Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Presidente do Líbano diz que está pronto para negociar acordo que acabaria com ataques israelitas
- Zohran Mamdani critica apoio dos Estados Unidos a Israel
- "Não discutimos isso", diz Trump após ter reunido com Zohran Mamdani, que quer prender Netanyahu caso líder israelita visite Nova Iorque
- Guterres apela ao G20 para pôr fim aos conflitos globais, como o de Gaza
- Trump diz que Médio Oriente vive “paz real” e admite avançar para nova fase em Gaza
- Manifestantes protestam em Bolonha contra presença de equipa de basquetebol de Telavive na cidade
- Violência dos colonos israelitas na Cisjordânia coloca em causa ação das IDF, alerta chefe do exército de Israel
- Colonos israelitas pastam o gado em terras privadas na Cisjordânia, danificando as colheitas dos habitantes
- Exército israelita diz que matou 13 membros do Hamas em ataque a campo palestiniano
- Programa Alimentar Mundial admite que situação em Gaza está "melhor do que antes do cessar-fogo", mas ainda há "longo caminho pela frente"
- "Está a fazer todo o tipo de coisas que não aceitamos". Netanyahu acredita que Presidente da Síria voltou "cheio de si" de Washington
- UNICEF diz que morreram quase duas crianças por dia em Gaza desde que o cessar-fogo entrou em vigor
- Colonos israelitas na Cisjordânia atacaram palestinianos, mostram vídeos nas redes sociais
- Israel mata cinco alegados operacionais do Hamas que saíram de túnel em Rafah
- Palestinianos "cercados" no norte de Gaza. Autoridades locais acusam Israel de mover a "linha amarela"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Médio Oriente está a viver um período de “paz real” pela primeira vez, destacando os acordos recentes e a derrota significativa do Hamas e do Irão. No entanto, mencionou que a paz em Gaza ainda depende das ações do grupo palestiniano.
- Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, criticou o apoio dos Estados Unidos a Israel, após uma reunião com Donald Trump, referindo-se ao financiamento contínuo de guerras como desrespeitador dos direitos humanos internacionais. Apesar das críticas, Mamdani elogiou o plano de Trump para um cessar-fogo entre Israel e Gaza.
- O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, anunciou a disponibilidade do país para negociar um acordo de paz que encerre os ataques israelitas e leve à retirada de Israel das colinas fronteiriças. Contudo, a intensificação dos ataques por parte de Israel no Líbano coloca dúvidas sobre a aceitação deste acordo por Israel.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo aos líderes do G20 para utilizarem a sua influência no sentido de promover a paz em regiões afetadas por conflitos, como Gaza. Guterres enfatizou a necessidade de cooperação global para enfrentar várias crises, nomeadamente a económica e a climática.
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Presidente do Líbano diz que está pronto para negociar acordo que acabaria com ataques israelitas
O Líbano está pronto para negociar um acordo que acabe com os ataques israelitas ao país e retire Israel de cinco colinas fronteiriças que ocupou desde o fim da guerra com o Hezbollah, disse esta sexta-feira o Presidente libanês.
Numa declaração televisiva, por ocasião do Dia da Independência, Joseph Aoun acrescentou que as tropas libanesas estão prontas para ocuparem posições em todos os pontos de onde as tropas israelitas se retirarem.
No entanto, o Presidente adiantou que não estava para já claro se Israel aceitaria a oferta, pois esta ocorre num momento em que as forças israelitas intensificaram os seus ataques no Líbano.
Na terça-feira, um ataque aéreo matou 13 pessoas no campo de refugiados palestinianos de Ein el-Hilweh, perto da cidade de Sidão, sendo o mais mortal desde que o cessar-fogo entrou em vigor, há um ano.
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Zohran Mamdani critica apoio dos Estados Unidos a Israel
O presidente da Câmara da Cidade de Nova Iorque, Zohran Mamdani, afirmou que falou com Donald Trump sobre a guerra em Gaza, acusando o Governo israelita de “cometer genocídio” e criticando o financiamento norte-americano ao conflito.
