Momentos-chave
- Ventura volta a pedir uma "oportunidade: "O que perdem em arriscar uma vez?"
- Ventura convida Mendes e Cotrim a dizer "que se lixe Montenegro" e lança desafio sobre segunda volta
- Ventura apela ao voto: "Se nos dão 24% é porque já estamos nos 30% provavelmente"
- DJ Seguro dá música em Braga a tentar "uma coligação com os jovens"
- Jorge Pinto volta a defender-se: prefere "mil vezes ser conhecido pela honestidade do que por abafar um caso de assédio"
- Rui Tavares tenta fazer contenção de danos: "Respeitamos os cálculos, mas quem vota no Jorge Pinto vota na festa da República"
- António Filipe sobre Jorge Pinto: "Mais do que nunca a minha candidatura faz todo o sentido"
- Jorge Pinto desdiz-se: nega ter apelado ao voto em Seguro e garante que quer que votem nele
- Jorge Pinto envia carta aos militantes. Leia aqui o documento na íntegra
- Paulo Raimundo pede a quem ainda não decidiu o voto que olhe para António Filipe. "Percam a indecisão de uma vez por todas"
- Ventura considera entrada de Cavaco na campanha uma "muito boa prenda" para si
- Ventura responde a Gouveia e Melo: "Porque é que alguém que até funções militares não recebe e alguém que não teve recebe?"
- Cotrim: "A essa campanha suja não vou responder nem com medo nem com vitimização”
- Tracking Poll CNN. Seguro continua na frente a 24 horas do fim da campanha
- Mariana Leitão: "Não há nenhuma queixa, relato ou denúncia sobre o João Cotrim de Figueiredo"
- Roast a Cotrim com humoristas transformou-se num jantar-comício clássico
- Ex-presidente da IL Rui Rocha garante que nunca recebeu qualquer queixa contra Cotrim
- Mendes: "Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso país"
- Seguro toma "boa nota" das declarações de Jorge Pinto: "Todos os votos que chegarem até às 19h de domingo vêm a tempo"
- Cavaco Silva garante que Mendes "será independente" e "exigente com o Governo"
- Pedro Duarte: "Voto não está fixo nem cativo. Temos razões para confiar na sensatez do povo"
- Rui Moreira: "País precisa de se reformar, sem rasgar Constituição ou destruir o que temos"
- Jorge Pinto incentiva eleitores a pensar no "bom resultado para o país" e abre portas para um voto em Seguro
- Ventura após reação de Gouveia e Melo: "Dia 18 os portugueses escolherão se querem ou não um candidato que vá honrar os antigos combatentes"
- Carneiro: "Quero apelar a uma grande maioria que quer viver numa sociedade decente para que vote em Seguro"
- Seguro em contra-relógio e com ironia para almirante: "Ainda tem um dia para apresentar uma proposta para o país"
- Cotrim explode contra os jornalistas: “Assassinato de carácter brutal”
- Ventura deixa "compromisso de vida" em dia de aniversário: "Não vou desistir até que esta mudança aconteça"
- Ventura critica "canalhice" aos emigrantes e diz que serão eles a dar "vitória na segunda volta"
- Ventura presenteado com casaco do Exército: "É um sinal que serei Comandante Supremo das Forças Armadas"
- Cotrim aponta dedo à comunicação social: "Vocês têm noção do que fizeram à minha vida?"
- O comunicado na íntegra da antiga assessora da IL que acusa Cotrim de assédio
- Jorge Pinto descarta candidatura à liderança do Livre. E se ficar abaixo de 4% nas presidenciais assume "derrota pessoal"
- Seguro sobre Montenegro e os extremos: "Alguém tem de contribuir para manter relação institucional positiva"
- Mendes: carta de Cotrim é "exibicionismo e número para desviar as atenções dos problemas em que está envolvido"
- António Filipe distribui cravos por Almada e alerta eleitores que "não se assina contratos de seguro sem ler as letras pequeninas"
- Iniciativa Liberal nega existência de "queixa interna". "Completamente falso"
- Cotrim continua a negar que soubesse da alegação de assédio. E entrega hoje queixa em tribunal
- Ex-assessora da IL diz que tem sido alvo de "ameaças e tentativas de intimidação"
- Ex-assessora da IL diz que denúncia de assédio foi reportada "em sede interna no decurso de 2023" e revela que tem sido ameaçada
- No penúltimo dia de campanha, maioria dos candidatos andará pelo Norte
Histórico de atualizações
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Mariana Leitão: "Não há nenhuma queixa, relato ou denúncia sobre o João Cotrim de Figueiredo"
A líder da IL disse esta noite no seu discurso que “não há nenhuma queixa relato ou denuncia sobre o João Cotrim de Figueiredo”.
