Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se rapidamente, com relatos de bloqueios de ajuda humanitária por parte de Israel, resultando na destruição de cerca de mil carregamentos de ajuda que se estragaram na fronteira. A crise alimentar atingiu níveis alarmantes, com a UNICEF alertando que os estoques destinados ao tratamento de crianças desnutridas estão prestes a esgotar-se. A organização Médicos Sem Fronteiras destaca que um quarto das crianças em Gaza sofrem de subnutrição.
    • O clima internacional em relação ao conflito palestiniano-israelita está em ebulição. Emmanuel Macron anunciou que a França irá reconhecer formalmente o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, uma decisão saudada pelo Brasil e criticada por Israel e pelos Estados Unidos, que consideram que esta posição poderá beneficiar o Hamas e dificultar os esforços de paz. Sob pressão, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o reconhecimento do Estado da Palestina deve ser um passo essencial dentro de um plano mais amplo para alcançar uma solução de dois estados.
    • Em relação ao conflito militar em curso, ataques israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 38 palestinianos, incluindo civis que tentavam obter ajuda alimentar. Por outro lado, forças israelitas afirmaram ter neutralizado um míssil lançado desde o Iémen e anunciaram a morte do chefe da contrainteligência do Hamas num ataque aéreo em Gaza.
    • A comunidade internacional está a ser criticada por figuras como o secretário-geral da ONU, António Guterres, que lamenta a “indiferença e inação” face à crise humanitária em Gaza, apelidando-a de “crise moral que desafia a consciência global”. Entretanto, paí­ses como o Reino Unido, a Alemanha e a França emitiram um comunicado conjunto pedindo o levantamento imediato das restrições à ajuda humanitária em Gaza.

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar tudo sobre os conflitos no Médio Oriente neste novo link.

    Mundo mais seguro também é bom para EUA, diz secretário-geral adjunto da ONU

  • Israel destrói mil carregamentos de ajuda humanitária que se estragaram por ficar demasiado tempo à espera de entrar em Gaza

    Israel destruiu e enterrou cerca de mil carregamentos de ajuda humanitária que ficou estragada por ter ficado demasiado tempo na fronteira da Faixa de Gaza, sem poder entrar no enclave.

    De acordo com a Al Jazeera, a informação está a ser avançada pela emissora israelita Kan, que culpa os “problemas no mecanismo de distribuição da ajuda” pela destruição.

    Foi destruído o equivalente a cerca de 1.000 camiões carregados de ajuda humanitária, que foram ou incinerados ou enterrados.

    “Mesmo hoje, há milhares de pacotes [de ajuda] à espera ao sol, e se eles não forem transferidos para a Faixa de Gaza, seremos forçados a destruí-los também”, disse uma fonte militar israelita citada na notícia.

  • Pelo menos 38 palestinianos mortos por Israel esta sexta-feira

    Pelo menos 38 palestinianos foram mortos esta sexta-feira por ataques israelitas, de acordo com a Al Jazeera, que cita fontes médicas na Faixa de Gaza.

    Este número inclui pelo menos seis pessoas que morreram quando tentavam obter ajuda alimentar.

  • Israel intercetou míssil lançado a partir do Iémen

    As forças israelitas dizem ter intercetado um míssil lançado a partir do Iémen.

    De acordo com o The Times of Israel, o lançamento do míssil levou a que soassem sirenes em vários pontos do território da Cisjordânia.

    O míssil, que deverá ter sido lançado pelos Houthis, foi intercetado.

  • Brasil saúda Macron e a França pelo reconhecimento do Estado da Palestina

    O Brasil saudou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron, por anunciar o reconhecimento do Estado da Palestina por parte da França, o que deverá acontecer na abertura da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

    “O Governo brasileiro saúda o anúncio do Presidente Emmanuel Macron, em 24 de julho, do reconhecimento pela França do Estado da Palestina”, destacou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro num comunicado.

