Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia!

    Este liveblog fica por aqui. Continuamos a acompanhar todos os desenvolvimentos ao minuto, durante esta terça-feira, neste novo artigo em direto.

    Sismos: número de mortos na Venezuela sobe para 1.943. Número de feridos é de 10.571

  • Corina Machado diz ter sido "bloqueada" de voltar à Venezuela, mas admite estar "pronta" a ajudar

    María Corina Machado acredita que foi “bloqueada” pelo regime para voltar à Venezuela após os sismos que abalaram o país na passada quarta-feira. Num vídeo publicado na rede social X, a mais recente Nobel da Paz diz estar na Cidade do Panamá à espera que o espaço aéreo venezuelano volte a abrir para “ajudar a coordenar e estimular os esforços cidadãos de emergência e reconstrução”.

    “Fechar o espaço aéreo a todas as companhias comerciais é algo absolutamente inconcebível”, exclama a ex-candidata presidencial, que admite estar disposta “a fazer o que for preciso” para conseguir “coordenar” e “servir” os venezuelanos numa altura em que o país regista mais de 1.700 vítimas mortais e uma grande parte da região norte devastada.

    Corina Machado, neste vídeo de quase três minutos, acusa ainda o regime controlado por Delcy Rodriguez de estar a “barrar” a entrada de apoio humanitário e recursos internacionais para ajudar nas operações de recuperação após a catástrofe natural — bem como de jornalistas para cobrir o estado do país. “Estou pronta”, garante.

  • Fuzileiros navais norte-americanos estão a reparar o porto de La Guaira para facilitar o acesso à ajuda humanitária

    Os fuzileiros navais dos EUA estão a trabalhar na reparação do porto venezuelano de La Guaira, segundo afirmou um alto responsável da administração, escreve a agência de notícias AFP.

    A notícia surge num momento em que Washington aumentou o seu compromisso financeiro para com o país atingido pelo terramoto.

    Uma “equipa especializada de fuzileiros navais” está “a trabalhar sem parar para reparar esse porto e permitir a entrega de bens essenciais por via marítima”, disse um responsável norte-americano aos jornalistas, sob condição de anonimato.

  • Mais de 25 mil profissionais de emergência, polícias e soldados mobilizados, afirma presidente da Venezuela

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirma que mais de 25 mil profissionais de emergência, agentes da polícia e soldados têm prestado assistência às pessoas afetadas pelos terramotos. “Cada vida salva é uma vitória para a esperança”, afirma Rodríguez na rede social X, onde partilhou imagens de pessoas a serem resgatadas dos escombros.

  • Feridos do principal hospital público de La Guaira transferidos para Caracas

    No principal hospital público da cidade de La Guaira, na Venezuela, os feridos foram transferidos para hospitais em Caracas, reporta o New York Times, citando pessoal do hospital. Os corpos foram transferidos do necrotério do hospital para o pátio aberto de um porto estatal em La Guaira, onde as autoridades continuam a trabalhar na identificação das vítimas, descreve o jornal americano.

  • Número de portugueses mortos na Venezuela sobe para 60. Há ainda 87 desaparecidos

    O número de portugueses mortos na Venezuela voltou a subir. O último balanço feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dá conta de 60 vítimas mortais com nacionalidade portuguesa, entre as quais 10 crianças. Somam-se ainda 87 cidadãos desaparecidos.

  • ONU coordena mais de 2.000 socorristas de 27 países na busca por sobreviventes

    As Nações Unidas afirmaram hoje que estão a coordenar mais de 2.000 socorristas enviados por 27 países para procurar sobreviventes sob os escombros, na sequência do duplo sismo que afetou a Venezuela na semana passada.

    A ONU assumiu a coordenação da operação, em colaboração com o Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, depois de, na passada quarta-feira, a Venezuela ter sido atingida por dois sismos consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5, na escala de Richter que já provocaram pelo menos 1.719 mortos e mais de 5.034 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades.

    Na conferência de imprensa, o coordenador humanitário das Nações Unidas para a Venezuela, Gianluca Rampolla, informou que 27 países enviaram mais de 40 equipas de busca e salvamento, o que representa mais de 2.000 socorristas e pessoal no terreno, juntamente com 160 cães.

    Rampolla adiantou que a busca e o resgate constituem o principal objetivo da “operação em grande escala” que estão a levar a cabo, apesar de já terem decorrido as primeiras 72 horas.

    “Estamos a coordenar esforços para prestar assistência médica de emergência, abrigo, ajuda alimentar, água e saneamento, apoio logístico e para garantir não só o armazenamento, mas também a distribuição de todos os mantimentos que estão a chegar ao país”, afirmou.

  • Governo vai mobilizar recursos para ajuda humanitária

    O Governo português está a preparar a mobilização de recursos financeiros para apoiar a resposta humanitária na Venezuela, em articulação com as autoridades venezuelanas e várias organizações no terreno, anunciou hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

    “Nós estamos, precisamente, a definir com o Governo da Venezuela o que é que eles precisam, e já temos essa lista, estamos a definir também com as nossas equipas no terreno, as equipas de socorro, a Cruz Vermelha, a Cáritas, etc., há várias instituições, e nós iremos procurar envolver instituições credíveis e com experiência no terreno”, disse aos jornalistas Emídio Sousa, à margem da sessão comemorativa dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), no Palácio das Necessidades.

