Momentos-chave
- Mau Tempo: Cerca de 1.800 clientes da E-Redes ainda sem energia elétrica às 17h de hoje
- Eleições para Conselho de Estado, Provedor de Justiça e TC podem ser adiadas para 6 de março
- Aguiar-Branco em Alcácer do Sal no “Parlamento próximo” dedicado ao distrito de Setúbal
- Advogado considera que, a confirmar-se compra de votos, Rui Afonso pode ser acusado de "fraude eleitoral"
- Rui Afonso falou com Ventura e será aberta averiguação interna: "Fizeram de uma trica interna uma notícia nacional"
- Intervenção concluída no dique que rompeu no rio Mondego, em Coimbra
- "Esta notícia não tem assunto nenhum", diz Rui Afonso, que fala em "assassinato de caráter"
- Rui Afonso diz que acusações de compra de votos a neonazis são "anátema sobre a minha pessoa"
- Ex-candidato à distrital do Porto diz que reportou a Ventura "má conduta" no distrito, mas não ligações ao grupo 1143
- Força Aérea preparada para combate a incêndios após receber sexto helicóptero
- Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143
Histórico de atualizações
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Bom dia, caro leitor!
Encerramos aqui este artigo em direto que foi utilizado para acompanhar a atualidade política portuguesa do último domingo. Pode continuar a ler neste outro liveblog (agora aberto) as notícias desta segunda-feira, com especial destaque para a tomada de posse de Luís Neves como ministro da Administração Interna.
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Mau Tempo: Cerca de 1.800 clientes da E-Redes ainda sem energia elétrica às 17h de hoje
Cerca de 1.800 clientes da E-Redes das localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou em 28 de janeiro por Portugal Continental, continuavam às 17h de hoje sem energia elétrica, de acordo com aquela empresa.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa do grupo EDP que opera as redes de distribuição de energia em Portugal continental, em regime de concessão, refere que continua “focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica”, à semelhança do que tem dito nas últimas semanas.
Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
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Eleições para Conselho de Estado, Provedor de Justiça e TC podem ser adiadas para 6 de março
A Assembleia da República pode adiar uma vez mais as eleições para o Provedor de Justiça, cinco membros do Conselho de Estado e três juízes do Tribunal Constitucional (TC) da próxima sexta-feira para 6 de março.
Fontes parlamentares adiantaram à agência Lusa que este novo pedido de adiamento partiu desta vez do Chega e terá a concordância do PSD, mas, para se efetivar, nenhum dos partidos poderá manifestar a sua oposição.
Nesse sentido, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu hoje aos grupos parlamentares que lhe respondam, até segunda-feira, se aceitam adiar as eleições para o TC, Conselho de Estado e Provedor de Justiça para 06 de março, com prazo para a entrega de candidaturas até à próxima quinta-feira, às 18h.
Como justificação para o adiamento das eleições, para 06 de março — três dias antes da posse do novo Presidente da República, António José Seguro, no parlamento –, invoca-se que a nova data permitirá que os diferentes candidatos, antes de serem submetidos ao voto pelos deputados, disponham de vários dias de preparação para as audições a realizar nas comissões parlamentares competentes em razão da matéria.
Antes deste pedido de adiamento, as eleições estavam marcadas para a próxima sexta-feira e as candidaturas teriam de ser apresentadas até a esta segunda-feira.
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Aguiar-Branco em Alcácer do Sal no “Parlamento próximo” dedicado ao distrito de Setúbal
O presidente da Assembleia da República desloca-se na segunda-feira a Alcácer do Sal, município recentemente atingido por inundações que causaram elevados prejuízos, no âmbito da iniciativa “Parlamento próximo”, desta vez no distrito de Setúbal.
Em Alcácer do Sal, pelas 15h00, acompanhado pelos deputados eleitos pelo círculo de Setúbal, José Pedro Aguiar-Branco estará nas áreas deste concelho mais atingidas pelas recentes cheias na bacia do Sado, e estão previstas declarações à comunicação social.
No passado sábado, o presidente da Assembleia da República já esteve em vários locais do distrito de Viana do Castelo a inteirar-se dos estragos provocados pelas recentes intempéries.
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Advogado considera que, a confirmar-se compra de votos, Rui Afonso pode ser acusado de "fraude eleitoral"
O advogado Miguel Matias considera que no cenário de Rui Afonso ter comprado votos a elementos do grupo 1143 para vencer as eleições da distrital do Porto pode haver “vários tipos de ilícito”.
Na opinião do advogado um deles tem a ver “com o próprio Chega” que “tem mecanismos para agir disciplinarmente, nomeadamente punindo os infratores”.
“Do ponto de vista penal pode-se colocar uma questão de fraude eleitoral, o que tornaria nulas essas eleições”, explica, notando que “teria de ser o próprio partido a apresentar a participação criminal junto do Ministério Público”.