    “O Brasil exorta todas as demais nações que ainda não o fizeram a reconhecer a Palestina como Estado soberano e insta todos os países a trabalhar por seu ingresso como membro pleno nas Nações Unidas”, acrescentou.

  • Líder da UNRWA diz que autorização para ajuda por paraquedas é "distração" da inação de Israel

    O comissário-geral da UNRWA (agência da ONU para os refugiados palestinianos), Phillipe Lazzarini, classificou a decisão de Israel de autorizar a entrega de ajuda através de paraquedas na Faixa de Gaza como uma “distração da inação” do governo israelita.

    Sublinhando que se trata da forma “mais cara e ineficiente” para entregar ajuda no território, Lazzarini sublinhou que a UNRWA tem 6.000 camiões de alimentos, medicamentos e equipamentos médicos presos no Egipto e na Jordânia, à espera de entrar na Faixa de Gaza.

  • Uma em cada três pessoas passa dias sem comer em Gaza

    O Programa Alimentar Mundial (PAM) denunciou hoje que cerca de terço da população da Faixa de Gaza passa dias sem comer e que a desnutrição está a aumentar de forma acentuada.

    “A crise alimentar em Gaza atingiu níveis de desespero sem precedentes. Quase uma em cada três pessoas não come há vários dias. A desnutrição está a aumentar significativamente, com 90 mil mulheres e crianças a necessitarem urgentemente de tratamento”, indicou a agência das Nações Unidas responsável pela ajuda alimentar.

    Segundo o PAM, 470 mil pessoas deverão enfrentar “uma fome catastrófica” entre maio e setembro no território palestiniano sob cerco imposto por Israel.

  • Sob pressão para reconhecer estado palestiniano, primeiro-ministro britânico diz que não tem "dúvidas" de que isso tem de acontecer

    Depois do anúncio por parte de Emmanuel Macron de que a França vai reconhecer o estado da Palestina, a pressão recai agora sobre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que está a ser pressionado no sentido de avançar com uma medida semelhante.

    Esta sexta-feira, num comunicado, depois de França, Alemanha e Reino Unido terem emitido uma nota conjunta, Keir Starmer diz que está a trabalhar num “caminho para a paz na região” com os parceiros mais próximos. Esse caminho foca-se em “soluções práticas”, destaca Starmer, que diz que é necessário determinar “passos concretos”

    “Reconhecer um estado palestiniano tem de ser um desses passos. Não tenho dúvidas sobre isso. Mas tem de ser parte de um plano mais alargado que, em última análise, resulte numa solução de dois estados e em segurança duradoura para palestinianos e israelitas”, destacou.

  • Depois de "ziguezagues" políticos, França vai reconhecer a Palestina. E quer guiar a política externa europeia na mesma direção

    Face à reticência europeia para “endurecer” a “amizade” com Israel, Macron avançou e tenta agora assumir a liderança da política externa europeia. Mas a situação doméstica também pesou na sua decisão.

    Depois de “ziguezagues” políticos, França vai reconhecer a Palestina. E quer guiar a política externa europeia na mesma direção

  • Reino Unido, Alemanha e França publicam comunicado conjunto a pedir entrada imediata de ajuda humanitária em Gaza

    Os governos do Reino Unido, da Alemanha e da França emitiram esta sexta-feira um comunicado conjunto no qual criticam Israel e pedem o levantamento imediato das restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza.

    “A catástrofe humanitária que estamos a testemunhar em Gaza tem de acabar agora”, lê-se no comunicado citado pela BBC. “Reter ajuda humanitária essencial para a população civil é inaceitável.”

    Os três governos — incluindo França, que anunciou na quinta-feira que vai reconhecer o estado da Palestina — afirmam que “chegou o momento de acabar a guerra em Gaza” e apelam “a todas as partes que terminem este conflito alcançando um cessar-fogo imediato”.

    O comunicado pede também a “libertação incondicional de todos os reféns” que estão nas mãos do Hamas desde 7 de outubro de 2023.

