Histórico de atualizações
  • Surpresa no Porto: Rui Rio é o mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo

    Momento-surpresa: Rui Rio é o mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo. O almirante Gouveia e Melo está neste momento a fazer o seu primeiro evento público na Alfândega no Porto, após a apresentação de quinta-feira em Lisboa.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog dedicado à atualidade política nacional.

    Poderá continuar a acompanhar o tema neste outro artigo em direto, que vai concentrar todas as notícias mais relevantes deste domingo.

    Montenegro tem formação de Governo “em curso” e está preparado para prova de 4 anos

  • Carlos Guimarães Pinto diz que saída de Ruí Rocha mostra "desapego que caracteriza os liberais". Rodrigo Saraiva destaca "abnegação"

    Duas das caras mais conhecidas da Iniciativa Liberal também já reagiram nas redes sociais face à saída de Rui Rocha.

    Antigo presidente dos liberais e atual deputado pelo partido à Assembleia da República, Carlos Guimarães Pinto escreve no X que Rui Rocha “cumpriu com dignidade a sua missão como presidente, num contexto político exigente e em circunstâncias pessoais particularmente difíceis”.

    “A sua saída revela o nível de exigência, responsabilidade e desapego que caracteriza os liberais”, continua, para depois deixar agradecimentos não só ao líder demissionário, como à sua família, “pelos sacrifícios que fez para que o Rui pudesse dedicar-se ao cargo com a intensidade e a entrega com que o fez”.

    Outra reação partiu do ex-líder parlamentar da Iniciativa Liberal e também ele representante do partido em São Bento, Rodrigo Saraiva.

    “Do dia em que aceitou ser candidato a deputado por Braga até ao dia hoje, uma palavra demonstra o carácter do Rui Rocha: abnegação. Entre outras qualidades ainda há muito caminho para andar. Lá estaremos em São Bento”, escreveu.

  • Rui Rocha: "O sucessor já deve estar escolhido"

    Miguel Pinheiro acredita que o líder da IL se demitiu duas semanas após as eleições para o partido ter tempo de escolher o sucessor. Diz que os liberais têm de encontrar um “projeto mobilizador”.

    Rui Rocha: “O sucessor já deve estar escolhido”

  • A demissão "surpresa" de Rui Rocha de líder da Iniciativa Liberal

    Depois de dois anos e meio como Presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha demite-se hoje da liderança do partido e fala num “novo ciclo político”. Ouça aqui os comentários à saída de Rui Rocha.

    A demissão “surpresa” de Rui Rocha de líder da Iniciativa Liberal

  • Almirante diz que será "Presidente imune às intrigas partidárias"

    Gouveia e Melo volta a atirar a Marques Mendes, tal como tinha feito em Lisboa, ao prometer que é um “Presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática de “bota-abaixo” e da crítica e comentário inconsequente”.

  • Gouveia e Melo atira-se aos políticos: "A política não é um clube fechado onde só se entra por convite e não está refém de qualquer casta"

    Gouveia e Melo diz que o País tem de se “libertar de ‘velhos do Restelo’ e de fantasmas do passado”. O almirante quis ainda aproveitar a “oportunidade” para chamara atenção para “uma reação corporativa e profundamente antidemocrática, que tenho vindo a assistir nos últimos tempos.”

    Essa, denuncia, é “uma reação de uma determinada franja da sociedade instalada. Se por um lado são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade; por outro atacam ferozmente qualquer cidadão que atente imiscuir-se na definição política que eles próprios criaram.” E acrescenta: “A política não é um clube fechado onde só se entra por convite, muito menos poderá estar refém de qualquer casta. A democracia não é isso!”

  • Gouveia e Melo diz que "economia é o maior desafio dos nossos tempos"

    Henrique Gouveia e Melo diz que é necessário “respeitar e dignificar o papel do Estado é fundamental para se reconstruir a confiança dos portugueses nas instituições”.

    O almirante elege ainda como “maior desafio dos nossos tempos a economia”. Segundo Gouveia e Melo, “sem uma economia pujante, competitiva, não podemos distribuir prosperidade nem manter o Estado Social que tanto nos custou a conquistar.”

    O antigo Chefe do Estado-Maior da Armada lembra que hoje o País vive “um grave problema com a habitação” e que “as famílias lutam de novo por habitação digna, sem que consigam respostas para os seus anseios.” Além disso, adverte, “os salários parecem ser cada vez mais curtos e tendem a não chegar ao fim do mês.”

  • Gouveia e Melo diz que é preciso "voltara a acreditar no Estado"

    Depois do momento alto da noite — a apresentação de Rui Rio como mandatário nacional — Henrique Gouveia e Melo começou o discurso a dizer que está “num momento de partilha e união”, numa “sala cheia de esperança”.

    Gouveia e Melo diz que é preciso “valorizar quem serve o país: médicos, enfermeiros, professores, militares e polícias. Pessoas que nem sempre são tratadas com o respeito e a dignidade que merecem”.