E denunciou “manobras baixas e movimentações nas sombras que procuram manter Portugal refém dos interesses instalados dos instalados de sempre.”
Depois, Mariana Leitão prosseguiu o ataque aos jornalistas iniciado esta tarde pelo candidato João Cotrim de Figueiredo: “É lamentável que a política tenha chegado a este ponto. E que a comunicação social se tenha demitido de fazer o seu trabalho mais básico ao ponto em que a calúnia fácil sobre matérias graves sem denúncias ou provas passa a ser dada como facto consumado”.
“Quem leva informações às pessoas tem a responsabilidade de escrutinar factos e não disseminar mentiras. A desinformação disfarçada de informação também deve ser questionada”, disse. “Não vale tudo”, insistiu, sendo aplaudida pelos presentes.
Sobre as eleições presidenciais, a líder da IL afirmou que a escolha é entre Seguro e Cotrim e apelou ao voto no ex-presidente do seu partido, pela “ambição de um Portugal que não desmoraliza”.
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Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.
Siga o último dia de campanha das presidenciais neste novo liveblog.
Arranca o último dia de campanha. Maioria dos candidatos termina o dia em Lisboa
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Ventura volta a pedir uma "oportunidade: "O que perdem em arriscar uma vez?"
“Escolher um candidato fora do sistema traz sempre riscos, mas PS e PSD falharam estes anos todos. Digo sempre: o que perdem em arriscar uma vez e em dar-me uma oportunidade?”, questiona Ventura, frisando que não dá para “mudar entre PS e PSD e ficarmo-nos a queixar no sofá”.
Ventura diz que “não é contra ninguém”, mas nota que se “deixou entrar toda a gente sem controlo e os jovens estão-se a ir embora”, para dizer que “os melhores estão a ir embora e que Portugal está a importar o terceiro mundo”.
“Há anos que precisamos que alguém faça diferente. Dia 18 podemos dar o primeiro passo para essa mudança”, afirma, frisando que “nunca estivemos tão perto”.
Ventura sublinha que “estar em primeiro não deve ser uma medalha, deve ser uma responsabilidade: pôr Portugal na ordem”. “Quero um país em que portugueses estejam em primeiro lugar”, reitera, reforçando que o país continuará a ser cristão.
“Nunca atacámos minorias, queremos é que cumpram regras como todos em Portugal. E, sim, quero um país que reveja a política de subsídios e isto tira votos e gera rejeição.”
“Se D. Afonso Henriques me estiver a ver agora gostava que sentisse que nós somos outra vez esse espírito de viver ou morrer, mas que é esse espírito que está em primeiro lugar.”
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Ventura convida Mendes e Cotrim a dizer "que se lixe Montenegro" e lança desafio sobre segunda volta
André Ventura considera que, na campanha, “enquanto falava de combate à corrupção” os “adversários falavam de picardias”, que enquanto falava de Saúde “queriam falar da segunda volta”.
“Hoje a preocupação foi eu ter vestido camuflado. Se foi a mim que mo entregaram é porque sou o único em que eles confiam”, aponta.
“Eleições não valem pelo ego. Devíamos estar a falar do país”, alerta ainda. “Há adversários que estão nestas eleições para agradar a Luís Montenegro, eu estou aqui para agradar aos portugueses”, garante Ventura.
“Eu convidava Mendes e Cotrim a fazer isto: que se lixe Montenegro, eu quero o povo português. No domingo não vai ser dobre Montenegro, José Luís Carneiro”.
E prossegue: “Se estamos na eleição errada e estamos 10 pontos à frente, imaginem se estivéssemos na eleição que acham certa.”
Fala agora sobre “outros dois tipos de discurso” que dizem que “votar em Ventura é um perigo, o regresso do fascismo” e alerta: “Ninguém está preocupado com nenhum regresso ao passado, estão preocupados em manter distribuição de tachos. Governo diz que é um perigo para estabilidade política, não, é um perigo para o gamanço”.
“Se passar um socialista à segunda volta, aqueles que andaram a dizer que temos de acabar com socialismo, liberais e sociais-democratas, queremos mesmo ver…” Sugere que se não o apoiarem “afinal, são tão iguais como os outros todos” — “Esta eleição não é repetição de 1976, é os que querem manter o sistema como ele está e os que querem romper o sistema.”
