Momentos-chave
- Netanyahu encontra-se com líderes da Igreja Evangélica norte-americana
- Netanyahu com Musk e Trump na véspera de encontro oficial
- Moscovo insta Hamas a libertar refém com nacionalidade russa
- Filha de refém do Hamas relata condições desumanas que o pai enfrentou
- Trump prepara venda de armas a Israel no valor de mil milhões de dólares
- "Israel é um território pequeno", disse Trump sobre uma eventual anexação da Cisjordânia
- Enviado dos EUA ao Médio Oriente faz adenda a Trump sobre cessar-fogo: "Até agora está a aguentar-se"
- Chefe do Estado-Maior do exército israelita reúne-se com o seu sucessor
- Trump prepara-se para proibir financiamento dos EUA à UNRWA para auxiliar Israel
- Trump: "Não tenho garantias que o cessar-fogo em Gaza se vai manter"
- Catar cria ponte aérea para entregar ajuda médica em Gaza
- Grupo de israelitas terá invadido sede da UNRWA em Jerusalém
- Netanyahu terá decido mudar líder das negociações para libertação de reféns por pressão de Trump
- Netanyahu vai prolongar visita aos EUA depois de "vários pedidos para reuniões"
- Hamas diz estar pronto para prosseguir negociações com Israel
- Porta-voz de Presidente palestiniano diz que operação israelita na Cisjordânia é uma "limpeza étnica" e pede intervenção dos EUA
- Ainda há 14 mil desaparecidos na Faixa de Gaza
- Netanyahu não vai voltar dos EUA a prometer a criação de um Estado Palestiniano, diz ministro israelita
- Ministro das Finanças israelita rejeita reconhecimento do Estado da Palestina para normalizar relações com países árabes
- Benny Gantz: "Chegou a hora de desmantelar o projeto nuclear iraniano"
- Irão diz que proposta dos EUA de retirar palestinianos de Gaza equivale a "limpeza étnica"
- Negociações no Médio Oriente "a fazer progressos", afirma Trump
Histórico de atualizações
-
Bom dia.
Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvidos do conflito no Médio Oriente nesta nova página, que agora abrimos.
Fique connosco!
-
Netanyahu encontra-se com líderes da Igreja Evangélica norte-americana
O primeiro-ministro israelita encontrou-se, esta segunda-feira, com os líderes da comunidade evangélica norte-americana em Washington.
De acordo com o The Times of Israel, Benjamin Netanyahu não se deve encontrar com os líderes da comunidade judaica dos EUA, com quem tem tido, nos últimos anos, uma relação mais crispada.
שמחתי לפגוש את חברי הטוב מייק האקבי, שעתיד לכהן כשגריר ארה״ב בישראל, במהלך פגישתו של ראש הממשלה נתניהו עם מנהיגים אוונגליסטים בוושינגטון. אני מכיר את מייק עשרות שנים והוא חבר אמת של ישראל והעם היהודי. אני מצפה לעבודה המשותפת שלנו למען חיזוק הברית האיתנה בין מדינת ישראל וארצות… pic.twitter.com/DTMVlVSWtc
— Danny Danon ???????? דני דנון (@dannydanon) February 3, 2025
-
Netanyahu com Musk e Trump na véspera de encontro oficial
O primeiro-ministro israelita encontrou-se, esta segunda-feira, com Elon Musk, um dia antes da reunião oficial com o presidente dos EUA.
Apesar de o encontro oficial entre os dois líderes ser só na terça-feira, Donald Trump ter-se-á juntado a Benjamin Netanyahu – e ao magnata da tecnologia – por uns breves instantes para tirarem uma fotografia partilhada nas redes sociais.
O The Times of Israel explica que não é claro onde foi tirada a fotografia.
https://twitter.com/JamesSpiro/status/1886486118104748333
-
Moscovo insta Hamas a libertar refém com nacionalidade russa
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia instou, esta segunda-feira, um oficial do Hamas a libertar o refém com nacionalidade russa e israelita que está em cativeiro desde outubro de 2023.
“Foi novamente expressado, pela Rússia, que é vital cumprir as promessas dos líderes do Hamas no que diz respeito à libertação de A. Troufanov, cidadão russo, e outros reféns em Gaza”, assumiu Mikhail Bogdanov, que se reuniu com um responsável do Hamas em Moscovo.
Troufanov, de acordo com a Reuters, foi raptado quando estava com a sua mãe, a avó e a namorada – as três já foram, entretanto, libertadas. O pai do cidadão russo foi morto.
