Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente. Pode segui-los aqui.

    Presidente sírio anuncia cessar-fogo imediato após dias de conflito com Israel com foco na região sul do país

  • Hezbollah recusa pousar armas e promete fazer frente a Israel

    Naim Qassem, chefe do Hezbollah, anunciou esta sexta-feira que o movimento recusa desarmar, mesmo perante os apelos dos Estados Unidos e de Israel.

    “Não nos renderemos nem nos entregaremos a Israel. Israel não nos tirará as nossas armas”, declarou o líder numa mensagem gravada e citada pela Al-Jazeera.

    “Estamos a proceder, preparados e prontos para um confronto defensivo”, sublinhou o líder.

  • O que se passou até agora

    • Israel e os Estados Unidos afirmam terem destruído o programa nuclear iraniano numa operação militar conjunta, que culminou na Guerra dos Doze Dias. Esta operação visou centros nucleares e militares do Irão e é vista como uma mudança significativa no equilíbrio regional e global.
    • A Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária agravada, com ataques israelitas resultando na morte de dezenas de palestinianos, incluindo civis em zonas de refugio e locais sagrados. O Papa Leão XIV expressou a sua preocupação pelo ataque a uma igreja católica em Gaza e apelou ao fim imediato da violência.
    • Confrontos étnicos na Síria, especialmente na cidade de Sweida, causaram o deslocamento de cerca de 80.000 pessoas. A ONU apela para investigações rápidas sobre estas violações dos direitos humanos e críticas de interferência foram dirigidas a Israel, cuja presença na região é considerada desestabilizadora por Damasco.
    • Na esfera diplomática, houve uma tensão clara entre diversos países e organizações, como a CPLP, sobre a inclusão de referências à insegurança alimentar em Gaza nas suas declarações. Portugal opôs-se à inclusão direta desta situação, gerando debates sobre a sua posição política face à questão palestiniana.

  • Israel e EUA insistem que destruíram programa nuclear iraniano

    Numa reunião em Washington, Hegseth felicitou Katz pela operação militar israelita contra o Irão, o ataque contra importantes instalações nucleares e militares da República Islâmica, que desencadeou em 13 de junho a chamada Guerra dos Doze Dias.

    Esta operação “mudou a região e o mundo” e é “o exemplo de porque Israel é um aliado modelo”, pelo seu poderio e capacidade de “reconhecer as ameaças coletivas à segurança que enfrentamos”, sublinhou o secretário de Defesa dos EUA.

    Hegseth também mencionou a operação militar que Washington lançou na mesma altura sobre três centros-chave de processamento de urânio iranianos, e insistiu que esta “destruiu” as instalações atacadas, um comentário dirigido aos meios de comunicação que “parecem não compreender isto”.

  • Israel intercetou míssil disparado pelos Houthis a partir do Iémen

    As forças israelitas dizem ter intercetado um míssil balístico disparado pelos Houthis, a partir do Iémen, contra o território de Israel.

    De acordo com o The Times of Israel, não há registos de danos ou vítimas causados pelo míssil, cujo lançamento levou à ativação de sirenes de alerta na zona central de Israel e em Jerusalém.

  • Novos confrontos em Sweida, noticia a AFP

    A cidade síria de Sweida, que tem sido palco para confrontos étnicos envolvendo a minoria drusa, voltou a ser palco de confrontos esta sexta-feira, de acordo com a agência AFP, citada pelo Times of Israel.

    Cerca de 200 combatentes entraram em conflito com homens drusos armados da cidade, segundo a agência noticiosa francesa.

  • Kremlin diz que Putin e Erdogan concordaram que era "crucial estabilizar a situação" na Síria

    O Kremlin também falou sobre a chamada que Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan tiveram esta sexta-feira, dizendo que ambos os líderes tiveram uma troca de pontos de vista pormenorizada sobre os acontecimentos que se desenrolam no Médio Oriente, incluindo a escalada na Síria.

    Tanto Putin como Erdogan “manifestaram a sua profunda preocupação com o recente surto de violência no país”, tendo salientado “que é crucial estabilizar a situação o mais rapidamente possível através do diálogo” e tendo pedido ainda que se respeite “simultaneamente os direitos legítimos de todos os membros da sociedade multiconfessional da Síria”, lê-se no comunicado do Kremlin.

  • Quase 80.000 deslocados devido à violência no sul do Síria

    Quase 80.000 pessoas fugiram das suas casas na província de Sweida, no sul da Síria, na sequência dos conflitos que começaram no domingo na região, indicou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

    A organização especifica que “79.339 pessoas foram deslocadas desde 13 de julho, das quais 20.019 só no dia 17 de julho”, de acordo com um comunicado.

