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    Trump diz que pode retomar ataques contra o Irão caso não seja alcançado acordo final sobre o nuclear. Quatro mortos em Kiev depois de ataques russos

  • Alemanha, França, Reino Unido e Itália dispníveis para levantarem sanções ao Irão

    A Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália manifestaram-se hoje disponíveis para levantar sanções contra o Irão após o anúncio de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão.

    Os quatro países consideraram “vital” que as negociações detalhadas entre os Estados Unidos e o Irão sejam concluídas com sucesso e que o acordo seja implementado de forma rápida e abrangente.

    “Estamos preparados para levantar as sanções pertinentes em resposta a medidas claras e verificáveis do Irão em relação ao seu programa nuclear”, anunciaram os quatro países, numa declaração conjunta.

    Manifestaram ainda disponibilidade para colaborar com os Estados Unidos, o Irão e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para o efeito, sublinhando que o Irão “nunca deverá adquirir uma arma nuclear”.

  • Ataque massivo da Rússia atinge mosteiro histórico em Kiev. Há relatos de explosões na capital ucraniana

    Pelo menos seis pessoas ficaram feridas após um ataque russo ao mosteiro Pechersk Lavra em Kiev que se incendiou esta segunda-feira de madrugada. As autoridades locais apelaram aos residentes na área para procurarem abrigo.

    O ataque aéreo com drones atingiu um símbolo espiritual e cultural da capital ucraniana e danificou a rede elétrica, deixando 140 mil pessoas sem energia. O autarca da cidade, Vitali Klitschko, afirmou numa mensagem no Telegram que o fogo afetou casas e carros.

    O mosteiro, um monumento classificado pela UNESCO como património da humanidade, foi seriamente danificado. Kiev estava a ser alvo de ataques massivos com mísseis, segundo testemunhos recolhidos pela Reuters. Um edifício residencial também estava a arder e várias explosões foram ouvidas.

  • Guterres celebra o acordo entre Irão e EUA e cita países que mediaram as negociações

    O secretário-geral da ONU “felicitou calorosamente” os EUA e o Irão pelo acordo de cessar fogo hoje anunciado, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz e um “quadro para futuras negociações que representa um passo crítico rumo à resolução pacífica do conflito”.

    António Guterres expressou numa publicação no X também o seu “profundo agradecimento” ao Paquistão, o Qatar, Egito, a Arábia Saudita, Turquia e outros países da região pelo “papel construtivo desempenhado no apoio às negociações”.

  • Conselho Supremo do Irão diz que acordo prevê fim imediato das operações militares

    O Conselho Supremo de Segurança Nacional anunciou em comunicado que finalizou o memorando de entendimento para um cessar-fogo com os Estados Unidos. Este processo foi comandado pelo líder supremo, Ayatollah Mojtaba Khamenei. O comunicado diz que o entendimento foi alcançado após meses de negociações longas e difíceis e agradeceu ao Qatar e ao Paquistão pela mediação.

    Segundo o conselho, o acordo prevê o fim do conflito e das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano — país que foi alvo de ataques de Israel este domingo que visaram o Hezbollah. E com efeito imediato. Também estabelece o fim imediato do bloqueio naval americano aos portos iranianos.

  • Primeiro-ministro do Reino Unido dá os parabéns os EUA, Paquistão e Qatar por acordo com o Irão

    Keir Starmer saudou “calorosamente” o acordo hoje anunciado entre os Estados Unidos e o Irão. O líder do Governo britânico afirmou ser este um “passo em frente de enorme importância para pôr fim à guerra, garantir a estabilidade regional e reabrir o Estreito de Ormuz”.

    A mediação do Paquistão e do Qatar foi também citada como contribuinte para o “avanço decisivo que há muito instamos à desescalada”.

    “Este é o progresso que esperávamos ver”, afirmou Starmer, que detalhou na publicação os termos que espera ser incluídos no texto ainda a ser assinado.

  • Trump critica antecessores, que "falharam" no acordo que trará "paz e segurança"

    Em mais uma publicação no Truth Social, Donald Trump criticou os seus antecessores e afirmou que o acordo de paz entre os EUA e o Irão “trará paz e segurança a toda a região”.

    O Presidente dos Estados Unidos disse que todos os líderes norte-americanos que tentaram um acordo com o Irão “falharam”. “Os líderes do Médio Oriente encontraram, pela primeira vez, um Presidente que os pode ajudar a alcançar a verdadeira paz”, declarou.

