Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Dois conselheiros do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, Jonatan Urich e Eli Feldstein, foram detidos no âmbito do caso Qatargate, sendo suspeitos de fraude, branqueamento de capitais e suborno. Netanyahu, embora não seja suspeito, está a ser ouvido no âmbito desta investigação. O partido liderado por Netanyahu, Likud, defende que as detenções são “investigações fabricadas” e acusa as autoridades de tentativa de golpe de estado.
    • O conflito entre Israel e a Faixa de Gaza intensifica-se. As Forças de Defesa de Israel têm realizado operações militares que resultaram em milhares de mortos desde março de 2025, bombardeando infraestruturas do Hamas na região, e mais recentemente emitindo ordens de deslocação para palestinianos em áreas afetadas. As consequências humanitárias desses conflitos foram duramente criticadas por organizações internacionais.
    • O Irão enviou uma queixa ao Conselho de Segurança da ONU em resposta às “palavras imprudentes e beligerantes” do Presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou bombardear o país. Em resposta, o principal conselheiro do ayatollah Ali Khamenei, Ali Larijani, mencionou a possibilidade do Irão avançar para a obtenção de armas nucleares caso seja atacado.
    • O líder do Unidade Nacional, Benny Gantz, criticou duramente Benjamin Netanyahu pelas suas declarações sobre os conselheiros detidos e a situação dos reféns em Gaza, enfatizando as diferenças entre os detidos e os verdadeiros reféns que continuam sob cativeiro. Estas críticas vêm num momento em que as tensões em relação ao governo de Netanyahu estão a aumentar, tanto interna como externamente.

  • Irão queixou-se ao Conselho de Segurança da ONU pelas "palavras imprudentes e beligerantes" de Trump

    A representação do Irão nas Nações Unidas queixou-se ao Conselho de Segurança da organização pelas “palavras imprudentes e beligerantes” do Presidente dos EUA, Donald Trump.

    A queixa, enviada numa carta a que a Reuters teve acesso, surge depois de Trump ameaçar bombardear e impor tarifas secundárias sobre o Irão.

    Segundo carta citada pela agência, o embaixador iraniano Amir Saeid “adverte firmemente contra qualquer aventureirismo militar e responderá rápida e decisivamente a qualquer ato de agressão ou ataque dos Estados Unidos ou do seu representante, o regime israelita, contra a sua soberania, integridade territorial ou interesses nacionais”.

  • Trump confirma visita à Arábia Saudita (e também ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos)

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou hoje que fará uma visita à Arábia Saudita, assim como ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos.

    Donald Trump adiantou que a visita será “no próximo mês ou um pouco mais tarde”.

  • Irão avisa que avançará para armas nucleares em caso de ataque dos EUA ou de Israel

    Caso o Irão seja atacado pelos EUA ou por Israel, o principal conselheiro do ayatollah Ali Khameinei admite que o país pode avançar para obter armas nucleares, algo que tem sido liminarmente rejeitado pelos norte-americanos.

    “Não estamos a avançar para as armas [nucleares], mas se fizerem algo de errado na questão nuclear iraniana, isso irá forçar o Irão a avançar nesse sentido, porque tem de se defender”, afirmou Ali Larijani, entrevistado na televisão iraniana e citado pela Al Jazeera.

    O conselheiro sublinhou por várias vezes que o Irão não quer avançar para esse tipo de arma. Porém, para Larijani, caso os EUA “avançem para bombardear por si próprios ou através de Israel”, isso iria “forçar o Irão a fazer uma decisão diferente”.

  • 15 socorristas mortos em Gaza por Israel foram encontrados numa "vala comum", segundo ONU

    O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla inglesa) diz que os 15 socorristas mortos por bombardeamentos israelitas na sexta-feira foram enterrados “numa vala comum”.

    Num vídeo publicado na rede social X, o OCHA condenou os ataques aos trabalhadores da área da saúde.

    “Estavam aqui para salvar vidas. Em vez disso, acabaram numa vala comum”, afirmou o chefe Jonathan Whittall. “Trabalhadores da saúde nunca deveriam ser um alvo”, acrescentou.

