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Não sei se é possível irmos ao Ricardo Loureiro, em Viana do Castelo. Não é possível agora, porque está mais a norte, portanto, está um bocadinho mais à frente do que nós em Lisboa. Ricardo?
Estou cá.
E agora, Ricardo?
Estou cá. E dizer que o momento foi vivido com muita intensidade, há instantes, com muitos aplausos, quase a confirmar-se o eclipse total em Viana do Castelo e daí que os olhares estão virados para o sol. Há aqui uma particularidade, mais abaixo, numa parte inferior da cidade, onde estão colocados os estaleiros de Viana do Castelo. Eles têm iluminação que funciona no formato automático, portanto dispara a partir do momento que exatamente, e as luzes estão ligadas nos estaleiros de Viana do Castelo, por força também deste eclipse. É uma imagem única aquela que tenho à minha frente, com centenas e centenas de pessoas. Uma boa parte delas foi batendo palmas, foi também dando gritos. Os óculos estão colocados e, neste momento, creio que já terá acontecido esse contacto total entre a Lua e o Sol e volta a clarear, muito à sequência do que foi acontecendo no sentido regressivo, há instantes. Agora volta a desviar-se a Lua do Sol. Mas os instantes que vivemos aqui foram cerca de 10 a 15 segundos de grande entusiasmo por parte, eu arriscaria a dizer, de duas a três mil pessoas que estão aqui colocadas no Santuário em Santa Luzia, num ambiente incrível, como é provável que este santuário não tenha vivido nos últimos tempos, sendo, naturalmente, um dos locais de visita de muitas pessoas ao longo do ano. Mas este, em especial, e o dia, da forma como foi feito, foi absolutamente inesquecível e é algo que as pessoas que aqui estiveram vão naturalmente guardar.
E fica o recado também para o senhor Prior: é organizar os eclipses.
Organizar os eclipses.
Que é para ter o santuário cheio