Momentos-chave
- Zelensky fala com primeiro-ministro indiano antes de cimeira com Putin
- O que está a acontecer na guerra na Ucrânia
- Serviços Secretos da Ucrânia estão envolvidos na investigação ao assassínio de Andriy Parubiy
- Ataques russos fazem três mortos e 47 feridos na Ucrânia em apenas 24 horas
- Rússia diz ter capturado outra cidade ucraniana na região de Dnipropetrovsk
- Lviv. Atirador, disfarçado de estafeta, terá disparado sete tiros contra Andriy Parubiy antes de fugir numa bicicleta elétrica
- Zelensky alerta que a Rússia está a preparar uma nova ofensiva em grande escala
- Portugal vê “grande vontade” da UE para sanções à Rússia “mais duras”
- Antigo presidente do parlamento ucraniano assassinado a tiro em Lviv
- Witkoff diz que negociações com Kiev estão a ser "muito produtivas"
Histórico de atualizações
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O que está a acontecer na guerra na Ucrânia
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou que a Rússia está a preparar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, especialmente na região perto de Pokrovsk, onde está concentrado um número significativo de tropas russas, estimadas em 100 mil soldados. Zelensky afirmou que a Ucrânia está preparada para esta eventualidade.
- Andriy Parubiy, antigo presidente do parlamento ucraniano e figura proeminente na política do país, foi assassinado a tiro em Lviv. O atacante, disfarçado de estafeta numa bicicleta elétrica, fugiu após o crime, desencadeando uma investigação na qual os Serviços Secretos da Ucrânia (SBU) estão ativamente envolvidos. O Presidente Zelensky expressou condolências à família de Parubiy e assegurou que o caso está a ser investigado com prioridade.
- A Rússia lançou uma ofensiva massiva contra a Ucrânia, utilizando 537 drones Shahed, oito mísseis balísticos, incluindo modelos Iskander e KN-23 norte-coreanos, e 37 mísseis de cruzeiro. Os ataques causaram três mortos e 47 feridos, além de destruição significativa em várias regiões, incluindo Zaporizhzhia, que foi uma das mais afetadas.
- No âmbito internacional, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal destacou a intenção da maioria dos países da União Europeia de implementar sanções mais duras contra a Rússia, apesar da relutância expressa pela Hungria. Estas medidas visam debilitar as capacidades militares de Moscovo em resposta às suas ações na Ucrânia.
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Este liveblog fica por aqui. Iremos acompanhar os acontecimentos na Guerra na Ucrânia e a visita de Putin à China no novo liveblog que abrimos este domingo.
Obrigada por ter estado connosco.
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Zelensky fala com primeiro-ministro indiano antes de cimeira com Putin
Volodymyr Zelensky falou por telefone este sábado com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, um dia antes deste reunir-se com outros líderes na China, entre os quais, Vladmir Putin. “Coordenámos as nossas posições antes da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai. O fim desta guerra deve começar com um cessar-fogo imediato, com o silêncio necessário. Esta posição é compreendida e apoiada por todos. É impossível falar de verdade sobre paz enquanto as nossas cidades e comunidades estão sob fogo constante. A Índia está pronta para fazer os esforços necessários para entregar o sinal apropriado à Rússia e outros líderes durante os encontros à margem da cimeira”.
I spoke with Prime Minister of India @NarendraModi.
I informed about the talks with President Trump in Washington with the participation of European leaders. It was a productive and important conversation, a shared vision among partners on how to achieve real peace. Ukraine… pic.twitter.com/fINVbncnlR
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 30, 2025
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Putin critica "sanções discriminatórias" contra países dos BRICS
Em declarações à agência de notícias chinesa Xinhua um dia antes de iniciar uma visita de quatro dias à China, Vladmir Putin criticou as “sanções discriminatórias” contra países dos BRICS. O Presidente russo disse que Moscovo e Pequim têm “uma posição comum contra as sanções discriminatórias que afetam o desenvolvimento socioeconómico dos membros dos BRICS e do mundo em geral”.
“Procuramos progresso para o bem de toda a humanidade. Estou confiante que a Rússia e a China vão continuar a trabalhar juntas por este nobre objetivo, alinhando os nossos esforços para assegurar a prosperidade das nossas grandes nações”, disse Putin.
O Presidente chinês Xi Jinping recebe a partir do domingo líderes de vários países alvo de sanções impostas pelos EUA e Europa, incluindo a Coréia do Norte, o Irão, Mianmar e Belarus, durante a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai.
De recordar que fazem parte dos BRICS 10 países com economias emergentes: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irão, Rússia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos. Entre estes países, China, Brasil e Índia têm enfrentado a aplicação de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos. Numa declaração conjunta depois do encontro mais recente, em julho, no Rio de Janeiro, os líderes dos BRICS já tinham mostrado preocupação com “sanções económicas unilaterais”, sem citar os EUA.
