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    Novo balanço na Venezuela: número de mortos sobe para 2.295, incluindo 75 portugueses. Há 11.267 feridos

  • Governo da Madeira cria grupo para coordenar apoio e envia chefe de gabinete

    O Governo da Madeira vai criar uma estrutura para coordenar o apoio humanitário à comunidade madeirense na Venezuela e um elemento do gabinete do presidente do executivo madeirense parte quarta-feira para aquele país afetado pelos sismos, foi hoje anunciado.

    Segundo a nota hoje distribuída pela presidência do Governo Regional da Madeira, o objetivo é criar “uma estrutura interdepartamental destinada a coordenar toda a resposta da Região Autónoma da Madeira às consequências dos sismos que recentemente atingiram Caracas”.

    Este grupo será liderado pela Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE), em colaboração com as secretarias de Inclusão, Trabalho e Juventude e de Saúde e Proteção Civil do executivo (PS/CDS-PP) presidido por Miguel Albuquerque.

    A missão é “centralizar informação, articular a atuação com as entidades institucionais competentes e coordenar todas as ações de solidariedade e ajuda humanitária dirigidas à Venezuela, com origem na Região”, acrescenta.

  • Sobe para 68 número de portugueses e lusodescendentes mortos. Há 74 desaparecidos

    O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 68, havendo ainda 74 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

    De acordo com o MNE, entre os 68 mortos, 59 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 10 crianças e 58 adultos.

    O anterior balanço dava conta de 60 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no passado dia 24.

  • ONU prepara assistência a 500 mil pessoas vítimas dos sismos na Venezuela

    A ONU espera auxiliar meio milhão de pessoas em abrigos montados após os sismos que atingiram a Venezuela na semana passada, segundo uma estimativa hoje apresentada pelo Programa Alimentar Mundial (PAM).

    A diretora do PAM na Venezuela, Stephanie Hochstetter, falou aos jornalistas por videoconferência na sede da ONU a partir de La Guaira, um dos estados mais atingidos pelos dois sismos que abalaram o país na passada quarta-feira, provocando pelo menos 1.943 mortos, segundo o último balanço das autoridades.

    A diretora do escritório do PAM na Venezuela relatou que foram distribuídos pacotes de alimentos de emergência a 1.200 pessoas, mas espera que este número aumente nas próximas semanas.

    Nesse sentido, foi lançado um apelo inicial para reunir 50 milhões de dólares (43,7 milhões de euros), embora tenha acrescentado que o valor “não cobrirá toda a tragédia”, uma vez que a necessidade de alimentos, água potável, abrigo e serviços básicos “é imediata e crítica”.

    Hochstetter indicou que, além de refeições prontas a consumir, o PAM está a fornecer alimentos para cozinhar em agregados familiares onde é possível, mas cujo acesso ao abastecimento é difícil.

  • Número de mortos na Venezuela sobe para 1.943. Número de feridos é de 10.571

    O número de mortos na Venezuela após os dois sismos que atingiram o país subiu para 1.943, anunciou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

    O número de feridos subiu para 10.571.

  • Ao fim de seis dias presa em escombros, foi resgatada com vida criança venezuelana de três anos

    Uma criança de 3 anos foi hoje resgatada, ao fim de quase seis dias presa sob os escombros na Venezuela, na sequência dos dois sismos de quarta-feira passada, anunciou o Ministério da Comunicação venezuelano.

    O resgate ocorreu num edifício da zona de Los Corales, no estado de La Guaira, no norte do país, a região mais afetada pelos sismos, que causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, de acordo com os dados mais recentes avançados pelo Governo venezuelano.

    “As operações de salvamento foram realizadas pela missão de equipas de resgate da Jordânia”, precisou o Ministério da Comunicação, quando já tinham passado quase 140 horas desde os sismos, um de 7,2 e outro de 7,5 na escala de Richter.

  • Homem resgatado por equipa de socorro portuguesa disse "Cristiano Ronaldo" no momento em que foi salvo

    Um homem que esteve soterrado num edifício que desabou na Venezuela disse “Cristiano Ronaldo” no momento em que foi salvo por uma equipa de socorro portuguesa, avança esta terça-feira a CMTV.

    De acordo com o mesmo canal de televisão, antes de ser salvo, ninguém sabia o estado em que estava o homem. Quando foi resgatado, relatou apenas dores num ombro.

  • Assembleia Municipal de Lisboa expressa “profundo sofrimento e solidariedade”

    A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira, por unanimidade, um voto de pesar pelas vítimas dos sismos na Venezuela, expressando o “mais profundo sofrimento e solidariedade” para com as vítimas, em que se incluem 60 portugueses e lusodescendentes mortos.