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Ventura apela ao voto: "Se nos dão 24% é porque já estamos nos 30% provavelmente"
André Ventura discursa agora em Coimbra e diz que o Chega é o “maior movimento que Portugal conheceu na sua história” e o “maior movimento de transformação de Portugal nas últimas décadas”.
“Começámos em quinto lugar e acabámos em primeiro lugar”, diz Ventura com base em sondagens, recordando que a campanha começou por perguntar aos portugueses e partidos “se era isso que queríamos”. “Tínhamos dúvidas e passados três meses podemos dizer que tomámos a decisão correta e que vamos vencer no domingo as eleições presidenciais.”
Ventura diz que “os adversários andam loucos” e prossegue para dizer que grito de vitória se vai ouvir domingo vai-se ouvir em Lisboa, em Bruxelas e no país inteiro”
“Não basta ganhar sondagem, temos mesmo que ganhar e para isso no domingo é preciso votar. Se nos dão 24% é porque já estamos nos 30% provavelmente”, atira Ventura, pedindo que não se desista por um “segundo” até à 00h de amanha porque “nunca estivemos tão perto da mudança acontecer”.
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DJ Seguro dá música em Braga a tentar "uma coligação com os jovens"
O candidato presidencial António José Seguro esteve esta noite no café-concerto RUM, em Braga, onde lançou quatro músicas, numa espécie de teste a sua capacidade de animar a pista. No fim disse sentir “esperança de novo a crescer” e propôs uma “coligação com os jovens portugueses”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
Não fez grandes discurso, até porque quando subiu ao palco ouviu-se o Macarena e o candidato não quis arriscar a coreografia. Voltou ao microfone para dizer que era “muito fixe estar ali” e seguiu para a mesa do DJ.
Passou o” Y.M.C.A.” dos Village People, “A Minha Casinha”, dos Xutos & Pontapés, o “Chiclete”, dos Táxi, e, para a despedida, “Daddy Cool”, de Boney M.. No fim ainda circulou pela pista para selfies com os jovens que enchiam o bar.
Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador.
Saiu a dizer que o momento “prova claramente” que “tem o apoio crescente dos jovens” e que quer “ser o Presidente dos novos tempos”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Jorge Pinto volta a defender-se: prefere "mil vezes ser conhecido pela honestidade do que por abafar um caso de assédio"
Depois de Rui Tavares, é Jorge Pinto quem fala (antes de encerrar o penúltimo dia de campanha). Começou por ir direto ao assunto, afirmando ter ficado “surpreendido” com o impacto das suas palavras.
“Respeito quem vota por medo. Disse uma coisa tão simples quanto esta. Respeitamos os portugueses e a sua inteligência. E dia 19 vou precisar de quem votou nesta candidatura e também de quem não votou por medo”, continuou, questionando depois porque é que esta posição não é óbvia.
“Não é óbvio porquê? Porque não dizemos o que as agências de comunicação querem? Porque não usamos o discurso redondo pastoso dos outros candidatos?”, disse, levando a sala a aplaudir.
E foi a partir daqui que o candidato a Belém elevou os ânimos e fez os seus apoiantes levantarem-se desdobrando-se em aplausos e gritos de apoio.
Afirmando ter sido, apenas honesto, Jorge Pinto deixou claro que prefere “mil vezes ser conhecido pela honestidade do que por ser racista”.
“Mil vezes ser conhecido pela honestidade do que ter dúvidas em dizer que, numa 2.ª volta, estarei sempre com outro candidato do que com um candidato de direita. Mil vezes ser conhecido pela honestidade do que dizer ser liberal e andar aos abraços com fascistas. Mil vezes ser conhecido pela honestidade do que tentar abafa um caso de assédio e atacar os jornalistas.”
“Estou aqui pela honestidade e para ficar. Portugal é demasiado importante para o deixarmos nas mãos dos outros”, rematou.
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Rui Tavares tenta fazer contenção de danos: "Respeitamos os cálculos, mas quem vota no Jorge Pinto vota na festa da República"
Depois da polémica de Jorge Pinto, Rui Tavares pegar agora no microfone na tentativa de fazer contenção de danos.
“Ao votar no domingo, as pessoas podem estar, analisando a situação política, preocupadas com a 2.ª volta”, reconheceu.
