Momentos-chave
- O que aconteceu até agora?
- Líderes europeus já falaram com Trump. Macron diz que amanhã "Putin deve mostrar que quer a paz"
- Kiev diz que Rússia perdeu mais de 63 mil tropas em Kursk desde a incursão ucraniana
- Rússia deteve um navio petroleiro grego no mar Báltico, diz Estónia
- Trump falará hoje com líderes europeus antes de ligar a Putin e Zelensky
- Ucrânia avisa que Rússia prepara lançamento de míssil intercontinental
- Zelensky reuniu-se com JD Vance em Roma. "Reafirmei a prontidão da Ucrânia para uma diplomacia real", diz Zelensky
- Rússia anuncia controlo de Bogatir na região de Donetsk
- Zelensky e Leão XIV já se reuniram. Presidente ucraniano agradece ao Papa por disponibilizar Vaticano para negociações
- Zelensky agradece ao Papa os apelos à paz
- Zelensky afirmou que "a Crimeia tal como toda a Ucrânia, tem de ser livre"
- Papa Leão XIV vai receber Volodymyr Zelensky
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora?
- O Presidente francês Emmanuel Macron, juntamente com outros líderes europeus, conversou com o Presidente dos EUA, Donald Trump, antes da chamada programada entre Trump e os líderes da Rússia e da Ucrânia. Macron mencionou a importância do presidente russo, Vladimir Putin, demonstrar um compromisso com a paz ao aceitar um cessar-fogo incondicional de 30 dias proposto por Trump e apoiado pela Europa e pela Ucrânia.
- A situação na Ucrânia permanece tensa, com alegações de grandes perdas para as forças russas desde o início da incursão na região de Kursk, incluindo a perda de mais de 63 mil tropas, segundo o Estado Maior das Forças Armadas Ucranianas. Além disso, a Rússia anunciou o controlo da aldeia de Bogatir, na região de Donetsk, destacando as contínuas hostilidades e perdas significativas para o exército ucraniano naquela região.
- A Ucrânia expressou preocupações sobre um previsto lançamento de treino e combate de um míssil balístico intercontinental pela Rússia, que seria uma demonstração de força destinada a intimidar Kiev e seus parceiros ocidentais. O serviço de informações militares da Ucrânia emitiu uma alerta sobre a intenção russa de proceder com este lançamento, sublinhando o clima de tensão na região.
- Volodymyr Zelensky, o Presidente ucraniano, reuniu-se com o Papa Leão XIV no Vaticano, agradecendo-lhe por disponibilizar o Vaticano como uma plataforma para futuras negociações diretas entre a Ucrânia e a Rússia. Zelensky reafirmou o compromisso da Ucrânia com uma diplomacia real, sublinhando a importância de alcançar uma paz justa e sustentada.
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Bom dia. Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as notícias sobre a guerra na Ucrânia e a chamada entre Trump e Putin nesta ligação.
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Líderes europeus já falaram com Trump. Macron diz que amanhã "Putin deve mostrar que quer a paz"
O Presidente francês, Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chefe do executivo do Reino Unido, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz já falaram ao telefone com o Chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.
Amanhã, Donald Trump vai falar ao telefone quer com o Presidente russo, Vladimir Putin, quer com o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Antes dessa chamada, os líderes europeus também falaram com Donald Trump.
“Amanhã, o Presidente Putin deve mostrar que quer a paz ao aceitar o cessar-fogo incondicional de 30 dias proposto por Trump e apoiado pela Europa e pela Ucrânia”, escreveu o Presidente francês no X.
I spoke tonight with @POTUS, @Keir_Starmer, @Bundeskanzler and @GiorgiaMeloni after our talks in Kyiv and Tirana.
Tomorrow, President Putin must show he wants peace by accepting the 30-day unconditional ceasefire proposed by President Trump and backed by Ukraine and Europe.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) May 18, 2025
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Kiev diz que Rússia perdeu mais de 63 mil tropas em Kursk desde a incursão ucraniana
As forças russas terão perdido mais de 63 mil tropas desde o início da incursão ucraniana na região, informou o Estado Maior das Forças Armadas Ucranianas.
“Desde 6 de agosto de 2024, o inimigo perdeu 63 172 militares mortos e feridos, incluindo cerca de 4 000 cidadãos da China. 968 soldados inimigos foram feitos prisioneiros”, lê-se num comunicado publicado no Facebook.
“Para impedir o avanço das tropas ucranianas na região de Kursk e recuperar os territórios perdidos, o inimigo foi forçado a destacar para lá as suas unidades mais capazes, bem como reservas operacionais de outras áreas e unidades militares em processo de formação”, alegam os militares ucranianos.
“Ao mesmo tempo, só o destacamento para Kursk de 12.000 soldados da RPDC, entre as forças especiais mais treinadas, permitiu aos dois exércitos inimigos criar um agrupamento eficaz para virar a maré na região”, lê-se ainda.
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Rússia deteve um navio petroleiro grego no mar Báltico, diz Estónia
A Rússia deteve um navio petroleiro de propriedade grega este domingo, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Estónia, citado pela Reuters.
