Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Um acordo entre o Hamas e Israel permitirá a libertação de seis reféns no próximo sábado. Isto inclui dois israelitas que estiveram detidos por mais de uma década. Além disso, quatro corpos de reféns falecidos em cativeiro serão entregues a Israel já na quinta-feira. Segundo o Hamas, estarão nesta troca os corpos de Shiri Bibas, de nacionalidade argentina, e dos seus dois filhos, Ariel e Kfir, de 5 e 2 anos.
    • O Banco Mundial, as Nações Unidas e a União Europeia estimam que a reconstrução da Faixa de Gaza, após a recente guerra, custará mais de 50 mil milhões de euros ao longo de dez anos. Esta avaliação provisória prevê que sejam necessários cerca de 20 mil milhões de euros nos primeiros dois anos, com a maior fatia destinada à habitação.
    • Israel enfrenta acusações de ter violado o cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro, com mais de 266 infrações relatadas por fontes de segurança palestinianas. Estas violações alegadamente resultaram na morte de pelo menos 132 palestinianos e ferimentos em mais de 900 pessoas, tendo ocorrido principalmente no centro de Gaza.
    • O Qatar e a China expressaram posições sobre a situação de Gaza, sublinhando que qualquer decisão sobre o futuro do território deve ser liderada pelos palestinianos. Tanto o Qatar como a China rejeitaram a ideia de que Gaza se torne uma “moeda de troca” em negociações políticas e reiteraram a importância da autodeterminação palestiniana.

  • Encerramos por aqui o acompanhamento dos mais recentes desenvolvimentos no conflito no Médio Oriente ao longo das últimas 24 horas.

    Pode acompanhar nesta ligação as informações de quarta-feira.

    Obrigado por nos ter acompanhado.

  • Os dois presos mais antigos na Faixa de Gaza e os jovens do festival Supernova. Quem são os reféns que vão ser libertados este sábado?

    O Hamas acordou em libertar seis homens feitos reféns na Faixa de Gaza. Entre eles estão os dois prisioneiros vivos há mais tempo no enclave e três jovens raptados no Supernova, a 7 de outubro.

    Os dois presos mais antigos na Faixa de Gaza e os jovens do festival Supernova. Quem são os reféns que vão ser libertados este sábado?

  • Macron reage à entrega dos corpos da família Bibas

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu ao anúncio de que os corpos de Shiri Bibas e dos dois filhos, Ariel e Kfir, de 5 e 2 anos, vão ser entregues à família esta quinta-feira afirmando serem “os rostos de inocência e amor”.

    Numa publicação no X, acompanhada por uma fotografia dos três, avançou que França está “mobilizada pela libertação de todos os reféns, está ao lado de Yarden e da família Bibas. Em fraternidade universal.”

  • Líbano recupera 23 corpos na fronteira depois de retirada parcial israelita

    A Defesa Civil do Líbano anunciou hoje que recuperou 23 corpos em várias localidades fronteiriças, depois da retirada dos militares israelitas, no seguimento do acordo entre Israel e o movimento xiita Hezbollah.

    “As equipas de resgate da Direção-Geral de Defesa Civil, em plena coordenação com o Exército libanês, continuam com as buscas e as operações de reconhecimento nas zonas sob agressão israelita”, detalhou, em comunicado.

    Os corpos foram recuperados no distrito fronteiriço de Maryayun, no sul do país.

  • Família Bibas. Corpos serão entregues pelo Hamas na quinta-feira

    Os quatro corpos que serão entregues na quinta-feira incluem os de Shiri Bibas, de nacionalidade argentina, e dos seus dois filhos, Ariel e Kfir, de 5 e 2 anos.

    Kfir foi o refém mais jovem raptado em 7 de outubro, quando tinha apenas 9 meses de idade, no kibutz (comunidade) Nir Oz, a apenas 1,5 quilómetros da fronteira de Gaza.

    Em novembro de 2023, o braço armado do Hamas afirmou que os três tinham sido mortos em bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, o que Israel não pôde confirmar.

    O pai das crianças, o israelita Yarden Bibas, foi libertado com vida em 1 de fevereiro, após 16 meses de cativeiro.

  • Ayatollah iraniano promete que plano dos EUA para deslocar palestinianos de Gaza "não vai dar em nada"

    O ayatollah Ali Khameini, líder supremo do Irão, descartou os planos de Trump apoiados por Israel para deslocar os palestinianos para fora da Faixa de Gaza, reforçando que este plano não vai “dar em nada”.

