Momentos-chave
- Procuradora-geral israelita quer explicações de Netanyahu sobre atuação de Ben-Gvir
- Protestos contra o regime sobem de tom no Irão. Três pessoas morreram e 17 ficaram ficaram feridas em desacatos com a polícia em Azna
- "Morte a Khamenei." Protestos contra o regime prosseguem esta quinta-feira em várias cidades do Irão
- Somalilândia nega que irá receber palestinianos e bases militares israelitas em troca de reconhecimento formal do país
- Israel confirma proibição de acesso a Gaza de 37 organizações de ajuda internacional
- IDF matam palestiniano ao abrir fogo contra multidão que atirava pedras a soldados
- ONU critica Israel por bloquear chegada de eletricidade e água às infraestruturas da agência de refugiados
Histórico de atualizações
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Bom dia, encerramos aqui este artigo em direto em que seguimos o conflito israelo-palestiniano e os protestos no Irão.
Obrigada por nos acompanhar. Até já.
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Irão. Aumenta para sete mortos o balanço dos protestos contra custo de vida
Um novo balanço aponta para pelo menos sete mortos em confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas províncias rurais do Irão, no quinto dia de protestos contra o elevado custo de vida.
Um balanço inicial divulgado na quinta-feira apontava para seis mortos no oeste do Irão, as primeiras vítimas mortais da vaga de manifestações, de acordo com um balanço das autoridades.
As mortes, duas registadas na quarta-feira e cinco na quinta-feira, ocorreram em quatro cidades do Irão, em grande parte habitadas pelo grupo étnico minoritário Lur.
Entre as vítimas estava um membro de uma milícia afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão.
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Procuradora-geral israelita quer explicações de Netanyahu sobre atuação de Ben-Gvir
A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, aconselhou hoje o Supremo Tribunal israelita a ouvir explicações do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, sobre o motivo pelo qual mantém o ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, no cargo.
A procuradora-geral explicou que o ministro “está a abusar dos seus poderes” ao “influenciar de forma imprópria as atividades da polícia israelita em áreas sensíveis como o cumprimento da lei, investigações, violando princípios fundamentais democráticos”, argumentou num comunicado, citado pelo Times of Israel.
Itamar Ben-Gvir, de um partido de extrema-direita que integra a coligação que sustenta o governo de Benjamin Netanyahu, terá tido “numerosas manifestações da sua interferência imprópria no trabalho da polícia”, que coloca em causa a sua “independência”.
Em resposta, no X, Itamar Ben-Gvir chamou “criminosa” à procuradora-geral e diz que não “confia nela”.
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Protestos contra o regime sobem de tom no Irão. Três pessoas morreram e 17 ficaram ficaram feridas em desacatos com a polícia em Azna
Pelo menos três pessoas morreram hoje e 17 ficaram feridas na cidade de Azna, na província de Lorestan, no oeste do Irão, na sequência dos protestos que ocorrem há várias dias contra o regime e o aumento do custo de vida no país.
A notícia está a ser avançada pela agência de notícias iranianas Fars e citada pela Agence France-Presse.
“Um grupo de manifestantes aproveitou-se de um protesto em Azna para atacar um posto policial”, refere a agência Fars. Seguiram-se confrontos entre os manifestantes e a polícia, que resultaram em pelo menos três vítimas mortais.
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"Morte a Khamenei." Protestos contra o regime prosseguem esta quinta-feira em várias cidades do Irão
Esta quinta-feira está a ser marcada por vários protestos em várias cidades no Irão.
Em Arak, relata o órgão Iran Internacinoal, uma multidão grita “morte a Khamenei”, uma referência ao ayatollah.
Em Qom, há relatos de violência entre os manifestantes e a polícia, enquanto em Kohdasht foi lançado gás lacrimongénio contra os presentes nos protestos.
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Protestos contra elevado custo de vida no Irão provocam dois mortos
Confrontos entre manifestantes e forças de segurança no sudoeste do Irão fizeram dois mortos, informou hoje a agência de notícias Fars, referindo que são as primeiras mortes de civis na sequência dos protestos contra o elevado custo de vida.
Desde domingo que se registam protestos espontâneos contra o alto custo de vida, após a recente desvalorização do rial, que provocou um aumento imediato dos preços dos alimentos, num contexto agravado pelas sanções internacionais.
“O número de vítimas em Lordegan subiu hoje para dois”, escreveu a Fars, após relatar confrontos, apedrejamento e danos a prédios públicos na cidade, localizada a 650 quilómetros da capital, Teerão.
