Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, sublinhou que apenas se reunirá com o Presidente russo, Vladimir Putin, quando existir um “plano comum” envolvendo a Ucrânia, os EUA e a Europa. Zelensky destacou que não planeia reunir-se com outros representantes russos e enfatizou a importância de uma proposta conjunta para avançar nas negociações de paz.
    • As conversações em torno das negociações de paz na Ucrânia estão a intensificar-se, com os EUA a sugerirem a possibilidade de sanções económicas e ações militares contra a Rússia se não houver progresso na direção de um acordo que assegure a independência da Ucrânia. O vice-Presidente dos EUA, JD Vance, destacou que a ameaça de sanções e a potencial utilização de tropas americanas são alavancas para pressionar Moscovo.
    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou que a União Europeia estará “absolutamente” à mesa das negociações para pôr fim ao conflito na Ucrânia. Von der Leyen enfatizou a necessidade de garantir uma verdadeira paz, com a UE comprometida a aumentar significativamente o investimento em defesa para assegurar a segurança do continente.
    • O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o regresso da Ucrânia às fronteiras pré-2014 ou a sua adesão à NATO é “improvável” no contexto de um acordo de paz. Admitiu que, embora estes elementos sejam partes da discussão em curso, a realidade é que são objetivos difíceis de atingir no atual cenário de negociações.

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui e, através deste novo link, pode continuar a acompanhar todas as informações sobre a guerra na Ucrânia.

    Europa será consultada, mas ficará de fora das negociações de paz na Ucrânia, diz enviado dos EUA

  • Mais de 150 prisioneiros de guerra ucranianos podem estar na Chechénia

    Mais de 150 prisioneiros de guerra ucranianos podem estar detidos na Chechénia, acredita Kiev. As declarações foram feitas pelo quartel-general de coordenação da Ucrânia para o tratamento de prisioneiros de guerra durante uma entrevista que é citada pelo Kyiv Independent.

    A Ucrânia revela que já documentou mais de 100 casos em que a Rússia executou prisioneiros de guerra ucranianos deste o início da guerra.

  • Kremlin estará a constituir equipa de negociação de alto nível para falar diretamente com EUA sobre fim da guerra na Ucrânia

    A CNN internacional avança que o Kremlin estará a constituir uma equipa de negociação de alto nível para levar a cabo conversações diretas com os EUA sobre o fim da guerra na Ucrânia. São citadas fontes com conhecimentos dos planos.

    Os membros da equipa do Kremlin ainda não foram anunciados publicamente, mas segundo a informação apurada incluem figuras da área polícia, da área da informação e segurança e economia.

    A CNN internacional refere que Kirill Dmitriev, um dos conselheiros mais próximos de Putin, irá focar-se em restaurar os laços económicos entre os EUA e a Rússia. Dmitriev teve um papel de destaque nas negociações para libertar o norte-americano Marc Fogel, que estava preso na Rússia.

  • "Mesmo que decidam negociar com Putin lembrem-se de que ele vai mentir", avisa viúva de Navalny

    Yulia Navalnaya, a viúva de Alexei Navalny, avisa que “não adianta tentar negociar” com Vladimir Putin em questões ligadas ao fim da guerra na Ucrânia.

    “Mesmo que decidam negociar com Putin lembrem-se de que ele vai mentir”, declarou na conferência de Segurança em Munique, citam a AFP e o Guardian.

    Navalnaya refere que Putin “irá mudar as regras no último momento e forçá-los a jogar o jogo dele”.

    “Só há dois resultados possíveis de qualquer acordo com Putin. Se ele continuar no pode, vai encontrar uma forma de quebrar o acordo. Se perder o poder, o acordo tornar-se-á insignificante.”

  • Washington parece "estar a tentar arranjar um conflito" com a Europa, diz líder de política externa da UE

    Kaja Kallas, a líder de política externa da União Europeia, refere que parece que Washington “está a tentar arranjar um conflito” com o bloco dos 27.

    “Ao ouvir aquele discurso [de JD Vance, vice-Presidente dos EUA], parece que estão a tentar arranjar um conflito connosco e não queremos entrar em conflito com os nossos amigos”, diz Kallas aos jornalistas, em declarações citadas pelo Guardian.

    Kaja Kallas declara ainda que os aliados se devem focar em ameaças maiores, como a agressão da Rússia à Ucrânia.

  • Zelensky fala em "boa" conversa com JD Vance

    Já terminou o encontro entre o Presidente ucraniano e o vice-Presidente dos EUA, refere o jornal Guardian.

    “Tivemos uma boa conversação hoje. O nosso primeiro encontro, não o último, tenho a certeza”, disse Zelensky à imprensa após o encontro.

