Atualizações em direto
  • Manifestantes limpam praça com esfregona e apanham beatas

    Durante a discussão da assembleia realizada pelas 8h, no Porto, surgiu a reivindicação: “Nós não somos porcos, podemos ser nós a limpar”. A frase, dita por uma manifestante, surgiu como justificação para impedir a eventual entrada das equipas de limpeza na Praça D. João I.

    A assembleia votou favoravelmente a esse impedimento, entendendo os participantes que a retirada das tendas (mesmo que fosse apenas para a entrada dos serviços autárquicos) seria um recuo na posição do movimento.

    Pouco tempo depois, a praça encheu-se de grupos organizados de manifestantes que iniciaram a limpeza, completa, do espaço. Além de jovens a usar vassouras, vê-se uma equipa grande de pessoas com sacos a recolher beatas do chão e alguns passam esfregonas pelo chão da praça.

    Ocasionalmente, largam a missão de limpeza para agarrar alguma tenda levada pelo vento, numa manhã muito fria na baixa portuense. São poucas as pessoas que permanecem à sombra, tendo-se deslocado a maioria para a zona da praça já iluminada pelo sol.

  • Caixotes a arder, capacetes azuis e "desmobilização completa" que nunca aconteceu: a madrugada de espera pela polícia na Praça D. João I

    Assembleia popular aprovou pernoitar e tendas. Depois, caixotes arderam e PSP exigiu desmobilização. Observador esteve nas negociações entre manifestantes e polícias: “Isto é a revolução, Sr. Agente”.

    Caixotes a arder, capacetes azuis e “desmobilização completa” que nunca aconteceu: a madrugada de espera pela polícia na Praça D. João I

  • "É para aguentar!" Com dezenas de tendas, grupos de afinidade e vigias, acampada de Lisboa pela Habitação manteve-se madrugada adentro

    Quando as primeiras tendas foram montadas no Rossio ninguém arriscava dizer até quando ficava. No limite de hora legal formava-se um cordão para “aguentar” de forma “pacífica”.

    “É para aguentar!” Com dezenas de tendas, grupos de afinidade e vigias, acampada de Lisboa pela Habitação manteve-se madrugada adentro

  • Lisboa é palco de Assembleia Popular da Habitação este domingo

    Depois de um sábado marcado por protestos em várias cidades, o movimento Casa para Viver realiza hoje uma Assembleia Popular da Habitação, no Largo de São Domingos, em Lisboa, para “denunciar políticas que só garantem casas aos fundos imobiliários e aos mais ricos”.

    “Não há polícia que resolva a falta de casas. O que se viu no Porto foi o poder a proteger a especulação imobiliária, e não as pessoas que lá querem continuar a viver”, afirmou, numa nota, o Casa Para Viver, demonstrando solidariedade para com os manifestantes do Porto, após a carga policial de quinta-feira que fez 35 feridos.

    Para 14 de novembro, o movimento Casa Para Viver convocou uma manifestação de “todos os que querem uma outra política de habitação, sem repressão policial”, que tem como exigências “parar a lei dos despejos, travar os aumentos do preço da habitação e pôr fim à repressão de quem luta pelo direito à casa”.

  • Dia no Porto começa com decisão de não desmobilizar da Praça D. João I

    O dia começou cedo na Praça D. João I. Meia hora depois do nascer do sol, ainda com muito frio, os manifestantes já estavam reunidos em assembleia, sentados no chão, muito agasalhados e cobertos com mantas e sacos-cama. Ao contrário do que se viu na última noite, as tendas já não estavam alinhadas de trás até meio da praça, tendo sido deslocadas para as margens.

    A discussão que obrigou à reunião prendeu-se com um tema: começou a surgir o rumor de que estaria a caminho da praça uma equipa de limpeza da Câmara Municipal do Porto — tendo sido precisamente uma intervenção dos serviços municipais que originou os primeiros confrontos entre autoridades e manifestantes, na manhã da passada segunda-feira.

    O assunto gerou discussão na assembleia popular. Enquanto alguns consideravam que o acampamento, durante toda a noite e com dezenas de tendas, já tinha sido uma conquista suficiente, pelo que se justificaria tirar as tendas, permitir a limpeza e, depois, voltar a colocá-las; outros viam nessa ação uma perda de posição, considerando que poderiam ser os próprios manifestantes a fazer essa limpeza.

    Levada a votos, a decisão foi não tirar as tendas, comprometendo-se os votantes a fazer um cordão humano para impedir a eventual passagem dos serviços de limpeza da câmara. Por isso, voltaram a colocar as tendas na disposição original.

    A verdade é que não há sinal dos serviços de limpeza e a reunião terá sido precipitada pela presença de um carro da Polícia Municipal, que esteve perto do contentor que ontem ardeu e rapidamente voltou a ir embora.

    Alguns dos manifestantes tomam agora o pequeno-almoço na praça, enquanto outros se dirigem aos cafés mais próximos. Uma dupla de jovens aproveita o espaço para jogar futebol.

  • Bom dia,

    Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar os protestos pela habitação a decorrer em Lisboa e no Porto.

    Pode rever tudo o que se passou este sábado neste outro artigo em direto que agora arquivamos.

    Habitação. Tendas voltaram à Praça D. João I, no Porto, e instalaram-se pela primeira vez no Rossio, em Lisboa

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