-
Filha de refém do Hamas relata condições desumanas que o pai enfrentou
“O meu pai viveu 484 dias de inferno, um ano e quatro meses nos quais esteve no local mais escuro e assustador do Mundo”, começou por descrever Shir Siegel. O pai, Keith Siegel, foi um dos reféns do Hamas libertado no sábado.
A filha conta que o homem “praticamente não viu luz do dia” e foi abusado mentalmente, fisicamente e psicologicamente por terrorista cruéis.
“Ele esteve sem comer por períodos muito longos e perdeu muito peso. Foi mantido em condições difíceis e solitárias. Chegou a perder a esperança de que iria regressar a casa.”
Na conferência de imprensa desta segunda-feira, no hospital Ichilov, também falou Aviva Siegel, mulher que também foi feita refém, mas que foi libertada ainda em novembro de 2023. “Quando fui libertada prometi ao Keith e a mim mesma que ia continuar a lutar até que nos víssemos novamente. E consegui – lutei com todas as minhas forças”, disse a mulher.
Além de agradecer a Donald Trum pelas suas “ações corajosas” que permitiram este reencontro, Aviva pede um esforço conjunto para libertar os reféns que continuam em Gaza.
-
Trump prepara venda de armas a Israel no valor de mil milhões de dólares
A administração Trump informou informalmente os líderes do Congresso norte-americano que pretende fazer uma venda de armas a Israel no valor de mil milhões de dólares (970 milhões de euros), de acordo com o Haaretz.
Esta venda está planeada como um complemento a uma outra, no valor de 8 mil milhões de dólares, que começou a ser preparada nos últimos dias de Biden na Casa Branca.
O pacote preparado pela administração Trump deverá incluir 4.700 bombas que pesam mais de uma tonelada, com um custo de 700 milhões de dólares. Para além destas armas, serão enviados 300 milhões de dólares em buldózers para o exército israelita.
Israel é um dos poucos países que continuará a receber ajuda norte-americana, durante o congelamento de 90 dias imposto por Trump.
-
"Israel é um território pequeno", disse Trump sobre uma eventual anexação da Cisjordânia
Donald Trump rejeitou comentar explicitamente uma eventual anexação israelita da Cisjordânia, quando questionado hoje pela imprensa, mas tentou dar a entender como se posiciona em relação à questão, através de uma analogia, de acordo com o Haaretz.
"It certainly is a small country in terms of land. See this pen, this wonderful pen? My desk is the Middle East. And this pen, the top of the pen, that's Israel. That's not good, right? It's a pretty big difference… It's a pretty small piece of land."
— Trump pic.twitter.com/DeEGPBc4YU
— Howard Mortman (@HowardMortman) February 3, 2025
Segundo o Presidente norte-americano, Israel “é certamente um país pequeno em termos de território. Vêm esta caneta, esta magnífica caneta? A minha secretária é o Médio Oriente e a ponta da minha caneta é Israel”.
“Isto não é bom, é uma grande diferença [territorial]. Eu uso isto como uma analogia, mas na verdade é bastante precisa”, continuou. “É um pequeno pedaço de terra e é extraordinário que eles tenham feito o que fizeram. Há muitas pessoas inteligentes lá [em Israel]. Mas é um território pequeno, não há dúvida”, concluiu o Presidente.
-
Enviado dos EUA ao Médio Oriente faz adenda a Trump sobre cessar-fogo: "Até agora está a aguentar-se"
Steve Witkoff estava ao lado de Trump na Sala Oval quando hoje este disse que não tinha garantias que o cessar-fogo em Gaza se iria manter e complementou as palavras do Presidente afirmando: “Tem-se mantido até agora e nós estamos certamente com esperança”.
“Essa é o objetivo do Presidente: libertar os reféns, salvar vidas e chegar, esperemos, a uma acordo de paz para tudo isto. Até agora, está a manter-se”, acrescentou o enviado especial de Trump ao Médio Oriente, oferecendo uma perspetiva mais confiante sobre o futuro do cessar-fogo, noticia o Haaretz.
-
Chefe do Estado-Maior do exército israelita reúne-se com o seu sucessor
O comandante do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel Herzi Halevi teve uma reunião com o seu sucessor no cargo o Major General Eyal Zamir, de acordo com o Times of Israel. O último dia de Halevi no cargo será 6 de março.