    A OIM acrescentou que os “serviços essenciais em Sweida, como eletricidade e água, entraram em colapso”, enquanto a “escassez de combustível paralisou os transportes e dificultou as operações de evacuação de emergência”.

    O número avançado pela OIM é significativamente superior ao que foi dado poucas horas antes pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que contabilizou cerca de 60.000.

    No entanto, o ACNUR sublinhou que o total foi registado apenas nos últimos três dias, admitindo que o número poderá ser bastante maior.

  • Putin e Erdogan falaram ao telefone esta tarde sobre a Síria

    Os Presidentes da Rússia e da Turquia, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan, falaram ao telefone esta tarde, tendo discutido a situação na Síria e os ataques israelitas, avançou o gabinete do líder turco.

    No comunicado lê-se que Erdoğan disse “que os conflitos que se seguiram à retirada das forças de segurança sírias de Suweida representavam uma ameaça para toda a região e que era importante que Israel não violasse a soberania da Síria”, referindo-se ao ataque aéreo ao quartel geral das forças síria.

    “O Presidente Erdoğan afirmou que a Turquia tem como objetivo garantir a estabilidade e a segurança na Síria e ajudar o país a reerguer-se o mais rapidamente possível”, acrescentou o líder.

  • Livre e PCP questionam MNE sobre oposição a referência à fome em Gaza em declaração da CPLP

    Livre e PCP questionaram hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sobre a oposição de Portugal a uma referência à insegurança alimentar na Faixa de Gaza na declaração final da cimeira da CPLP, considerando essa posição injustificável.

    Para o Livre, tendo em conta a “clara necessidade de ação internacional para a proteção dos Direitos Humanos do povo palestiniano em Gaza, é difícil compreender a posição de princípio adotada por Portugal e que tal seja prioritário no âmbito de um fórum destinado a promover o direito à alimentação adequada”.

    O Livre pergunta assim a Paulo Rangel “quais os fundamentos da objeção do Governo de Portugal à inclusão de uma referência à situação de insegurança alimentar em Gaza na declaração da V Reunião do CONSAN-CPLP”.

    Também o PCP enviou uma pergunta a Paulo Rangel, através da Assembleia da República, sobre o mesmo assunto, na qual defende que a referência à insegurança alimentar na Faixa de Gaza era “incontornável no contexto atual” e era “particularmente relevante”, tendo em conta o tema da reunião.

    O partido acusa o Governo de já ter assumido uma “chocante posição de negacionista face ao genocídio do povo da Palestina” e de ter evidenciado “a sua obstinação em manter Portugal na ‘minoria da vergonha’, dos governos que se recusam a reconhecer o Estado da Palestina”.

  • Hamas diz que Israel recusou acordo que libertaria todos os reféns

    O Hamas afirmou esta sexta que Israel terá rejeitado várias vezes uma proposta que libertaria todos os reféns, segundo Abu Obeida, porta-voz do braço armado do Hamas Brigadas Qassam.

    Quanto ao futuro, o movimento palestiniano prometeu ainda que não aceitaria nem voltaria a propor uma trégua parcial “se Israel se retirar das negociações em curso”, acrescentou Obeida, citado pela Al Jazeera.

  • Netanyahu demonstrou "o arrependimento de Israel" pelo ataque à igreja católica em Gaza na chamada com o Papa

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou “o arrependimento de Israel pelo trágico incidente em que munições perdidas atingiram acidentalmente a Igreja da Sagrada Família em Gaza” na chamada com o Papa Leão XIV, de acordo com um comunicado do seu gabinete citado pelo Times of Israel.

    Segundo o jornal Haaretz, Netanyahu ainda enviou “as mais sinceras condolências de Israel às famílias das pessoas feridas no incidente”.

  • Distribuidora lusa vai doar parte de receitas de filme de Mahdi Fleifel

    Vinte por cento das receitas da exibição em Portugal do filme A uma terra desconhecida, do realizador palestiniano-dinamarquês Mahdi Fleifel, vão reverter para a associação Seeds of Hope, revelou hoje a distribuidora The Stone and the Plot.

    A uma terra desconhecida, sobre dois refugiados palestinianos que tentam sair de Atenas, tem estreia comercial nos cinemas portugueses no dia 24 e a distribuidora portuguesa quer doar 20% das receitas a um projeto educativo da associação Seeds of Hope para crianças em Gaza.

    “Associamo-nos assim à ajuda humanitária que o povo palestiniano em Gaza necessita cada vez mais, a cada dia que passa”, refere a distribuidora.

  • ONG avisa que subnutrição em Gaza está a atingir níveis históricos

    A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras avisou hoje que a subnutrição aguda em Gaza atingiu “níveis históricos” em dois dos seus centros locais, sublinhando que grande parte dos afetados são crianças ou grávidas e lactantes.

