Momentos-chave
- Rússia e EUA vão manter contacto para preparar encontro entre Putin e Trump
- EUA questionam os países europeus sobre estratégias de defesa para a Ucrânia
- Enviado dos EUA à Ucrânia diz que Europa será consultada, mas não fará parte das negociações de paz
- Zelensky: acordo de minerais com os EUA "ainda não está pronto para proteger os nossos interesses"
- NATO quer propostas concretas dos membros para quando o conflito na Ucrânia acabar
- Costa considera “inaceitáveis” concessões à Rússia antes de negociações pela paz
- Zelensky apela à criação de “exército europeu”
- Rússia acusa Ucrânia de ataque deliberado contra jornalistas em Kursk
- Zelensky diz que Ucrânia tem “poucas hipóteses” de sobreviver sem apoio dos EUA
Histórico de atualizações
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Bom dia, este liveblog fica por aqui. Pode seguir toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia aqui.
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Representante dos governos americano e russo vão reunir na Arábia Saudita
Representantes dos Estados Unidos e da Rússia vão-se encontrar na Arábia Saudita nos próximos dias para iniciarem negociações para por fim ao conflito na Ucrânia. A informação é avançada pela Reuters que cita um político americano e outras fontes dos Estados Unidos. O presidente da Ucrânia já tinha revelado que não foi convidado para estas conversas, tendo avisado o vice-presidente JD Vance que o país não se ia comprometer com a Rússia antes de consultar os parceiros estratégicos.
Do lado americano irão o secretário de Estado Marco Rubio, o consultor de segurança nacional Mike Waltz e o enviado especial ao Médio Oriente, Steve Wilkoff. Não foi possível saber ainda quem irá do lado russo.
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Rússia e EUA vão manter contacto para preparar encontro entre Putin e Trump
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo e o secretário de Estado norte-americano falaram hoje ao telefone. Durante a chamada, Serguei Lavrov e Marco Rubio concordaram manter contacto regular para preparar um encontro entre os Presidentes russo e norte-americano.
O telefonema foi confirmado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, que disse que a iniciativa partiu dos EUA. “Os dois lados expressaram a sua disposição mútua para interagir em questões internacionais urgentes, incluindo o acordo em torno da Ucrânia, a situação em torno da Palestina e, em geral, no Médio Oriente e outras direções regionais”, sublinhou em comunicado.
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EUA questionam os países europeus sobre estratégias de defesa para a Ucrânia
Os Estados Unidos pediram às capitais europeias que fizessem chegar propostas detalhadas de apoio militar e medidas de segurança que ponderam oferecer à Ucrânia como parte de uma eventual negociação para pôr fim à guerra.
Quatro fontes ocidentais revelaram ao Financial Times que o pedido foi enviado aos países europeus esta semana. “Este [documento] é o caminho para garantir que estamos envolvidos”, descreveu ao jornal britânico uma das fontes.
O Departamento de Estado norte-americano pediu detalhes sobre o tipo de armamento e o número de brigadas que estariam dispostos a enviar para o território ucraniano. Um diplomata disse à agência Reuters que o questionário incluía seis perguntas, uma especificamente para estados-membros da União Europeia.
“A ideia é, evidentemente, ver como os aliados europeus veem o possível quadro de negociações para pôr fim ao conflito e o possível envolvimento da Europa e dos Estados Unidos”, comentou com a Reuters um diplomata europeu que está a par do documento.
O Presidente da Finlândia confirmou, entretanto, que os países europeus receberam o documento. “Isto vai forçar os europeus a pensar, e então deverão decidir se realmente vão responder ao questionário [individualmente] ou se vão responder juntos”, disse Alexander Stubb em resposta à Reuters à margem da Conferência de Munique.
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Enviado dos EUA à Ucrânia diz que Europa será consultada, mas não fará parte das negociações de paz
Keith Kellogg, o enviado especial dos EUA à Ucrânia, disse hoje que a Europa não terá um lugar à mesa de negociações para pôr fim ao conflito. Admitiu, no entanto, que os países europeus serão consultados.
O general norte-americano, que falava numa painel da Conferência de Munique, foi questionado sobre se podia garantir à audiência que os ucranianos e europeus fariam parte das negociações. “A reposta a essa última questão [sobre os europeus], tal como foi colocada, a resposta é um não”, afirmou, citado pela agência Reuters. Sublinhou, no entanto, que os ucranianos teriam sempre um lugar à mesa.