    Zelensky partilhou na rede social X uma imagem do encontro e declarou que as equipas dos dois países “vão continuar a trabalhar” num documento e que “responderam a várias questões-chave e que estão entusiasmados por dar as boas-vindas ao general Kellog à Ucrânia para mais reuniões e uma avaliação mais profunda da situação no terreno”.

    “Estamos preparados para avançar o mais rápido possível para uma paz real e garantida.”

    (Entrada atualizada às 19h10)

  • JD Vance diz que objetivo dos EUA é fim da guerra e uma paz "duradoura"

    Na reunião entre o vice-presidente dos EUA JD Vance e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o norte-americano delineou o fim da guerra e uma paz longa e duradoura como os principais objectivos da adminstração Trump para a guerra na Ucrânia.

    “Queremos que a matança acabe, mas queremos alcançar uma paz duradoura, não o tipo de paz que vai colocar a Europa de Leste em conflito daqui a alguns anos”, sublinha o vice-presidente, citado pela NBC News.

    Já Zelensky agradeceu o apoio dos EUA e afirmou que ambos iam trabalhar com vista a chegarem a um plano para “parar Putin e acabar com a guerra”.

  • Reino Unido anuncia novas sanções direcionadas ao "circulo íntimo" de Vladimir Puin

    O Reino Unido anunciou novas sanções a figuras do Governo russo próximas de Vladimir Putin.

    Entre os novos sancionados, noticia a Reuters, está o ministro-adjunto da Defesa, Pavel Fradkov, e Vladimir Selin, chefe de um departamento do Ministério da Defesa russo.

    “Continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para restringir o Kremlin”, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, sublinhando que “as sanções de hoje visam o círculo íntimo de Putin”.

  • Volodymyr Zelensky está reunido com JD Vance

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky está reunido com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, avança o porta-voz do líder da Ucrânia citado pela AFP.

    “A reunião entre o Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e o vice-presidente dos EUA JD Vance iniciou em Munique”, disse o porta-voz Sergiy Nykyforov.

  • Zelensky: EUA "nunca quiseram" Ucrânia na NATO

    O Presidente ucraniano afirma que os EUA nunca quiseram que a Ucrânia entrasse na NATO, sublinhando que essa sempre foi a “política dos Estados Unidos e da Casa Branca”, mesmo antes de Donald Trump tomar posse como Presidente.

    “Falavam e diziam que sim, mas não nos queriam ali”, sublinha Zelensky, apesar de admitir que havia representantes legislativos que pretendiam entrada do país na Aliança Atlântica.

    “Reuni-me com muitos senadores e deputados que o desejavam, mas ao nível do líder do país, nunca ouvi dizer que iríamos fazer parte da NATO”, disse.

  • Zelensky espera que Trump ajude a por fim à guerra na Ucrânia

    Para Volodymyr Zelensky, o Presidente norte-americano Donald Trump pode ajudar a Ucrânia a por fim à guerra no país, face ao apoio que os Estados Unidos têm dado desde a invasão russa de 2022.

    “Eu espero e conto com ele, porque é o Presidente dos Estados Unidos, um país que nos deu muito e um dos maiores apoios durante a guerra”, afirmou Zelensky, que sublinhou que esperava que Trump estivesse “do seu lado”.

    Se escolher o nosso lado e não estiver no meio, penso que vai pressionar Putin para acabar com a guerra”, sublinhou o Presidente ucraniano.

  • Zelensky. "Só me reúno com um russo, Vladimir Putin"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que só aceita reunir-se à mesa para negociar com uma pessoa que represente a Rússia, o Presidente russo Vladimir Putin.

    “Não está nos meus planos reunir-me com russos, não sei se estão contentes ou não. Só me reúno com um russo, com Putin”, afirmou Zelensky, sublinhando a necessidade de uma proposta comum com os EUA e com a Europa.

  • Zelensky só reúne com Putin quando houver um "plano comum" com EUA e Europa

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que só se reúne com Vladimir Putin quando a Ucrânia, os Estados Unidos e a Europa tenham um “plano comum”.

    O Presidente ucraniano está a falar na Conferência de Segurança de Munique.

  • Ucrânia: Parlamento retira limites legais à proteção temporária para ucranianos

    O parlamento português aprovou esta sexta-feira a alteração da lei de proteção temporária a refugiados, permitindo o prolongamento dos prazos de permanência dos ucranianos que fugiram da invasão russa.

    Até agora, a proteção temporária tinha a duração de um ano, podendo ser automaticamente prorrogada por períodos de seis meses, mas, com a proposta do Governo, a prorrogação dos prazos pode ir “além daqueles limites”, com “fundamento na subsistência das razões que justificam a sua manutenção, reconhecida por decisão do Conselho da União Europeia”.