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Porta-voz russa diz que declarações de Merz devem ser "analisadas por um psiquiatra"
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse à TASS que as declarações recentes do chanceler alemão Friedrich Merz devem ser “analisadas por um psiquiatra”.
A porta-voz refere-se à entrevista que Merz deu ao francês La Chaine Info. na passada sexta-feira. “Putin está a desestabilizar grande parte do nosso país”, disse o chanceler alemão. “Já estamos em conflito com a Rússia”, alegou ainda Merz. “Todos nós esperamos que um dia os russos e nós sejamos bons vizinhos. Mas hoje, infelizmente, estamos muito, muito longe disso”, continuou a líder alemão, acrescentando que Putin quer “restaurar a União Soviética”.
Em reação às declarações, Maria Zakharova disse: “Acho que isso é algo para os psiquiatras analisarem: a Alemanha vem armando o regime neonazista em Kiev há três anos com armas, incluindo equipamento militar pesado, e agora eles estão repentinamente preocupados com as redes sociais”.
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Serviços Secretos da Ucrânia estão envolvidos na investigação ao assassínio de Andriy Parubiy
Os Serviços Secretos da Ucrânia (SBU) estão envolvidos na investigação ao assassínio de Andriy Parubiy, confirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantindo que a população irá ter conhecimento daquilo que vier a ser apurado.
Num discurso em vídeo, Zelensky explicou que tanto o ministro da administração interna como a procuradora-geral estão a reportar diretamente sobre o caso e que foram mobilizados “recursos significativos” para apurar responsabilidades. O chefe de Estado sublinhou que o crime “foi planeado com minúcia”, mas garantiu que tudo está a ser feito para esclarecer a sua autoria.
O Presidente referiu ainda ter mantido contacto com Vasyl Maliuk, diretor do SBU, e transmitiu, mais uma vez, condolências à família e amigos de Parubiy.
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Ataques russos fazem três mortos e 47 feridos na Ucrânia em apenas 24 horas
A Ucrânia voltou a ser alvo de uma ofensiva massiva de drones e mísseis russos, que nas últimas 24 horas provocou três mortos e 47 feridos, segundo autoridades regionais. Os ataques atingiram várias regiões, incluindo Zaporíjia, Dnipro, Chernihiv e Lutsk.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, Moscovo lançou 537 drones Shahed, oito mísseis balísticos — entre eles modelos Iskander e KN-23 norte-coreanos — e 37 mísseis de cruzeiro. A defesa aérea conseguiu intercetar a maioria, mas cinco mísseis e 24 drones atingiram alvos em sete localidades, provocando ainda quedas de destroços em 21 pontos.
Zaporizhzhia foi a região mais castigada: um morto, 30 feridos, dezenas de habitações destruídas e 25 mil pessoas sem eletricidade, segundo o governador Ivan Fedorov. No Donetsk, Kherson, Mykolaiv e Sumy registaram-se igualmente vítimas e danos em infraestruturas civis, incluindo prédios, casas, uma torre de comunicações e uma conduta de gás.
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Rússia diz ter capturado outra cidade ucraniana na região de Dnipropetrovsk
As forças russas avançaram na região ucraniana de Dnipropetrovsk com a captura da cidade de Kamishevakha, declarou hoje o Ministério da Defesa russo.
“Unidades do grupo militar Vostok (Leste) libertaram a cidade de Kamishevakha, na República Popular de Donetsk”, afirmou o comando militar russo no seu relatório na rede social Telegram.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças russas causaram mais de 250 baixas a quatro brigadas inimigas em três cidades em redor de Dnipropetrovsk.
O departamento militar da Rússia também relatou avanços russos noutros setores da frente, principalmente nas regiões de Kharkiv e Donetsk.
Em particular, reconheceu o ataque noturno massivo “contra empresas fabricantes de mísseis e equipamento aéreo e campos de aviação na Ucrânia”, referindo que “os alvos foram destruídos”.
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Lviv. Atirador, disfarçado de estafeta, terá disparado sete tiros contra Andriy Parubiy antes de fugir numa bicicleta elétrica
Foram encontradas sete invólucros (cápsulas) de balas no chão, após o ataque a Andriy Parubiy – não existindo, para já, informação sobre quantos tiros atingiram, de facto, o ex-líder do parlamento ucraniano morto neste sábado em Lviv.
Segundo fontes policiais, citadas pelo Kyiv Independent, o atacante seguia numa bicicleta elétrica, disfarçado de estafeta de entrega de comida, e abordou Parubiy, abrindo fogo várias vezes. Usou, depois, a mesma bicicleta para fugir do local.
Parubiy, que tinha 54 anos, terá morrido de imediato, caindo prostrado no passeio onde circulava.
Está em curso uma caça ao homem na zona de Lviv, indicou o governador Maksym Kozytskyi. Foi aberta uma investigação por homicídio.
