “ideia das perceções e dos anúncios feitos pelo então diretor da PJ de que não havia maior criminalidade” e defende que não estava correto. “É facilmente comparável que os crimes sexuais, graves, com violência, com imigração e o problema da imigração são realidade, não são perceções e muito menos são invenções do Chega”, argumenta.
Desta forma, apela para que “o novo titular da Administração Interna não se fique pelas perceções e pela construção de ideias que não têm correspondência com a realidade e que tenha disponibilidade, capacidade, força e empenho suficiente para resolver os problemas”.
Entretanto, o Chega pretende também que exista uma “substituição rápida” do novo diretor da PJ.
“Nos últimos anos houve muitos erros, falhanços, adiamentos e alertas do partido que não foram atendidos. A pasta foi dirigida sem qualquer estratégia, ambição e sem aposta na área da segurança”, critica Rui Gomes da Silva, sublinhando que atualmente não há “uma aposta do Governo na pasta da segurança”.
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PCP diz que mais que personalidade, importa saber que políticas vai adotar novo MAI
O Partido Comunista Português (PCP) disse hoje que “independentemente da personalidade indicada” para ministro da Administração Interna, importa saber que política vai ser prosseguida por Luís Neves.
“A nomeação do novo Ministro da Administração Interna, independentemente da personalidade indicada, coloca para o desempenho dessas funções como questão central as condições e meios para responder aos múltiplos problemas existentes”, referiu o PCP, em comunicado.
Os comunistas salientaram que “a questão que efetivamente se coloca é a da política que vai ser prosseguida” em diversas áreas.
Em concreto, o PCP destacou a valorização dos profissionais das forças de segurança, a garantia de condições de trabalho e o reforço dos meios da Proteção Civil, em particular com a valorização dos bombeiros e carreiras.
Além disso, identificou a necessidade de “medidas e investimentos indispensáveis à prevenção e à preparação do país para enfrentar intempéries, incêndios ou outros problemas”, assim como o respeito pelos direitos, liberdades e garantias.
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IL espera que Luís Neves "esteja à altura da responsabilidade" enquanto ministro da Administração Interna
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, espera que Luís Neves “esteja à altura da responsabilidade e que consiga entregar os resultados que o país exige” enquanto ministro da Administração Interna.
Lembrando que a nomeação “ocorre num momento exigente para Portugal”, a líder liberal defende que Portugal “precisa de reformas concretas, melhor coordenação, planeamento eficaz e capacidade real de resposta”.
“É tempo de executar o que tem ficado por fazer, o país não aguenta continuar a viver de anúncios sem consequência. A Iniciativa Liberal acompanhará de perto a sua atuação”, conclui numa nota escrita na rede social X.
A nomeação de Luís Neves para Ministro da Administração Interna ocorre num momento exigente para Portugal.
O país precisa de reformas concretas, melhor coordenação, planeamento eficaz e capacidade real de resposta. É tempo de executar o que tem ficado por fazer, o país não…
— Mariana Leitão (@marianalqcl) February 21, 2026
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José Luís Carneiro: "Luís Neves é uma personalidade forte num Governo frágil"
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, reage agora à escolha do novo ministro da Administração Interna. “Tenho a melhor das impressões de Luís Neves”, começa por dizer, sublinhando que “é um excelente profissional, uma personalidade forte num Governo, apesar de tudo, frágil” e mostrando esperança “que seja bem-sucedido no ministério que é um dos mais importantes na soberania”.
Questionado sobre as palavras do ex-diretor da Polícia Judiciária, em que recusou uma ligação entre imigração e segurança, José Luís Carneiro atirou ao próprio Governo: “Teve uma posição muito clara sobre essa matéria e pode ser que o ministro da Presidência possa aprender alguma coisa com Luís Neves.”
Realça que “não há nenhuma relação entre imigração e segurança” e entende que é preciso uma “abordagem para sistema de segurança interna que salvaguarde o interesse do Estado” — “Leva para o Governo uma cultura de serviço de Estado, assim seja o Governo capaz de acolher.”
Questionado sobre se o Governo fica reforçado com a nova aquisição, José Luís Carneiro “deseja que que aconteça”.
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BE considera irresponsável possível extinção da delegação do INEM no Algarve
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) classificou hoje como irresponsável a possível extinção da delegação do Algarve do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), sublinhando que está em causa a segurança das pessoas.
Em declarações à Lusa à margem de uma reunião com dirigentes da delegação algarvia do INEM, em Loulé, José Manuel Pureza, considerou que, a avançar, a medida é “pura irresponsabilidade”, ainda mais na única região do país que, durante três meses, triplica a população residente.
“[…], Portanto, é irresponsabilidade pura acabar com este serviço, tirar-lhe a autonomia, tirar-lhe a sua existência própria, não faz nenhum sentido, é pura irresponsabilidade”, sublinhou o coordenador do BE, pedindo à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que clarifique o que vai acontecer.