    O almirante diz que é preciso “voltar a acreditar no Estado, de reconhecer seu papel crucial na Saúde, na Educação, na Justiça, na Segurança”. Porém, “um Estado melhor não deve ser impeditivo da livre iniciativa”.

  • Rio termina discurso de 23 minutos a dizer que Gouveia e Melo é "candidato disposto a não se calar"

    Rui Rio agradece depois a Gouveia e Melo a oportunidade de ajudar a “contribuir na construção de um Portugal melhor”.

    Cita depois Francisco Sá Carneiro e Mário Soares, na linha do centrismo que Gouveia e Melo quer representar. Rio diz que Gouveia e Melo é “um candidato disposto a não se calar e a não desistir de lutar pelo Portugal que queremos e merecemos”. Termina a dizer que o almirante vai “erguer mais alto o orgulho nacional”.

  • Rio diz que Presidente não governa "mas pode exigir"

    O antigo líder do PSD diz que, como disse Gouveia e Melo (na apresentação de Lisboa), “o Presidente não governa”, mas lembra que o Chefe de Estado tem “uma representatividade democrática reforçada, que lhe confere uma força e um poder que podem influenciar decisivamente o curso da vida nacional”.

    Rio diz que “o Presidente não governa, mas pode interpelar e exigir para a defesa do interesse do povo”. O ex-líder do PSD acredita que o almirante é o Chefe de Estado ideal porque é “independente dos interesses corporativos dominantes e capaz de incentivar as ruturas indispensáveis à reposição da qualidade da nossa democracia e ao esvaziamento do populismo que degrada”

  • Rio atira farpas a Marcelo em crítica a quem faz "comentário avulso" e faz de conversa com os jornais "modo de vida"

    Rui Rio atira ainda a Marcelo (e a Marques Mendes) para dizer que Portugal precisa de um Presidente da República que não se perca
    comentário avulso e conjuntural, em detrimento do que verdadeiramente nobre e estruturante.”

    Por outro lado, diz ser preciso “um Presidente que não se feche no Palácio de Belém e aproveite a comunicação social para falar com os portugueses, mas que não caia na tentação de fazer dela um modo de vida.” Aqui em mais uma indireta a Marcelo.

    O ex-líder do PSD diz ser necessário “um Presidente com dimensão e sentido de Estado, condições essenciais para um exercício pleno das suas funções para ser o verdadeiro guardião do regular funcionamento das instituições democráticas, árbitro e moderador entre poderes.” E, portanto, “a entidade de último recurso da vida nacional porque reconhecidamente livre, isento e independente.”

  • Rio diz que tem "convergência de pensamento" com Gouveia e Melo, a quem elogia "sobriedade, coragem e frontalidade"

    Rui Rio diz que aceitou ser mandatário nacional de Gouveia e Melo porque reconhece “nesta candidatura uma convergência de pensamento, relativamente à situação do Pais e às ações concretas que urge implementar.” Além disso, continua, sente que “o candidato tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.”

    Rio vê ainda em Gouveia e Melo “a sobriedade, a coragem e a frontalidade, que quero que caracterizem o nosso Presidente da
    República.”

  • Rio leva o seu cavalo de batalha para a candidatura de Gouveia e Melo: "País não pode continuar a adiar uma profunda reforma da Justiça"

    Para o social-democrata, que em tempos propôs um “banho de ética”, “a ideia de que a ética e os princípios são hoje muitas vezes substituídos pela corrupção, pelo amiguismo e pelo tráfico de influências, tem vindo a generalizar-se na nossa sociedade e tem também contribuído de forma preocupante para o referido desencanto.”

    Rio diz que “um democrata não se pode manter passivo perante esta evolução e muito menos se pode conformar com a sua inevitabilidade”. E que é necessário “combater com seriedade e sem populismos tudo o que está a alimentar de forma efetiva esta crise de valores e gerar um preocupante sentimento de impunidade na nossa sociedade”

    Apesar de admitir que a ideia pode “pecar por exagero”, Rio diz que não se pode “deixar de refletir e agir sobre as razões pelas quais isso acontece.” E vai àquele que é o seu cavalo de batalha: “O País não pode continuar a adiar uma profunda reforma da Justiça.”

    Para Rio “desde a inadmissível morosidade, às elevadas custas que são cobradas a quem a ela tem de recorrer, passando pela falta de um escrutínio livre e independente do sistema judicial, até aos abusos de poder e às interferências gratuitas, no normal funcionamento do poder político, tudo isso tem concorrido para uma degradação objetiva do nosso Estado de Direito Democrático.”

    O ex-líder do PSD adverte que “num verdadeiro Estado de Direito Democrático não pode haver julgamentos populares por inadmissíveis quebras sistemáticas do segredo de justiça. Os julgamentos fazem-se nos tribunais e não nas páginas dos jornais.“

  • "Só em ditadura é que persistem minorias que condicionam a maioria", diz Rio

    Rui Rio diz que apesar de Portugal ser “formalmente uma democracia há mais de 50 anos, também, não deixe de ser inequívoco que a sua qualidade e a sua eficácia se têm vindo a degradar de forma evidente.”