Ainda assim, Miguel Matias diz que MP tem o “dever natural de investigar” e que “deve ser instaurado um procedimento de investigação”, porém nota que se trata de eleições internas, que são “diferentes” de umas nacionais.
Miguel Matias: “Pode-se colocar uma questão de fraude eleitoral”
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Rui Afonso falou com Ventura e será aberta averiguação interna: "Fizeram de uma trica interna uma notícia nacional"
Rui Afonso, agora em declarações ao Observador, insiste que “notícia é um disparate, não tem qualquer cabimento” e revela que já falou com André Ventura, frisando que também a direção nacional considera a “notícia escabrosa e ridícula”.
Explica que ganhou “as eleições com 173 votos” e que o adversário “ficou com 120 e tal votos” — “Tinha comigo as 18 concelhias, não faz sentido o que está a ser dito.”
Apesar de assumir que conhece Tirso Faria enquanto militante do Chega, Rui Afonso assegura que “não há nenhuma ligação” entre si e elementos dos 1143.
O deputado acusa a comunicação social de ter feito “notícia com quatro dissidentes do Chega, alguns deles já expulsos do partido”, justificando que o caso “tem a ver com uma trica intrapartidária de pessoas revoltadas com o partido e que querem prejudicar a minha imagem e a imagem do partido”. É uma “falsa notícia”, garante, para concluir: “Fizeram de uma trica interna uma notícia nacional.”
“Já conversei [com a direção], achamos a notícia escabrosa e ridícula, sem fundamento, veracidade e objeto consolidado”, refere André Ventura. “Vamos abrir um processo de averiguações junto do Conselho de Jurisdição para ver se houve ou não a entrada massiva de militantes para não haver quaisquer dúvidas a nível interno”, justifica, garantindo que foi o próprio a pedir esse esclarecimento. “A névoa não foi criada por mim, foi criada pela comunicação nacional.”
Questionado sobre as declarações de Israel Pontes ao Observador, Rui Afonso atirou-se ao ex-adversário: “Não podemos deixar que pessoas com problemas psicológicos digam o que querem e sejam considerados credíveis.”
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Intervenção concluída no dique que rompeu no rio Mondego, em Coimbra
A intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, no dia 11, está concluída, anunciou hoje o Governo.
Numa nota de imprensa, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”.
Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.
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"Esta notícia não tem assunto nenhum", diz Rui Afonso, que fala em "assassinato de caráter"
“Isto é um verdadeiro disparate, não tem assunto nenhum”, insiste Rui Afonso, na SIC. “Quais são as provas que fundamentam aquilo que o senhor Artur Carvalho [ex-adjunto da direcção distrital de Rui Afonso] está a dizer? Mostrem-me as provas e os testemunhos e aí poderão falar depois. Agora pegar em três pessoas que falam mal com um jornalista que tem um ódio de estimação ao Chega… Realmente o jornalismo está muito mal em Portugal”, acusou, pondo a tónica no facto de a notícia ser assinada por Miguel Carvalho, jornalista e autor do livro Por Dentro do Chega.
Afonso fala numa “notícia [que] não tem assunto nenhum” e em “assassinato de caráter”. Diz, também, que já solicitou ao “conselho de jurisdição nacional para abrir um processo de averiguações interna para saber se houve ou não a tal inscrição massiva”. “Dizem que inscrevi centenas”, afirmou.
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Rui Afonso diz que acusações de compra de votos a neonazis são "anátema sobre a minha pessoa"
Um “anátema sobre a minha pessoa”. É assim que Rui Afonso, deputado do Chega, reage em declarações à SIC Notícias sobre o caso reportado este domingo no jornal Público. “Não tem nada a ver com justiça ou política”, refuta. “As pessoas que me acusaram são 23 pessoas que são dissidentes do partido que estão contra o partido, que estão contra a distrital do Porto”, continua.
“Na altura das eleições distritais nem sequer existia o grupo 1143”, começou por dizer, sendo desmentido pela jornalista em direto que a existência do grupo é anterior. “O grupo 1143 segundo tive oportunidade de pesquisar existia em Lisboa”, justificou-se, “e não no Porto”.
Rejeitando as acusações que lhe são imputadas, ironiza: “O dinheiro que eu tinha que ter para inscrever essas pessoas todas”.
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Ex-candidato à distrital do Porto diz que reportou a Ventura "má conduta" no distrito, mas não ligações ao grupo 1143
Israel Pontes, que encabeçou uma das listas candidatas à distrital do Porto contra Rui Afonso, assegura que tem conhecimento de inscrições feitas pelo deputado do Chega na alturas das eleições internas.