O novo edifício da delegação regional do Algarve do INEM, que representa um investimento de cerca de dois milhões euros, foi inaugurado em maio de 2024, numa cerimónia que contou com a presença da governante.
“Esta casa [INEM] teve um momento, que foi em 2012, na altura da troika, em que a sua autonomia foi perdida, recuperou-a em 2023 e agora o relatório da Comissão Técnica Independente […] ignora a existência deste serviço no Algarve e, portanto, o que resulta desse relatório parece ser o regresso a uma situação em que o INEM Algarve não existia autonomamente”, referiu.
Considerando que a possível extinção da delegação do INEM no Algarve é “absolutamente inaceitável”, José Manuel Pureza acrescentou que a medida seria uma “machadada muito forte” para o setor da saúde na região, que já se debate com problemas estruturais.
“[…] Nós bem sabemos que a promessa do Hospital do Algarve é uma promessa sempre adiada, por outro lado, mesmo a emergência médica […] se confronta com falta de valências em estabelecimentos hospitalares existentes nesta parte do país e, portanto, as pessoas têm que muitas vezes ser enviadas para Lisboa para poderem ter os cuidados clínicos necessários e, portanto, há um déficit grande de prestação, de garantia, de segurança, lá está, na área da saúde, neste território do país”, frisou.
Para o coordenador do BE, trata-se de uma “questão de política nacional que precisa de ser resolvida com coragem”, sendo que o partido fará “aquilo que tem de fazer para que isso aconteça”, embora não tenha havido ainda nenhum anúncio formal no sentido da extinção deste serviço.
“Portanto, o Bloco está aqui para dizer à ministra da Saúde que não se atreva a seguir aquilo que está enunciado no relatório, porque isso é um atentado contra a segurança das pessoas no Algarve, contra o seu direito à saúde, não pode ser”, defendeu.
José Manuel Pureza aproveitou para pedir à ministra da Saúde que clarifique o que vai ser feito relativamente à delegação do Algarve do INEM rapidamente, pois esta situação não pode ser deixada num limbo.
“[…] É bem certo que a reestruturação do serviço de emergência médica no todo nacional deve levar o tempo que tem de levar para que as coisas sejam feitas com ponderação, com maturidade, mas há, digamos, um alarme legitimamente criado na população do Algarve que precisa de ser aplacada rapidamente”, concluiu.
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O "coelho da cartola" tirado por Montenegro: como o PM escolheu (e escondeu) o novo MAI
Primeiro-ministro guardou a escolha de Luís Neves quase até ao fim. O conhecimento das forças de segurança foi fator preponderante. As ligações do novo ministro ao universo PS não pesaram na decisão:
O “coelho da cartola” tirado por Montenegro: como o PM escolheu (e escondeu) o novo MAI
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Liga dos Bombeiros elogia escolha de Luís Neves para MAI
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) elogiou hoje a escolha de Luís Neves para o cargo de ministro da Administração Interna, considerando que já conhece “as circunstâncias e problemas” atuais da emergência, proteção, socorro e bombeiros.
“Luís Neves é membro da Comissão Nacional de Proteção Civil. Como representante da Polícia Judiciária, até o momento, esteve presente nas várias comissões onde a problemática da emergência, da proteção e socorro e dos bombeiros também foram abordadas”, disse à Lusa o presidente da LBP, António Nunes sobre a escolha do diretor da PJ para ministro da Administração Interna.
Para António Nunes, “é bom que o novo ministro da Administração Interna não esteja tão afastado daquilo que são as circunstâncias atuais e os problemas dos bombeiros”.
“A Liga espera que o novo ministro tenha uma maior facilidade em inteirar-se dos problemas específicos que afetam o setor dos bombeiros e possa ajudar a resolver algumas das reivindicações que já vêm de algum tempo a esta parte, designadamente a questão do comando nacional de bombeiros e as carreiras dos bombeiros com contrato de trabalho nas associações humanitárias”, precisou.
Nesse sentido, sustentou que “a LBP ficaria muito satisfeita” se a primeira medida do novo ministro fosse a criação de comando nacional próprio, em que bombeiros são comandados por bombeiros e não pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e a apresentação do projeto da valorização das carreiras e do estatuto remuneratório dos bombeiros que trabalham nas associações humanitárias.
Segundo António Nunes, a questão do comando nacional de bombeiros pode avançar sem estar concretizada a reforma da Proteção Civil anunciada pelo Governo.
“O mês de março seria ótimo para implementar o comando nacional de bombeiros, que não tem rigorosamente nada a ver com a reestruturação mais ampla e mais profunda que a Proteção Civil vai ter”, disse, sublinhando que “não há razão alguma para se enfrentar uma nova época de fogos florestais com um sistema que já provou que não serve às populações.
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Ministra da Justiça acredita que Luís Neves será "um excelente ministro da Administração Interna
A declaração é feita por Rita Alarcão Júdice ao Observador, poucas horas depois de confirmada a nomeação de Luís Neves. “Não é desconhecido o reconhecimento profissional, e depois de quase dois anos nas funções de ministra da Justiça, também pessoal, que tenho pelo dr. Luís Neves”, diz a governante.