    “É absolutamente horrível o que aconteceu aqui. Isto nunca devia acontecer”, acrescentou Whittall no vídeo. “Estes atos aberrantes merecem responsabilização”, lê-se no texto que acompanha o vídeo na publicação.

  • Hamas pede revolta violenta em todo o mundo contra plano de Trump para Gaza

    O Hamas apelou esta segunda-feira que “qualquer pessoa que possa andar armada” combata em qualquer lugar o plano do Presidente norte-americano Donald Trump, de deslocar os residentes da Faixa de Gaza e assumir o controlo do território palestiniano.

    “Perante este plano diabólico, que combina massacres e fome, qualquer pessoa capaz de transportar uma arma em qualquer parte do mundo deve agir”, frisou um líder do movimento islamista palestiniano, Sami Abou Zouhri, em comunicado.

    “Não guardem um explosivo, uma bala, uma faca ou uma pedra. Que todos quebrem o silêncio”, acrescentou.

  • Antigo ministro israelita diz que Netanyahu está "desligado" ao comparar assessores a reféns

    O líder do Unidade Nacional e antigo ministro, Benny Gantz, criticou Benjamin Netanyahu por comparar os assessores detidos a “reféns”, traçando o paralelo com os reféns que ainda são mantidos pelo Hamas em Gaza.

    “Os nossos reféns, que foram raptados sob o seu comando – não são aqueles que trabalharam com o Qatar durante a guerra e que foram detidos por um dia para interrogatório, mas pessoas que estão a definhar nos túneis com o inimigo há 542 dias”, afirmou na rede social X.

    “Enquanto liberta o seu tempo para os interrogatórios, 59 reféns estão a contar os segundos”, disse ainda.

  • Ministro das Finanças de Israel demite-se temporariamente devido a disputa partidária

    O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, apresentou a sua carta de demissão a Benjamin Netanyahu, com o objetivo de poder resumir as suas funções enquanto deputado. Momentos mais tarde, regressou ao Executivo israelita, avança o The Times of Israel.

    Ao abdicar temporariamente do seu estatuto de ministro, Smotrich conseguiu expulsar o deputado Yitzhak Kroizer — do partido ultranacionalista Otzma Yehudit — do parlamento israelita (Knesset), uma vez que este terá conseguido o seu assento parlamentar por ausência de Smotrich na bancada (estando no governo). Assim, regressando à Assembleia provisoriamente, conseguiu apontar um membro do seu próprio partido — Mafdal — para o substituir no Knesset enquanto cumpre as suas funções executivas.

    Esta jogada política surge após um desentendimento entre Smotrich e Itamar Ben Gvir — o líder do Otzma Yehudit e ministro da Segurança Nacional — afirmando uma “violação de acordos” estabelecidos entre os dois partidos.

    De acordo com a agência Reuters, esta demissão temporária não deverá fazer cair o governo de Netanyahu.

  • UNRWA: Israel emitiu "ordens de deslocação" para mais de 140 mil palestinianos em Gaza

    Philippe Lazzarini, o comissário-geral da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), afirma que Israel emitiu, esta segunda-feira, “ordens de deslocação” para mais de 140 mil palestinianos em Rafah, no sul de Gaza.

    “Para onde é que as pessoas se devem deslocar? Ao contrário do que acontece noutros conflitos, onde as populações podem encontrar segurança, Gaza está a ser bombardeada por todos os lados. Está isolada como uma jaula, com as fronteiras fechadas e a população de base proibida de entrar”, escreve Lazzarini na rede social X, apelando à ação da comunidade internacional e reforçando a necessidade de retomar o acordo de cessar-fogo previamente estabelecido.

  • Trump diz que a "verdadeira dor" dos houthis "está para vir"

    Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump voltou a deixar um aviso para os houthis, movimento do Iémen que tem atacado navios norte-americanos no Mar Vermelho.

    “Os nossos ataques continuarão até que eles deixem de ser uma ameaça à liberdade de navegação. A escolha para os houthis é clara: parem de disparar contra os navios dos EUA e nós paramos de disparar contra vocês”, avisou o Presidente dos EUA.