    “Para Portugal, e muito em particular para a cidade de Lisboa, esta não é uma crise distante. A Venezuela acolhe uma das maiores e mais vibrantes comunidades portuguesas no mundo, estimada oficialmente em 600 mil cidadãos, embora os registos da própria comunidade apontem para perto de 1,2 milhões de pessoas”, realça o voto de pesar apresentado pela Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), presidida por André Moz Caldas (PS).

    No voto, a AML refere que os dois sismos registados na noite de quarta-feira na Venezuela atingiram “severamente a capital, Caracas, e a região costeira de La Guaira”, indicando que foram já confirmados como “os mais fortes” terramotos no país no último século.

  • Cruz Vermelha Espanhola vai instalar clínica de emergência na Venezuela

    A Cruz Vermelha Espanhola vai instalar uma clínica de emergência na Venezuela para prestar assistência às populações afetadas pelos sismos, noticiou o El País.

    De acordo com o jornal espanhol, a clínica deverá funcionar durante pelo menos quatro meses e contará com profissionais de saúde, equipas de apoio psicossocial e equipamento médico, com capacidade para prestar cuidados de saúde diários a mais de 30 mil pessoas.

    Entre os serviços disponíveis estarão o atendimento de urgência, primeiros socorros, avaliação e estabilização de doentes.

  • Operações de resgate continuam. Menina de 12 anos e mulher de 71 encontradas com vida

    O balanço oficial dos sismos que abalaram a Venezuela regista 1.719 mortos e 5.034 feridos. No entanto, as equipas de busca continuam a conseguir resgatar pessoas com vida, vários dias após a catástrofe.

    Em La Guaira, uma menina de 12 anos foi encontrada com vida depois de ter estado cinco dias presa nos escombros, sem acesso a água ou alimentos, noticia o El Mundo.

    Noutro resgate, uma mulher de 71 anos também sobreviveu após ficar encurralada entre duas paredes que desabaram enquanto tomava banho no momento em que os sismos ocorreram.

  • 86 cidadãos portugueses continuam desaparecidos na Venezuela

    O último balanço feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dá conta de 86 cidadãos portugueses desaparecidos (48 homens e 38 mulheres).

    O número de vítimas mortais com nacionalidade portuguesa continua em 60, de acordo com fonte oficial do ministério.

  • Sobreviveu a dois dos piores desastres naturais de sempre na Venezuela. Vai abandonar La Guaira com receio de um terceiro

    O comerciante venezuelano Grian Serrano estava em La Guaira quando a região venezuelana foi atingida por dois dos piores desastres naturais da história recente do país.

    Primeiro, sobreviveu àquela que ficou conhecida como a Tragédia de Vargas, um episódio de inundações seguidas de deslizamento de terras que provocou a morte a cerca de 12 mil pessoas, em 1999.

    Vinte e seis anos depois, Grian Serrano sobreviveu ao desabamento do prédio na cidade de Caraballeda onde vivia e onde se encontrava na quarta-feira quando dois sismos de magnitude elevada atingiram a região.

    Ficou soterrado nas proximidades do filho e da mãe, que acabou por socorrer na escuridão total, escavando entre os escombros com as próprias mãos e a ajuda de dois transeuntes.

    “É um milagre de Deus”, diz Serrano à Sky News, ainda com um hematoma à volta do olho. Depois de perder todos os seus pertences no terramoto, o comerciante decidiu abandonar de vez aquela zona da Venezuela. “Já é a segunda vez. Às vezes penso que, se houver uma terceira vez, já não levaria a melhor.”

  • Governo da Guiné-Bissau informa que não há vítimas mortais entre estudantes guineenses

    O Governo de Transição da Guiné-Bissau informou hoje que não há vítimas mortais dos sismos na Venezuela entre os estudantes guineenses que se encontram naquele país.

    Em comunicado oficial divulgado nas redes sociaIs, as autoridades guineenses acrescentam que “foram reportados apenas alguns ferimentos ligeiros” entre os “135 estudantes guineenses” que se encontram na Venezuela.

    O Governo da República da Guiné-Bissau informa que “está a acompanhar, desde as primeiras horas, a situação dos estudantes guineenses residentes na República Bolivariana da Venezuela, na sequência do sismo que atingiu aquele país” a 24 de junho.

  • Assembleia aprova votos de solidariedade de todos os partidos

    A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou hoje, por unanimidade, votos de solidariedade para com o povo da Venezuela apresentados por todos os partidos, com alguns deputados a relatarem “momentos de desespero” pela situação dos seus familiares afetados pelos terramotos.