    A alteração legal foi aprovada esta sexta-feira por unanimidade, depois de, no debate no final de janeiro, os deputados já terem manifestado apoio à proposta do Governo de alargar o período de proteção temporária para os ucranianos que fugiram para Portugal, após a invasão russa.

  • UE vai estar na mesa das negociações, garante Ursula von der Leyen

    A União Europeia vai estar “absolutamente” à mesa das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia, afirmou a Presidente da Comissão Europeia, em Munique.

    “É muito importante que tenhamos uma verdadeira paz, porque, como disse, os outros estão a ver se nos mantemos fiéis aos nossos princípios ou se desistimos, e isso só é possível com a União Europeia ao lado da Ucrânia”, acrescentou.

    Von der Leyen disse ainda que a UE vai ativar uma cláusula que permite aumentar “substancialmente” as despesas com a defesa. A Europa “tem de fazer mais”, disse a Presidente da Comissão Europeia, e “tem de trazer mais para a mesa”.

    “Atualmente, a UE-27 gasta cerca de 2% do PIB em defesa”, afirmou. “Mas vamos ter de aumentar consideravelmente esse valor, mais uma vez, porque passar de menos de 2% para mais de 3% significa centenas de milhares de milhões de euros de investimento adicional todos os anos”. “Agora é o momento de mover montanhas na União Europeia”, concluiu.

  • JD Vance termina discurso sem falar na Ucrânia e a citar papa João Paulo II

    O vice-presidente norte-americano terminou o discurso na Conferência de Segurança de Munique sem dizer uma palavra sobre a Ucrânia. Em vez disso, desviou-se do tema da segurança para falar sobre a vitória eleitoral nos Estados Unidos.

    “Digo com humor que se a democracia americana pode sobreviver a Greta Thunberg, com certeza que vocês podem sobreviver a alguns meses de Elon Musk”, ironizou numa série de elogios à “magia” da democracia. Vance terminou a intervenção citando o papa João Paulo VII: “Não tenham medo. Não devemos ter medo do povo, mesmo quando manifestam opiniões diferentes “. “Deus vos abençoe”, rematou.

  • Vance ataca a Roménia por ter cancelado as eleições

    JD Vance ataca a Roménia por ter cancelado as suas presidenciais devido a provas de abuso das redes sociais por parte da Rússia.

    “Se a nossa democracia pode ser destruída com algumas centenas de milhares de dólares de publicidade digital de um país estrangeiro, então não era muito forte para começar”, afirmou o vice-presidente dos Estados Unidos da América em Munique. “Peço aos meus amigos europeus que tenham alguma perspetiva”, disse.

    “Quando vemos os tribunais europeus a cancelar eleições temos de pensar quais são os padrões que estamos a defender. Temos de fazer mais do que falar sobre valores democráticos, temos que os viver.”

  • JD Vance: "Trump está muito preocupado com a segurança na Europa"

    “Estamos nesta conferência para falar de segurança. Quando pensamos nisso pensamos em ameaças à nossa segurança”, disse JD Vance, vice-presidente dos EUA, na conferência de segurança em Munique, onde fala esta sexta-feira.

    “Trump está muito preocupado com a segurança na Europa”, afirmou. “A ameaça que mais preocupa na Europa não é a Rússia, não é a China. Aquilo que me preocupa é a ameaça no seu interior”, continuou.

  • Senador republicano diz-se "perturbado" com declarações de Hegseth sobre a Ucrânia e defende que EUA devem ser firmes com a Rússia

    Dentro do Partido Republicano, começam a surgir vozes críticas em relação às declarações do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que considerou “irrealista” a entrada da Ucrânia NATO, assim como considerou “irrealista” que o país voltasse às fronteiras antes da anexação da Crimeia.

    Em declarações ao Politico, o senador republicano e líder da Comissão das Forças Armadas, Roger Wicker, admitiu que ficou “perturbado” e “intrigado” com as declarações do secretário da Defesa norte-americano.

    “Não sei quem escreveu o discurso — é o tipo de coisa que Tucker Carlson escreveria e Carlson é um tonto”, afirmou Roger Wicker.

    O senador considera que Pete Hegseth será um “grande secretário da Defesa”, mas reconheceu que cometeu um “erro de novato em Bruxelas”, no que pode ser uma cedência à Rússia.

    Saudando que Pete Hegseth tenha voltado atrás com algumas declarações, o senador republicano não tem dúvidas que “há bons tipos e vilões” nesta guerra. “Os russos são os vilões. Eles invadiram, ao contrário do que diz o Direito internacional, e devem ser derrotados. E a Ucrânia está comprometida com as promessas que o mundo lhe fez.”

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