    “Muitos dos seus combatentes e líderes já não estão connosco. Atacamo-los todos os dias e todas as noites – cada vez com mais força. As suas capacidades que ameaçam a navegação e a região estão a ser rapidamente destruídas”, disse ainda, sublinhando que “a verdadeira dor ainda está para vir tanto para os houthis como para os seus patrocinadores no Irão”.

    Donald Trump/Truth Social

  • Interrogatório de Netanyahu pela polícia já terminou. Primeiro-ministro diz ser alvo de "perseguição política"

    O interrogatório ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no âmbito do chamado caso Qatargate já terminou, depois de cerca de duas horas.

    Num vídeo publicado no Telegram, Netanyahu acusou os investigadores de “não terem nada” contra o chefe do Governo de Israel e de protagonizarem uma “perseguição política”.

    “A polícia disse que precisava de quatro horas, mas ao fim de uma hora, ficaram sem perguntas”, disse.

    “Percebi que se tratava de uma investigação política”, acrescentou, sublinhando que estavam a “manter” os seus dois assessores detidos “como reféns”.

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, está a ser ouvido como testemunha no âmbito do caso Qatargate, que investiga ligações financeiras ilegais entre altos funcionários do governo de Israel e o Qatar. Dois conselheiros de Netanyahu, Jonatan Urich e Eli Feldstein, foram detidos sob suspeitas de fraude, branqueamento de capitais e suborno.
    • Eli Sharvit foi nomeado como o novo diretor do Shin Bet, a agência de serviços secretos internos de Israel, por Benjamin Netanyahu. A nomeação foi criticada pelo senador americano Lindsey Graham devido a comentários passados de Sharvit sobre as políticas climáticas de Donald Trump e pela oposição em Israel, que expressou dúvidas sobre a escolha de Sharvit, dado o contexto polémico que envolve o despedimento do anterior diretor, Ronen Bar.
    • As Forças de Defesa de Israel realizaram ataques na Faixa de Gaza, que resultaram em múltiplas vítimas, incluindo mais de 1.001 mortos desde 18 de março segundo o Ministério da Saúde do Hamas. As operações militares continuam a provocar tensões na região, com bombardeamentos e destruição de infraestruturas do Hamas, incluindo túneis e oficinas de armamento.
    • A Turquia condenou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel por ter classificado o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como um ditador e antissemita, acusando Israel de tentativa de encobrimento dos seus crimes na Palestina. A diplomacia turca reafirmou o seu compromisso em defender os direitos dos palestinianos e condenou as ações de Israel na região.

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  • Lindsey Graham critica nomeação do novo diretor do Shin Bet

    O senador republicano Lindsey Graham criticou a decisão de Netanyahu de nomear Eli Sharvit como diretor do Serviço de Segurança Interna.

    Em causa está o facto de Sharvit ter criticado as políticas climáticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Embora seja inegável que os Estados Unidos não têm melhor amigo do que Israel, a nomeação de Eli Sharvit para ser o novo líder do Shin Bet é mais do que problemática”, afirmou Graham numa publicação na rede social X.

    “As declarações feitas por Eli Sharvit sobre Trump e as suas políticas vão criar stress desnecessário numa altura crítica. O meu conselho para os meus amigos israelitas é que mudem de rumo e façam um melhor controlo”, acrescenta.

  • Netanyahu está a ser ouvido pela polícia sobre o caso Qatargate

    O Primeiro-ministro israelita está a prestar declarações na qualidade de testemunha sobre o caso Qatargate (alegadas ligações financeiras ilegais entre os altos funcionários do governo e o Qatar).

    O Times of Israel avança que a comitiva de Benjamin Netanyahu chegou a Jerusalém ao início da tarde desta segunda-feira.

    A Procuradora-Geral, Gali Baharav-Miara, deu instruções à polícia para interrogar o Primeiro-ministro, depois de terem sido detidos os seus adjuntos, Jonatan Urich e Eli Feldstein, suspeitos de fraude, branqueamento de capitais e suborno no âmbito do processo.