    Segundo indicou a ONG, num comunicado hoje divulgado, as equipas da clínica de Al-Mauasi (no sul do enclave palestiniano) e na Cidade de Gaza (norte) observaram o maior número de casos de subnutrição “já registados” na região.

    Na clínica da Cidade de Gaza, o número de doentes nesta situação “aumentou exponencialmente em menos de dois meses”, passando de 293 casos em maio para 983 no início de julho.

  • Netanyahu telefonou ao Papa Leão XIV, que repetiu apelos de cessar-fogo

    Depois de ter telefonado ao cardeal Piazaballa, patriarca de Jerusalém — que hoje entrou na Faixa de Gaza com o patriarca ortodoxo Teófilo para entregar ajuda humanitária junto da igreja católica atacada ontem por Israel –, o Papa recebeu um telefonema de Benjamin Netanyahu, noticia o Vatican News.

    O comunicado informa apenas que Leão XIV repetiu ao primeiro-ministro israelita apelos para que se negoceie um cessar-fogo que leve a um fim definitivo da guerra, “expressou a sua preocupação com a situação humanitária trágica” e “reiterou a necessidade urgente de proteger locais de culto”, tanto na Palestina como em Israel.

  • Egito está a pressionar o Hamas para que aceite acordo de cessar-fogo

    Os mediadores egípcios terão insultado a delegação do Hamas e pressionado o seu líder com ameaças de deportação, confirmou um diplomata árabe ao Times of Israel, que cita uma notícia do canal i24 que avançou essa informação. A frustração do Egito resulta do impasse nas negociações para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, descreveu, acrescentando que os mediadores estão “a pressionar o Hamas para que aceite” o acordo atual, algo que considera ser possível numa questão de dias.

  • Escola secundária da Pensilvânia onde Netanyahu foi aluno quer retirá-lo do "hall of fame"

    As paredes da entrada da escola de secundária de Cheltenham, nos subúrbios da Pensilvânia, estão cobertas de fotografias e placas comemorativas de antigos alunos célebres. Entre eles, conta-se a de Benjamin Netanyahu e a do seu irmão mais velho, que frequentaram a escola durante a juventude passada nos Estados Unidos. Porém, a associação de antigos alunos debate hoje retirar a homenagem de “Bibi” do “hall of fame” noticia o New York Times.

    A reunião foi convocada em resposta a uma petição nesse sentido, que recolheu mais de 200 assinaturas entre os atuais alunos — cerca de 14% de corpo estudantil. Os estudantes responsáveis pela petição elencam como motivos para o pedido o julgamento por corrupção que o primeiro-ministro israelita enfrenta e os mandados de captura do Tribunal Penal Internacional, que o acusa de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade no âmbito da ofensiva militar na Faixa de Gaza.

  • Hamas afirma que Israel segue uma "política de fome em massa" na Faixa de Gaza

    O Hamas acusou Israel de seguir uma “política de fome em massa” contra os palestinianos, o que considera um “crime contra a humanidade”.

    “A fome imposta pela ocupação na Faixa de Gaza representa um crime deliberado contra a humanidade, no qual os alimentos são utilizados como arma de guerra para subjugar um povo resiliente”, afirmou o grupo em comunicado citado pela Al Jazeera.

    O Hamas apela, ainda, a “uma ação popular e oficial urgente para parar este crime hediondo e salvar as centenas de milhares de pessoas famintas”.

  • Sobe para 30 o número de mortos nos ataques israelitas desta sexta-feira à Faixa de Gaza

    O número de vítimas mortais nos ataques israelitas à Faixa de Gaza desta sexta-feira subiu para 30, de acordo com o Ministério de Saúde do enclave, citado pela Al Jazeera.

    Segundo o ministério, deste número, sete foram mortos quando procuravam ajuda. Entre as vítimas estão também duas pessoas que estavam na região de Al-Shakoush, a noroeste de Rafah.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 21, como Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • Papa pede fim de um “massacre desnecessário” de inocentes em Gaza

    O Papa pediu hoje que se pare “o massacre desnecessário de inocentes” após “o injustificável” ataque israelita à Igreja da Sagrada Família, a única igreja católica em Gaza, que fez três mortos e vários feridos.

    Leão XIV telefonou ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, que visitou hoje, em conjunto com o patriarca ortodoxo Teófilo, as famílias das vítimas e a comunidade afetada, levando solidariedade e ajuda humanitária.

    No telefonema, que apanhou os dois líderes religiosos à entrada do enclave, o Papa expressou a sua “solidariedade, cuidado, oração, apoio e desejo de fazer todo o possível para alcançar não só um cessar-fogo, mas também o fim desta tragédia”, adiantou Pizzaballa à rádio Vaticano News.

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