E logo apoiou (e tentou explicar) a posição assumida por Jorge Pinto: “Às vezes, dizer o mais simples e óbvio… Ao fazer isso, o Jorge está a garantir-nos o melhor candidato na 1.ª volta. E a garantir que temos na 2.ª volta alguém que respeita a Constituição”.
E “nós respeitamos os cálculos”, garantiu. Mas “quem vota no Jorge Pinto vota na festa da República, não num funeral. E vota com enorme alegria.”
Rui Tavares, co-porta-voz do Livre, aproveitou ainda para lançar um apelo final aos militantes: “São convocados a seguir o exemplo do nosso candidato e a dizer ‘Presente’. Quem não luta por uma República acaba por perdê-la.”
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António Filipe sobre Jorge Pinto: "Mais do que nunca a minha candidatura faz todo o sentido"
Acabado de chegar a Braga para a última ação de campanha do dia, António Filipe foi confrontado com as declarações em que Jorge Pinto apela a um voto “que seja bom para o país”, abrindo a porta para que os seus eleitores possam votar em António José Seguro. Numa curta reação (e ainda antes do adversário ter dado um passo atrás e ter garantido que não estava a apelar ao voto noutra pessoa), o comunista disse que a atitude do deputado do Livre “só reforça a importância” da sua candidatura.
“Eu também acho que os cidadãos devem votar livremente, devem votar por convicção, e sem constrangimentos”, concordou, rematando que os eleitores “devem votar na candidatura de esquerda” que protagoniza. “Acho que mais do que nunca a minha candidatura faz todo o sentido e só reforça a sua importância”, concluiu.
E se Jorge Pinto garantia que estava a pensar no bem do país, António Filipe sublinhou que é por isso mesmo que está nestas eleições. “O futuro do país nunca está posto em causa, o país não vai ao fundo de maneira nenhuma e os portugueses terão força suficiente para defender a democracia”, avisou o candidato.
“Acho que para reforçar a democracia é preciso reforçar a minha candidatura”, explicou, dizendo também que “apesar de soprarem ventos adversos” e dos avanços da extrema direita, “da boçalidade, da intolerância e do ódio”, os portugueses vão saber responder nas urnas.
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Catarina Martins fala em casos de mulheres que se afastam da política porque “os ataques são demais”
Catarina Martins organiza esta noite uma sessão pública no histórico Café Viana em Braga, onde responde a questões de apoiantes.
A euroseputada do BE criticou a forma se fez campanha ao longo das últimas semanas, dizendo que há muitos projetos que separam o “nós e eles”. Essa divisão, diz Catarina, é entre “a elite do privilégio e a enorme maioria que trabalha”.
A candidata assinalou que é “muito bom” conversar em cafés, como o Café Viana, quando os centros da cidade “estão cheios de turistas”. Contou como em Braga se mantém uma vigília semanal pela Palestina há mais de dois anos. “Não somos papel de cenário, somos democracia viva”, assegurou, falando sobre um “enorme movimento europeu para que a UE deixe de financiar o genocídio palestiniano” lançado recentemente.
Depois, fala sobre o papel das mulheres na política e que conhece outras mulheres que se afastam de posições com maior visbilidade porque “o discurso de ódio e os ataques são demais”. Sobre os direitos das mulheres afirma: “Cada voto em mim no domingo significa nós não andamos para trás.”
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Jorge Pinto desdiz-se: nega ter apelado ao voto em Seguro e garante que quer que votem nele
Confrontado com a carta enviada aos militantes e com as palavras que proferiu na arruada desta tarde, Jorge Pinto volta agora atrás na sua declaração. Afinal, o candidato a Belém garante que continua na corrida e que os eleitores devem mesmo votar nele.
“Aquilo que disse e que me parece, até, uma lapalissada, é dizer que ninguém é dono dos votos de ninguém. O voto útil seria na minha candidatura. Ou acha que eu estou nesta candidatura para pedir às pessoas para não votarem em mim? É evidente que não”, disse, recusando ter sido um apelo ao voto noutro candidato.
“Que isto seja um assunto, perdoem-me, é uma surpresa até para mim, eu dizer uma coisa que é tão óbvia, se calhar é excesso de transparência da minha parte, é excesso de honestidade, seja, mas eu estou na política também para isto”, rematou.
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Jorge Pinto envia carta aos militantes. Leia aqui o documento na íntegra
Às 21 horas, no início do comício, os militantes do Livre receberam, no seu email, uma carta escrita e assinada por Jorge Pinto. No documento, o candidato sugere aos eleitores que “votem livremente” no nome que consideram que pode dar “mais garantias de defesa da Constituição”.