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Zelensky alerta que a Rússia está a preparar uma nova ofensiva em grande escala
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou neste sábado que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
Segundo Zelensky, citado pela agência de notícias Interfax Ucrânia, há uma concentração de tropas perto de Pokrovsk, colocando a região da Ucrânia em grave perigo.
“A concentração de tropas na região chega aos 100 mil soldados, segundo os dados que obtivemos esta manhã”, disse Zelensky numa reunião com jornalistas.
Os russos, segundo o Presidente ucraniano, estão a preparar um novo ataque, entretanto, a Ucrânia está preparada.
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Portugal vê “grande vontade” da UE para sanções à Rússia “mais duras”
O ministro dos Negócios Estrangeiros disse neste sábado que há “uma grande vontade” dos países da União Europeia (UE) para criar um pacote de sanções à Rússia “mais duro”, para tentar debilitar as capacidades militares de Moscovo.
“Há uma grande vontade da maioria dos países em reforçar as sanções e fazer um pacote, por ventura, mais duro ainda, do que seria expectável”, disse Paulo Rangel, em declarações à Lusa, enquanto ainda está a decorrer uma reunião ministerial informal, em Copenhaga, na Dinamarca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal acrescentou que é necessário “contar com a relutância da Hungria”, que desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, desempenhou um papel de força de bloqueio às decisões para sancionar Moscovo e os apoiantes do Kremlin.
No entanto,”só mais tarde podemos perceber qual é exatamente a posição” de Budapeste, pelo que Paulo Rangel espera que da reunião de hoje saia um “impulso político” para uma decisão sobre o 19.º quadro sancionatório.
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ONU apela à diplomacia para terminar guerra após novos ataques a Kiev
O secretário-geral adjunto da ONU para a Europa, Ásia Central e Américas congratulou-se hoje com os esforços diplomáticos para terminar o conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia, mas lamentou o recrudescimento dos ataques em solo ucraniano.
“O número crescente de mortos e a devastação causada pela intensificação dos combates durante o verão contradizem os importantes esforços dos últimos meses para dar uma oportunidade à diplomacia”, afirmou Miroslav Jenca.
Na quinta-feira, bombardeamentos russos em Kiev causaram a morte a pelo menos 23 pessoas.
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Antigo presidente do parlamento ucraniano assassinado a tiro em Lviv
Andriy Parubiy, um antigo presidente do parlamento ucraniano e figura bem conhecida da política do país, foi assassinado a tiro em Lviv, em plena luz do dia.
O “assassínio horrendo” já foi confirmado oficialmente por Volodymyr Zelensky.
Relatos na imprensa indicam que o atirador usava uma bicicleta elétrica, fazendo-se passar por estafeta, e fugiu do local.
BREAKING: Ukraine Parliament ex-speaker Parubiy shot dead in Lviv
Former Ukrainian Parliament Speaker Andriy Parubiy was shot and killed around midday on 30 Aug. in Lviv, with the assailant reportedly disguised as a delivery courierhttps://t.co/UgsZMEb7jH
— Euromaidan Press (@EuromaidanPress) August 30, 2025
Além dos cargos públicos de relevo que ocupou, Parubiy foi figura central da chamada “revolução Euromaidan”, uma onda de protestos na Ucrânia, entre 2013 e 2014, que começou contra a recusa do governo em assinar um acordo com a União Europeia e evoluiu para uma revolta popular contra a corrupção e a aproximação a Moscovo. Terminou com a queda do presidente Viktor Yanukovych.
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Witkoff diz que negociações com Kiev estão a ser "muito produtivas"
As conversações entre Washington e Kiev que decorreram em Nova Iorque nesta sexta-feira foram classificadas como “muito produtivas e construtivas” pelo enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff.
O diplomata reuniu-se com Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente ucraniano, e com Sergiy Kyslytsya, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, poucas horas antes da reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo fontes governamentais, os representantes ucranianos aproveitaram o encontro para detalhar a situação no terreno e relatar o mais recente ataque de larga escala da Rússia contra Kiev, que provocou 25 mortos e 63 feridos.
FRANCIS CHUNG / POOL/EPA
A reunião foi descrita por elementos da administração Trump como uma oportunidade para avaliar progressos e, em simultâneo, reforçar a intenção de levar Moscovo e Kiev à mesa de negociações. Durante os contactos, Witkoff recebeu ainda um convite para visitar a capital ucraniana.
O secretário de Estado Marco Rubio sublinhou que o enviado é “uma peça central da equipa de Trump e desempenha um papel indispensável no avanço das prioridades do Presidente”. Também o vice-presidente JD Vance o elogiou, afirmando que Witkoff “alcançou mais progressos no sentido de pôr fim ao derramamento de sangue na Ucrânia do que todos os seus críticos juntos”.
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Bom dia.
Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo deste sábado.
Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, sexta-feira, que terminou com a informação de que o chefe de gabinete de Zelensky disse que os EUA não estão a pressionar a Ucrânia para ceder território.
Muito obrigado por nos acompanhar.