Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, segunda-feira.

    Principais conselheiros de Trump foram surpreendidos com anúncio de acordo, diz The Wall Street Journal

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou que o memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, que visa a reabertura do Estreito de Ormuz e estabilizar a região, já foi assinado digitalmente. Trump assegura que o Estreito de Ormuz “está parcialmente aberto” e aponta o restabelecimento total para sexta.
    • O Governo israelita, liderado por Benjamin Netanyahu, expressou reservas sobre o memorando de entendimento, destacando que não vinculou Israel e que este país tem os seus interesses próprios a proteger. Israel mantém o direito de defesa ativa contra ameaças do Hezbollah e manifestou a intenção de manter a sua presença no Líbano, na Síria e em Gaza sem prazo determinado.
    • A resposta ao acordo foi mista a nível internacional. A União Europeia saudou o entendimento, esperando que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e promova negociações mais amplas sobre a paz no Médio Oriente. Por outro lado, a Hungria alertou que poderá bloquear algumas das negociações da UE com a Ucrânia, caso o país não respeite acordos bilaterais prévios.
    • Entretanto, enquanto o Irão recebe antecipadamente concessões financeiras para a reconstrução das infraestruturas, a situação na Ucrânia mantém-se tensa com novos ataques russos durante a noite, causando várias mortes e destruição em Kiev, inclusive em locais históricos. Zelensky promete resposta e que a agressão russa continua mesmo após tentativas de negociação internacional.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • JD Vance acredita que Israel deverá apoiar acordo com o Irão no futuro

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou esta segunda-feira à NBC que acredita que Israel deverá apoiar acordo com o Irão no futuro, ainda que Telavive se tenha afastado do entendimento.

    “Estamos bastante confiante de que os israelitas vão aderir a este acordo assim que avançarmos um pouco mais no processo”, garantiu Vance, citado pela CNN.

    O número 2 da administração norte-americana admitiu a possibilidade de existirem discordiâncias pontuais com Israel, tendo em conta que os Estados Unidos têm os “seus próprios interesses”, mas que tal é “totalmente razoável”.

  • Zelensky chegou à reunião dos G7 e esteve reunido com o Presidente suíço

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou no final do dia de segunda-feira à reunião do G7, em Genebra, na Suíça, tendo estado reunido com o seu homólogo suíço, Guy Parmelin.

    “Informei o senhor Presidente [da Suíça] sobre os contínuos ataques da Rússia e as nossas necessidades em reforçar a defesa aérea”, afirmou Zelensky, na rede social X. Os dois chefes de Estado discutiram quais sanções serão impostas a Moscovo para “forçar a Rússia a avançar para a mesa de negociações”.

    Os dois chefes de Estado também abordaram a cooperação no setor energético, crucial para a Ucrânia durante o inverno.

  • Lukashenko pede desculpa a Zelensky e garante que a Bielorrússia não irá invadir a Ucrânia

    O Presidente bielorrusso, Alexandr Lukashenko, admitiu numa entrevista à televisão saudita Al Arabiya ter sido duro com Zelensky e garantiu que o país não irá envolver-se na guerra da Ucrânia.

    Se o Volodymyr Oleksandrovych [Zelensky] ficou ofendido, peço-lhe desculpa por estas palavras. Talvez não devesse ter dito aquilo, tendo em conta que ele, afinal de contas, está em guerra”, admitiu Lukashenko.

    No entanto, afirmou que o Presidente ucraniano “colheu o que plantou”, referindo-se ao facto de o major Madyar, do exército ucraniano, ter ameaçado no Facebook atacar 500 alvos em território bielorrusso e aconselhado o Presidente a “não se atravessar” no caminho de Kiev. Em resposta, Lukashenko ameaçou atacar um “alvo muito sério” na Ucrânia.

    O Presidente bielorrusso assegurou também que o país não vai invadir a Ucrânia e que Zelensky “precisa de se acalmar”, tendo pedido a Kiev e Moscovo para negociarem a paz.

  • Oito pessoas terão morrido na queda do bombardeiro B-52

    A base aérea Edwards na Califórnia acaba de anunciar que oito tripulantes do bombardeiro B-52 terão morrido quando a aeronave se despenhou.

    Segundo uma nota no site, o incidente está a ser investigado. O bombardeiro estava a fazer um treino de rotina.

    As autoridades anunciaram uma conferência de imprensa para daqui a uma hora.

  • Rússia ataca jardim zoológico em Kharkiv

    Um ataque russo um drone ao jardim zoológico de Kharkiv, na Ucrânia, matou dez coelhos e feriu outros 15, tendo deixado outros animais em elevado estado de stress. A informação é avançada pelo Gabinete do Procurador Regional de Kharkiv.

