Momentos-chave
- Lua esconde o sol e encanta alguns peregrinos no Santuário de Fátima
- Um festival de olhos no sol para ver eclipse “muito incrível” e “histórico”
- Animais do Zoo de Lisboa mostraram indiferença com o eclipse
- Depois do eclipse, segue-se uma chuva de estrelas
- Produção fotovoltaica sofreu quebra durante o eclipse, mas hídrica e gás garantiram estabilidade do abastecimento do país
- Chega o grande final. Portugal despede-se do eclipse total
- António José Seguro assiste ao eclipse nos jardins de Belém
- Lisboa acaba de ficar com o seu máximo: 94,4% do Sol tapado
- A Lua já cobre por completo o Sol em Espanha
- Eclipse total começou em Rio de Onor
- Está a trabalhar ou não tem óculos? Siga aqui a transmissão em direto da Ciência Viva
- O eclipse visto a partir de Rio de Onor
- GNR de Bragança mobiliza cerca de 150 militares para que eclipse decorra em segurança
- Porto. Ponte D. Luís fechada ao público
- Depois de Espanha, eclipse já começou em Portugal
- Eclipse já é visível a partir de Rio de Onor
- Com telescópios e caixas de cartão, todos se preparam para o eclipse em Rio de Onor
- O eclipse avança na Europa: França já pode olhar o fenómeno no céu
- Cadeiras e água com sabores para quem assiste ao eclipse no Jardim do Torel, em Lisboa
- Começa o eclipse no Reino Unido
- Já se vê a primeira "dentada" no Sol na Islândia
- Ainda não escolheu um local para ver o eclipse? Esta ferramenta interativa indica onde o céu vai estar limpo
- Cabo da Roca é um dos pontos privilegiados para ver o eclipse
- Eclipse entra no alinhamento de festival organizado pela artista islandesa Björk
- Autarca de cidade islandesa autoriza trabalhadores a abandonar trabalho para ver o eclipse. E apela empresas locais a fazerem o mesmo
- Lua já começou a cobrir o disco solar... no Estreito de Bering
- Milhares de pessoas vão assistir ao eclipse no aeródromo de Bragança
- Corrida aos óculos de eclipse gera longas filas à porta de farmácia em Loures
- Últimos preparativos da NASA em Burgos, a aldeia espanhola que virou quartel-general da agência especial
- A bordo de um avião militar, cientistas irlandeses voam sobre a Islândia para desvendar "mistérios" da coroa solar
- Enorme operação de proteção civil em Espanha
- "Bom dia, ligou para a farmácia, não temos óculos para o eclipse. Tem mais alguma questão?"
- Bragança prepara-se para o eclipse
- Mapa interativo do eclipse: saiba o que vai ver onde estiver e leia 14 perguntas e respostas sobre o que precisa de saber
- Nebulosidade vai dificultar observação do eclipse no litoral norte e centro, diz o IPMA
- Portugal assiste hoje pela primeira vez desde 1912 um eclipse total do Sol
Histórico de atualizações
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Bom dia, encerramos aqui este artigo em direto em que acompanhámos o eclipse solar total.
Obrigada por nos ter acompanhado, até já.
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Como foi viver o eclipse no ponto de escuridão total. Entre lágrimas e abraços, a experiência “inacreditável” de quem esteve em Rio de Onor
Centenas de pessoas viveram um momento histórico na pequena aldeia de Rio de Onor, em Bragança, o sítio onde o eclipse foi total em Portugal. “Faltam-me palavras para descrever o que aconteceu”.
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Sentiu incómodo nos olhos mesmo usando óculos no eclipse? O que é normal e quando deve preocupar-se
Olhos cansados, peso ou dor de cabeça depois do eclipse não significam, por si só, qualquer lesão. São sintomas de fadiga e desconforto ocular que podem surgir. Mas fique atento.
Sentiu incómodo nos olhos mesmo usando óculos no eclipse? O que é normal e quando deve preocupar-se
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Lua esconde o sol e encanta alguns peregrinos no Santuário de Fátima
A lua escondeu o sol e encantou alguns dos peregrinos que hoje estavam no Santuário de Fátima para a tradicional Peregrinação dos Emigrantes, mas acabaram a tarde de olhos postos no céu a testemunhar um histórico eclipse solar.
