Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui e poderá continuar a acompanhar a atualidade em Gaza através deste novo link, numa altura em que Israel retomou o lançamento de ajuda alimentar.

    Israel retoma lançamento de ajuda alimentar e interrompe combates em três zonas de Gaza face à fome

  • Israel volta a abrir portas a lançamentos aéreos de ajuda humanitária para Gaza

    Esta noite, as forças militares de Israel vão levar a cabo um lançamento aéreo de ajuda humanitária para Gaza. Esta medida, anunciada em comunicado, é apenas uma da “série de ações” planeadas pelas IDF para melhorar a situação humanitária no enclave.

    “Os lançamentos aéreos vão incluir sete paletes de ajuda com farinha, açúcar e comida enlatada fornecida por organizações internacionais”, escrevem as forças israelitas, garantindo que estes lançamentos têm também como objetivo “refutar as afirmações de falsas” de que as pessoas em Gaza estão a morrer à fome devido a um plano “deliberado” de Israel.

    Em paralelo, anunciam também que vão ser estabelecidos “corredores humanitários” para assegurar a passagem dos camiões das Nações Unidas que entregam comida e medicamentos à população palestiniana. “As IDF estão preparadas para implementar pausas humanitárias em áreas com elevada densidade populacional, e vão continuar a desmantelar infraestrutura terrorista e a eliminar terroristas nas áreas de atividade”, concluem, citados pelo The Times of Israel.

  • Morreram 42 pessoas em Gaza este sábado na sequência de novas ofensivas israelitas

    Pelo menos 42 pessoas morreram em Gaza este sábado, entre ataques aéreos e ofensivas israelitas no terreno, avançam as autoridades palestinianas no enclave, citadas pelo jornal Haaretz.

  • ONU diz que retoma dos lançamentos aéreos de ajuda sobre Gaza “é ineficaz”

    O chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) considerou hoje que a retoma dos lançamentos aéreos de ajuda humanitária sobre Gaza foi uma medida ineficaz face à catástrofe humanitária no território palestiniano.

    “Os lançamentos aéreos não vão acabar com a fome que se agrava. São caros, ineficazes e podem até matar civis famintos”, escreveu Philippe Lazzarini, que dirige esta agência que tem uma forte presença na Faixa de Gaza.

    Na sexta-feira, um responsável israelita declarou à agência AFP que os lançamentos de ajuda humanitária iriam recomeçar rapidamente na Faixa de Gaza, precisando que os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia iriam pilotar esses lançamentos.

    A situação humanitária em Gaza deteriorou-se, com organizações internacionais a alertar para um aumento da desnutrição infantil.

    “Uma fome provocada pelo homem só pode ser resolvida pela vontade política”, afirmou Lazzarini.

    Sem criticar Israel, apelou a que a ONU pudesse intervir “em grande escala e sem obstáculos” em Gaza.

  • Hamas "surpreso" com acusações de Trump de que não queria cessar-fogo em Gaza

    O Hamas mostrou-se “surpreso” com as declarações de Donald Trump de que “não queria um acordo” para cessar-fogo e libertar reféns em Gaza e avançou que progressos estão a ser feitos.

    “As declarações de Trump são particularmente surpreendentes, especialmente porque surgem num momento em que se registaram progressos em alguns dos dossiers de negociação”, afirmou Taher al-Nunu, um dos porta-vozes do Hamas, em declarações à AFP, segundo o The Times of Israel.

    “Até ao momento, não fomos informados de quaisquer problemas relacionados com os assuntos em discussão nas negociações indiretas de cessar-fogo”, acrescentou Taher al-Nunu.

  • Berlim destaca consenso com Paris e Londres sobre ação na política para Médio Oriente

    O chanceler alemão destacou hoje o consenso com França e Reino Unido sobre os próximos passos a dar no Médio Oriente, após terem pedido um cessar-fogo imediato e o fim da catástrofe humanitária em Gaza na sexta-feira.

    “Esta manhã, tive uma longa conversa telefónica com o Presidente francês e o primeiro-ministro britânico para coordenar a nossa linha de ação na política para o Médio Oriente. Houve um amplo consenso com Emmanuel Macron e Keir Starmer. Nos próximos dias, vamos dar os próximos passos em estreita coordenação”, declarou Friedrich Merz, citado em comunicado.

    Na véspera, os países do E3/UE — Alemanha, França e Reino Unido — apelaram a um cessar-fogo imediato em Gaza e instaram Israel a terminar com a “catástrofe humanitária”, manifestando-se contra uma possível anexação israelita dos territórios ocupados.

    A catástrofe humanitária que o mundo está a testemunhar na Faixa de Gaza “tem de terminar imediatamente”, exigiram os três países.

    Num comunicado conjunto, França, Reino Unido e Alemanha recordaram que Israel “deve respeitar as obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário”.

    Os governos de Paris, Londres e Berlim reiteraram também o apelo à libertação dos reféns israelitas e ao desarmamento do grupo extremista palestiniano Hamas.