-
Trump prepara-se para proibir financiamento dos EUA à UNRWA para auxiliar Israel
Donald Trump deverá assinar uma ordem executiva durante o dia de hoje para proibir financiamento dos EUA à agência das Nações Unidas de apoio aos refugiados palestinianos (UNRWA), de acordo com a imprensa israelita.
O Presidente norte-americano também deverá assinar um documento que retirará os EUA do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, devido às posições alegadamente contra Israel que a organização tem tomado. Ambas as medidas já tinham sido adotadas durante o primeiro mandato do republicano e foram entretanto revertidas por Biden.
“O Conselho dos Direitos Humanos tem demonstrado um viés consistente contra Israel”, lê-se num documento da Casa Branca obtido pelo Politco. “Em 2018, o ano em que o Presidente Trump desistiu do Conselho durante a sua primeira administração, a organização passou mais resoluções a condenar Israel do que a Síria, o Irão e a Coreia do Norte combinados”.
-
Trump: "Não tenho garantias que o cessar-fogo em Gaza se vai manter"
Donald Trump disse hoje que não ter garantias que o cessar-fogo em Gaza se vai manter, em declarações aos media na Sala Oval, avança o Haaretz.
Trump acrescentou que viu imagens de “pessoas brutalizadas” como resultado da guerra no Médio Oriente, levando-o a afirmar que “nunca ninguém viu nada como aquilo”. O Presidente norte-americano voltou a demonstrar dúvidas em relação ao acordo de paz entre Israel e Hamas, um dia antes do seu encontro com o primeiro-ministro israelita, que está numa visita oficial aos EUA desde ontem.
-
75% dos residentes de campo de refugiados na Cisjordânia forçados por Israel a deslocarem-se
Os ataques das forças de Defesa de Israel na Cisjordânia forçaram cerca de 75% dos residentes do campo de refugiados em Tulkarem a deslocarem-se, de acordo com fontes locais da AlJazeera.
Quase três quartos dos 15.000 mil residentes deste campo da Cisjordânia foram forçados a mudar-se para a cidade de Tulkarem ou bairros vizinhos, de acordo com Faisal Salama, líder de uma comissão popular que representa os deslocados.
Salama diz que a situação no campo de refugiados é “extremamente difícil”, sendo que “Israel está a impedir a entrada de medicamentos, comida e de bens essenciais”.
-
Catar cria ponte aérea para entregar ajuda médica em Gaza
O Catar criou uma ponte aérea, a partir da Jordânia, para a entrega de fornecimentos médicos a Gaza, anunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros do país nas redes sociais.
Qatar Launches Air Bridge from Jordan to Deliver Medical Supplies to Gaza#MOFAQatar pic.twitter.com/lBVeLiahXz
— Ministry of Foreign Affairs – Qatar (@MofaQatar_EN) February 3, 2025
Esta era uma medida que estava prevista pelo país, que teve um papel chave nas negociações de paz entre Hamas e Israel. Num comunicado, o ministério afirma que o Catar foi responsável pela entrada de 65 carrinhas de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, nos 16 dias que passaram desde a entrada em vigor do cessar-fogo.
O controlo fronteiriço em partes do enclave palestiniano continua a ser feito pelas forças de Israel. O Hamas reclamou ontem que a ajuda humanitária entregue nos últimos dias não estava a atingir o número estipulado no acordo assinado.
-
Grupo de israelitas terá invadido sede da UNRWA em Jerusalém
Um grupo de israelitas invadiu a sede da UNRWA em Jerusalém, depois de na quinta-feira passada ter entrado em vigor uma lei israelita que bane a operação desta agência da ONU, de acordo com a palestiniana WAFA.
Um grupo de israelitas terá invadido a propriedade, localizada no bairro de Sheikh Jarrah, de onde terão erguido bandeiras de Israel e outros sinais provocativos.
Duas leis israelitas que visam a UNRWA entraram em vigor na semana passada. Uma proíbe as suas atividades em áreas da soberania israelita, outra proíbe a entrega de ajuda humanitária a refugiados palestinianos na região.
-
Netanyahu terá decido mudar líder das negociações para libertação de reféns por pressão de Trump
Netanyahu terá decidido que o ministro dos Assuntos Estratégicos será o novo líder das negociações para a libertação dos reféns detidos pelo Hamas, de acordo com a imprensa israelita.
Até agora, o processo tem sido liderado pelo líder dos serviços secretos israleitas (Mossad) David Barnea, com o auxílio do líder da Shin Bet, uma força de segurança especial, e um general das Forças de Defesa de Israel. A decisão ainda não anunciada de substituir Barnea com o ministro Ron Dermer terá sido forçada pelo enviado de Trump ao Médio Oriente, Steve Witkoff.
