Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente ao longo desta terça-feira. Pode segui-lo aqui.

    Navio da flotilha humanitária sofreu apenas danos “superficiais” e está em condições de seguir para Gaza

  • Embarcação estaria sob bandeira portuguesa. Todos os passageiros e tripulantes estão bem

    Através das suas redes sociais, a Global Sumud Flotilla confirmou o ataque ao barco conhecido como “Family”, dizendo que o mesmo envolveu um drone. Segundo a organização, no momento do ataque o barco estaria debaixo de bandeira portuguesa.

    Os responsáveis asseguram que todos os tripulantes e passageiros estão bem e revelaram que foi aberta uma investigação. “Atos de agressão com o objetivo de intimidar e sabotar a nossa missão não nos irão deter”, garantem.

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, realizou uma visita ao local onde ocorreu um ataque envolvendo o tiroteio num autocarro em Jerusalém Oriental, que resultou em seis mortos. Netanyahu classificou o evento como parte de uma “guerra poderosa contra o terrorismo” em curso em várias frentes. As autoridades israelitas afirmaram ter cercado as aldeias de onde os supostos terroristas terão vindo, prometendo destruir o Hamas e libertar reféns em Gaza.
    • Em resposta ao ataque, que foi alegadamente perpetrado por palestinianos vindos da Cisjordânia, os ministros israelitas apelaram à deportação das famílias dos atiradores, argumentando que tal medida seria dissuasora de futuros ataques. A retórica de retaliação incluiu, ainda, promessas de graves consequências e mesmo a destruição de Gaza, caso o Hamas não liberte os reféns e deponha armas. A Autoridade Palestiniana condenou o ataque, manifestando oposição a qualquer forma de violência que atinja civis.
    • No contexto do conflito em Gaza, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, anunciou que Israel aceitou uma proposta de cessar-fogo mediada por Donald Trump, que implica a libertação de reféns e desarmamento do Hamas. Ao mesmo tempo, a ONU criticou a retórica israelita em relação à Faixa de Gaza, acusando líderes do país de desumanização e retórica genocida, ao mesmo tempo que apelou à comunidade internacional para prevenir potenciais crimes atrozes.
    • Espanha retirou a sua embaixadora de Telavive em protesto contra a proibição de entrada de duas ministras espanholas em Israel e anunciou um embargo de armas ao país. As relações entre Espanha e Israel deterioraram-se devido à denúncia de antissemitismo por parte de Israel, que acusa o governo espanhol de ter uma linha hostil e antissemita. A posição espanhola inclui o reconhecimento do Estado palestiniano e medidas políticas para intensificar a pressão sobre Israel.

  • Barco principal da flotilha humanitária atacado em Tunes, denuncia Francesca Albanese

    Uma das embarcações da flotilha solidária de ajuda humanitária a Gaza, que conta com portugueses na comitiva, foi atacada “aparentemente por um drone” no porto de Tunes, denunciou hoje a relatora especial da ONU, Francesca Albanese.

    “O barco principal da flotilha (Family) foi atacado aparentemente por um drone no porto de Tunes”, referiu na rede social X a relatora especial da ONU para a Cisjordânia e Gaza, Francesca Albanese.

    Numa série de publicações, indicou ainda que “outros dois barcos estão a caminho de Tunes e precisam de proteção urgente”.

    No domingo, o ativista português Miguel Duarte, que está integrado na flotilha humanitária, indicou à Lusa que os barcos que zarparam no passado domingo de Barcelona (Espanha) encontravam-se ao largo da costa da Tunísia, onde iam realizar uma paragem para recolher mais ajuda humanitária e fazer reparações.

    Além do ativista integram também a flotilha a coordenadora do BE, Mariana Mortágua e a atriz Sofia Aparício.

    Miguel Duarte tinha lamentado na mesma altura a presença de drones a sobrevoar as embarcações que partiram de Barcelona, na semana passada, após denúncia da organização Global Movement to Gaza, uma das que promoveu a Global Sumud Flotilla.

  • Keir Starmer reuniu-se com Abbas para debater o fim do conflito em Gaza e o reconhecimento do Estado palestiniano

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, encontrou-se em Londres com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

    Segundo o Times of Israel, os dois líderes discutiram a necessidade urgente de pôr fim à fome em Gaza, assim como a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas.