“Partilhei com o Presidente a preocupação de muitos nova-iorquinos em querer que os seus impostos sejam usados em benefício da cidade e na garantia de dignidade básica” em vez de serem usados para financiar uma guerra que não é do país, disse Mamdani, citado pelo Haaretz.
O autarca elogiou as iniciativas de paz, referindo-se ao plano de 20 pontos de Trump para o cessar-fogo entre Gaza e Israel, mas insistiu que “o financiamento de guerras intermináveis não pode continuar e ainda há muito trabalho a fazer nos direitos humanos internacionais, que hoje são desrespeitados”.
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"Não discutimos isso", diz Trump após ter reunido com Zohran Mamdani, que quer prender Netanyahu caso líder israelita visite Nova Iorque
Ao lado de Zohran Mamdani, recentemente eleito presidente da Câmara da Cidade de Nova Iorque, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é necessário fazer pressão para “o desarmamento total do Hamas”.
O líder norte-americano acrescentou, sobre o Líbano, que “o Hezbollah tem sido um grande problema”. “Estamos a trabalhar com o Líbano e ambos queremos ver a paz no Médio Oriente”, sublinhou.
Mamdani tinha reiterado, quando foi eleito, que a cidade cumprirá o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu. Sobre esse tema, Trump diz: “Não discutimos isso”, referindo que Netanyahu “vai mudar. Todos nós mudamos”.
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Guterres apela ao G20 para pôr fim aos conflitos globais, como o de Gaza
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou aos líderes do G20 para usarem a sua influência para acabarem com os conflitos em várias regiões do mundo e promover a paz. O alerta surge antes da cimeira do G20, que se realiza entre 23 e 25 de novembro em Joanesburgo.
De acordo com o Haaretz, Guterres destacou os conflitos em curso na Ucrânia, Gaza, Sudão, Mali e na República Democrática do Congo, afirmando que “em todo o lado, do Haiti ao Iémen e Mianmar, devemos escolher a paz, baseada no direito internacional”.
O responsável da ONU sublinhou, também, a necessidade de o G20 combater as alterações climáticas e reduzir as desigualdades económicas e na representação internacional, lembrando que a cooperação global é essencial para estabilizar “um mundo marcado por crises”.
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Trump diz que Médio Oriente vive “paz real” e admite avançar para nova fase em Gaza
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira, numa entrevista à Fox News Radio, que o Médio Oriente atravessa uma mudança sem precedentes e descreveu a situação atual como “paz real pela primeira vez na região”.
O líder norte-americano comentou os acordos recentes com vários países e disse que Hamas e o Irão foram “muito derrotados”. Sobre Gaza, referiu que pode avançar para uma “fase 2”, dependendo da atuação do grupo palestiniano.
Trump considerou que o Líbano e o Hezbollah são, agora, preocupações menores e comparou a situação atual com o ano passado, quando o Irão reforçava a sua presença nuclear, sublinhando que a região está “totalmente diferente”, com países dispostos a lutar pela paz.
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Manifestantes protestam em Bolonha contra presença de equipa de basquetebol de Telavive na cidade
Em Bolonha, Itália, vários manifestantes estão reunidos para protestar a presença da equipa de basquetebol Maccabi Tel Aviv, de Israel, que está no país para jogar contra a Virtus Pallacanestro Bologna.
Os manifestantes, de acordo com a agência italiana ANSA, já utilizaram gás lacrimogéneo e envolveram-se em confrontos com as autoridades, que chegaram a fazer um cordão policial para tentar dissuadir uma escala de tensão.