Segundo a imprensa, a administração norte-americana quer garantir que o cessar-fogo se mantém e que as negociações para a segunda fase do acordo aceleram. Trump quer alegadamente alguém que tenha autoridade para tomar decisões de forma autónoma, algo que não acontecia com Barnea, que estava obrigado a ter a aprovação de Netanyahu em qualquer decisão tomada.
-
Netanyahu vai prolongar visita aos EUA depois de "vários pedidos para reuniões"
O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu vai prolongar a sua visita oficial aos Estados Unidos até sábado, depois de “vários pedidos para reuniões com membros das autoridades dos Estados Unidos”, de acordo com um comunicado do seu gabinete, citado pelo Haaretz.
Desta forma, a visita, que começou ontem e estava planeada acabar na quinta-feira, vai demorar uma semana. O encontro de Netanyhau com o Presidente Trump está programado para amanhã.
-
Hamas diz estar pronto para prosseguir negociações com Israel
O Hamas está “pronto para iniciar negociações da segunda fase” do cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza, indicaram hoje dois dirigentes do movimento islamita palestiniano à agência France Presse (AFP), sob condição de anonimato.
As discussões vão concentrar-se na “prevenção do regresso à guerra, na retirada militar israelita” da Faixa de Gaza e nos critérios para as trocas entre os últimos reféns israelitas e os prisioneiros palestinianos, disse uma das fontes do Hamas.
“Estamos a aguardar os mediadores para lançar a segunda fase”, segundo o outro dirigente citado pela AFP.
-
Porta-voz de Presidente palestiniano diz que operação israelita na Cisjordânia é uma "limpeza étnica" e pede intervenção dos EUA
O porta-voz do Presidente da Autoridade Palestiniana acusou a operação militar das Forças de Defesa de Israel na Cisjordânia de ser uma “limpeza étnica” e pediu a intervenção dos EUA para a parar, de acordo com o Haaretz.
Nabil Abu Rdina condenou a “expansão da guerra total das forças de ocupação contra o povo palestiniano na Cisjordânia, que tem como objetivo retirar os civis das suas casas e realizar uma limpeza étnica”. Segundo o porta-voz de Mahmoud Abbas, desde o início da operação há cerca de duas semanas, 29 palestinianos foram mortos, centenas foram feridos ou detidos e bairros inteiros foram destruídos nos campos de refugiados de Jenin e Tulkram.
“Pedimos à administração americana para intervir antes que seja tarde de mais para parar o ataque israelita em curso contra o nosso povo e a nossa terra, que vai levar a uma expulsão e a uma escalada incontroláveis, pelas quais toda a gente vai pagar”, disse.
-
Ainda há 14 mil desaparecidos na Faixa de Gaza
Ainda há 14.000 pessoas desaparecidas na Faixa de Gaza, mais de duas semanas depois do início do cessar-fogo entre Israel e Hamas, de acordo com o ministério da informação do movimento palestiniano.
O número total de mortos resultantes do conflito, iniciado no dia 7 de outubro de 2023, foi atualizado em 47.487. Se, tal como já começaram a fazer as autoridades do Hamas, considerarmos os desaparecidos como mortos, o número total de vítimas mortais, no conflito que durou cerca de 15 meses, é de 61.700.
-
Netanyahu não vai voltar dos EUA a prometer a criação de um Estado Palestiniano, diz ministro israelita
Bezalel Smotrich afirmou hoje que acredita que o primeiro-ministro israelita não vai voltar da visita oficial aos EUA com um acordo que preveja a constituição de um Estado palestiniano.
Foi a imprensa israelita que propôs esse cenário, perguntando ao ministro das Finanças se se demitiria do governo caso tal acontecesse. Smotrich disse que o próprio primeiro-ministro não é a favor da criação do Estado da Palestina, pelo que não espera que Benjamin Netanyahu seja levado pela administração dos EUA a prometê-lo.
O ministro israelita terá falado com o seu homónimo norte-americano, o secretário do Tesouro Scott Bessent, numa conversa em que foram “sublinhadas as várias áreas que podem fortalecer os laços económicos e de cooperação entre os EUA e Israel”.
“Infelizmente, a anterior administração escolheu publicamente boicotar uma grande porção do povo israelita e dos seus representantes eleitos. Por outro lado, a administração Trump apresenta uma diferente abordagem”, concluiu o governante.