    Abbas acolheu favoravelmente a promessa britânica de apoiar o reconhecimento de um Estado palestiniano caso Israel não aceite um cessar-fogo ou mantenha a crise humanitária em Gaza.

    Starmer e Abbas concordaram, ainda, com o facto de que o Hamas não deve ter qualquer papel na futura governação da Palestina e sublinharam a necessidade de uma solução política de longo prazo.

  • IDF atacam base militar na Síria

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) realizaram um ataque aéreo contra uma base militar perto da cidade de Homs, na Síria, relata o Times of Israel.

    O exército israelita atingiu, ainda, outras duas cidades sírias: Latakia e Palmyra.

  • Ameaças de Netanyahu à população de Gaza são um "crime", diz Hamas

    O Hamas reagiu às declarações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu (que instou os moradores da Cidade de Gaza a abandonarem a área), classificando-as como um “ato criminoso”.

    Através de um comunicado citado pela Al Jazeera, o grupo palestiniano acusou Netanyahu de se vangloriar pela destruição contínua de edifícios residenciais e descreveu estas ações como “uma das imagens mais hediondas de sadismo e criminalidade”.

    O Hamas afirmou, ainda, que a ordem para que os civis deixem a cidade constitui “um crime de deslocação forçada sob pressão de bombardeamentos, massacres, fome e ameaças de morte”.

    Segundo o direito internacional, a transferência forçada de populações é considerada um crime de guerra, exceto em casos de absoluta necessidade.

  • Colonos realizam novos ataques na Cisjordânia

    Vários colonos israelitas atacaram carros de palestinianos a nordeste de Ramallah, segundo a agência palestiniana Wafa.

    Testemunhas relataram à mesma agência que os agressores atiraram pedras contra vários carros na estrada entre Ramallah e Nablus.

    Noutro ataque, um grupo de colonos incendiou um viveiro na aldeia de Deir Sharaf. De acordo com a Al Jazeera, três palestinianos sofreram queimaduras na sequência do ataque.

  • Qatar encoraja Hamas a aceitar a nova proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos

    O primeiro-ministro do Qatar, Sheikh Mohammed Bin Abdulrahman Al Thani, pressionou esta segunda-feira os líderes do Hamas a “responderem positivamente” à mais recente proposta de cessar-fogo em Gaza apresentada pelos Estados Unidos, durante as negociações em Doha, relata o Times of Israel.

    De acordo com a mesma fonte, a proposta norte-americana, transmitida através de mediadores, visa assegurar um acordo de cessar-fogo e a libertação de reféns.

    Bassem Naim, alto responsável do Hamas, descreveu a iniciativa da Casa Branca como ideias “preliminares” destinadas a provocar a rejeição do grupo, sem indicar a posição oficial da organização.

    Naim acrescentou que o Hamas não tem interesse em “assinar um documento de rendição humilhante” e comparou a situação à rendição incondicional do Japão na Segunda Guerra Mundial.

  • "Saiam agora". Netanyahu alerta população de Gaza para evacuação "imediata"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu aos moradores da Cidade de Gaza para abandonarem “imediatamente” a área, uma vez que as forças israelitas vão intensificar a ofensiva no território palestiniano.

    Através de um vídeo divulgado pela imprensa local, Netanyahu afirmou que nos últimos dois dias foram destruídas “50 torres associadas a atividades consideradas terroristas”. “Vocês foram avisados, saiam agora!”, disse o líder israelita.

    Netanyahu acrescentou, ainda, que estes ataques representam apenas o “início da operação principal”, com as tropas a prepararem-se e a concentrar-se para entrar em Gaza.

  • Pelo menos cinco mortos em ataques israelitas no Líbano

    Pelo menos cinco pessoas foram hoje mortas e outras cinco ficaram feridas em ataques israelitas no nordeste do Líbano contra alegados alvos do grupo xiita Hezbollah, informou o Ministério da Saúde libanês.

    Em comunicado, o ministério afirmou que os ataques israelitas foram dirigidos contra Bekaa e Hermel, com um balanço provisório de cinco mortos e cinco feridos.

    A agência de notícias oficial libanesa ANN informou a ocorrência de menos sete ataques hoje no nordeste do Líbano, perto da fronteira com a Síria.