    O antigo líder do PSD diz “uma democracia pressupõe o respeito pelas minorias, mas pressupõe igualmente que, em situações conflituantes, deve prevalecer a vontade da maioria e não o seu contrário; que é, aliás, uma das características mais marcantes das ditaduras.” E acrescenta: “Só em ditadura é que persistem minorias que condicionam a maioria.”

    Rio diz que “devemos tolerar, respeitar e defender as minorias, mas não podemos aceitar que, contra a vontade da maioria, sejam elas a determinar na sociedade o que a maioria rejeita.”

  • Rio diz que falhas do país também são resultado de "falta de diálogo democrático" que gera "instabilidade e mesquinhos ódios partidários"

    Ainda sobre as causas das falhas do regime, Rui Rio diz que esse falhanço é “o resultado da falta de diálogo democrático, geradora de instabilidade e de mesquinhos ódios partidários, que têm extremado a vida política nacional e obstaculizado o caminho reformista que o bom senso e a sensatez reclamam.”

    O antigo líder do PSD diz que “um partido político do qual discordamos, é seguramente um adversário que queremos vencer, mas não pode ser visto e tratado como um inimigo a aniquilar. São apenas portugueses que têm ideias diferentes que que devemos ouvir e respeitar.”

  • Rui Rio diz que falhanços do país são "resultado de uma cultura política virada para o marketing"

    Rui Rio diz que “compete ao poder político agir, repondo a lógica democrática; que, na verdade, mais não é do que a implementação das medidas estruturais necessárias para recolocar o interesse coletivo acima de tudo o mais.” O antigo presidente do PSD acrescenta ainda que “na vida pública, nada acontece por acaso.”

    O antigo presidente da câmara do Porto enumera o que está mal no país: “A evidente degradação dos serviços públicos; a asfixiante burocracia; a baixa produtividade da nossa economia; os fracos salários; a escassez de poupança e de capital; o exagerado nível da despesa pública; a carga fiscal que não para de aumentar e alimenta muitas vezes políticas eleitoralistas; o endividamento excessivo; o preço da habitação; os graves problemas do SNS; as falhas da nossa escola pública: o desgoverno na política de imigração”. Para Rio, tudo isto é “o resultado da falta de coragem para mudar estruturalmente o que há muito já devia ter sido mudado.”

    O antigo líder social-democrata diz que esses falhanços são o “resultado de uma cultura política virada para o marketing e para o curto prazo, em lugar de se fixar no horizonte, ou seja, no futuro de todos nós.”

  • Rio diz que é preciso "coragem política para combater os interesses instalados"

    Rui Rio diz que a “evolução acelerada, pode ser transformada em oportunidade de desenvolvimento e de progresso, ou ser origem de atraso e de disfunções.”

    O líder do PSD diz que, quando não são realizadas as “as alterações que esta característica fundamental do nosso quotidiano reclama, ajustando a sociedade às novas realidades, estamos a criar desequilíbrios, a enquistar interesses e a condenar o País ao atraso.”

    Por outro lado, quando há “a coragem e a competência de fazer as transformações que os novos tempos exigem, abrimos novos horizontes e caminhamos no sentido do desenvolvimento.”

    Para Rio é precisamente essa “coragem e essa competência que têm faltado na política portuguesa. Tem faltado sentido da responsabilidade para reformar o que, há muito, sabemos que tem de ser reformado; que é o mesmo que dizer, que precisamos de coragem política para combater os interesses instalados.”

  • Rio diz que era sua "intenção não voltar aos palcos da política" mas não quis ter "passividade cúmplice"

    Rui Rio discursa agora, já como mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo, diz que é “uma honra ser escolhido” e manifesta “satisfação” por apresentação ser feita no Porto.

    O ex-líder do PSD confessa que era sua “intenção não voltar aos palcos principais da política nacional”. Mas “desde a instável conjuntura externa até à complexa situação económica e social do nosso país, passando pela degradação acentuada da própria qualidade da democracia, muitos são os condicionalismos que têm atrasado o nosso desenvolvimento e que não temos conseguido ultrapassar”.

    Rio diz que não ter “disponibilidade para a vida pública é hoje compreensível”, mas “estes condicionamentos, que põem em causa a futura qualidade da vida dos nossos filhos, colocam perante a nossa consciência o dever cívico de renunciar ao nosso comodismo pessoal e, acima de tudo, a uma passividade cúmplice”.

  • Marcelo diz que soube da demissão de Rui Rocha pela comunicação social

    Sobre a demissão de Rui Rocha, Marcelo Rebelo de Sousa diz que não foi avisado pelo partido e que tomou “formalmente conhecimento [da demissão] no momento que [os dirigentes da IL] tiveram a gentileza de comunicar aos portugueses.”

    O Presidente alertou ainda para o facto de bizarro de a “delegação” da IL ter lançado “uma iniciativa de uma revisão constitucional”, o que — sugere — não se coaduna com a postura de quem está para abandonar o cargo.

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