    “Como resultado do ataque inimigo, foram danificados os vidros das janelas e a fachada do pavilhão ‘Vivarium’, onde se encontravam, no momento do impacto, 150 coelhos, 250 porquinhos-da-índia, 700 ratazanas e ratos”, lê-se no comunicado do Gabinete do Procurador de Kharkiv no Telegram.

    Apesar dos números iniciais darem conta de 42 animais mortos, esse dado acabou por ser atualizado para dez.

    O ataque também provocou “stress agudo” num elefante, na sequência de danos nos vidros e na fachada do cercado do animal.

    Não há registo de vítimas humanas no ataque, que está a ser alvo de uma investigação da Procuradoria Regional de Kharkiv, por suspeitas de “crime de guerra”.

  • Navios iranianos circulam no Estreito de Ormuz após o levantamento do bloqueio norte-americano

    Três petroleiros e dois navios comerciais iranianos atravessaram o Estreito de Ormuz, esta segunda-feira, após o anúncio do levantamento do bloqueio norte-americano aos portos iranianos. A informação é avançada pela agência de notícias iraniana Tasnim e pela televisão iraniana Press TV, citada pela Al Jazeera.

    “Segundo o correspondente económico da agência de notícias Tasnim, informações recolhidas pelo nosso repórter indicam que, há poucos minutos, três petroleiros e dois navios carregados com bens essenciais iranianos furaram o bloqueio marítimo”, afirma a agência de notícias.

  • Ouvidas explosões na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz

    Foram ouvidas explosões na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz e na área de Sirik, na mesma região. A informação é avançada pela agência de notícias iraniana Mehr, citada pelo site israelita Ynet.

    As explosões terão sido “realizadas para gerir o tráfego no Estreito de Ormuz”, mas nenhuma autoridade oficial respondeu ao incidente.

  • UE abre primeiro bloco de negociações para adesão da Ucrânia e Moldávia

    A União Europeia abriu esta segunda-feira o primeiro bloco de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia, o mais importante progresso desde que o processo arrancou há dois anos.

    A comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, descreveu a abertura como “o maior passo rumo à adesão da Ucrânia desde dezembro de 2023”, quando o Conselho Europeu deu luz verde às negociações, num momento marcado pela saída do então líder húngaro, Viktor Orbán, da sala para não bloquear formalmente a decisão.

  • Memorando de entendimento com o Irão tem "cerca de uma página e meia", afirma JD Vance

    O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão tem “cerca de uma página e meia”, afirmou esta segunda-feira o vice-presidente norte-americano, JD Vance, à CNN, adiantando que um dos pontos prevê a garantia da “paz e estabilidade regional” por parte dos dois países.

    “O que o parágrafo um do acordo diz é efetivamente que o Irão se compromete, assim como os Estados Unidos se comprometem, com a paz e estabilidade regional”, garantiu, acrescentando que parte disso depende do fim do financiamento iraniano a “organizações terroristas violentas”.

  • IDF acusa Hezbollah de atacar formações do exército israelita no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram na rede social X que foram atacadas por artilharia de foguetes, mísseis antitanque e projéteis de morteiro no sul do Líbano, pelo Hezbollah.

    “Há instantes, a Força Aérea intercetou vários foguetes disparados pela organização terrorista Hezbollah em direção à zona onde as forças das IDF operam no sul do Líbano”, afirmou o exército, que informou que “não foram acionados alertas”, no cumprimento das regras em vigor.

    As IDF também dão conta de um ataque com um míssil antitanque e projéteis de morteiro, que não causou baixas, e da identificação de indivíduos que podiam constituir uma “ameaça iminente” ao exército e que foram atacados.

    O Hezbollah reivindicou ataques contra formações do exército israelita no sul do Líbano, através de um comunicado, publicado no site oficial.

    O movimento confirmou ataques contra equipamento militar israelita, na vila libanesa de Kfar Tebnit, através de mísseis, drones Ababil, foguetes e granadas de artilharia, sendo que num deles, as forças de Telavive terá sido mesmo obrigada a recuar.

  • Irão aumenta capacidades de defesa durante a implementação do acordo

    O Irão vai aumentar as suas capacidades de defesa durante a implementação do acordo com os Estados Unidos, avança a agência de notícias iraniana Fars, citada pela Al Jazeera. As forças armadas ameaçam, ainda, que a guerra irá regressar, se Washington não cumprir os princípios acordados.

    “Se o inimigo viola o acordo ou o memorando de entendimento, faremos regressar rapidamente e vigorosamente a situação militar na região às condições anteriores ao acordo”, afirmou um porta-voz das forças armadas do país.

