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    “Morte a Khamenei.” Protestos contra o regime prosseguem em várias cidades do Irão

  • Chefe do exército israelita reafirma “determinação absoluta” de desarmar Hamas

    epa12517812 IDF chief of staff Eyal Zamir addressing mourners during the funeral of late Israeli hostage soldier Hadar Goldin in the military cemetery of Kfar Saba, Israel, 11 November 2025. Hadar Goldin was killed by Hamas on 01 August 2014 his body had remains in captivity ever since the 2014 Israel Gaza war or Operation Protective Edge.  Hadar Goldin's body was return as part of the current ceasefire deal between Israel and Hamas. Four bodies of Israeli hostages are still to be returned to Israel by Hamas.  EPA/ABIR SULTAN / POOL ABIR SULTAN / POOL/EPA

    O chefe das forças armadas israelitas, Eyal Zamir, reafirmou hoje a “determinação absoluta” de desarmar o grupo islamita palestiniano Hamas, que considera o principal obstáculo à segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    “O ano de 2026 será um momento decisivo para garantir a segurança do Estado de Israel. A nossa determinação em desarmar o Hamas é absoluta”, declarou em comunicado.

    O comandante dos militares israelitas avisou que as suas forças não permitirão que “a organização terrorista Hamas reconstrua as suas capacidades” e volte a ameaçar Israel.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou esta semana, durante um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o desarmamento do Hamas como uma parte importante das próximas etapas do seu plano de paz para o enclave palestiniano.

    O líder da Casa Branca ameaçou que o grupo islamita pagará “um preço elevado” se não se desarmar “num prazo relativamente curto”.

    As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam porém na segunda-feira que não tencionam entregar as armas “enquanto persistir a ocupação israelita” e reafirmaram o “direito inerente” de responder a alegadas violações do cessar-fogo em vigor no território desde 10 de outubro.

  • Presidente da Somália diz que Somalilândia vai aceitar palestinianos deslocados de Gaza

    Em troca do reconhecimento do Estado da Somalilândia, o território localizado no corno da África aceitou receber palestinianos deslocados de Gaza, acusa o Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, em entrevista à Al-Jazeera e citado pelo Haaretz.

    De acordo com o líder da Somália, citando fontes dos serviços secretos do país, a Somalilândia concordou em estabelecer uma base militar israelita no território e juntar-se aos acordos de Abraham, um acordo que normaliza as relações entre Israel os países árabes.

    Reconhecimento da Somalilândia: a arriscada jogada diplomática de Israel que desafia os houthis e a Turquia

  • Netanyahu nega que esteja em desacordo com Donald Trump sobre a Cisjordânia

    Numa entrevista à Fox News na passada terça-feira, Benjamin Netanyahu foi confrontado pelo apresentador com uma declaração de Donald Trump, que na passada segunda-feira disse que não concordava com a posição do primeiro-ministro israelita em relação à ocupação na Cisjordânia. Entretanto, o líder israelita reafirma que Israel e EUA concordam ao desejar a paz na região.

    “Acredito que há uma luz no fim do túnel, porque nós dois queremos ver um futuro em que aquele território não é usado para ataques terroristas”, disse Netanyahu. “Fizemos muito neste sentido. Queremos construir muitas infraestruturas lá. Tanto para os dois países como para os nossos vizinhos palestinianos, e acho que há espaço para falar sobre isso”.

    A entrevista faz parte dos compromissos de Netanyahu durante a visita aos Estados Unidos da América. Há dois dias o primeiro-ministro israelita reuniu-se com Donald Trump na residência privada do Presidente, em Mar-a-Lago, na Florida.

  • Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos encerra quartel general depois de 817 dias

    O Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos encerrou o seu quartel general ao fim de 817 dias de atividade. Num comunicado partilhado pelo jornal israelita Haaretz, a organização explica que uma equipa continuará dedicada a apoiar a família de Ran Gvili, o único refém cujo corpo permanece em Gaza. “Pedimo sque continuem connosco e a ecoar a luta pelo último refém, que ainda não acabou”, diz o texto.

  • Papa lamenta que 2025 tenha sido marcado por “guerras devastadoras”

    O Papa Leão XIV lamentou hoje que 2025 tenha sido marcado por “eventos dolorosos”, como os diversos cenários de guerra que continuam “a devastar o planeta”.

    Depois de saudar os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, em Roma, na última audiência geral do ano, o Papa recordou que o ano que está a terminar foi marcado por acontecimentos importantes, alguns “dolorosos”, como o falecimento do “saudoso” Papa Francisco, e outros “mais felizes”, como a peregrinação de pessoas de todas as partes do mundo ao Vaticano por ocasião do Ano Santo.

    “Um grande sinal que nos acompanhou nos últimos meses: o do caminho e da meta. Tantos peregrinos vieram, este ano, de todas as partes do mundo, para rezar sobre o túmulo de Pedro e confirmar a sua adesão a Cristo. Isto lembra-nos que toda a nossa vida é uma viagem”, afirmou o Papa durante a audiência, citado pela agência Europa Press.

