Momentos-chave
- Chefe do exército israelita reafirma “determinação absoluta” de desarmar Hamas
- Netanyahu nega que esteja em desacordo com Donald Trump sobre a Cisjordânia
- Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos encerra quartel general depois de 817 dias
- Médicos Sem Fronteiras pedem a Israel para não impedir ajuda na Palestina
- "Supremo Tribunal está a transformar-se num circo", acusa ministro israelita
- Estudantes cospem em grupo de colegas que se manifestava à porta de escola
- Cinco carros consumidos pelas chamas em Israel
- 7 de outubro. Supremo trava auditor nomeado por Netanyahu
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“Morte a Khamenei.” Protestos contra o regime prosseguem em várias cidades do Irão
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Chefe do exército israelita reafirma “determinação absoluta” de desarmar Hamas
ABIR SULTAN / POOL/EPA
O chefe das forças armadas israelitas, Eyal Zamir, reafirmou hoje a “determinação absoluta” de desarmar o grupo islamita palestiniano Hamas, que considera o principal obstáculo à segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza.
“O ano de 2026 será um momento decisivo para garantir a segurança do Estado de Israel. A nossa determinação em desarmar o Hamas é absoluta”, declarou em comunicado.
O comandante dos militares israelitas avisou que as suas forças não permitirão que “a organização terrorista Hamas reconstrua as suas capacidades” e volte a ameaçar Israel.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou esta semana, durante um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o desarmamento do Hamas como uma parte importante das próximas etapas do seu plano de paz para o enclave palestiniano.
O líder da Casa Branca ameaçou que o grupo islamita pagará “um preço elevado” se não se desarmar “num prazo relativamente curto”.
As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam porém na segunda-feira que não tencionam entregar as armas “enquanto persistir a ocupação israelita” e reafirmaram o “direito inerente” de responder a alegadas violações do cessar-fogo em vigor no território desde 10 de outubro.
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Presidente da Somália diz que Somalilândia vai aceitar palestinianos deslocados de Gaza
Em troca do reconhecimento do Estado da Somalilândia, o território localizado no corno da África aceitou receber palestinianos deslocados de Gaza, acusa o Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, em entrevista à Al-Jazeera e citado pelo Haaretz.
De acordo com o líder da Somália, citando fontes dos serviços secretos do país, a Somalilândia concordou em estabelecer uma base militar israelita no território e juntar-se aos acordos de Abraham, um acordo que normaliza as relações entre Israel os países árabes.
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Netanyahu nega que esteja em desacordo com Donald Trump sobre a Cisjordânia
Numa entrevista à Fox News na passada terça-feira, Benjamin Netanyahu foi confrontado pelo apresentador com uma declaração de Donald Trump, que na passada segunda-feira disse que não concordava com a posição do primeiro-ministro israelita em relação à ocupação na Cisjordânia. Entretanto, o líder israelita reafirma que Israel e EUA concordam ao desejar a paz na região.
“Acredito que há uma luz no fim do túnel, porque nós dois queremos ver um futuro em que aquele território não é usado para ataques terroristas”, disse Netanyahu. “Fizemos muito neste sentido. Queremos construir muitas infraestruturas lá. Tanto para os dois países como para os nossos vizinhos palestinianos, e acho que há espaço para falar sobre isso”.
A entrevista faz parte dos compromissos de Netanyahu durante a visita aos Estados Unidos da América. Há dois dias o primeiro-ministro israelita reuniu-se com Donald Trump na residência privada do Presidente, em Mar-a-Lago, na Florida.
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Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos encerra quartel general depois de 817 dias
O Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos encerrou o seu quartel general ao fim de 817 dias de atividade. Num comunicado partilhado pelo jornal israelita Haaretz, a organização explica que uma equipa continuará dedicada a apoiar a família de Ran Gvili, o único refém cujo corpo permanece em Gaza. “Pedimo sque continuem connosco e a ecoar a luta pelo último refém, que ainda não acabou”, diz o texto.
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Papa lamenta que 2025 tenha sido marcado por “guerras devastadoras”
O Papa Leão XIV lamentou hoje que 2025 tenha sido marcado por “eventos dolorosos”, como os diversos cenários de guerra que continuam “a devastar o planeta”.
Depois de saudar os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, em Roma, na última audiência geral do ano, o Papa recordou que o ano que está a terminar foi marcado por acontecimentos importantes, alguns “dolorosos”, como o falecimento do “saudoso” Papa Francisco, e outros “mais felizes”, como a peregrinação de pessoas de todas as partes do mundo ao Vaticano por ocasião do Ano Santo.