Em nenhum momento o candidato apela ao voto em si.
Leia aqui a carta na íntegra.
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Três fora, cinco na luta. Agora aguenta coração
Nesta Vichyssoise Presidenciais 2026, o Observador faz o balanço possível de uma campanha eleitoral que teve direito a tudo. Conspiração, combate, surpresas e muito, muito nervosismo.
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Paulo Raimundo pede a quem ainda não decidiu o voto que olhe para António Filipe. "Percam a indecisão de uma vez por todas"
Depois das iniciativas do último fim-de-semana, o secretário-geral da CDU esteve mais uma vez com o candidato António Filipe na campanha presidencial, desta vez na tradicional arruada na rua de Santa Catarina, no Porto. Ao final da tarde, distribuíram cravos pelos eleitores com que se cruzaram, enquanto eram acompanhados por cerca de um centena de apoiantes.
Aos jornalistas (pela primeira vez nesta campanha), Paulo Raimundo deixou rasgados elogios ao candidato. “É uma pessoa conhecida, experimentada, com traquejo, conhecedora e uma pessoa séria, muito séria, que está empenhada, do ponto de vista pessoal também, para mudar a vida daqueles que trabalham, daqueles que põem o país a criar uma riqueza, daqueles que põem o país a funcionar todos os dias, daqueles que trabalharam a vida inteira, em particular os jovens”, referiu.
O líder comunista sublinha que “é um orgulho” estar ao lado do António Filipe, e pede aos eleitores que vejam para lá das “chantagens” e “pressões”, e se foquem “nos seus próprios interesses”. Deixa por isso um apelo a quem ainda não decidiu o voto: “Aqueles que estão indecisos percam a indecisão de uma vez por todas e votem pelas suas vidas, e para votarem (3:24) pelas suas vidas têm de votar António Filipe”.
Paulo Raimundo considerou um “não assunto” a presença do primeiro-ministro na campanha de Luís Marques Mendes — “É para o lado que eu durmo melhor”, disse o comunista –, mostrando-se mais preocupado com as declarações em que Montenegro disse que o caos no SNS não passava de uma percepção, com a intenção de avançar com o pacote laboral e o “seu compromisso com o negócio da habitação”.
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“Seguro é sono e Ventura é pesadelo.” Cotrim apela ao voto para ir à segunda volta
João Cotrim de Figueiredo apontou António José Seguro e André Ventura como os principais adversários na luta pelo lugar na segunda volta: “Seguro é sono e Ventura é pesadelo”.
O candidato Liberal pediu aos indecisos para não ficarem em casa: “Não peço um voto por fidelidade partidária. Peço um voto consciente e responsável. Que abra caminho a uma segunda volta com verdadeira escolha. Peço um voto de coragem”.
O eurodeputado diz que está pronto para ser Presidente da Repúblicam liderar Portugal nos próximos cinco anos e fazer história.
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Ventura considera entrada de Cavaco na campanha uma "muito boa prenda" para si
André Ventura considera que a entrada de Cavaco Silva na campanha de Marques Mendes foi uma “muito boa prenda”.
“Todas as campanhas onde o professor Cavaco Silva entra geralmente nós vencemos, portanto é muito bom sinal, é sinal que agora vou vencer de certeza.”
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Ventura responde a Gouveia e Melo: "Porque é que alguém que até funções militares não recebe e alguém que não teve recebe?"
André Ventura recorda que o casaco do Exército lhe foi oferecido,
“Quem me ofereceu o camuflado foram os antigos combatentes, foram as Forças Armadas portuguesas e os espoliados do Ultramar, por alguma razão me ofereceram a mim e não a Gouveia e Melo, é sinal que sabem que sou o único candidato que lhes vai devolver a dignidade e fazer um ajuste de contas com uma história que os esqueceu e o único candidato patriota.”
“Porque é que alguém que até funções militares não recebe e alguém que não teve recebe?”, questiona, frisando que “não fui à tropa porque estava a estudar como milhões de portugueses”.
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Cotrim: "A essa campanha suja não vou responder nem com medo nem com vitimização”
João Cotrim de Figueiredo começou esta noite o seu discurso em Matosinhos assim: “Há por aí quem ache que me consegue parar. Aqui estou, pronto para fazer história, juntos”.
Depois agradeceu “apoio pessoal” e “exemplo coragem” de Mariana Leitão.