    “As necessidades mais básicas da população civil, incluindo o acesso a água e alimentação, têm de ser acauteladas sem mais atraso”, diz ainda a nota conjunta, que apela a Israel que “autorize com urgência a ONU e as ONG humanitárias a levarem a cabo o seu trabalho de modo poderem agir contra a fome” da população em Gaza.

    “Israel tem de cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito internacional”, dizem os três países, que sublinham que “o desarmamento do Hamas é imperativo” e que o grupo extremista “não pode ter qualquer papel no futuro de Gaza”.

    “Ameaças de anexação, colonatos e ações de violência de colonos contra os palestinianos minam as perspetivas para uma solução de dois estados negociada”, dizem os três países.

  • França quer reconhecer Palestina. Que diferença faz agora?

    Bruno Cardoso Reis afirma que reconhecer o Estado da Palestina pode favorecer o Hamas. O historiador garante que cessar-fogo a todo o custo na Ucrânia poderá tornar conflito prolongado e intermitente.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    França quer reconhecer Palestina. Que diferença faz agora?

  • Amnistia Internacional acusa Teerão de usar munições de fragmentação proibidas

    A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) acusou hoje o Irão de usar munições de fragmentação na “Guerra dos 12 Dias”, em junho passado, contra Israel, violando o direito internacional humanitário.

    “No mês passado, as forças iranianas dispararam mísseis balísticos cujas ogivas continham submunições [artefactos explosivos libertados por uma bomba de fragmentação ou outra arma de dispersão] contra áreas residenciais populosas de Israel, em ataques que colocaram em risco a vida de civis”, denunciou a organização não-governamental (ONG), em comunicado.

    A AI adiantou ter analisado fotografias e vídeos que mostram munições de fragmentação e que, segundo relatos da imprensa, atingiram a área metropolitana de Gush Dan, nos arredores de Telavive, a 19 de junho.

  • Guterres lamenta "indiferença e inação" da comunidade internacional em relação aos palestinianos

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou esta sexta-feira a comunidade internacional pela “indiferença e inação” em relação ao sofrimento dos palestinianos, falando mesmo de uma “crise moral”.

    “Não consigo explicar o nível de indiferença e inação que vemos numa parte demasiado grande da comunidade internacional”, disse Guterres num discurso à assembleia da Amnistia Internacional, citado pela AFP.

    Guterres criticou a “falta de compaixão, a falta de verdade, a falta de humanidade” dessa parte da comunidade internacional, falando de uma “crise moral que desafia a consciência global”.

  • Mais de 32 mil assinaturas num só dia pela defesa dos Direitos Humanos em Gaza

    A petição, divulgada na quinta-feira, na qual se pede ao Governo português que “reconheça o genocídio em Gaza e pressione Israel a permitir a entrada de ajuda na Palestina” reunia hoje à tarde mais de 32 mil assinaturas.

    A petição, que conta entre os primeiros subscritores com mais de 120 personalidades, sobretudo ligadas à Cultura, contava às 16:10 de hoje com 32.149 assinaturas. Para que seja discutida em plenário bastava atingir as 7.500 assinaturas, como se lê no texto, no qual os subscritores se dirigem ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

    Os subscritores querem que “Portugal tenha um papel ativo e relevante na promoção da paz e na defesa dos Direitos Humanos”.

  • Alimentos especializados para crianças desnutridas em risco de acabar na Faixa de Gaza em meados de agosto

    O stock de alimentos especializados para o tratamento de crianças desnutridas está a chegar ao fim na Faixa de Gaza e estará totalmente esgotado em meados de agosto se não entrar mais ajuda humanitária no enclave palestiniano, alertou esta sexta-feira a Unicef, agência da ONU para a defesa dos direitos das crianças.