“Um grande sinal que nos acompanhou nos últimos meses: o do caminho e da meta. Tantos peregrinos vieram, este ano, de todas as partes do mundo, para rezar sobre o túmulo de Pedro e confirmar a sua adesão a Cristo. Isto lembra-nos que toda a nossa vida é uma viagem”, afirmou o Papa durante a audiência, citado pela agência Europa Press.
No final da audiência, Leão XIV enviou as tradicionais saudações aos peregrinos do mundo em idiomas e dirigiu-se especialmente “aos jovens vindos da Terra Santa”, do Patriarcado Latino de Jerusalém.
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Médicos Sem Fronteiras pedem a Israel para não impedir ajuda na Palestina
A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) instou Israel a deixá-los continuar a ajudar a população em Gaza e na Cisjordânia em 2026. “Pedimos às autoridades israelitas que garantam que a MSF e outras organizações não governamentais internacionais estejam registadas em Israel para continuar a trabalhar na Cisjordânia e em Gaza em 2026”, escreveram, num comunicado enviado à AFP e citado pelo Times of Israel.
Na terça-feira foi revelado que Israel pretende proibir 37 grupos, incluindo os Médicos Sem Fronteiras, de ajudarem em Gaza, a não ser que forneçam informações sobre as respetivas equipas palestinianas.
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"Supremo Tribunal está a transformar-se num circo", acusa ministro israelita
Em resposta à decisão do Supremo Tribunal de travar a investigação do auditor do Estado às falhas que permitiram o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023, o ministro da diáspora israelita disse que não há “nenhum fundamento legal” para essa decisão.
“O Supremo Tribunal não tem nenhum fundamento legal para desvalorizar o trabalho do auditor”. “O Supremo Tribunal, liderado pelo palhaço Isaac Amit, está a transformar-se num circo”, disse Amichay Chikli, citado pelo Haaretz.
“[O auditor] funciona como uma autoridade independente em virtude de uma lei básica. (…) O primeiro-ministro e o ministro da Justiça [devem] anunciar clara e inequivocamente que qualquer decisão dada sem qualquer referência à legislação não será respeitada”.
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Estudantes cospem em grupo de colegas que se manifestava à porta de escola
Um grupo de manifestantes contra o Governo de Benjamin Netanyahu foi confrontado por outro grupo quando protestava em frente a uma escola secundária antes de uma visita do ministro da Educação de Israel. Além de terem gritado, as pessoas que confrontaram os manifestantes também cuspiram contra o grupo instalado em frente à escola.
O grupo exigia também a instauração de uma comissão de inquérito às falhas do ataque de 7 de outubro. Confrontado por um jornalista do Haaretz, o diretor da escola desvalorizou a reação violenta: “quem quiser protestar, sem dizer à escola de antemão, deve estar preparado para este tipo de confronto”.
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Cinco carros consumidos pelas chamas em Israel
Cinco carros foram consumidos pelas chamas em Lehavim, no sul de Israel, na noite de terça-feira. As autoridades acreditam que o fogo terá sido ateado como retaliação por uma operação policial numa localidade vizinha.
Na segunda-feira, centenas de polícias entraram em Tarabin Al-Sana com violência: partiram vidros de casas e atiraram granadas para o interior das habitações. A polícia mantém, segundo o Haaretz, que está preocupada em combater a atividade criminal entre as tribos beduínas.
חמישה רכבים עלו באש בישוב להבים, המשטרה חוקרת את הנסיבות pic.twitter.com/rfN87MZM0i
— ישראל היום (@IsraelHayomHeb) December 31, 2025
A polícia disse que esta operação fazia parte de uma “ação de força para reforçar o governo” da região e surgia como resposta “a atos de revolta criminais durante o fim de semana”. Estes motivos levaram as autoridades a aumentar o nível de alerta.
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7 de outubro. Supremo trava auditor nomeado por Netanyahu
O Supremo Tribunal israelita emitiu uma ordem provisória contra Matanyahu Englman, auditor do Estado, proibindo-o de continuar a sua investigação sobre os fracassos que permitiram o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023.
As críticas surgiram porque Matanyahu foi nomeado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que, mais do que uma vez, não acompanhou os esforços para criar uma comissão de inquérito ao ataque violento, recordou o Times of Israel.
O tribunal impede agora o auditor de convocar funcionários para ouvir as versões sobre o que aconteceu ou pedir documentos confidenciais. Além disso, não poderá publicar relatórios finais ou provisórios sobre a investigação.
Os juízes querem também que o auditor justifique a sua investigação em áreas políticas, que alguns críticos dizem ultrapassar as suas responsabilidades.
“Um evento da dimensão excecional do desastre de 7 de outubro requer uma investigação abrangente, independente e apartidária por uma comissão de inquérito”, saudou um movimento israelita que acusou Matanyahu de comprometer provas e violar direitos processuais com o alegado objetivo de “prevenir a realização de uma comissão de inquérito”.
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