A escadaria da Basílica de Nossa Senhora do Rosário foi o “palco” escolhido por uma família de nove pessoas, natural de Braga, mas que se encontra emigrada no Mónaco.
Sempre que regressam de férias a Portugal, a passagem por Fátima é obrigatória e, este ano, por coincidência, “é dia de um fenómeno raro”.
“Conseguimos comprar óculos para todos e quem sabe não assistimos hoje a um milagre”, atirou Laura Costa, enquanto olhava para o céu.
A curiosidade e a ansiedade entre os mais novos era grande e, à medida que o tempo ia passando, iam partilhando que “a bola amarela” ia ficando cada vez “mais pequenina”.
“Isto é muito bonito! Também quero ver a chuva de estrelas!”, referiu Mia Alves Martins, de nove anos, momentos antes de ficar visível apenas “uma pequena linha laranja”, numa altura em que a temperatura baixou ligeiramente.
Já entre os mais velhos, o eclipse solar trouxe à conversa o “Milagre do Sol”, que aconteceu a 13 de outubro de 1917, em Fátima, perante milhares de pessoas.
Na altura, as testemunhas relataram que o astro começou a girar como uma roda de fogo, mudando de cor, e pareceu cair em ziguezague em direção à Terra, espalhando um calor que secou instantaneamente o chão e as roupas molhadas, num dia que tinha sido de chuva.
Esta tarde assistiu-se, pela primeira vez desde 1912, a um eclipse do sol, que total (100%) foi apenas no Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano, sendo parcial (entre 92% e 99%) na maior parte do continente.
O próximo será só em 2144 e “nessa altura já não estaremos cá”.
“Tivemos a oportunidade de estar aqui hoje, num local maravilhoso, onde se respira paz. Não foi planeado, mas quis o destino que tivesse sido aqui: só pode ter sido um sinal”, acrescentou Carla Martins.
Da zona de Lisboa veio também, ao Santuário de Fátima, um grupo de oito mulheres para “ter o privilégio de levar o andor” da Nossa Senhora de Fátima, porque “servir a Nossa Senhora é uma missão”.
Nem todas trouxeram óculos certificados para assistir ao eclipse lunar, mas a Ana Luzia, de Pinhal Novo, não quis desperdiçar a oportunidade de acrescentar este fenómeno à fé que carrega.
“É a fé que nos salva e foi uma sorte o eclipse calhar no dia desta peregrinação”, concluiu.
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Um festival de olhos no sol para ver eclipse “muito incrível” e “histórico”
A música tocou como previsto, mas hoje, durante 30 minutos, muitos olhos com óculos de papel viraram-se para o céu e para o sol, para ver, no festival Paredes de Coura, um eclipse “muito incrível” e “histórico”.
Pelas 19h30, alguém diz “é agora”, outros ensaiam uma contagem decrescente, ouvem-se vários “uau” e a lua quase tapa o sol, transformando-o numa espécie de minúscula lua minguante; ficou uma noite de luz estranha, ouve-se “já se está a ir embora” e num instante passou e voltou a ser fim de dia.
Carolina, estudante de 22 anos, achou o fenómeno “giro e muito incrível” e “histórico” por ser raro, mas, ao mesmo tempo “muito estranho”, meio místico.
João Nascimento, engenheiro de 25 anos, era “para ter ido a Espanha” ver o eclipse, mas ficou-se pelo recinto do festival da vila minhota de Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo e antes das 19h00 já tinha localizado um local aparentemente privilegiado para ver o fenómeno, porque tem “um fascínio pela astronomia” e só se volta a ver igual “daqui a 120 anos”.
Pelas 18h40 começa o tira e põe dos óculos do eclipse que o investigador Lucas Falcão, de 26 anos, considera “importante, por estar muito investido na Ciência”.
Marta Mota, de 24 anos, também investigadora, destaca a importância do fenómeno: “É uma coisa rara, que não cedo não vamos conseguir ver desta forma quase total”, descreve.