  • “Memorando é frágil, mas pode mesmo levar à paz”

    António José Telo considera que o memorando de entendimento entre EUA e Irão é positivo, mas não assegura a paz. Sublinha ainda as negociações decisivas que se seguem no Médio Oriente.

    Ouça aqui a nova edição de ‘Gabinete de Guerra’.

    “Memorando é frágil, mas pode mesmo levar à paz”

  • Base aérea na Califórnia encerrada após bombardeiro B-52 despenhar-se

    A base aérea Edwards, no estado norte-americano da Califórnia, informou, numa nova atualização nas redes sociais, que está atualmente encerrada.

    “Todas as aeronaves que chegam estão a ser desviadas”, lê-se na publicação no X.

    A base aérea justifica a medida como uma forma de o foco passar a ser as “operações de emergência” ao bombadeiro que se despenhou.

  • Hamas saúda acordo entre EUA e o Irão e espera que trave "ataques" israelitas em Gaza

    O grupo palestiniano Hamas saudou o memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos, saudando a firmeza iraniana por ter resistido a “pressões e desafios”.

    Num comunicado citado pelo Times of Israel, o Hamas espera que este acordo sirva para contribuir para a “estabilidade regional” e que “positivamente se reflita em vários assuntos regionais, em primeiro instância a cessação imediata da agressão sionista contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza”.

    O grupo pediu ainda o fim dos ataques e violações contra o Líbano e “em todas as outras frentes”.

  • Trump diz a Macron não precisar de "muita ajuda" para reabrir estreito de Ormuz

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje na cimeira do G7 em Évian, França, que não precisa “de muita ajuda” internacional para reabrir o estreito de Ormuz, após a conclusão de um acordo com o Irão.

    “Mas não acho que seja má ideia ter um ou dois barcos de alguns países, o seu país seria muito bom para isso, porque nunca se sabe”, acrescentou o Presidente dos Estados Unidos, dirigindo-se ao chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que reiterou a oferta de uma missão militar internacional conjunta franco-britânica.

    “Como disse o Presidente [Trump], talvez não seja desejada, talvez não seja necessária, mas, em todo o caso, é uma medida que demonstra a nossa disponibilidade para ajudar”, sublinhou.

  • Bombardeiro B-52 despenha-se após levantar voo em base aérea dos EUA. Aeronave é das mais poderosas na Força Aérea

    Um bombardeiro estratégico B-52 caiu pouco após levantar voo na base aérea Edwards, no estado norte-americano da Califórnia, a cerca de 160 quilómetros de Los Angeles.

    No X, a base aérea deu conta do incidente que ocorreu por volta das 11h20 (hora local, mais sete horas em Lisboa).

    Equipas de emergência foram imediatamente acionadas para o local. Não é claro se há vítimas mortais.

    O B-52 é uma das mais poderosas na Força Aérea norte-americana e pode transportar ogivas nucleares.

  • Zelensky revela que discutiu com Trump possibilidade de se encontrar com Putin nos EUA

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje, no seu discurso diário, que ofereceu a possibilidade ao homólogo russo, Vladimir Putin, de se encontrar com ele nos Estados Unidos da América (EUA).

    “Ontem discutimos com o Presidente Trump que um encontro poderia ter lugar nos EUA — num formato em que seria difícil para Putin recusar [o convite] do Presidente norte-americano”, disse o líder ucraniano.

    Volodymyr Zelensky “não sabe o que vai sair dali”, mas considera que — se a Rússia recusar esta proposta — deve ser exercida “pressão adicional” a Moscovo.

    O Presidente ucraniano também assinalou que ofereceu a Vladimir Putin a possibilidade de haver um encontro perto da cimeira do G7 “com todas as nações democráticas representadas”. Porém, o líder russo recusou esse convite.

  • Netanyahu desvincula-se de acordo de Trump e garante que se vai candidatar às eleições: "E quero ganhar"

    O primeiro-ministro israelita desvinculou-se do memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão.

    “O acordo foi feito pelos Estados Unidos, pelo Presidente dos Estados Unidos e ele acredita que pode quer supervisionar, quer desmantelar o programa nuclear. Eu disse-lhe: a decisão é dele. Repito: a decisão é dele. E ele lidera-a”, destacou Benjamin Netanayhu.

    Ao mesmo tempo, o chefe do executivo “expressou” as suas opiniões em relação ao acordo e assinalou que tem “os seus próprios interesses” que podem divergir com o memorando de entedimento.

    Questionado sobre se se vai candidatar às eleições legislativas marcadas para outubro, Benjamin Netanyahu declarou que sim — que vai tentar um novo mandato como primeiro-ministro. “E quero ganhar.”

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