    “Os planos americanos idiotas ou outros planos relativos a Gaza e à Palestina não vão dar em nada”, afirmou o líder iraniano durante uma reunião com o grupo militante Jihad Islâmica da Palestina.

    “Nenhum plano será concluído sem o consentimento da resistência e do povo de Gaza”, acrescentou o ayatollah.

  • Aeroporto de Beirute vai encerrar durante o funeral do antigo líder do Hezbollah

    O aeroporto internacional de Beirute vai encerrar por quatro horas durante o funeral de Hassan Nasrallah, ex-líder do Hezbollah morto num ataque aéreo israelita à capital libanesa a 27 de setembro de 2024. O funeral está marcado para este domingo.

    “O aeroporto será encerrado e as descolagens e aterragens serão interrompidas no dia 23 de fevereiro de 2025, a partir das 12h00 (10h00 em Portugal continental) até às 16h00 (14h00 em Portugal)”, lê-se no comunicado do aeroporto citado pelo The Guardian.

  • China rejeita que Gaza seja "moeda de troca" em negociações políticas

    O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, defendeu esta terça-feira que Gaza não seja transformada numa “moeda de troca” em negociações políticas, frisando ainda que o enclave e a Cisjordânia são “a terra natal do povo palestiniano”.

    “A situação no Médio Oriente continua tensa e frágil. Gaza e a Cisjordânia são a terra natal do povo palestiniano, não uma moeda de troca nas negociações políticas. A governação palestiniana pelos palestinianos é um princípio importante que deve ser seguido na governação pós-conflito”, afirmou Yi, numa intervenção perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

    “É vital defender a solução de dois Estados, pressionar por uma solução abrangente, justa e duradoura para a questão palestiniana e trazer paz e segurança duradouras ao Médio Oriente”, acrescentou o líder da diplomacia da China, país que detém este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança

  • Reconstrução de Gaza custará cerca de 50 mil milhões de euros, segundo Banco Mundial

    A reconstrução da faixa de Gaza depois dos danos causados pela guerra no enclave palestiniano custará mais de 50 mil milhões de euros, segundo uma estimativa conjunta do Banco Mundial, das Nações Unidas e da União Europeia.

    A Avaliação Provisória Rápida de Danos e Necessidades, feita conjuntamente pelo Banco Mundial e pelas Nações Unidas, estima que os custos se aproximarão dos 50,9 mil milhões de euros ao longo de dez anos, com 20 mil milhões necessários logo nos primeiros dois.

    A maior porção dos gastos, lê-se no relatório, seria na habitação, que custaria cerca de 14,5 mil milhões de dólares. A segunda maior fatia seria para os sectores da saúde e do comércio e indústria, ambos custando 6,6 milhões de euros.

  • Famílias foram informadas que reféns serão libertados neste sábado

    As famílias dos seis reféns foram informadas que os seus familiares deverão ser libertados pelo Hamas no sábado, informa o The Times of Israel.

    Segundo o jornal, as famílias de Omer Wenkert, Omer Shem Tov, Eliya Cohen, Tal Shoham, Avera Mengistu e Hisham al-Sayed foram informadas pelas autoridades israelitas que os seus entes queridos serão devolvidos a Israel, como parte do acordo de cessar-fogo com o Hamas.

  • Israel abate drone das próprias forças para evitar captura pelo Líbano

    As forças israelitas abateram um drone pertencente às próprias forças, segundo noticia o jornal israelita Haaretz.

    O abate foi feito devido a suspeitas de que estaria em mau-funcionamento, servindo assim o abate para não cair em território libanês, acrescenta o jornal.

  • Qatar defende que os palestinianos – e não estrangeiros – devem decidir futuro de Gaza

    O Qatar, que tem sido um importante mediador no conflito no Médio Oriente, afirma que os palestinianos – e não os estrangeiros – devem decidir o futuro do território após a guerra entre Israel e o Hamas.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Majed al-Ansari, disse numa conferência de imprensa em Doha que esta é “uma questão palestiniana”, depois de Israel ter insistido em remover o Hamas e os EUA se terem proposto assumir o controlo do território.

    “Do nosso ponto de vista, esta é uma questão palestiniana sobre o que acontece após este conflito”, diz Ansari. “É uma questão palestiniana, saber quem representa os palestinianos a título oficial e também os grupos políticos e os partidos na esfera política”, rematou.

  • Mais seis reféns vão ser libertados no sábado – há acordo entre Hamas e Israel

    Há acordo entre as autoridades israelitas e do Hamas para que este liberte seis reféns vivos já neste sábado, o dobro do previsto – são todos os reféns que se concordou libertar na primeira fase do cessar-fogo.