    Numa intervenção no plenário, no Funchal, o deputado do PSD Carlos Fernandes, lusodescendente, falou dos “momentos difíceis de medo, incerteza e desespero” vividos pelos que estão mais longe até conseguirem contactar os seus familiares após os abalos da semana passada.

    “A comunidade portuguesa é das mais afetadas”, declarou, enunciando casos de pessoas conhecidas que passaram muitas horas a procurar os familiares, alguns dos quais debaixo dos escombros.

  • OMS: Sistema de saúde venezuelano está "sob forte pressão"

    O sistema de saúde venezuelano está “sob forte pressão” na sequência dos sismos que assolaram o país, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, deu conta que pelo menos três centros de saúde sofreram danos críticos e outros seis estão danificados ou a funcionar parcialmente.

    “Os restantes mantêm-se operacionais, [mas] sob forte pressão”, disse numa conferência de imprensa, em que partilhou o balanço de um inquérito realizado a 21 unidades de saúde. “Os resultados preliminares revelam um atendimento e um fluxo de doentes caóticos, marcados por sobrelotação [e] crescente acumulação de cirurgias”, acrescentou segundo a Skynews.

    Christian Lindmeier também alertou que há vários especialistas em obstetrícia do Estado de La Guaira que estão desaparecidos, criando uma lacuna importante na prestação deste tipo de cuidados. Além disso, assinalou que a baixa cobertura de vacinas na população da região faz aumentar o risco de surtos de doenças como dengue ou febre amarela.

  • Situação humanitária nas zonas atingidas pelos sismos "deteriorou-se rapidamente", diz ACNUR

    A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), responsável por coordenar a resposta em matéria de proteção e abrigos para os afetados pelos sismos na Venezuela, alertou que a situação humanitária nas zonas atingidas “se deteriorou rapidamente”.

    A organização refere que se verifica “uma grave escassez de alimentos, o colapso dos serviços básicos e um aumento dos riscos de proteção para a população deslocada”.

    As primeiras avaliações no terreno, realizadas nos dias 26 e 27 nos estados de La Guaira, Distrito Capital, Miranda, Aragua e Carabobo, confirmam um aumento significativo da vulnerabilidade das pessoas deslocadas, sublinha ainda a ACNUR.

  • "Operações internacionais de busca e salvamento estão plenamente mobilizadas", garante ONU

    O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou, citado pelo El País, que “as operações internacionais de busca e salvamento estão plenamente mobilizadas”, com mais de 70 equipas especializadas e cerca de 2.300 pessoas a trabalhar em conjunto com as autoridades locais, mas avisa que a situação se esta a agravar.

    “Estão a reduzir-se as possibilidades de resgatar sobreviventes”, alertou o organismo, acrescentando que “o período crítico para salvar pessoas com vida está a diminuir”.

    A ONU refere ainda que, mesmo assim, a resposta humanitária está a ser reforçada. Segundo a OCHA, “os parceiros humanitários estão a ampliar a ajuda de emergência em saúde, alojamento, água e saneamento”.

  • Aterraram esta manhã 13 portugueses repatriados da Venezuela

    Um avião Embraer KC-390 proveniente da Venezuela aterrou hoje no aeroporto militar de Figo Maduro às 5h18. A bordo seguiam 13 cidadãos portugueses, dois italianos e dois franceses, confirmou ao Observador fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

    Os 13 portugueses são os primeiros nacionais repatriados após os sismos que atingiram a Venezuela.

    Este número surge após uma atualização das autoridades. Anteriormente tinha sido avançado que 17 cidadãos portugueses tinham sido repatriados.

  • Cuba envia equipa de busca e salvamento para a Venezuela

    Cuba enviou uma equipa de busca e salvamento para a Venezuela para apoiar as operações de resgate após os sismos. A informação foi avançada pela Presidente interina do país, Delcy Rodríguez nas redes sociais.

    “Obrigado ao povo e ao Governo de Cuba por estender a sua mão amiga à Venezuela com o envio de uma equipa de socorristas e uma brigada canina que hoje se soma às tarefas de busca. O apoio reafirma que a fraternidade entre os nossos povos se fortalece na adversidade”, escreveu.

  • Rodríguez apela à calma e alerta para "estratégias de manipulação" sobre número de vítimas

    O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, pediu aos cidadãos para que não se deixem influenciar por “manipulação mediática” após os anúncios atualizados do número de vítimas dos sismos.

    “Não deem atenção a rumores nem a estratégias de manipulação nas redes sociais ou nos meios de comunicação”, afirmou, citado pela Sky News.

    Rodríguez elogiou, também, a calma e a resistência da população, atribuindo parte da tensão e do descontentamento a informações falsas. Acrescentou ainda que apenas a informação oficial “contém a verdadeira realidade”.

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