    Trump reafirmou a assinatura do acordo na sexta-feira. “Para efeitos de remoção de minas, o petróleo fluirá novamente em ambas as extremidades para a região e para o mundo”.

  • Petróleo está desvalorizar mais de 4% na pré-abertura dos mercados

    As cotações do petróleo já estão a cair na pré-negociação que antecede a reabertura dos mercados esta segunda-feira. O Brent para entrega em agosto estava a desvalorizar 4% para os 83,4 dólares por barril e o Nymex de Nova Iorque estava a cair 4,5%.

  • EUA foram "forçados" a aceitar o fim da guerra, afirma emissora estatal iraniana

    O Irão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o acordo de paz anunciado por Donald Trump e pelo primeiro-ministro do Paquistão.

    A emissora estatal iraniana (IRIB), no entanto, afirma em tom “glorioso” que “os Estados Unidos foram forçados a aceitar o fim da guerra”, noticiou o The New York Times.

  • Pontos do acordo serão discutidos nos próximos 60 dias

    Um alto responsável do Irão citado pela agência Reuters remete para um memorando de entendimento com os Estados Unidos cobre um vasto conjunto de temas, desde a reabertura do Estreito de Ormuz até à suspensão de sanções ao petróleo iraniano. O acordo final será discutido nos próximos 60 dias e várias fontes sinalizam que o acordo que foi anunciado este domingo é para prolongar por 60 dias o cessar-fogo.

    Estreito de Ormuz: O Irão reabre o estreito aos navios comerciais e os Estados Unidos iniciam o levantamento do bloqueio aos portos iranianos após a assinatura do memorando que deve ficar completo em 30 dias.

    Finanças: Os Estados Unidos vão levantar as sanções ao petróleo durante um período temporal específico, permitindo a Teerão obter receitas.

    Os Estados Unidos aceitam libertar 25 mil milhões de dólares de ativos iranianos que estavam bloqueados, incluindo transferências diretas de dinheiro.

    Washington, em coordenação com os aliados regionais, vai preparar um plabo de reconstrução e desenvolvimento para o Irão.

    Nuclear: Teerão concorda em não desenvolver armas nucleares e aceita, ainda pendente de negociações futuras, manter o estado atual do programa nuclear, sem reforçar o enriquecimento de urânio. O destino dos stocks de urânio enriquecido será negociado nos próximos 60 dias.

  • Donald Trump confirma assinatura de acordo com o Irão

    “O Acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Parabéns a todos! Autorizo por este meio, e com efeitos imediatos, a abertura livre de portagens do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!”, publicou Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

  • Acordo entre EUA e Irão será assinado na sexta-feira, afirma primeiro-ministro paquistanês

    O primeiro-ministro paquistanês afirmou numa publicação no X que o acordo de paz entre EUA e Irão será assinado a 19 de junho na Suíça. “Após intensas negociações, temos o prazer de anunciar que o Acordo de Paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão foi alcançado”.

    “Ambos os lados declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, afirmou Shehbaz Sharif, a detalhar que os mediadores devem marcar uma “série de reuniões” esta semana. “Estas discussões prévias à implementação irão lançar as bases para as conversações técnicas e para a cerimónia oficial de assinatura”, declarou.

  • Trump conta anunciar acordo ainda hoje e diz que nunca quis a mudança do regime iraniano

    Donald Trump insiste que irá anunciar em breve um acordo entre os Estados Unidos e o Irão. A horas de terminar o prazo deste domingo, o Presidente americano diz que o acordo será assinado por ele eletronicamente ou pelo vice-presidente JD Vance.

    Em declarações ao Wall Street Journal, Trump diz que o acordo estabelebe a reabertura imediata do estreito de Ormuz e a garantia de que o Irão não irá obter a arma nuclear. No entanto, acrescenta que o destino dos stocks do urânio enriquecido que estão no Irão será decidido mais tarde.

    O Presidente americano desvalorizou ainda a mudança de regime no Irão, dizendo que tal nunca foi o objetivo. “Nunca me preocupei com uma mudança de regime. Este é o terceiro grupo com quem lidamos e é até agora o mais racional.”

    O Presidente americano revela ainda que haverá inspeções à atividade dos iranianos, sem detalhar como irão funcionar. Garantiu que o Irão não iria receber dinheiro com este acordo, mas admitiu o levantamento de sanções sobre os ativos financeiros do país.

    A entrevista ao jornal foi dada pouco antes de Trump assistir ao combate de artes marciais, que terá lugar no relvado da Casa Branca para celebrar o seu aniversário.