    No final da audiência, Leão XIV enviou as tradicionais saudações aos peregrinos do mundo em idiomas e dirigiu-se especialmente “aos jovens vindos da Terra Santa”, do Patriarcado Latino de Jerusalém.

  • Médicos Sem Fronteiras pedem a Israel para não impedir ajuda na Palestina

    A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) instou Israel a deixá-los continuar a ajudar a população em Gaza e na Cisjordânia em 2026. “Pedimos às autoridades israelitas que garantam que a MSF e outras organizações não governamentais internacionais estejam registadas em Israel para continuar a trabalhar na Cisjordânia e em Gaza em 2026”, escreveram, num comunicado enviado à AFP e citado pelo Times of Israel.

    Na terça-feira foi revelado que Israel pretende proibir 37 grupos, incluindo os Médicos Sem Fronteiras, de ajudarem em Gaza, a não ser que forneçam informações sobre as respetivas equipas palestinianas.

  • "Supremo Tribunal está a transformar-se num circo", acusa ministro israelita

    Em resposta à decisão do Supremo Tribunal de travar a investigação do auditor do Estado às falhas que permitiram o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023, o ministro da diáspora israelita disse que não há “nenhum fundamento legal” para essa decisão.

    “O Supremo Tribunal não tem nenhum fundamento legal para desvalorizar o trabalho do auditor”. “O Supremo Tribunal, liderado pelo palhaço Isaac Amit, está a transformar-se num circo”, disse Amichay Chikli, citado pelo Haaretz.

    “[O auditor] funciona como uma autoridade independente em virtude de uma lei básica. (…) O primeiro-ministro e o ministro da Justiça [devem] anunciar clara e inequivocamente que qualquer decisão dada sem qualquer referência à legislação não será respeitada”.

  • Estudantes cospem em grupo de colegas que se manifestava à porta de escola

    Um grupo de manifestantes contra o Governo de Benjamin Netanyahu foi confrontado por outro grupo quando protestava em frente a uma escola secundária antes de uma visita do ministro da Educação de Israel. Além de terem gritado, as pessoas que confrontaram os manifestantes também cuspiram contra o grupo instalado em frente à escola.

    O grupo exigia também a instauração de uma comissão de inquérito às falhas do ataque de 7 de outubro. Confrontado por um jornalista do Haaretz, o diretor da escola desvalorizou a reação violenta: “quem quiser protestar, sem dizer à escola de antemão, deve estar preparado para este tipo de confronto”.

  • Cinco carros consumidos pelas chamas em Israel

    Cinco carros foram consumidos pelas chamas em Lehavim, no sul de Israel, na noite de terça-feira. As autoridades acreditam que o fogo terá sido ateado como retaliação por uma operação policial numa localidade vizinha.

    Na segunda-feira, centenas de polícias entraram em Tarabin Al-Sana com violência: partiram vidros de casas e atiraram granadas para o interior das habitações. A polícia mantém, segundo o Haaretz, que está preocupada em combater a atividade criminal entre as tribos beduínas.

    A polícia disse que esta operação fazia parte de uma “ação de força para reforçar o governo” da região e surgia como resposta “a atos de revolta criminais durante o fim de semana”. Estes motivos levaram as autoridades a aumentar o nível de alerta.

  • 7 de outubro. Supremo trava auditor nomeado por Netanyahu

    O Supremo Tribunal israelita emitiu uma ordem provisória contra Matanyahu Englman, auditor do Estado, proibindo-o de continuar a sua investigação sobre os fracassos que permitiram o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023.

    As críticas surgiram porque Matanyahu foi nomeado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que, mais do que uma vez, não acompanhou os esforços para criar uma comissão de inquérito ao ataque violento, recordou o Times of Israel.

    O tribunal impede agora o auditor de convocar funcionários para ouvir as versões sobre o que aconteceu ou pedir documentos confidenciais. Além disso, não poderá publicar relatórios finais ou provisórios sobre a investigação.

    Os juízes querem também que o auditor justifique a sua investigação em áreas políticas, que alguns críticos dizem ultrapassar as suas responsabilidades.

    “Um evento da dimensão excecional do desastre de 7 de outubro requer uma investigação abrangente, independente e apartidária por uma comissão de inquérito”, saudou um movimento israelita que acusou Matanyahu de comprometer provas e violar direitos processuais com o alegado objetivo de “prevenir a realização de uma comissão de inquérito”.

  • Bom dia, caro leitor!

    Abrimos aqui este liveblog para acompanhar as notícias sobre o conflito no Médio Oriente neste último dia de 2025. Pode recordar neste outro artigo em direto, agora encerrado, os momentos mais importantes no dia de ontem.

    Israel vai impedir entrada de 37 ONG em Gaza e na Cisjordânia por falta de “registo” junto do governo

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