O navio Green Admire, com bandeira da Libéria, tinha saído do porto estónio de Sillamäe, no Mar Báltico, próximo da fronteira com a Rússia.
“O incidente de hoje mostra que a Rússia continua a comportar-se de forma imprevisível”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros Margus Tsahkna num comunicado publicado no site do governo. “Também informei os nossos aliados sobre este acontecimento”, acrescentou.
Ao sair do porto, a embarcação atravessou um canal de navegação que foi “estabelecido por acordo entre a Rússia, a Estónia e a Finlândia” que atravessa águas territoriais russas.
O percurso, lê-se no comunicado, terá sido selecionado “pela segurança marítima e não alinhado estritamente ao longo das fronteiras nacionais”.
De acordo com a Administração dos Transportes da Estónia, citada pela Reuters, o navio iria para o porto de Roterdão, nos Países Baixos, com uma carga de óleo de xisto da Estónia.
Os navios que entram e saem do porto serão agora guiados através das águas territoriais da Estónia, acrescentou.
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Trump falará hoje com líderes europeus antes de ligar a Putin e Zelensky
Os líderes da Alemanha, França, Reino Unido e Polónia vão voltar a falar hoje com o Presidente norte-americano, antes da chamada que Donald Trump anunciou com os homólogos russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, revelou que, após a última conversa, realizada à margem da Comunidade Política Europeia, em Tirana, vai juntar-se novamente ao Presidente francês, Emmanuel Macron, e aos primeiros-ministros do Reino Unido, Keith Starmer, e polaco, Donald Tusk, para abordar o conflito na Ucrânia com o líder da Casa Branca.
“Concordámos que os quatro chefes de estado e de governo voltarão a falar com o Presidente dos Estados Unidos para se prepararem para este diálogo” entre Trump e Putin, disse Merz em Roma, de acordo com a cadeia de televisão NTV e a edição online do Der Spiegel.
Segundo o Der Spiegel, a conversa entre os cinco dirigentes está marcada para a tarde de hoje.
“Só podemos esperar mais progressos agora”, comentou Merz sobre as conversações dos líderes internacionais.
Trump anunciou no sábado que vai falar com Putin e depois com Zelensky.
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Ucrânia avisa que Rússia prepara lançamento de míssil intercontinental
O serviço de informações militares da Ucrânia (GUR) alertou hoje que a Rússia planeia realizar um lançamento de “treino e combate” de um míssil balístico intercontinental, a fim de intimidar Kiev e os seus parceiros ocidentais.
“Com o objetivo de pressionar e intimidar de forma demonstrativa a Ucrânia, bem como os estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, o estado agressor da Rússia pretende realizar um lançamento de ‘treino e combate’ do míssil balístico intercontinental RS-24 Yars na noite de 19 de maio”, indicou o GUR na rede Telegram.
Segundo o serviço de informações, o míssil, equipado com munições de treino, “foi ordenado para ser lançado de um complexo terrestre móvel pelo 433.º Regimento da 42.ª Divisão do 31.º Exército das Forças de Mísseis Estratégicos”.
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Zelensky reuniu-se com JD Vance em Roma. "Reafirmei a prontidão da Ucrânia para uma diplomacia real", diz Zelensky
Roma foi este domingo também o palco de uma reunião entre Volodymyr Zelensky e o vice-presidente dos EUA, JD Vance — ambos na capital italiana para participarem na missa de inauguração do pontificado do Papa Leão XIV.
De acordo com um registo publicado pelo próprio Zelensky no Telegram, os dois responsáveis discutiram “as negociações em Istambul, onde os russos enviaram uma delegação de baixo nível sem autoridade para tomar decisões”.
“Reafirmei a prontidão da Ucrânia para uma diplomacia real e sublinhei a importância de um cessar-fogo completo e incondicional assim que possível”, disse Zelensky sobre a reunião, que descreveu como “boa” e na qual esteve também o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
“Também abordámos a necessidade de sanções contra a Rússia, de comércio bilateral, de cooperação na defesa, da situação no campo de batalha e de uma futura troca de prisioneiros”, disse Zelensky. “A pressão sobre a Rússia tem de continuar até que esteja pronta para parar a guerra. E, claro, discutimos os nossos passos em comum para alcançar uma paz justa e sustentável.”
“Obrigado a todo o povo americano pelo apoio e pela liderança a salvar vidas”, acrescentou Zelensky.
Fotografia: Telegram de Volodymyr Zelensky
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Rússia anuncia controlo de Bogatir na região de Donetsk
O ministério da Defesa russo anunciou hoje que a Rússia assumiu o controlo da aldeia de Bogatir, 60 quilómetros a oeste da cidade de Donetsk, informando também de grandes perdas para o exército ucraniano.
De acordo com um comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a Efe, “a localidade de Bogatir, na República Popular de Donetsk, foi libertada em resultado de ações decisivas do agrupamento militar Este.
Segundo o ministério, que divulgou o comunicado através do Telegram, os combates neste flanco causaram grandes perdas ao exército ucraniano e a localidade representa um importante potencial logístico.