???? Thousands of people in Bologna, Italy, are protesting strongly right now to the upcoming basketball game between the local team Virtus and Israel’s Maccabi Tel Aviv, arguing that it cannot be treated as a normal sporting event. Residents still recall recent incidents at a… pic.twitter.com/mgySo0ukGD
— Paolo Mossetti (@paolomossetti) November 21, 2025
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Violência dos colonos israelitas na Cisjordânia coloca em causa ação das IDF, alerta chefe do exército de Israel
O chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) afirmou esta sexta-feira que a violência descontrolada dos colonos israelitas na Cisjordânia pode limitar a capacidade de Israel de enfrentar as ameaças à segurança em Gaza, no Líbano e na Síria, noticia o Times of Israel.
“Se não pararmos os manifestantes judeus”, Israel poderá ter uma capacidade mais limitada de agir “nas frentes-chave no Líbano, Gaza e Síria”, disse Eyal Zamir.
“Estes anarquistas podem incendiar a área num instante, causando uma situação em que todas as forças precisam de ser imediatamente desviadas das fronteiras de Gaza e do Líbano, sem que haja qualquer interesse de segurança em fazê-lo neste momento”, sublinhou.
Zamir acrescentou que “se isto não for resolvido, pode interferir em tudo”. “Estamos num período crítico e o foco precisa de estar em Gaza e no Líbano”, concluiu.
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Colonos israelitas pastam o gado em terras privadas na Cisjordânia, danificando as colheitas dos habitantes
Imagens publicadas pelo Times of Israel mostram jovens colonos israelitas a pastar o seu gado em terras privadas pertencentes às aldeias de Deir Ballut e Duma, no centro e norte da Cisjordânia.
De acordo com os habitantes, o gado danifica as colheitas.
בדוגמא אחרת מהיום עדר בקר של מתנחלים רועה בתוך מטע זיתים פלסטיני בדיר בלוט. הרעייה במטעים פוגעת בעץ וביבול. פלישה שמלווה לפגיעה פסטורלית בקניין.
מצורפים כמה סרטונים נוספים מהחודש האחרון. זו מגמה שמתחזקת בעונת המסיק אך מתרחשת גם בשאר ימות השנה.
פעמים רבות יגיע הצבא לנקודות… pic.twitter.com/s9YNsEFbai
— Matan Golan (@MatanGolanPhoto) November 21, 2025
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Exército israelita diz que matou 13 membros do Hamas em ataque a campo palestiniano
O exército israelita afirma que matou 13 membros do Hamas no campo de Ein el-Hilweh, descrevendo que havia “um campo de treino” no campo de refugiados palestinianos no Líbano.
Israel identifica um dos mortos como Jawad Sidawi, acusando-o de estar a treinar pessoas para atacar Israel a partir de território do Líbano, escreve a Al Jazeera.
No início da semana, o Hamas negou a acusação de Israel sobre haver um campo de treino no campo de Ein el-Hilweh. Agora, chama ao ataque uma “agressão bárbara contra o inocente povo palestiniano”.
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Irão acusa EUA e E3 de “assassinarem” acordo com AIEA e anuncia fim do pacto
O Governo iraniano acusou hoje os Estados Unidos e o grupo E3 (França, Reino Unido e Alemanha) de terem “assassinado” o acordo de cooperação assinado em setembro com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e anunciou o fim do pacto.
Após a aprovação de uma resolução no Conselho de Governadores da AIEA sobre o programa nuclear iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, denunciou que a diplomacia foi atacada por Israel e pelos Estados Unidos durante o processo negocial.
Como consequência, o chefe da diplomacia iraniana informou que a ativação do mecanismo de “restabelecimento automático” de sanções pela E3 levou Teerão a considerar oficialmente encerrado o chamado “Acordo do Cairo”.
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Programa Alimentar Mundial admite que situação em Gaza está "melhor do que antes do cessar-fogo", mas ainda há "longo caminho pela frente"
“As coisas estão melhores do que antes do cessar-fogo, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, afirmou o porta-voz do Programa Alimentar Mundial, que refere o aumento da comida a entrar em Gaza desde o acordo assinado em outubro, mas admite que ainda estão aquém das necessidades humanitárias no enclave palestiniano.