    Além disso, quatro corpos de reféns que morreram em cativeiro serão transferidos para Israel já nesta quinta-feira.

    O líder do Hamas em Gaza, Khalil Al Hayya, disse que os seis reféns vivos incluem dois israelitas, Avera Mengistu e Hisham al-Sayed, que estão detidos há mais de uma década.

    Al Hayya diz que a libertação estará condicionada ao cumprimento por parte de Israel da sua parte da primeira fase do acordo. Já Israel acrescentou que irá confirmar a identidade dos corpos libertados assim que forem definitivamente identificados.

  • Israel acusado de violar cessar-fogo 266 vezes

    Israel foi acusado, por fontes de segurança palestinianas, de violar 266 vezes o acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no dia 19 de janeiro. Entre as violações, que foram relatadas à Al Jazeera, estão o sobrevoar de drones em “várias áreas de Gaza fora das horas acordadas” e a entrada no centro de Rafah “com soldados, matando e ferindo pessoas”.

    As violações terão provocado a morte de pelo menos 132 palestinianos e ferido mais de 900. A maioria das infrações ocorreu no centro de Gaza (110), seguido de Rafah (com praticamente metade, 54).

  • Refém libertado tem alta hospitalar

    Or Levy, um dos reféns libertados pelo Hamas devido ao acordo de cessar-fogo, teve alta hospitalar após completar exames médicos.

    “Este é um grande momento para ele e para nós, mas ainda temos pela frente o processo de recuperação e a reabilitação”, disse a família, em comunicado citado pelo The Times of Israel.

    Or Levy, de 34 anos, foi libertado no passado dia 8 de fevereiro. Eynavm, a mulher de Or Levy, morreu no ataque de 7 de outubro de 2023 e o filho de ambos, agora com três anos, ficou ao cuidado dos avós (uma vez que o pai estava refém do Hamas).

    No comunicado, a família de Or Levy pediu ainda à imprensa e ao público que respeitassem a sua privacidade, dando-lhes “o sossego e o tempo necessários para recuperar e sarar”.

  • Líbano considerará uma ocupação qualquer presença israelita no seu território

    O Líbano disse que considerará uma ocupação qualquer presença israelita no seu território e que tem o direito de usar todos os meios para assegurar uma retirada de Israel, informou um porta-voz da Presidência libanesa, segundo o The Guardian.

    A reação do Líbano chega depois de as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla original) terem iniciado a retirada do Sul do Líbano, como estava estipulado no acordo de cessar-fogo, mas anunciado que permaneceriam em cinco pontos estratégicos.

  • Israel vai começar a negociar a segunda fase do cessar-fogo em Gaza, diz ministro

    O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, disse hoje que Israel vai começar a negociar a segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza.

    Segundo a agência Reuters, o governante lembrou que Israel exige a desmilitarização total dessa região.

    As negociações para a segunda fase do acordo deveriam decorrer ainda antes do fim da primeira fase, a 2 de março, mas o Qatar tem vindo a dizer que ainda não começaram oficialmente.

  • Israel diz que vai agir contra "qualquer violação" do cessar-fogo no Líbano

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o exército israelita vai “agir coercivamente e sem compromissos” contra qualquer violação do cessar-fogo no Líbano por parte do Hezbollah. As forças israelitas iniciaram a retirada do Sul do Líbano, mas permanecem em cinco pontos estratégicos.

    “A partir de hoje, as Forças de Defesa de Israel permanecerão numa zona-tampão no Líbano em cinco pontos estratégicos e continuarão a agir coercivamente e sem compromissos contra qualquer violação [do cessar-fogo]”, afirmou o governante israelita, segundo o The Times of Israel.

    “O Hezbollah deve retirar-se totalmente para além da linha do rio Litani e o exército libanês deve desarmar essa linha, sob a supervisão do mecanismo estabelecido sob a liderança dos EUA”, acrescentou Katz.

  • Antigo ministro israelita acusa Egito de envolvimento no ataque de 7 de outubro

    O antigo ministro israelita Ben-Gvir, que deixou o governo israelita devido ao acordo de cessar-fogo, acusou o Egito de envolvimento no ataque de 7 de outubro de 2023 e disse que o governo desse país deve “explicações” a Israel acerca de como o Hamas recebeu armas.

    “Eles [o Egito] têm um papel no que aconteceu a 7 de outubro. Provavelmente houve uma parceria [com o Hamas] ou, no mínimo, uma cegueira voluntária”, afirmou Ben-Gvir em declarações a uma rádio estatal israelita, segundo a Al Jazeera.

    Até ao momento, o Egito ainda não reagiu às acusações.

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