Um especialista militar consultado pela agência TASS, Andréi Marochko, destacou a importância da conquista de Bogatir, pois isso permite que as tropas russas avancem nas direções sudoeste e noroeste, “o que dá acesso às regiões ucranianas de Dniepropetrovsk e Zaporiyia a partir da República Popular de Donetsk”.
Na sexta-feira, o Ministério da Defesa informou ter tomado nos últimos dias até seis localidades na região ucraniana de Donetsk, anexada pela Rússia em 2022.
Após as recentes negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul, a Rússia continua a avançar em território ucraniano e mantém a ameaça de conquistar mais território ucraniano.
A notícia do ataque a Bogatir surge no mesmo dia em que a televisão estatal russa transmitiu um trecho inédito de uma entrevista do presidente russo, Vladimir Putin, no qual afirmou que o seu país “tem forças e recursos suficientes para completar a guerra na Ucrânia” e assim alcançar os objetivos iniciais.
Os ataques ocorreram também depois de, na sexta-feira, as primeiras conversações diretas entre Moscovo e Kiev em anos não terem conseguido chegar a um acordo de cessar-fogo.
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Zelensky e Leão XIV já se reuniram. Presidente ucraniano agradece ao Papa por disponibilizar Vaticano para negociações
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já se reuniu com o Papa Leão XIV no Vaticano — e agradeceu-lhe por disponibilizar o Vaticano para ser uma “plataforma para negociações diretas entre a Ucrânia e a Rússia”.
“Estamos prontos para o diálogo em qualquer formato, em nome dos resultados”, escreveu Zelensky no Telegram. “Agradecemos-lhe pelo seu apoio à Ucrânia e pela sua voz clara em defesa de uma paz justa e duradoura.”
“Para milhões de pessoas no mundo, o pontífice é um símbolo de esperança pela paz. E a autoridade e a voz da Santa Sé podem ter um papel importante no fim desta guerra”, disse ainda Zelensky, que deixou imagens do encontro na rede social.
Telegram de Volodymyr Zelensky
O Papa Leão XIV recebeu Zelensky em audiência depois da missa inaugural do pontificado (Fotografia: Telegram de Volodymyr Zelensky)
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Zelensky agradece ao Papa os apelos à paz
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu este domingo ao Papa Leão XIV pela referência que fez à “necessidade de uma paz justa” e pela “atenção à Ucrânia” na missa inaugural do pontificado, que decorreu esta manhã no Vaticano.
No Telegram, Zelensky disse que teve a oportunidade de estar no Vaticano “juntamente com representantes de muitos países e milhares de fiéis de todas as partes do mundo”.
Sublinhando que todos os países “merecem viver em paz e segurança”, Zelensky desejou a Leão XIV os “parabéns pelo início de uma missão tão especial” e pediu que “as orações por uma paz justa e uma vida digna para todas as pessoas sejam ouvidas”.
Para o final da missa inaugural estava agendada uma reunião privada entre Zelensky e o Papa.
Antes disso, na oração do Regina Caeli, na Praça de São Pedro, Leão XIV disse que a Igreja não pode esquecer os “irmãos e irmãs que sofrem por causa da guerra”.
“A atormentada Ucrânia espera finalmente negociações para uma paz justa e duradoura”, disse Leão XIV.
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Zelensky afirmou que "a Crimeia tal como toda a Ucrânia, tem de ser livre"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou uma mensagem no Facebook a criticar a ocupação russa da Crimeia e apelando à libertação da península.
Lembrando a expulsão dos tártaros da Crimeia pela União Soviética, Zelensky diz que “hoje é um dia que nos recorda porque é que todos os impérios brutais merecem cair”.
“Em 2014, teve lugar mais uma ocupação russa da Crimeia – e agora, mais uma vez, infelizmente, milhares de famílias estão separadas. Mais uma vez, é necessário lutar pela liberdade e pelo nosso lar”, acrescentou.
“Continuamos a trabalhar para defender o nosso Estado independente, todo o nosso povo e toda a nossa terra.
A Crimeia, tal como toda a Ucrânia, tem de ser livre. Os impérios caem sempre”, escreveu o Presidente. -
Força aérea ucraniana afirma que intercetou 88 de 273 drones disparados pela Rússia
“O inimigo atacou com 273 drones explosivos do tipo ‘Shahed’ e outros”, afirmou a Força aérea ucraniana em comunicado, acrescentando que 88 foram “destruídos” e 128 “perdidos.
Força aérea ucraniana afirma que intercetou 88 de 273 drones disparados pela Rússia
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Papa Leão XIV vai receber Volodymyr Zelensky
O Papa Leão XIV vai receber o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, este domingo, informou o Vaticano.
O líder ucraniano terá uma audiência privada com o pontífice depois da missa inaugural de Leão XIV, de acordo com a agenda disponível no site.
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Bom dia,
Abrimos aqui novo liveblog para acompanhar os acontecimentos na Guerra na Ucrânia. Pode verificar o que aconteceu no sábado no liveblog que deixamos aqui, em arquivo.