Maria Correia, de 19 anos, preocupava-se pelas 17h00 com os óculos para ver o eclipse, que a organização distribuiria, mas que ela não sabia onde, sendo que na entrada “o staff não sabia de nada”.
“Anda imensa gente à procura dos óculos”, exclama, para quase uma hora depois se cruzar com a Lusa bem mais satisfeita, já com uns de óculos de papel para não perder o eclipse.
Aos 70 anos, Elvira Carvalho não faltou ao festival onde marca presença “desde que começou”, há 32 anos, nem ao eclipse.
“Não é que ligue muito, mas já que acontece, quero ver”, explica, do lado direito do palco principal onde tocava Salvador Sobral, na companhia do neto de 10 anos.
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Animais do Zoo de Lisboa mostraram indiferença com o eclipse
Os animais do Jardim Zoológico em Lisboa ficaram hoje aparentemente indiferentes ao eclipse e mantiveram rotinas e comportamentos habituais, uma vez que o fenómeno apenas escureceu o parque ligeiramente.
“Aquilo que nós vamos estar à espera é do seu comportamento natural. Os animais diurnos começam a apaziguar, a diminuir a sua atividade. Animais noturnos com o eclipse podem começar a sua atividade”, explicou à Lusa, antes do fenómeno meteorológico, um dos biólogos do Jardim Zoológico de Lisboa, onde habitam cerca de 2.000 animais de quase 300 espécies, entre mamíferos, aves, répteis e anfíbios.
Entre os animais noturnos, o panda-vermelho e os felinos, como os leões, “com o entardecer, podem ter um pico de atividade para procurar alimento ou para ir patrulhar o seu território”, exemplificava o especialista do primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica, inaugurado há quase 150 anos, em 1884.
Ricardo Chana estimava também que após o eclipse os comportamentos continuassem, uma vez que o fenómeno, pelas 19h30, acontecia muito próximo do pôr-do-sol.
Por volta das 19h30, era possível ver uma leoa que parecia estar a preparar-se para ser fotografada, outros dois (um macho e uma fêmea) mantinham-se juntos e quietos e até foi possível ouvir o leão a rugir.
Segundo Ricardo Chana, a maioria das aves do parque é diurna, por isso com o anoitecer diminuem a sua atividade e vão para os seus ninhos.
Por volta das 19h40, perto da hora do ponto máximo do eclipse, ouvia-se o vento, mas os sons de aves eram escassos, em comparação com os ruídos que se ouviam pelas 18h00.
Durante o período em que durou o eclipse, desde que começou a ser possível ver uma parte da lua e até quando esta já tinha tapado a maioria do sol, as girafas, os elefantes, as nialas (espécie de antílope), que são diurnos e partilham o mesmo espaço, permaneceram tranquilos.
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Depois do eclipse, segue-se uma chuva de estrelas
Depois do eclipse e de o Sol se pôr, espera-o a melhor madrugada de Perseidas deste ano. O espectáculo no céu ainda não acabou.
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Produção fotovoltaica sofreu quebra durante o eclipse, mas hídrica e gás garantiram estabilidade do abastecimento do país
A REN – Redes Energéticas Nacionais garantiu o normal abastecimento elétrico do país durante a passagem do eclipse solar, que provocou uma redução temporária na produção de energia fotovoltaica.
Para compensar a queda da energia solar, o equilíbrio do sistema foi garantido sobretudo pela produção hidroelétrica (que atingiu cerca de 5 GW), combinada com as centrais a gás natural de ciclo combinado (1,35 GW) e a energia eólica (0,6 GW).
Foi, desta forma, assegurado “o equilíbrio entre a produção e o consumo e a segurança do abastecimento ao longo de todo o evento”, adianta a REN em comunicado.
Mesmo durante o pico do fenómeno, Portugal manteve a capacidade de exportar eletricidade, registando fluxos de exportação entre os 100 e os 275 MW.
A REN destaca que a “preparação antecipada” e a “articulação” com os operadores europeus — em particular a rede espanhola — permitiram manter a rede estável e sem qualquer falha no abastecimento.
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Em Lisboa, viveu-se um "momento único" no telhado do MAAT
A emissão especial da Rádio Observador acompanhou o momento do pico do eclipse em Lisboa no telhado do MAAT. Ouça aqui o relato de um “momento único”.