  • Médicos Sem Fronteiras: envios aéreos de ajuda humanitária seriam "insuficientes"

    Caroline Willemen, trabalhadora da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), atualmente na Cidade de Gaza, garante que os envios aéreos de ajuda humanitária “podem ajudar”, mas seriam “insuficientes”.

    De acordo com a BBC, Caroline Willemen dá conta do “nível de desespero” das pessoas em Gaza, questionando com é que as pessoas conseguiriam ter acesso a comida atirada de aviões — “Os mais vulneráveis podem não conseguir ter acesso à comida porque será um cenário muito caótico.”

    A trabalhadora da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) explica que o número de pacientes inscritos no programa de desnutrição da organização “quadruplicou desde maio” e que 25% das crianças menores de cinco anos examinadas foram classificadas como desnutridas.

  • Papa reforça necessidade de promover a não-violência face aos conflitos no mundo

    O Papa Leão XIV afirmou hoje que “os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, perante os desafios que o mundo enfrenta atualmente, desde conflitos armados, divisões entre povos e movimentos migratórios.

    Esta mensagem do pontífice norte-americano, divulgada hoje, foi enviada à assembleia nacional do movimento católico Pax Christi nos Estados Unidos, que se realiza por estes dias.

    “Entre os muitos desafios que o nosso mundo enfrenta atualmente, incluindo os conflitos armados generalizados, as divisões entre os povos e os desafios da migração forçada, os esforços para promover a não-violência são mais necessários do que nunca”, escreveu o chefe da Igreja Católica.

    A este propósito, Leão XIV recordou as palavras que utilizou após ter sido eleito Papa e ter aparecido na varanda da Basílica de São Pedro, reforçando o que considera que é mais necessário do que nunca: “Uma paz desarmada, e uma paz desarmada, humilde e perseverante”.

    Para tal, o Papa defendeu que “é essencial”, acima de tudo, que os católicos “se tornem criadores de paz na sua vida quotidiana”.

    “Nas paróquias, nos bairros e, sobretudo, nas periferias, é ainda mais importante que uma igreja capaz de reconciliar esteja presente e seja visível”, instou o chefe da Igreja Católica.

    Leão XIV destacou ainda o convite do movimento Pax Christi “para transformar as comunidades locais em casas de paz, onde se aprende a desativar a hostilidade através do diálogo, onde se pratica a justiça e se preserva o perdão, considerando que se trata de “um caminho a seguir” para se ser irmãos e irmãs.

  • Giorgia Meloni "muito favorável" ao Estado da Palestina, mas não neste momento

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, diz ser “muito a favor” do reconhecimento do Estado da Palestina, mas considera que, neste momento, seria “contraproducente” fazê-lo.

    Em declarações ao jornal italiano La Repubblica, depois das declarações de Emmanuel Macron sobre o tema, a chefe de governo italiana explicou que “o reconhecimento do Estado da Palestina, sem que haja um Estado da Palestina, poderia até ser contraproducente”.

    “Eu disse isso à própria Autoridade Palestina e também disse isso a Macron “, explicou a líder italiana, argumentando que “se algo que não existe for reconhecido no papel, há o risco de o problema parecer resolvido, quando não está”.

    Ainda assim, acrescentou: “Embora seja muito favorável ao Estado da Palestina, não sou a favor do seu reconhecimento antes de se iniciar um processo para a criação [do mesmo].”

  • Mundo mais seguro também é bom para EUA, diz secretário-geral adjunto da ONU

    O secretário-geral adjunto da ONU, Maher Nasser, lamentou o recuo no apoio dos Estados Unidos e sublinhou que o trabalho da organização para “um mundo mais seguro e próspero” também beneficia Washington.

    Na terça-feira, a Casa Branca anunciou, dois anos depois de ter regressado, a saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que acusou de ser anti-Israel, aliado dos EUA.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha anunciado a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), em janeiro, e suspendido o financiamento à ONU.

    Numa entrevista à Lusa, Maher Nasser disse que o recuo “está definitivamente a ter um impacto” nas atividades da ONU, nomeadamente na assistência humanitária a refugiados, a crianças e a populações vulneráveis.

    Isto porque, historicamente, “os EUA têm sido um dos governos mais generosos no apoio ao trabalho das Nações Unidas”, incluindo no financiamento da manutenção da paz e da assistência ao desenvolvimento, referiu o dirigente.

    O palestiniano, de 62 anos, defendeu “o valor do que a ONU faz pelo mundo” no que toca à promoção da estabilidade e crescimento, algo que disse ajudar a manter a paz.

    A manutenção da paz tem sido “um grande sucesso” quando os membros do Conselho de Segurança da ONU concordam entre si, disse Nasser. “Quando discordam, vemos que não temos o mesmo sucesso”, lamentou.

  • Bom dia.

    Neste liveblog vamos acompanhar os mais recentes acontecimentos no Médio Oriente. Na sexta-feira, Israel destruiu mil carregamentos de ajuda humanitária que se estragaram por ficarem demasiado tempo à espera de entrar em Gaza. Pode recordar aqui e continua a acompanhar-nos neste novo link.

    Israel destrói mil carregamentos de ajuda humanitária que se estragaram por ficar demasiado tempo à espera de entrar em Gaza

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