    Segundo o governante, o executivo pretende garantir que a ajuda enviada corresponde às necessidades identificadas e evitar o envio de bens que possam não ser úteis e evitar “o risco de aparecerem oportunistas”.

    Portugal já dispõe de uma lista das necessidades prioritárias, elaborada em conjunto com o Governo venezuelano e com entidades que operam no terreno, sendo que, nas últimas horas, foram realizadas várias reuniões com organizações e entidades públicas para acelerar a resposta, detalhou o secretário de Estado.

  • "Não vamos organizar repatriamentos", diz Rangel

    “Não vamos organizar repatriamentos”, diz Paulo Rangel porque “não está a ser pedido nem é o que as pessoas querem”.

    “O que temos de organizar é ajuda humanitária e temos de ter voos que o façam”, afirma. O ministro dos Negócios Estrangeiros esclarece que os “pedidos de repatriamento não chegam aos 20”.

  • NASA estima que quase 59 mil edifícios foram afetados pelo sismo na Venezuela

    Uma avaliação preliminar da NASA estima que o duplo sismo que atingiu a Venezuela na passada semana poderá ter danificado ou destruído cerca de 58.870 edifícios em toda a região afetada.

    A estimativa foi produzida a partir de dados de radar do satélite Sentinel-1, do programa europeu de observação da Terra Copernicus, e resulta de uma análise experimental realizada poucos dias após a catástrofe.

    A NASA ressalvou que o resultado “ainda não foi validado” e deve ser encarado como uma avaliação preliminar.

    Segundo a agência, o Sistema de Coordenação de Resposta a Desastres foi ativado para apoiar as autoridades e continuará a divulgar mapas e outros produtos de informação à medida que novos dados forem processados.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia a abertura de uma conta "para que as pessoas possam contribuir"

    “Vamos abrir uma conta para que as pessoas possam contribuir”, acaba de anunciar Paulo Rangel, ainda na SIC Notícias.

    O ministro apela, por isso, a que as pessoas não façam donativos para já. “Pedia que não fizessem nenhum [donativo] enquanto não fossem divulgados os oficiais” para evitar o risco de burlas. “Temos de ter muito cuidado com isso”, advertiu, notando que está certo que haverá uma “onda de solidariedade nacional”.

  • Novo balanço de vítimas na Venezuela: 1.719 mortos e 5.034 feridos

    O número de mortos na Venezuela após os dois sismos que abalaram o país na passada quarta-feira já ultrapassa os 1.719, de acordo com o último balanço revelado pelas autoridades venezuelanas. Para além das dezenas de milhares de desaparecidos considerados, existem ainda 5.034 pessoas que ficaram feridas com os efeitos dos abalos.

  • Paulo Rangel sobre situação de portugueses na Venezuela: "Imensas famílias perderam absolutamente tudo"

    Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, está a reagir à mais recente atualização do número de portugueses e lusodescendentes que morreram nos sismos na Venezuela: 56. Em direto na SIC Notícias, Rangel descreve que também “tem subido o número de pessoas desaparecidas confirmadas”.

    “Sabemos que nos desalojados também há muitos portugueses e as nossas missões de salvamento já se aperceberam disso”, continuou. “Há imensas famílias que perderam absolutamente tudo. Há famílias portuguesas que viviam relativamente mal, mas também de classe média e alta”, descreveu.

  • Voluntários pedem mais doações de medicamentos e mais maquinaria dos países que apoiam

    No bairro de San Bernardino, em Caracas, os voluntários de um dos mais de 300 locais a receber roupa e comida pediram mais doações estrangeiras de medicamentos e maquinaria para acelerar as operações de resgate.

    Na avenida Los Póceres, socorristas vindos do Qatar e centenas de vizinhos continuam a martelar, a encher baldes com partes de um edifício que caiu em 24 de junho com um número incerto de pessoas lá dentro. “Uma das amigas da minha filha vive nesse prédio e estava lá quando ruiu, ainda não sabemos dela”, contou à Lusa Lizmari, de 48 anos.

    A esperança é a última a morrer na opinião desta venezuelana que venceu “o medo” provocado pelos dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 e veio para a rua ajudar como podia.

    E encontrou maneira de apoiar compatriotas que perderam as casas num centro de recolha de alimentos e roupa, a pouco metros de onde os socorristas tentam abrir caminho entre o betão e o ferro, para tentar resgatar as pessoas que estão presas. “Se não estão vivas, pelo menos que as encontrem para que as famílias possam começar a fazer o luto e tenham um corpo para chorar”, comentou.

    Neste centro “já há comida e roupa suficiente para apoiar muitas famílias, mas faltam medicamentos, muitos”. Por isso, Lizmari pediu a quem queira fazer doações estrangeiras para darem prioridade aos medicamentos.