“Aos meus amigos europeus, eu diria: entrem no debate, não ao queixar-se sobre podem ou não estar na mesa, mas apresentando propostas e ideias concretas, aumentando os gastos [com defesa]”, acrescentou.
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Zelensky: acordo de minerais com os EUA "ainda não está pronto para proteger os nossos interesses"
Kiev aceitou trocar recursos naturais por apoio militar dos EUA, mas o acordo ainda não está fechado. Segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que é citado pela agência Reuters, “ainda não está pronto para proteger” os interesses ucranianos.
O Governo ucraniano anunciou na quarta-feira que tinha interesse na proposta do Presidente,Donald Trump. “Estamos a investir centenas de milhares de milhões de dólares. Eles têm excelentes ‘terras raras’. Quero a sua segurança e eles estão dispostos a dá-la”, disse o líder norte-americano esta semana.
Kiev aceita trocar recursos naturais por apoio militar dos EUA
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NATO quer propostas concretas dos membros para quando o conflito na Ucrânia acabar
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse hoje aos Estados-membros europeus para se juntarem ao debate sobre a paz na Ucrânia, com propostas concretas em áreas como as garantias de segurança para Kiev após o conflito.
“Diria aos meus amigos europeus para entrarem no debate sem se queixarem se estão ou não em cima da mesa, mas com propostas e ideias concretas. Aumentar as despesas, garantir que a formação e o fornecimento de armas (para a Ucrânia) continuam, mas também vêm com ideias concretas, por exemplo, como poderão ser as garantias de segurança”, disse.
Rutte fez estes comentários durante um painel de discussão na Conferência de Segurança de Munique, na qual reconheceu que o que vê agora entre os aliados europeus é que estão a “entrar na fase de planeamento concreto” de como poderiam contribuir.
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Costa considera “inaceitáveis” concessões à Rússia antes de negociações pela paz
O presidente do Conselho Europeu considerou hoje “inaceitável” impor concessões antes de negociar a paz na Ucrânia e afirmou que uma “paz abrangente” não deve “premiar o agressor”, mas garantir que a Rússia não volte a ser uma ameaça.
“Só a Ucrânia pode definir quando há condições para as negociações. Impor concessões antes das negociações é inaceitável”, disse António Costa num discurso na Conferência de Segurança de Munique, na qual alertou que “uma paz abrangente não pode ser um simples cessar-fogo” nem “pode ??dar à Rússia a oportunidade de atacar novamente. Não pode recompensar o agressor”, enfatizou.
Um futuro acordo de paz “deverá garantir que a Rússia deixe de ser uma ameaça para a Ucrânia, para a Europa, para os seus vizinhos. Que a Rússia deixe de ser uma ameaça à segurança internacional”, enfatizou.
Os comentários de António Costa sobre o que é conhecido do plano de paz que o Presidente norte-americano, Donald Trump, está a tentar aplicar serviram de introdução à mesa redonda sobre o apoio europeu à Ucrânia, que contou com a presença do Presidente checo, Petr Pavel, e das primeiras-ministras da Dinamarca, Mette Frederiksen, e da Suécia, Ulf Kristersson, bem como do presidente da CDU, Friedrich Merz.
Costa disse que a União Europeia (UE) continuará a apoiar a Ucrânia em todas as frentes, incluindo as negociações de paz e a disponibilização de “garantias de segurança”, e garantiu que os 27 agirão “melhor, mais fortes e mais rápidos” na construção de uma Europa de defesa.
Para Costa, uma “paz abrangente, justa e duradoura” significa que a paz na Ucrânia e a segurança da Europa “não podem ser separadas” porque, sublinhou, “a ameaça russa vai para além disso”.
Esta ameaça, continuou, “domina a Bielorrússia, tem uma presença militar na Moldávia e na Geórgia. Lança uma sombra sobre os Estados Bálticos, a fronteira leste da União Europeia, os nossos sistemas democráticos, as nossas infraestruturas críticas”.
A UE assumirá, por isso, plenamente as suas “responsabilidades” no futuro acordo de paz na Ucrânia e reiterou que “não haverá negociações credíveis e bem-sucedidas, nem uma paz duradoura, sem a Ucrânia e sem a União Europeia”.
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Zelensky apela à criação de “exército europeu”
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou hoje em Munique à criação de um “exército europeu” como próximo passo na defesa do seu país contra a invasão russa e na proteção dos países do Velho Continente contra ameaças externas.
“Acredito sinceramente que chegou o momento de criar as Forças Armadas da Europa”, afirmou Zelensky no seu discurso no segundo dia da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.