    Na rede X, o porta-voz em língua árabe do Exército israelita, Avichay Adraee, indicou que as aeronaves israelitas tiveram como alvo “vários pontos do Hezbollah, incluindo posições da força Radwan”, a unidade de elite do movimento libanês apoiado pelo Irão.

    Estes foram os primeiros ataques israelitas desde que o Governo do Líbano anunciou na sexta-feira que o Exército iria começar a executar um plano para desarmar o Hezbollah, que saiu bastante enfraquecido da guerra que manteve durante quase todo o ano passado contra Israel.

  • Guterres condena “ataque de terror” em Jerusalém

    O secretário-geral da ONU condenou hoje “o ataque de terror” em Jerusalém, no qual seis pessoas morreram e várias ficaram feridas, indicou o porta-voz de António Guterres.

    “O secretário-geral condena veementemente o ataque de terror de hoje em Jerusalém, no qual pelo menos seis pessoas foram mortas e muitas outras ficaram feridas”, disse Stéphane Dujarric em comunicado.

    Guterres transmitiu ainda condolências às famílias das vítimas e desejou uma recuperação completa e rápida aos feridos.

  • EUA reiteram apoio a Israel após “ataque terrorista” em Jerusalém

    O Governo norte-americano afirmou hoje que está a acompanhar a situação em Jerusalém e reiterou a solidariedade com Israel, na sequência do ataque que causou pelo menos seis mortos.

    “Estamos a acompanhar de perto a situação em Jerusalém após o cruel ataque terrorista desta manhã no cruzamento de Ramot. As nossas orações estão com as vítimas e famílias”, sublinhou o Departamento de Estado norte-americano.

    Washington também expressou apoio ao Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

    “Os Estados Unidos condenam o terrorismo e solidarizam-se com Israel”, acrescentou na mesma nota o Departamento de Estado.

  • Espanha retira embaixadora de Telavive

    O Governo de Espanha considerou hoje inaceitável que Israel proíba a entrada de duas ministras espanholas no país e retirou a embaixadora em Telavive, chamando-a a Madrid “para consultas”.

    O Governo de Israel, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, acusou Espanha de “antissemitismo institucionalizado” e considerou que “o corrupto Governo de [Pedro] Sánchez” tenta “distrair a atenção” de “escândalos de corrupção mediante contínuos ataques anti-israelitas e antissemitas” e “lidera uma linha hostil anti-israelita, com uma retórica desenfreada e cheia de ódio”.

    Israel anunciou também que duas ministras espanholas estão proibidas de entrar no país, a do Trabalho e uma das vices do executivo, Yolanda Díaz, e a da Juventude, Sira Rego.

    Ambas são do Somar, o partido de esquerda que está na coligação de Governo de Espanha com os socialistas de Pedro Sánchez, e Sira Rego é ainda filha de um palestiniano.

    “É evidente que Díaz, líder extremista do Somar, se está a aproveitar da debilidade política do presidente Sánchez e o está a arrastar, passo a passo, a implementar a sua visão anti-israel e antissemita”, escreveu Gideon Saar, num comunicado publicado nas redes sociais e citado pelas agências de notícias espanholas.

    A ministra Sira Rego “exigiu à União Europeia que rompa todos os vínculos com Israel e lhe imponha sansões em todos os níveis”, além de ter apoiado as “violentas manifestações” contra a equipa israelita que está a participar na volta a Espanha em bicicleta, justificou Saar.

    “Serão tomadas decisões adicionais posteriormente”, após consulta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, avisou ainda o ministro Gideon Saar.

  • Hamas aplaudiu ataque a autocarro em Jerusalém como uma "heroica operação"

    O Hamas aplaudiu num comunicado o ataque ao autocarro em Jerusalém Oriental como uma “heroica operação” realizada por “dois combatentes da resistência palestiniana”

    “Afirmamos que esta operação é uma resposta natural aos crimes da ocupação [Israel] e à guerra de extermínio que se abate sobre o nosso povo”, afirmou o movimento islamita.

    O Hamas advertiu que o ataque “é uma mensagem clara” de que os planos de Israel “para ocupar e destruir a cidade de Gaza e profanar a mesquita de Al Aqsa”, na Esplanada das Mesquitas, “não ficarão impunes”, segundo o jornal palestiniano Filastin.