  • Irão "responsabiliza diretamente" os Estados Unidos por ataque israelita no Líbano

    O Irão considera os Estados Unidos como “diretamente responsáveis” pelos crimes cometidos por Israel na sequência de um bombardeamento israelita realizado este domingo em Beirute.

    Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma “condenar violentamente” o ataque que é descrito como uma flagrante violação da soberania do Líbano e uma violação do acordo de cessar-fogo.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela BBC, diz que os Estados Unidos são diretamente responsáveis pelas violações do cessar-fogo cometidas por Israel.

    As autoridades israelitas justificam que o ataque teve como alvo um comando do Hezbollah.

    Apesar desta ação, Trump continua a reafirmar a convicção de que será assinado um acordo este domingo, no dia em que faz 80 anos.

  • Irão suspende voos no espaço aéreo a oeste do país

    As autoridades iranianas suspenderam todos os voos programados no espaço aéreo sobre o oeste do país, a zona mais próxima de Israel, segundo informações de meios oficiais.

    Os voos foram cancelados “até novas ordens”, numa decisão tomada “face às circunstâncias atuais”, segundo a televisão pública iraniana IRIB.

    Um porta-voz da Organização de Aviação Civil, Majid Ajavan, explicou que “não foi emitido qualquer novo Aviso de Operações Aéreas” e que as restrições existentes se mantêm as mesmas, segundo a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana.

    A suspensão dos voos é a primeira medida tomada em antecipação de possíveis ataques, tanto iranianos contra Israel como israelitas ou norte-americanos contra o Irão — uma possibilidade real após o ataque aéreo israelita de domingo contra Beirute, a capital libanesa.

  • Guterres condena ataques israelitas em "momento crucial" das negociações

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje os ataques israelitas em Beirute e apelou à “máxima contenção” num “momento crucial” das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para tentar pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

    “Condeno veementemente os ataques israelitas realizados hoje em Beirute. Estes ataques ocorreram apesar do cessar-fogo e numa altura em que os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão deveriam chegar a um acordo que abra caminho para uma resolução pacífica deste conflito”, afirmou António Guterres num comunicado.

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou ainda a esperança de que “os esforços atualmente em curso” conduzam “a um resultado positivo”.

    Guterres apelou igualmente a “todas as partes” para demonstrarem “a máxima contenção” numa fase considerada decisiva das negociações entre Washington e Teerão.

  • Zelensky discutiu a guerra com Trump por telefone no dia de aniversário do Presidente americano

    Volodymyr Zelensky felicitou hoje o Presidente dos EUA, Donald Trump, pelo seu 80.º aniversário, numa conversa telefónica em que discutiram “muitas questões importantes” e como alcançar a paz.

    Putin e Zelensky deram os parabéns a Trump, mas aproveitaram o telefonema para discutir os conflitos

  • Irão afirma que tropas estão com "dedo no gatilho", prontas para atacar o “coração do inimigo”

    O comandante iraniano Ali Abdullahi afirmou que a resistência do país “abriu um novo capítulo” nas relações internacionais e consolidou o Irão como uma “potência global influente”, segundo a agência noticiosa Mehr, escreve a Al Jazeera.

    Numa mensagem dirigida à nação, afirmou que as capacidades militares do país são hoje mais robustas do que nunca e garantiu que os soldados iranianos estão com o “dedo no gatilho”, prontos para atingir o “coração do inimigo”.

  • Rocket do Hezbollah atinge área próxima de comunidade no norte de Israel

    Um rocket lançado pelo Hezbollah a partir do Líbano atingiu uma área próxima da localidade israelita de Neot Mordechai, no norte de Israel, junto a Kiryat Shmona, informaram as Forças de Defesa de Israel, segundo o The Times of Israel.

  • Presidente dos EUA vai pedir ao Irão para não atacar Israel em resposta aos ataques em Beirute

    Em entrevista à Fox News, citada pela Al Jazeera, Donald Trump afirmou que vai pedir ao Irão para que não ataque Israel em resposta aos ataques em Beirute na manhã deste domingo.

    “[O ataque israelita] atrapalhou tudo. Atrasou a assinatura em algumas horas. Era para ser agora. Agora está agendado para daqui a algumas horas”, disse Trump numa conversa telefónica com o Axios, citado pela emissora.

    Trump afirmou ainda ter ficado chocado quando os seus conselheiros lhe ligaram para o informar sobre o ataque israelita. “É tão mau – nem queria acreditar. Uma hora antes de assinarmos o acordo”.

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