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Chega o grande final. Portugal despede-se do eclipse total
Chega o grande final. Portugal despede-se do eclipse total e o Sol reaparece por breves momentos, antes de se pôr. Acaba o fenómeno que mergulhou Bragança na escuridão — e trouxe um espetáculo às restantes zonas do país.
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Eclipse vivido com intensidade em Viana do Castelo
O momento do eclipse total do sol foi acompanhado com intensidade em Viana do Castelo, como testemunhou o jornalista Ricardo Loureiro. Ouça aqui a reportagem.
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Eclipse. Aplausos e emoção em Rio de Onor
Foi com aplausos e emoção que milhares de pessoas acompanharam o eclipse total em Rio de Onor, Bragança. Ouça aqui o relato do jornalista do Observador Martim Andrade.
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António José Seguro assiste ao eclipse nos jardins de Belém
O Presidente da República, António José Seguro, também não quis perder o fenómeno astronómico e partilhou o momento na sua conta de Instagram.
Na fotografia, Seguro surge nos jardins do Palácio de Belém a acompanhar a passagem da Lua diante do Sol.
António José Seguro / Instagram
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Lisboa acaba de ficar com o seu máximo: 94,4% do Sol tapado
Em Lisboa o Sol vai ficar 94,4% tapado. Acaba de acontecer às 19h35.
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Fotogaleria. As imagens do eclipse solar total em Portugal
Milhares de pessoas saíram à rua para assistir ao eclipse solar. Em Bragança, a Lua cobriu totalmente o Sol, em Lisboa e no Porto, o fenómeno ocultou cerca de 95% e 98% do disco solar. Veja as imagens
Fotogaleria. As imagens impressionantes do eclipse solar em Portugal
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A Lua já cobre por completo o Sol em Espanha
Em Espanha, a Lua acaba de cobrir na totalidade o Sol e a obscuridade é agora de 100% na faixa do eclipse total. O dia fez-se noite para milhares de pessoas que observam o espetáculo.
Así se ha visto el #EclipseRTVE desde un Observatorio de Palencia.
Allí, a las 20:30 se ha alcanzado la totalidad, que ha durado cerca de 1 min 40s. La imagen ha sido grabada por la Agencia Espacial Europea (ESA) pic.twitter.com/6R80ng9nCP
— RTVE Noticias (@rtvenoticias) August 12, 2026
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Eclipse total começou em Rio de Onor
Rio de Onor escureceu de forma inesperada e faz-se silêncio total na aldeia, onde as pessoas começam a tirar os óculos. Foram 17 segundos de totalidade.
As temperaturas também baixaram muito e é possível olhar para o sol sem óculos, com estrelas no céu. As montanhas estão sob um céu laranja. A multidão começou a aplaudir.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Está a trabalhar ou não tem óculos? Siga aqui a transmissão em direto da Ciência Viva
Pode acompanhar aqui a emissão em direto do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, a partir do único ponto em território nacional onde será possível testemunhar a totalidade do fenómeno: o Parque Natural de Montesinho, em Bragança.
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O eclipse visto a partir de Rio de Onor
É em Rio de Onor que o eclipse será total. Entretanto, a Lua já começou a tapar o Sol na aldeia.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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GNR de Bragança mobiliza cerca de 150 militares para que eclipse decorra em segurança
A GNR de Bragança tem cerca de 150 militares de todas as valências no terreno para que a observação do eclipse total do Sol decorra em segurança e com tranquilidade, adiantou à Lusa o relações públicas, major Hernâni Martins.
“Temos cerca de 150 militares de todas as valências da GNR, desde serviço territorial, investigação criminal, trânsito e Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente”, assinalou.
Estes operacionais estão apoiados por drones, veículos ligeiros, motas, carros descaracterizados ou de todo-o-terreno, acrescentou.
O major explicou que o objetivo é que o evento decorra em segurança e com normalidade.
Em contagem decrescente para a visualização do eclipse, Hernâni Martins pediu cuidados redobrados aos condutores, nomeadamente para que deixem as estradas livres.