“O apoio contínuo é um esforço importante para ajudar as famílias a reconstruir a sua saúde, a sua nutrição e as suas vidas”, continua Martin Penner, citado pela agência Reuters. De acordo com o WFP, (sigla em inglês) centenas de milhares de pessoas continuam a precisar urgentemente de ajuda alimentar.
Outra voz da agência da ONU indica, também, que precipitação intensa que atingiu o território esta semana terá afetado a qualidade de alguns alimentos que estavam a ser armazenados pela população.
Desde que o cessar-fogo foi assinado, o WFP diz que já entraram mais de 40 mil toneladas de comida em Gaza.
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Cruz Vermelha Internacional vai dispensar 2.900 trabalhadores até próximo ano
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que emprega cerca de 18.000 pessoas, vai eliminar 2.900 postos de trabalho até 2026, já que o seu orçamento diminuirá 17%, anunciou esta sexta-feira a organização.
Estes cortes, que deixarão o orçamento em 1,9 mil milhões de euros, são uma resposta à redução das contribuições dos doadores, apesar do contexto de aumento de crises, com mais de 130 conflitos ativos em todo o mundo, afirmou o CICV, em comunicado divulgado esta sexta-feira.
“A realidade financeira está a obrigar-nos a tomar decisões difíceis para garantir que podemos continuar a prestar assistência humanitária essencial a quem mais precisa”, afirmou a presidente da organização, Mirjana Spoljaric, citada no comunicado.
A responsável do CICV, organização fundada em 1863 e especializada em ajuda humanitária em conflitos, insistiu que existe atualmente “uma perigosa convergência entre a escalada de conflitos armados, cortes significativos na ajuda e uma intolerância sistémica às violações do direito internacional”.
No entanto, “o CICV continua empenhado em intervir nas linhas da frente dos conflitos, onde poucas outras organizações podem operar”, como o Sudão, Israel e Palestina, Ucrânia e República Democrática do Congo, garantiu a presidente.
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"Está a fazer todo o tipo de coisas que não aceitamos". Netanyahu acredita que Presidente da Síria voltou "cheio de si" de Washington
Poucos dias após a visita do Presidente da Síria à Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel acredita que Ahmed al-Sharaa regressou da sua viagem a Washington “cheio de si”, avança a emissora pública israelita Kan, citada pelo The Times of Israel.
“[Al-Sharaa] está a começar a fazer todo o tipo de coisas que não aceitamos”, cita o jornal o que Benjamin Netanyahu terá dito ao seu conselho de segurança esta quinta-feira. O primeiro-ministro israelita também terá alegado que o líder sírio quer “trazer forças russas para a fronteira” com Israel.
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UNICEF diz que morreram quase duas crianças por dia em Gaza desde que o cessar-fogo entrou em vigor
Pelo menos 67 crianças já morreram em Gaza desde que o cessar-fogo com Israel entrou em vigor, avança a UNICEF, citada pela agência Reuters. “Dezenas de outras crianças ficaram feridas. Isso representa uma média de quase duas crianças mortas por dia desde que o cessar-fogo entrou em vigor”, afirmou o porta-voz.
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Agência de Energia Atómica quer acesso às instalações nucleares do Irão. Teerão considera resolução "anti iraniana" e ameaça retaliar
A Agência Internacional de Energia Atómica exigiu, esta quinta-feira, que o Irão cooperasse com os seus pedidos e que fornecesse “informação precisa” sobre o seu stock de urânio para uso militar, bem como permitir que os inspetores de agência tenham acesso às suas instalações nucleares.
Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acredita que a resolução da agência das Nações Unidas é “anti iraniana” e ameaçou retaliar contra os avanços da AIEA, escreve a Associated Press, citando a imprensa iraniana.