“Estou no partido desde o dia um, que [conhecia] integralmente todos os militantes do partido Chega, na altura, atualmente já não, mas na altura conhecia toda a gente, e achei extremamente estranho e desagradável aparecerem lá pessoas vindas do nada, sem qualquer ligação ao partido, pessoas que nem sequer sabiam em que lista vinham votar, nem sequer conheciam o nome das pessoas, nem os programas, eram apenas e só pessoas que foram lá com um propósito único, que foi votar na lista de Rui Afonso”, revela em declarações ao Observador.
O ex-candidato à liderança da distrital conta que acabou por “interpelar algumas” dessas pessoas e reparou que “as pessoas estavam super perdidas”: “Não vinham em grupos, vinham isoladas, e realmente achei aquilo demasiado estranho desde o primeiro dia. Tínhamos os cadernos eleitorais e acabámos por perceber que 32% de todas as pessoas que votaram eram militantes inscritos há dias.”
Israel Pontes considera que Rui Afonso, por estar no grupo parlamentar do Chega, teve “acesso a ferramentas” que os outros adversários não tinham e que as usou para “boicotar o lado eleitoral”.
No seguimento deste ato eleitoral, o ex-candidato à distrital assegura que reportou à direção e a um atual deputado, João Lopes Aleixo, mas realça que “na altura não havia realmente forma de provar cabalmente o que tinha acontecido”, já que “eram tudo suposições”.
Relativamente a André Ventura, Israel Pontes garante que falou “pessoalmente” com o presidente do partido “sobre a situação do Porto, sobre esta metástase que estava aqui a acontecer no Porto”. “Isto é um problema oncológico grave e o André [Ventura] a única coisa que me disse, por duas vezes e com toda a razão, [foi perguntar] quem é que ganhou as eleições na distrital do Porto. ‘Não foi o Rui Afonso?’ E eu [disse] exatamente, foi. ‘Pronto, então, se [foi] ele, ele é que tem a legitimidade para operar e fazer o que achar bem pelo distrito’.”
“Para um presidente de um partido ele apenas quer saber quem foi o eleito. Se foi eleito com os votos de 1143, ou se foi eleito com os votos dos militantes”, acrescenta, garantindo que não falou com Ventura sobre o alegado pagamento de Rui Afonso a elementos do 1143, mas sim sobre a “má conduta” que alega existir na distrital do Porto.
Israel Pontes acusa a direção da distrital do Porto de ser o “sindicato do crime” e um “grupo de bandidos”, culpando-os pelos “resultados miseráveis” do partido no Porto: “É vergonhoso, é sempre o pior concelho nacional em termos de votações. Ainda agora nas presidenciais, o Porto, como concelho e também como distrito, são sempre os piores resultados. Foi tomado pelo sindicato do crime, é assim que eu os costumo apelidar, e era nesse sentido que eu preveni André Ventura.”
Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143
Um arguido no caso 1143 acusou o deputado do Chega Rui Afonso de comprar votos a membros do grupo neonazi, desmantelado em 20 de janeiro pela Polícia Judiciária (PJ), avançou este sábado o jornal Público.
Tirso Faria, coordenador do núcleo de Santo Tirso da organização neonazi, disse ao jornal que Rui Afonso “inscreveu dezenas de membros [do 1143] no partido, pagou-lhes meses de quotas e quantias para irem votar”.
*com Miguel Cordeiro
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Força Aérea preparada para combate a incêndios após receber sexto helicóptero
A Força Aérea Portuguesa disse que está preparada para iniciar o combate aos incêndios rurais ainda este ano, após receber o sexto dos nove helicópteros destinado ao combate aéreo de incêndios.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) disse que o helicóptero UH-60 Black Hawk partiu na quinta-feira dos Estados Unidos e chegou no sábado à noite à Base Aérea N.º 8, em Ovar, depois de uma viagem que incluiu uma escala técnica nas Lajes, nos Açores.
O novo helicóptero vai ficar sediado em Ovar e, nas próximas semanas, vai passar por uma fase de testes até à aceitação final e integração na Esquadra 551, criada para o combate aos incêndios rurais, explica a FAP em comunicado.
“A chegada deste UH-60L Black Hawk vem reforçar os meios que vão permitir constituir, de forma progressiva, a capacidade própria do Estado para o combate aos incêndios rurais, cuja implementação operacional está prevista iniciar ainda este ano”, referiu a nota.
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Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143
Um arguido no caso 1143 acusou o deputado do Chega Rui Afonso de comprar votos a membros do grupo neonazi, desmantelado em 20 de janeiro pela Polícia Judiciária (PJ), avançou este sábado o jornal Público.
Tirso Faria, coordenador do núcleo de Santo Tirso da organização neonazi, disse ao jornal que Rui Afonso “inscreveu dezenas de membros [do 1143] no partido, pagou-lhes meses de quotas e quantias para irem votar”.
Arguido acusa deputado do Chega de comprar votos a neonazis do grupo 1143
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Bom dia.
Bem-vindo ao liveblog do Observador em que acompanhamos a atualidade política nacional. Recorde o que aconteceu este sábado através deste link.