Segundo Zelensky dar esse passo “não é mais difícil” do que aquilo que têm feito os ucranianos para enfrentar a Rússia.
“Não se trata apenas de aumentar as despesas com a defesa. O dinheiro é necessário, mas o dinheiro por si só não impede um ataque inimigo”, disse o Presidente ucraniano, insistindo que “não se trata de orçamentos”, mas da “defesa do país”.
E prosseguiu: “eu acredito na Europa. E vós deveis acreditar. E peço-vos que ajam, por vós próprios, pela Europa, pelos povos da Europa, pelas vossas nações, pelas vossas casas, pelos vossos filhos e pelo nosso futuro comum. Para isso, a Europa tem de se tornar autossuficiente, uma força comum unida, ucraniana e europeia”, reiterou, antes de salientar que a nova administração Trump abriu um período de incerteza na frente anti-russa.
“Se não o fizermos, quem é que os pode parar? Sejamos francos: hoje não podemos excluir a possibilidade de os Estados Unidos dizerem ‘não’ à Europa em questões que a ameaçam”, disse.
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Rússia acusa Ucrânia de ataque deliberado contra jornalistas em Kursk
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de lançar um ataque deliberado contra uma equipa de jornalistas de uma televisão estatal russa na região de Kursk.
“No dia 14 de fevereiro, uma equipa de filmagens do Primeiro Canal foi alvo de um ataque seletivo. Como resultado de uma munição explosiva lançada de um drone, o operador de câmara do Primeiro, Yu A. Sholmov, ficou gravemente ferido”, disse Zakharova .
A diplomata disse na plataforma de mensagens Telegram que o ataque “agrava a lista de crimes sangrentos cometidos pelo regime do [Presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky contra civis”.
“Ao disparar sobre correspondentes de guerra desarmados, jornalistas, operadores de câmara e fotógrafos e ao organizar uma verdadeira caça contra eles, estão a tentar por todos os meios esconder a verdade sobre as mais brutais violações do direito internacional humanitário e as atrocidades contra a população civil que estão a cometer”, disse Zakharova.
A ministra exigiu ainda que as organizações internacionais “respondam imediatamente a outro crime hediondo cometido pelo regime de Kiev e o condenem veementemente”.
O Comité de Investigação da Rússia, o principal órgão de investigação judicial do país, já tinha aberto uma investigação sobre o que considerou ser um possível “ato terrorista”.
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Zelensky diz que Ucrânia tem “poucas hipóteses” de sobreviver sem apoio dos EUA
O Presidente ucraniano disse que Kiev teria “poucas hipóteses de sobreviver” sem o apoio de Washington, dois dias depois do novo Presidente norte-americano pôr fim a anos de apoio firme dos EUA à Ucrânia.
“Teremos poucas hipóteses, poucas hipóteses de sobreviver sem o apoio dos Estados Unidos. Penso que isso é muito importante”, disse na sexta-feira Volodymyr Zelensky.
O líder ucraniano falava numa entrevista à televisão norte-americana NBC, nos bastidores da Conferência de Segurança de Munique, onde se reuniu com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
A entrevista foi transmitida horas depois do encontro, no qual Zelensky disse a Vance que a Ucrânia quer “garantias de segurança” antes de quaisquer negociações para pôr fim à guerra com a Rússia.
Pouco antes de se reunir com Vance, Zelensky declarou que só concordará em encontrar-se pessoalmente com o Presidente russo, Vladimir Putin, depois de um plano comum ser negociado com o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Vance disse a Zelensky que os Estados Unidos pretendem alcançar uma “paz duradoura” na Ucrânia, “uma paz que não mergulhe a Europa de Leste em conflito dentro de apenas alguns anos”, na reunião que mantiveram, que o vice-presidente norte-americano classificou como “uma boa conversa”, a que se seguirão mais “nos próximos dias, semanas e meses”.
Zelensky disse acreditar que Trump é a chave para acabar com a guerra russa na Ucrânia, disse que o Presidente dos Estados Unidos lhe deu o seu número de telefone pessoal e apelou para uma paz “real e garantida” para o seu país.
“Estamos prontos para avançar o mais rapidamente possível para uma paz real e garantida”, escreveu Zelensky na rede social X, elogiando a “determinação” de Donald Trump, que “pode ajudar a pôr fim à guerra”.
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Bom dia.
Neste liveblog vamos acompanhar tudo sobre a guerra na Ucrânia, depois de um dia em que Volodymyr Zelensky se reuniu com o vice-presidente norte-americano JD Vance. Recorde o que aconteceu na sexta-feira aqui.