    “Estamos atualmente a enfrentar uma situação terrível, em que estamos a ficar sem abastecimentos terapêuticos”, afirmou Salim Oweis, porta-voz da Unicef na Jordânia, em declarações à Agência Reuters. Oweis disse que os chamados alimentos terapêuticos prontos a usar acabarão em meados de agosto.

    “Isso é verdadeiramente perigoso para as crianças, que enfrentam a fome e a desnutrição neste momento”, acrescentou Oweis, sublinhando que a Unicef tem alimentos terapêuticos para tratar 3.000 crianças — quando, só nas primeiras duas semanas de julho, foi necessário tratar 5.000 crianças desnutridas.

  • Trump falou com Netanyahu antes de ser anunciada ajuda com paraquedas e diz-se "dececionado"

    Em declarações aos jornalistas esta sexta-feira, citado pelo Haaretz, Donald Trump disse que falou com Benjamin Netanyahu antes das IDF anunciarem que países árabes iriam proceder com a entrega de ajuda humanitária em Gaza com paraquedas. O Presidente norte-americano diz que não pode revelar o que foi discutido, mas afirmou sentir-se “dececionado”. Trump disse ainda que espera que o dinheiro chegue a Gaza e prometeu “fazer mais”.

    “Quando chegarmos aos últimos 20 reféns, aos últimos 10 ou 20, será muito difícil para o Hamas fazer um acordo, porque eles perdem o escudo”, disse Trump. “Libertámos muitos deles. Retornámos muitos corpos também. Tantos pais pediram: ‘por favor, tragam o corpo do meu filho de volta’, e fomos capazes de fazer isto”, destacou ainda o Presidente norte-americano.

  • Netanyahu diz que vai procurar opções alternativas para libertar reféns

    Benjamin Netanyahu reagiu na tarde desta sexta-feira às declarações de Steve Witkoff sobre a saída dos EUA e Israel das negociações de cessar-fogo em Gaza.

    No X, o primeiro-ministro israelita disse que o “enviado especial ao Médio Oriente Steve Witkoff acertou. O Hamas é o obstáculo para o nosso acordo de libertação de reféns. Juntamente com os aliados dos EUA, vamos considerar opções alternativas para trazer os reféns de volta para casa, acabar com a liderança de terror do Hamas e assegurar uma paz duradoura para Israel e a região”.

  • Trump diz que o Hamas não queria acordo de cessar-fogo e que o grupo será "caçado"

    Donald Trump afirmou que o Hamas não queria o acordo de cessar-fogo, depois de Steve Witkoff confirmar na passada quinta-feira que os EUA e Israel retiraram-se das negociações em Doha. Em declarações aos jornalistas, citado pela BBC, antes de viajar para a Escócia esta sexta-feira, o Presidente norte-americano afirmou que o grupo palestiniano “não queria um acordo” e “quer morrer”, e que “Israel precisa de terminar com isto”. Para Trump, o Hamas será “caçado”.

    Sobre a decisão de Macron de reconhecer o Estado da Palestina, Trump disse que “a declaração não tem peso”, afirmando ainda que o Presidente norte-americano é “um bom homem” e um “jogador de equipa”.

  • Israel vai autorizar Jordânia e Emirados Árabes Unidos a enviar ajuda para Gaza através de para-quedas.

    Um alto funcionário das Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês) disse à Sky News esta sexta-feira que “a partir de hoje, Israel vai permitir que países estrangeiros entrem em Gaza com ajuda de para-quedas”.

    “A partir desta tarde, a organização WCK começou a reativar as suas cozinhas”, afirmou ainda.

    De acordo com o Times of Israel, a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos serão autorizados a retomar o lançamento aéreo de fornecimentos humanitários para Gaza, como fizeram no ano passado.

    Os lançamentos aéreos estão a ser coordenados com as IDF, avançou o Coordenador das Atividades Governamentais nos Territórios de Israel, citado pelo jornal isrealita.

    De acordo com as autoridades israelitas, a Jordânia deverá efetuar o primeiro lançamento aéreo, possivelmente ainda hoje.

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