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Colonos israelitas na Cisjordânia atacaram palestinianos, mostram vídeos nas redes sociais
Vários colonos israelitas terão, na última noite, atacado um grupo de palestinianos na aldeia de Markaz, situada nas Colinas do Sul de Hebron, na zona meridional da Cisjordânia, uma localidade que fica dentro de uma zona militar utilizada pelo exército israelita para treino de tiros.
Imagens recolhidas no local e difundidas nas redes sociais mostram um grupo de indivíduos encapuzados a agredir residentes com bastões.
هجوم عنيف.. مشهد اعتداء وهجوم مليشيات المستوطنين على خربة المركز في مسافر يطا جنوب الخليل. pic.twitter.com/DO8jZVXrZM
— شبكة قدس الإخبارية (@qudsn) November 21, 2025
Um palestiniano que vive na zona, e que pediu anonimato, disse ao The Times of Israel que os agressores terão vindo de vários postos avançados próximos.
Vários palestinianos ficaram feridos no ataque, incluindo um que teve de ser transportado para o hospital, com ferimentos que não são considerados graves.
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Israel mata cinco alegados operacionais do Hamas que saíram de túnel em Rafah
Cinco alegados operacionais do Hamas que tinham surgido de um túnel na zona oriental de Rafah — uma área do sul de Gaza atualmente controlada pelo exército israelita — foram mortos há momentos em ataques aéreos, informou o Exército de Israel (IDF), de acordo com o The Times of Israel.
De acordo com as forças israelitas, militares da Brigada Nahal detetaram o grupo a sair do túnel e a aproximar-se das posições israelitas de forma considerada uma “ameaça imediata”. Por essa razão, a Força Aérea israelita, guiada pelas tropas destacadas na zona, lançou um ataque que matou os cinco homens.
צה״ל חיסל חוליית מחבלים שיצאה מתשתית טרור תת-קרקעית ברפיח
כוחות צוות הקרב של חטיבת הנח״ל זיהו לפני זמן קצר חמישה מחבלים שיצאו מתשתית טרור תת-קרקעית במזרח רפיח מעבר לקו הצהוב, והתקרבו לכוחות צה"ל הפרוסים בדרום רצועת עזה, באופן שהיווה עליהם איום מיידי.
חיל האוויר בהכוונת הכוחות… pic.twitter.com/D92evisxkk
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) November 21, 2025
As autoridades israelitas estimam que entre 100 e 200 combatentes do Hamas permanecem escondidos em túneis no sul de Gaza, do lado israelita da chamada “linha amarela”. Washington tem pressionado Israel a permitir que estes militantes regressem, em segurança, para áreas controladas pelo Hamas dentro da Faixa de Gaza — um pedido que, até agora, Israel tem rejeitado.
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Palestinianos "cercados" no norte de Gaza. Autoridades locais acusam Israel de mover a "linha amarela"
As autoridades locais de Gaza, ligadas ao Hamas, afirmam que inúmeras famílias palestinianas estão cada vez mais “encurraladas” no norte do território, acusando o exército israelita de ter alterado em algumas centenas de metros a chamada “linha amarela”, a linha de reposicionamento militar definida no acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA.
Segundo o Governo de Gaza, citado pela Al Jazeera, tanques e tropas israelitas moveram-se cerca de 300 metros para lá da chamada linha amarela em áreas orientais da Cidade de Gaza, deixando muitas famílias isoladas, sujeitas a bombardeamentos, e sem informação sobre o paradeiro de outros familiares.
A linha amarela, estabelecida como limite para o recuo das forças israelitas, deveria servir de referência durante o cessar-fogo, mas o alegado avanço aprofunda a zona controlada por Israel e restringe ainda mais a circulação dos habitantes.
Correspondentes da Al Jazeera, no terreno, relatam que soldados israelitas colocaram novos blocos e sinalizações, embora o contorno completo não esteja assinalado, o que aumenta a confusão e impede muitos palestinianos de regressar às suas casas. O exército israelita não comentou oficialmente as acusações.