  • Venezuelanos deslocados ficarão em acampamentos temporários, afirma Presidente da Venezuela

    A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez anunciou a criação de uma comissão presidencial para avaliar o estado das habitações e infraestruturas danificadas pelos terramotos.

    Em declarações à televisão estatal, citada pela BBC, afirmou que o grupo determinará quem poderá regressar a casa utilizando um sistema de semáforos — verde, amarelo e vermelho — para classificar a segurança.

    A comissão será presidida pelo seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

    Entretanto, estão a ser montados acampamentos temporários para acolher os deslocados, afirmou. Delcy Rodríguez acrescentou: “Ao mesmo tempo, iniciam-se os trabalhos de planeamento de projetos que permitirão a construção de novas habitações num prazo muito curto”.

  • Ordem dos Médicos identifica médicos voluntários para "apoio humanitário de longo prazo" na Venezuela

    A Ordem dos Médicos, através do seu Gabinete de Apoio Humanitário (GAHOM), está a identificar “potenciais voluntários, preferencialmente médicos venezuelanos ou lusodescendentes, para constituir uma bolsa que preste apoio na recuperação e reconstrução da resposta médica na Venezuela”.

    “Perante a dimensão da catástrofe e a necessidade urgente de reforço das equipas no terreno, o GAHOM ativou os mecanismos de identificação internos que permitam criar uma reserva de médicos que poderão integrar uma resposta do Estado português ou de organizações não governamentais, devidamente certificadas e de credibilidade”, dizem em comunicado.

    A Ordem dos Médicos já disponibilizou esta informação ao Ministério da Saúde, ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, assegurando total articulação institucional.

    “Estamos a identificar potenciais voluntários para futuras missões a médio e longo prazo. Os danos provocados pelos sismos vão exigir um apoio médico robusto nos próximos anos. A nossa preocupação é contribuir para a reconstrução da resposta em saúde e ajudar a estancar os previsíveis problemas saúde gerados pela catástrofe”, explica Vítor Almeida, coordenador do GAHOM.

    O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, sublinha que “os médicos portugueses têm uma vasta experiência e capacidade de resposta em cenário de crise. A urgência de hoje dará lugar à necessidade de um apoio mais integrado e estratégico nos próximos meses e é nisso que já estamos a trabalhar.”

  • Número de portugueses mortos na Venezuela sobe para 56

    A última atualização de dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros português dá conta de uma subida para 56 do número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos na Venezuela, sendo que 50 tinham também a nacionalidade venezuelana. Oito são crianças e 48 são adultos.

    Há ainda 91 cidadãos portugueses desaparecidos, 54 homens e 37 mulheres.

  • EUA aumentam ajuda financeira à Venezuela para 300 milhões de dólares

    Os EUA vão ajudar a Venezuela com 300 milhões de dólares (cerca de 262,7 milhões de euros) — um aumento em relação ao compromisso anterior de 150 milhões de dólares —, segundo uma nota publicada esta segunda-feira no site da embaixada dos EUA em Caracas, Venezuela.

    “Estes fundos vão proporcionar cuidados médicos de emergência, ajuda alimentar, água e saneamento, abrigo, proteção e logística”, afirma o comunicado.

    O dinheiro está a ser canalizado através de organizações parceiras, incluindo a Samaritan’s Purse, a Catholic Relief Services, o Programa Alimentar Mundial e a Cruz Vermelha.

  • Carneiro solidário com portugueses a atravessar “dos momentos mais difíceis” da vida

    O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou hoje solidariedade para com os portugueses residentes na Venezuela, afirmando que a comunidade atravessa “um dos momentos mais difíceis” das suas vidas, na sequência dos sismos que afetaram o país sul-americano.

    “Queria aproveitar esta oportunidade para deixar ficar uma palavra reiterada de solidariedade aos portugueses e às portuguesas que vivem na Venezuela e que estão a atravessar um dos momentos mais difíceis que, certamente, viveram nas suas vidas”, declarou, à margem da sessão comemorativa dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), no Palácio das Necessidades.

    No evento, que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, José Luís Carneiro, que foi secretário de Estado das Comunidades, quis “deixar ficar uma palavra fraterna, solidária para os que estão a sofrer nesta altura”.

    “Muitos perderam a vida, outros estão gravemente feridos e, portanto, é um momento de consternação para toda a comunidade nacional e eu queria deixar ficar uma palavra fraterna, solidária para os que estão a sofrer nesta altura”, disse.

  • Equipas de resgate retiram homem de 21 anos com vida dos escombros após estar preso durante quase cinco dias

    Um homem de 21 anos foi resgatado no estado de La Guaira por equipas de resgate da Venezuela, do México e de El Salvador, afirmou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

    Segundo a BBC, Aaron Levi Cantillo Vargas foi encontrado com vida sob os escombros na cidade de Caraballeda, mas entre os socorristas e Aaron encontrava-se o corpo de uma pessoa morta, o que complicou o resgate.

    De acordo com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, citada pela BBC, a operação de resgate demorou 43 horas, depois de Aaron ter ficado preso durante 106 horas. O jovem de 21 anos está agora a receber cuidados médicos especializados.

1 de 2