    Netanyahu ainda não foi apontado como suspeito na investigação em curso.

    Do dinheiro recebido por assessores à demissão de um rival de Netanyahu: o que é o Qatargate israelita?

  • Bombardeamento israelita faz três mortos e vários feridos na Faixa de Gaza

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) bombardearam uma residência, em Gaza, provocando três mortos e vários feridos.

    De acordo com a informação avançada pela Al Jazeera, os feridos foram levados para o Hospital al-Ahli, na cidade.

  • Audiência de Ronen Bar no Supremo Tribunal será transmitida pela televisão

    O Supremo Tribunal de Justiça de Israel autorizou a transmissão televisiva da audiência relativa ao diretor do Serviço de Segurança Interna, Ronen Bar.

    De acordo com o Haaretz, a autorização surgiu na sequência de um pedido apresentado pelo jornal israelita e por outros meios de comunicação social do país.

    A audiência terá lugar em Jerusalém, no dia 8 de abril, e será presidida por Isaac Amit, Presidente do Supremo Tribunal.

  • IDF diz que destruiu túnel do Hamas em Gaza e "eliminou mais de 50 terroristas"

    As Forças de Defesa Israelitas (IDF, na sigla em inglês) dizem ter destruído um túnel de um quilómetro de comprimento no norte da Faixa de Gaza. Garantem que a infraestrutura pertencia ao Hamas.

    “As tropas das IDF também localizaram uma oficina utilizada para a produção de foguetes e lançadores e eliminaram mais de 50 terroristas em operações direcionadas”, destaca ainda o exército israelita.

    Segundo o Times of Israel, a 252ª Divisão têm estado a operar no extremo norte de Gaza e na área do Corredor de Netzarim. A atuação, segundo os militares, tem como objetivo expandir a zona tampão de Israel com Gaza.

  • Partido de Netanyahu diz que detenção de conselheiros são "investigações fabricadas"

    O Likud, partido liderado por Benjamin Netanyahu, diz que a detenção de dois conselheiros do primeiro-ministro de Israel são “investigações fabricadas” levadas a cabo pelos procuradores e pela Shin Bet para desenvolver “um golpe de estado através de mandados de detenção”.

    “A prisão de Yonatan Urich [um dos conselheiros] é um novo ponto baixo na tentativa política de derrubar um primeiro-ministro de direita e impedir a demissão do chefe fracassado do Shin Bet”, lê-se no comunicado citado pelo Times of Israel.

    As detenções surgem no mesmo dia em que Netanyahu anunciou Eli Sharvit como novo diretor do Shin Bet (a agência de serviços secretos internos do país), depois de uma demissão polémica.

  • Mais mil mortos em Gaza desde reatamento dos ataques

    Israel matou 1.001 pessoas na Faixa de Gaza desde que retomou as operações militares em 18 de março, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Saúde do Hamas.

    Nas últimas 48 horas, foram mortas 80 pessoas, disse o ministério num comunicado citado pela agência francesa AFP.

    Com as novas vítimas, o balanço da guerra entre Israel e o Hamas subiu para 50.357 mortos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, segundo o ministério.

  • Netanyahu terá sido notificado para responder aos polícias

    O primeiro-ministro israelita estará, segundo o Times of Israel, prestes a ser ouvido pelas autoridades depois de dois dos seus conselheiros terem sido detidos por suspeitas de estarem envolvidos no Qatargate.

    Benjamin Netanyahu estava, esta segunda-feira, a prestar depoimento no tribunal durante uma audiência do seu julgamento criminal por acusações de corrupção. Todavia, a audiência foi interrompida, para permitir que o primeiro-ministro falasse com a polícia, a propósito das recentes detenções de dois conselheiros.

    Esta manhã o primeiro-ministro foi convocado para prestar depoimentos, mas não como suspeito, ressalva o Times of Israel. Antes de Netanyahu abandonar o tribunal, já o seu advogado (e também advogado de um dos conselheiros detidos) tinha saído da sala.

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