  • O que se passou até agora:

    • Em Jerusalém Oriental, seis pessoas morreram e dez ficaram feridas após dois atiradores, alegadamente palestinianos, abrirem fogo num autocarro. Em resposta, ministros israelitas propuseram medidas severas, como a deportação das famílias dos atiradores, e Israel fechou todos os postos de controlo entre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental enquanto realiza rusgas em aldeias palestinianas.
    • O ataque ao autocarro foi fortemente condenado internacionalmente, com líderes como Pedro Sánchez (Espanha), Yvette Cooper (Reino Unido), e Emmanuel Macron (França) a expressarem condolências e pedindo o fim da violência. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também destacou a necessidade de uma solução política duradoura para a paz na região.
    • A situação na Faixa de Gaza continua tensa, com novos ataques aéreos israelitas resultando na morte de dezenas de palestinianos. O presidente israelita, Isaac Herzog, e o ministro da Defesa, Israel Katz, prometeram uma resposta contundente aos ataques terroristas, enquanto a ONU acusou Israel de “retórica genocida” e apelou à comunidade internacional para agir contra possíveis crimes atrozes.
    • O governo espanhol anunciou medidas para combater o que descreveu como “genocídio em Gaza”, incluindo um embargo total ao comércio de armas com Israel. Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, acusou a Espanha de antissemitismo e impôs sanções a membros do governo espanhol.

  • Comissão Europeia desencoraja iniciativas como flotilhas humanitárias

    A Comissão Europeia desencorajou esta segunda-feira iniciativas como a Flotilha Global Sumud, com portugueses a bordo, e que se dirige a Gaza, salientando haver parceiros no terreno com experiência na distribuição de ajuda humanitária à população.

    “Não encorajamos flotilhas como esta porque podem contribuir para escalar a situação, além de porem os participantes em risco”, disse a porta-voz do executivo comunitário Eva Hrncirova.

    “Se os cidadãos europeus que viajam nas embarcações encontrarem problemas, pode haver algum tipo de escalada da situação”, acrescentou.

    No entanto, sublinhou, “isto não significa que são justificáveis ataques, como os de drones” à flotilha de ajuda humanitária.

    Integram a flotilha centenas de pessoas de 44 países, incluindo três portugueses: a deputada e dirigente do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício.

  • Pedro Sánchez condena ataque em Jerusalém e lamenta morte de cidadão espanhol

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou fortemente o ataque em Jerusalém que fez seis mortos, incluindo um jovem espanhol de 25 anos.

    “Gostaria de expressar as minhas condolências ao povo israelita e, especialmente, às famílias das vítimas, incluindo o cidadão espanhol Yaakov Pinto. A violência não é o caminho. Estamos convencidos de que a paz no Médio Oriente é possível”, escreveu numa publicação no X.

  • IDF voltam a atacar prédio na cidade de Gaza

    As Forças de Defesa de Israel atacaram mais um edifício alto na Cidade de Gaza, justificando ser usado pelo Hamas. Segundo o Times of Israel, o ataque aconteceu pouco depois de ter sido emitida uma ordem de evacuação.

    De acordo com as IDF, o Hamas colocou postos de observação e equipamento de vigilância no edifício, juntamente com dispositivos explosivos, e o prédio era usado para atacar as suas tropas durante a guerra.

    Este é já o quarto prédio alto na cidade de Gaza que, no espaço de quatro dias, é atacado pelas IDF, que justificam sempre serem edifícios explorados pelo Hamas para atividades terroristas.

  • Ministros israelitas apelam à deportação das famílias dos atiradores

    Dois ministros israelitas apelaram à deportação das famílias dos atiradores — que se acredita serem palestinianos — que esta manhã entraram num autocarro em Jerusalém e abriram fogo sobre as pessoas, fazendo seis mortos e 10 feridos.

    Numa publicação no X, o ministro da Energia, Eli Cohen, afirmou que Israel “deve responder ao terrorismo com mão de ferro” e “gir para implementar rapidamente a lei que prevê a deportação das famílias dos terroristas”. Tal lei “dissuadiria futuros assassinos e eliminaria os focos de onde eles emergem”.

    Também no X, o ministro da Educação, Yoav Kisch, afirmou: “Devemos passar da defesa para a dissuasão, eliminar os terroristas e expulsar imediatamente as suas famílias”. “Isso não é vingança — é a única maneira de salvar vidas.”

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