Durante a noite, um membro das forças de segurança também foi morto em confrontos separados no oeste do Irão.
O Presidente do Irão apelou na quarta-feira à “empatia genuína” da população e prometeu uma resposta assente na “crítica construtiva”, quando os protestos contra a precariedade se alargavam a várias cidades além da capital.
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Somalilândia nega que irá receber palestinianos e bases militares israelitas em troca de reconhecimento formal do país
O Governo da Somalilândia, após acusações feitas pelo Presidente da Somália, nega que o território recentemente reconhecido por Israel irá receber palestinianos desalojados e a construção de instalações militares israelitas, em troca pela formalização deste reconhecimento.
Na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Somalilândia “rejeita firmemente” as “alegações falsas” feitas pelo Presidente da Somália, referindo que as relações entre os dois países — Israel e Somalilândia — são “puramente diplomáticas” e sempre em “conformidade com o direito internacional e os interesses mútuos de soberania dos dois países”, escrevem.
The Government of the Republic of Somaliland firmly rejects false claims made by the President of Somalia alleging the resettlement of Palestinians or the establishment of military bases in Somaliland.
— MFA Somaliland (@somalilandmfa) January 1, 2026
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Israel confirma proibição de acesso a Gaza de 37 organizações de ajuda internacional
Israel confirmou hoje a proibição do acesso à Faixa de Gaza de 37 importantes organizações internacionais, incluindo os Médicos Sem Fronteiras e a Cáritas, por não terem comunicado dados de funcionários, obrigatório segundo um contestado novo processo de registo.
“As organizações que não cumpriram as normas exigidas em matéria de segurança e transparência verão a sua licença suspensa”, declarou, num comunicado, o Ministério da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel.
As 37 ONGs afetadas são de 16 países, como Espanha, Holanda, Japão, Estados Unidos, Suíça, Suécia, França, Reino Unido ou Canadá, e entre elas encontram-se algumas de renome, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Ação contra a Fome, a OXFAM, a Cáritas ou o Movimento pela Paz.
A decisão do Governo de Israel foi hoje condenada por 18 Organizações Não-Governamentais (ONG) israelitas, que, num comunicado, consideraram que tal processo “viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade” e salientaram que Israel tem a obrigação de garantir a prestação de ajuda nos territórios palestinianos.
Organizações como B’Tselem, Breaking the Silence (de antigos combatentes israelitas), Combatentes pela Paz, Hamoked (de luta pelos direitos humanos), Médicos pelos Direitos Humanos ou o Comité Público contra a Tortura em Israel afirmam que “estas medidas restringem ainda mais o acesso à assistência vital” em territórios que se encontram num momento de “necessidade crítica”.
Recordam também que, “paralelamente à ofensiva israelita contra a população de Gaza – e como parte dela -, o acesso humanitário tem sido gravemente restringido desde outubro de 2023”, e acrescentam que, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, a ajuda essencial “continua a ser adiada ou recusada”.
“O cancelamento do registo de 37 ONG internacionais compromete a ação humanitária baseada em princípios, coloca em risco o pessoal e as comunidades e compromete a prestação eficaz da ajuda”, consideram as organizações israelitas.
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IDF matam palestiniano ao abrir fogo contra multidão que atirava pedras a soldados
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que mataram um palestiniano na Cisjordânia na madrugada de quinta-feira depois de abrirem fogo contra uma multidão que atirava pedras contra soldados. Outras duas pessoas foram atingidas pelos disparos.
As IDF alegam que o grupo atirou pedras como parte de uma emboscada a soldados israelitas.
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ONU critica Israel por bloquear chegada de eletricidade e água às infraestruturas da agência de refugiados
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou uma lei israelita para proibir o fornecimento de eletricidade ou água a instalações que pertencem à Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA), revelou o porta-voz de António Guterres.
“A Convenção sobre os Privilégios e Imunidades das Nações Unidas continua aplicável à UNRWA, aos seus bens e ativos, bem como aos seus funcionários e demais colaboradores. A propriedade utilizada pela UNRWA é inviolável”, sublinhou Stephane Dujarric, citado pela agência Reuters.
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Bom dia!
Abrimos este liveblog para acompanhar os últimos desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente.
Pode recordar nesta ligação as notícias que marcaram quarta-feira.
Chefe do exército israelita reafirma “determinação absoluta” de desarmar Hamas