“A sua disponibilidade constante, que tantas vezes testemunhei no papel de diretor da Polícia Judiciária, o serviço que já prestou a Portugal ao longo da sua carreira mas também a sua consciência do interesse público fará dele, por certo, um excelente ministro da Administração Interna”, afirma Rita Alarcão Júdice.
A ministra da Justiça diz ainda: “Tenho uma grande pena que deixe de dirigir a PJ mas, por outro lado, uma enorme satisfação de o passar a ter como colega de Governo, desejando-lhe as maiores felicidades e sucesso.”
Sobre a substituição do diretor nacional da Polícia Judiciária, Rita Alarcão Júdice esclarece que “será feita a seu tempo em coordenação com o senhor primeiro-ministro”.
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Associação dos Profissionais da Guarda surpresos com nomeação de Luís Neves para a Administração Interna
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) manifestou surpresa com a nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna e apelou para uma mudança de paradigma, reclamando alterações estruturais no programa do Governo.
Em declarações à Lusa, o presidente da APG/GNR, César Nogueira, começou por dizer que ficaram “surpresos pela nomeação” do diretor da Polícia Judiciária para o cargo, em que poderá enfrentar desafios.
“Conhecemos bem o Dr. Luís Neves pelas suas funções na Polícia Judiciária, mas [a sua nomeação] poderá trazer alguma animosidade no seio das duas maiores forças de segurança” devido à questão do subsídio de risco, que é superior para os inspetores da PJ, o que motivou protestos da PSP e GNR, que exigiram ao Governo negociações para um tratamento igualitário.
César Nogueira indicou que não se trata de uma crítica pessoal a Luís Neves, mas de um sentimento que existe entre alguns profissionais, apesar de não lhes ser atribuída responsabilidade pela situação criada.
O presidente da maior associação de militares da GNR disse esperar que Luís Neves “mude o paradigma da anterior ministra” Maria Lúcia Amaral, que “além de estar mal preparada, estava a seguir a bitola do programa do Governo”.
Para César Nogueira, a alteração do programa do Governo é urgente, avisando que se não mudar nada, os militares avançam com ações de protesto.
“Sabemos que o Dr. Luís Neves é aguerrido e gosta de fazer as coisas com competência”, afirmou, esperando que o novo ministro seja capaz de fazer as alterações “nesta pasta exigente”, nomeadamente do estatuto remuneratório.
“É uma questão estrutural, se não o fizer, vai apanhar profissionais muito desmotivados e, por isso, esperemos que venha, de facto, para alterar essa situação”, insistiu César Nogueira.
Manifestou ainda a disponibilidade da APG para trabalhar em conjunto e atingirem os objetivos. “Caso contrário, independentemente da pessoa, faremos valer as nossas ações de protesto, que não queremos fazer, mas se a tivermos de fazer, vamos fazer”, alertou.
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Livre considera Luís Neves “uma escolha positiva” para liderar o MAI
Luís Neves, designado para ministro da Administração Interna “tem uma tarefa difícil pela frente”, mas é “uma escolha positiva”, disse hoje a deputada do Livre, Patrícia Gonçalves.
Em declarações à Lusa, Patrícia Gonçalves afirmou que Luís Neves “tem mostrado capacidade de ação” no cargo que ocupou e “defendido os valores democráticos”.
A deputada do Livre referiu que em áreas como a emigração e a luta contra o racismo Luís Neves tem expressado opiniões numa “linha diferente do Governo”.
Patrícia Gonçalves afirmou que o novo ministro da Administração Interna terá de ter capacidade para articular as diferentes polícias, bombeiros e proteção civil.
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Mau tempo: Aguiar-Branco pede a mobilização de todos os partidos e entidades na execução do PTRR
Este apelo de José Pedro Aguiar-Branco foi feito na praia de Modelo, no âmbito de uma visita que realizou a vários pontos do distrito de Viana do Castelo para se inteirar sobre as consequências das intempéries naquela zona do país.
Acompanhado pelos deputados eleitos pelo círculo de Viana do Castelo, José Pedro Aguiar-Branco acentuou que a execução do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sexta-feira, “compete a todos”.
“Sabemos bem que muitas vezes os diagnósticos são bem feitos, existem, mas, depois, é a dimensão da sua execução que não acontece com a mesma eficácia. Isso é uma responsabilidade de todos, do Governo, da Assembleia da República, dos autarcas”, declarou.
José Pedro Aguiar-Branco, que foi cabeça de lista pela AD no círculo de Viana do Castelo nas últimas eleições legislativas, referiu que há obras que já foram reconhecidas como importantes de realizar, só que não foram executadas, como, por exemplo, a barragem de Girabolhos, na bacia do Mondego.
Mau tempo: Aguiar-Branco pede a mobilização de todos os partidos e entidades na execução do PTRR