O candidato disse que o sucesso da sua campanha “incomodou muita gente” e “assustou muitos interesses”, criticando “quem acusa sem provar”.
“A essa campanha suja não vou responder nem com medo nem com vitimização”, declarou.
Voltou às críticas à comunicação social, que disse estar “entretida” com outras coisas e não terá dado a relevância que o candidato acharia correta ao vídeo de apoio do primeiro-ministro dos Países Baixos à sua candidatura: “Mesmo que a comunicação social portuguesa não perceba a importância, tenho muito orgulho neste apoio”.
“Não se deixem distrair, nem enganar. Quem acha que me vai destruir, bem podem tentar, não vão conseguir”
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Tracking Poll CNN. Seguro continua na frente a 24 horas do fim da campanha
No penúltimo dia de campanha, é António José Seguro quem lidera a sondagem diária da Pitagórica para a CNN Portugal/TVI/JN/TSF. O candidato presidencial apoiado pelo PS tem estado à frente deste inquérito ao longo da segunda semana de campanha, e André Ventura permanece no segundo lugar.
O terceiro lugar continua a pertencer a João Cotrim de Figueiredo, que tem visto um ligeiro decréscimo da percentagem de intenções de voto na sua candidatura desde o início desta semana — apesar de agora registar um aumento comparativamente aos números divulgados ontem. Henrique Gouveia e Melo continua em quarto e à frente de Luís Marques Mendes, mas ainda em empate técnico e sem hipóteses de chegar à segunda volta de acordo com este inquérito.
À esquerda de Seguro, a ordem mantém-se inalterada, com Catarina Martins ainda à frente do pelotão, seguida por António Filipe, Jorge Pinto e Manuel João Vieira.
- António José Seguro – 24,2%
- André Ventura – 22,9%
- João Cotrim de Figueiredo – 21,1%
- Henrique Gouveia e Melo – 13,4%
- Luís Marques Mendes –12,6%
- Catarina Martins –1,8%
- António Filipe – 1,6%
- Jorge Pinto – 1,3%
- Manuel João Vieira – 1,0%
Para os resultados conhecidos esta quarta-feira, foi recolhida uma amostra de 903 entrevistas durante os dias 12, 13 e 14 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±3,3%.
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Gouveia e Melo diz que Ventura "não merece andar fardado" e também sugere aproveitamento de Seguro, "que só fez a instrução"
Henrique Gouveia e Melo voltou a atacar André Ventura por ter vestido uma parte de farda militar num encontro com ex-combatentes. “Hoje assisti a uma coisa que me deixou profundamente chocado, que foi ver um candidato que não foi militar, que não fez Serviço Militar, que não se ofereceu para as Forças Armadas a utilizar uma peça uniforme. É indigno“, disse.
Num comício na Alfândega do Porto falou diretamente para André Ventura: “Não vale tudo. Quando o vi assim, lembrei-me de uma coisa do género, que foi a falta de respeito aos bombeiros. Quando havia incêndios há 12 dias esse candidato apareceu depois para fazer um filme com um raminho a apagar um foguinho. É indigno, senhor candidato. Os bombeiros não gostaram de ver e eu também não”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Gouveia e Melo diz ainda ao líder do Chega: “O senhor não merece andar fardado. Não ande fardado por favor. Não ande a fazer desse tipo de coisas.”
O almirante, aí já numa referência a António José Seguro, diz que não gostou de ver um candidato a pedir para fazer filmagens numa instalação militar, quando no passado se limitou a “fazer instrução” e depois foi “para o gabinete de um ministro” cumprir o período do Serviço Militar Obrigatório. Gouveia e Melo referia-se a uma notícia do 24 Horas que deu conta que António José Seguro se teria escapado a passar mais tempo na tropa porque foi requisitado como assessor por um ministro de Cavaco Silva.
Quanto a Cotrim, Gouveia e Melo repetiu que também não gosta de “pessoas vaidosas, exibicionistas, que nunca fizeram Serviço Voluntário Obrigatório. Que podiam ter-se oferecido como voluntários à nação.”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
O almirante também alertou que uma segunda volta entre Seguro e Ventura pode levar a esquerda e a direita a acordarem com um Presidente que não querem. “A esquerda pode correr o risco de acabar com o Presidente da extrema-direita”, diz o almirante. E diz também que “a direita pode acabar por inutilidade do seu voto com um Presidente da esquerda.”
No fim garante aos indecisos: “Sou equilibrado, moderado, honesto e estou aqui para vos servir até à morte, se assim for necessário”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR