Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Arquivamos este liveblog que acompanhou os últimos desenvolvimento do conflito no Médio Oriente. Pode continuar a seguir a nossa cobertura deste domingo nesta nova ligação.

    EUA exigem que autoridades sírias impeçam chegada de jihadistas violentos ao sul

  • Milhares em Telavive pedem um acordo sobre reféns e outras dezenas o fim do genocídio em Gaza

    epa12247921 Supporters and families of Israeli hostages held by Hamas in Gaza march towards the US Embassy in Tel Aviv, Israel, 19 July 2025. According to the Israeli army (IDF) spokesperson, around 50 Israeli hostages remain in captivity in the Gaza Strip, including the bodies of at least 30 confirmed dead.  EPA/ABIR SULTAN

    Milhares de israelitas manifestaram-se hoje em Telavive pedindo um acordo que permita libertar os reféns ainda detidos pelo grupo extremista palestiniano Hamas, e algumas dezenas, noutra manifestação, pediram o fim do “genocídio” em Gaza.

    Dirigindo-se diretamente ao primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, e ao Presidente norte-americano, Donald Trump, numa manifestação junto à embaixada dos Estados Unidos, milhares de pessoas gritaram “Bibi e Trump, fechem o acordo! Para que possamos tornar Israel grande de novo!”.

    Num outro ponto da cidade de Telavive, dezenas de ativistas concentraram-se exigindo o fim do “genocídio” na Faixa de Gaza, segundo detalhou à agência noticiosa espanhola EFE um dos participantes.

    As manifestações ocorreram depois das declarações feitas, sexta-feira, por Trump, nas quais insinuou mais uma vez que dez reféns serão libertados “muito em breve”, sem dar mais detalhes sobre o avanço das negociações entre Israel e o Hamas.

  • Mahmoud Abbas diz que haverá eleições para o Conselho Nacional Palestiniano até o final do ano

    Mahmoud Abbas, o Presidente da Autoridade Palestiniana, disse que haverá eleições para o Conselho Nacional Palestiniano até o final do ano, escreve o Times of Israel, citando o Haaretz.

    O Conselho Nacional Palestiniano tem aproximadamente 300 membros e é o corpo legislativo da Organização da Libertação da Palestina. A última vez que foram realizadas eleições para o conselho foi em 2006.

  • Israel estará disponível para negociar o fim da guerra pela primeira vez, diz oficial israelita

    De acordo com um oficial israelita ouvido pelo jornal Haaretz, Israe estará disponível para negociar o fim da guerra em Gaza pela primeira vez. “Esta negociação é diferente das outras”, garante a fonte, que afirma que os acordos anteriores previam a libertação de reféns e corpos, mas “este toca no tema do fim da guerra. Portanto, está tudo interligado. É um acordo complexo”, assume.

    “A negociação deve abordar a forma como a guerra vai acabar ou continuar, o que vai acontecer em Gaza e como os reféns serão devolvidos. Na estrutura do acordo há uma cláusula sobre o fim da guerra. As duas partes podem adicionar tópicos que serão discutidos durante os 60 dias do cessar-fogo”.

    De acordo com o oficial, a delegação israelita embarcou para Doha com “flexibilidade suficiente para alcançar um acordo, sem comprometer assuntos como as necessidades de segurança de Israel”.

  • Jordânia recebe encontro entre representantes sírio e nortea-americano

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, recebeu representantes dos EUA e da Síria este sábado em Amman, avança a Al Jazeera. Terão participado na reunião o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Asaad al-Shibani e o enviado especial norte-americano para a Síria Thomas Barak.

    “Discutiram a situação na Síria e os esforços para consolidar o cessar-fogo atingido em Suwayda para prevenir o derramamento de sangue e preservar a segurança dos civis”, disse o ministro da Jordânia.

    Os três terão concordado em passos práticos para apoiar o cessar-fogo anunciado mais cedo, incluindo a libertação de detidos mantidos pelos dois lados, a implantação de forças de segurança sírias e a continuação de esforços para a reconciliação na comunidade.

  • Autoridades londrinas detêm apoiantes de grupo proibido pró-Palestina

    epa12247704 Pro Palestine protesters take part in the 'National March for Palestine' in London, Britain, 19 July 2025. The protest calls for an arms embargo and sanctions on Israel from the British government amid the ongoing conflict in Gaza.  EPA/TAYFUN SALCI TAYFUN SALCI/EPA

    Dezenas de apoiantes da Ação Palestiniana, um grupo proibido desde o início do mês depois de ter sido considerado “organização terrorista”, foram hoje detidos em Londres durante manifestações de apoio à Palestina, anunciaram as autoridades.

    Cinquenta e cinco pessoas foram detidas na Praça do Parlamento, no bairro londrino de Westminster, por terem empunhado “cartazes de apoio à Ação Palestiniana, um grupo proibido”, declarou a polícia da capital britânica na rede social X.

    Oito pessoas foram detidas numa outra manifestação em Londres e outras oito em Truro, no sudoeste de Inglaterra. As manifestações em Edimburgo, Bristol e Manchester também levaram à detenção de pelo menos 35 manifestantes, segundo a polícia.

    Em Londres, dezenas de manifestantes escreveram à mão em cartazes onde se podia ler: “Eu oponho-me ao genocídio, eu apoio a Ação Palestina”.

    “A liberdade de expressão está morta neste país, que vergonha para a polícia metropolitana”, disse um homem ao ser detido, segundo a agência de notícias francesa AFP.

  • Paulo Rangel sobre Portugal ser contra a inclusão da fome em declaração da CPLP: "Notícia totalmente descabida"

    Em declarações à SIC Notícias, o ministro dos Negócios Estrangeiros português reagiu à notícia de que Portugal estaria contra a inclusão da fome em Gaza numa declaração da CPLP. “Esta notícia é totalmente desacabida”, reagiu Paulo Rangel.

    Paulo Rangel afirmou que “Portugal apenas disse que numa declaração marginal não deveria estar” mencionado o tema da fome em Gaza. “Estamos a falar não é da declaração da CPLP, é de uma declaração de um conselho de segurança alimentar e nutricional que não se refere nem se deve referir aos conflitos. É uma coisa marginal, à margem da cimeira”, afirmou. “Os conflitos são tratados na declaração final”, respondeu ainda Paulo Rangel, que destacou ainda que há um ano “na conferência de ministros da CPLP estão lá as referências ao conflito ucraniano e ao conflito israelo-palestiniano.”

    Segundo o jornal Público, a referência a que o Governo se opôs tinha sido proposta pela sociedade civil e “condenava todas as formas de violência que punham em causa o direito humano à alimentação, com referência direta à situação na Faixa de Gaza, em particular das crianças palestinianas”.

    Entretanto, esta sexta-feira os chefes de Estado e de Governo, reunidos em Bissau na XV Cimeira da CPLP, assinalaram “com apreensão que, em 2025, a fome global continua a crescer”, enquanto “o financiamento humanitário diminuiu drasticamente, comprometendo a resposta internacional a crises”.

    Este sábado o dirigente e vice-presidente da bancada socialista João Torres disse à Lusa que o PS viu “com grande estupefação e indignação” a notícia e exige uma “explicação imediata” do Governo sobre a oposição de Portugal a uma referência à insegurança alimentar em Gaza na declaração final da cimeira da CPLP, e afirmando querer ouvir o ministro Paulo Rangel no parlamento.

  • Trump volta a afirmar que programa nuclear do Irão foi "completamente destruído"

    Este sábado Donald Trump reagiu às notícias recentes de que os ataques norte-americanos ao Irão não terão sido capazes de acabar com o programa nuclear iraniano. Na Truth Social, o Presidente norte-americano escreveu que “todas as três centrais no Irão foram completamente destruídas e/ou obliteradas.”

    A seguir Trump sugere que o Irão poderá construir novas centrais nucleares ao invés de recuperar as que foram atacadas. “Levaria anos para as colocar novamente em serviço e, se o Irão quisesse fazê-lo, seria muito melhor começar de novo, em três locais diferentes, antes que esses locais fossem destruídos, caso decidissem fazê-lo.”

    A reação de Trump vem depois do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o homólogo israelita, Israel Katz, insistirem na última sexta-feira que as centrais nucleares foram completamente destruídas.

    Na quinta-feira, vários meios de comunicação norte-americanos noticiaram que a mais recente avaliação dos serviços secretos de Washington indica que uma das três instalações de enriquecimento nuclear atingidas no Irão foi praticamente destruída, atrasando significativamente os trabalhos no local.

    Cinco funcionários atuais e ex-funcionários conhecedores do relatório disseram à NBC News, contudo, que as outras duas instalações não sofreram danos tão graves e podem ter sido danificadas apenas a ponto de permitir a retoma do enriquecimento nuclear nos próximos meses, se o Irão assim o desejar.

  • Embaixador dos EUA em Israel visita cidade cristã palestiniana em West Bank que teve igreja destruída por colonos

    O embaixador dos EUA em Israel visitou este sábado Taybeh, uma cidade cristã palestiniana perto de Ramallah, na região ocupada de West Bank. Mike Huckabee esteve no local depois de um ataque recente de colonos israelitas que danificou uma igreja antiga.

    “Sou cristão mas nunca danificaria uma mesquita ou sinagoga. Aqueles que rezam numa sinagoga nunca deveriam danificar uma igreja ou uma mesquita. É simples assim. O que aconteceu aqui é uma farsa absoluta e é o meu desejo fazer tudo o que for possível para que as pessoas desta vila pacífica saibam que vamos certamente insistir para que aqueles que foram os responsáveis pelos atos de terror e violência em Taybeh e em qualquer outro lugar sejam encontrados e processados”, disse o embaixador norte-americano, num comunicado. “Os culpados não serão apenas repreendidos, isto não é suficiente. Precisam de pagar o preço de fazer algo que destrói património, não apenas de outras pessoas, mas que pertence a Deus”.

    No X, Huckabee também destacou que ataques contra “igrejas, sinagogas ou mesquitas são um crime contra a humanidade e contra Deus”.

  • Já morreram 58.765 pessoas em Gaza desde 7 de outubro de 2023

    O número de pessoas que morreram na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023 subiu este sábado para 58.765, de acordo com números das autoridades palestinianas, controladas pelo Hamas.

    Segundo a Al Jazeera, desde o início do conflito ficaram feridas 140.485 pessoas.

    Só nas últimas 48 horas, morreram 98 pessoas e 511 ficaram feridas.

  • GHF nega quaisquer incidentes perto dos seus postos de distribuição. Israel diz ter aberto inquérito

    Surgem versões contraditórias sobre o principal caso que está a marcar o conflito na Faixa de Gaza este sábado: a morte de dezenas de palestinianos em ataques israelitas junto de um posto de distribuição de ajuda humanitária no sul de Gaza, na zona de Rafah.

    De acordo com as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, pelo menos 32 corpos chegaram este sábado ao hospital de Nasser, vítimas das forças israelitas junto ao posto de distribuição de ajuda humanitária da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), organização autorizada por Israel para a distribuição de apoio à população civil de Gaza.

    Em resposta, as Forças de Defesa de Israel confirmaram que tinham disparado “tiros de aviso” perto daquele posto de distribuição de ajuda depois de vários palestinianos se terem aproximado dos soldados “de uma forma que ameaçou as forças”.

    “Os soldados agiram de forma a impedir que os suspeitos se aproximassem deles, pediram-lhes que se afastassem e, depois de eles não obedecerem, dispararam tiros de aviso”, confirmou o exército, que disse também que o incidente tinha ocorrido a cerca de um quilómetro do posto de distribuição mais próximo. Ainda assim, devido aos relatos de mortes no local, as forças israelitas dizem ter aberto um inquérito ao incidente.

    Contudo, a própria GHF veio agora dizer que “não houver quaisquer incidentes hoje nos nossos postos de distribuição de ajuda ou perto deles”.

    Numa publicação nas redes sociais, a GHF explica que o incidente ocorreu “horas antes” da abertura dos postos e “a maioria das mortes ocorreu a vários quilómetros do posto da GHF mais próximo”. A fundação diz ainda que tem “repetidamente” avisado os palestinianos para não se aproximarem dos postos durante a noite ou de madrugada.

    “A realidade é esta: somos a única organização a alimentar as pessoas de Gaza agora. Onde está a ONU? Têm dezenas de milhares de paletes de ajuda parada no interior de Gaza, mas fora do alcance dos civis esfomeados. Basta”, diz a GHF, pedindo à ONU “saia da frente” e encontre “uma forma de entregar a ajuda” ou permita que a GHF ajude a distribuí-la.

  • Pelo menos 718 mortos em confrontos no sul da Síria desde domingo

    Pelo menos 718 pessoas morreram devido aos confrontos intercomunitários no sul da Síria desde o passado domingo, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

    Segundo a organização não-governamental (ONG), 391 drusos estão entre os mortos, incluindo 146 combatentes e 245 civis. Deste total, 165 drusos foram “executados sumariamente por membros dos ministérios da Defesa e do Interior” da Síria nos primeiros dias dos combates.

    Entre os mortos estão também 287 membros das forças governamentais e 21 combatentes beduínos sunitas, assim como três civis “executados sumariamente por combatentes drusos”, segundo o OSDH.

    Além disso, 15 membros das forças governamentais foram mortos em ataques israelitas na Síria, referiu a ONG.

  • Síria está "comprometida com a proteção de todas as minorias e comunidades", diz Presidente do país, que quer unidade

    Depois do anúncio do cessar-fogo a região de fronteira entre Israel e Síria, o Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, fez um discurso televisivo em que apelou à união no país e em que garantiu que a liderança síria está “comprometida com a proteção de todas as minorias e comunidades” que vivem no país.

    “Condenamos todos os crimes cometidos”, afirmou o Presidente sírio, numa intervenção em que assinalou que os conflitos dos últimos dias, que provocaram centenas de mortes, tiveram origem em lutas entre grupos drusos e beduínos, que conduziram à escalada da violência na região.

    Assinalando que na origem do conflito estiveram apenas alguns indivíduos mais violentos, o Presidente sírio afirmou que se não tivesse sido a intervenção das forças sírias a situação tinha ficado fora de controlo.

    Ahmed al-Sharaa destacou ainda que a comunidade drusa é uma importante comunidade síria e que não pode ser julgada de forma genérica pelas ações de um pequeno grupo.

  • Presidente sírio anuncia cessar-fogo imediato após dias de conflito com Israel com foco na região sul do país

    O Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, anunciou este sábado um cessar-fogo imediato e abrangente na região de Sweida, no sul do país, que nos últimos dias tem sido palco de violentos conflitos que já fizeram pelo menos 300 mortos.

    Antes, os EUA já tinham anunciado que Israel e a Síria tinham chegado a acordo para um cessar-fogo na região.

    De acordo com a Reuters, a Presidência síria apelou a todas as partes que adiram ao cessar-fogo e suspendam de imediato as hostilidades — e considerou que qualquer violação do cessar-fogo será uma “clara violação da soberania” da Síria.

    Este sábado, o Ministério da Administração Interna da Síria anunciou a mobilização de elementos das forças de segurança na região.

    Em causa está uma zona habitada, predominantemente, por drusos, uma minoria étnica e religiosa que tem estado no centro dos conflitos.

    A violência surgiu a partir de confrontos étnicos entre comunidades drusas e beduínas, que levaram à intervenção das forças armadas sírias para repor a ordem — o que conduziu a uma escalada do conflito naquela parte do sul da Síria, perto da fronteira com Israel.

    Israel, por seu turno, que pretende expandir o seu controlo da zona sul da Síria (já controla, por exemplo, os Montes Golã, considerados um território sírio sob ocupação israelita), considera a comunidade drusa como uma potencial aliada e interveio com o argumento de proteger os drusos.

    Esta semana, Israel levou a cabo um conjunto de ataques, tanto em Damasco como na região sul.

  • Forças israelitas mataram pelo menos 41 palestinianos este sábado

    Pelo menos 41 palestinianos foram mortos este sábado pelas forças israelitas na Faixa de Gaza, noticia a Al Jazeera, citando fontes médicas no enclave.

    Entre as vítimas mortais contam-se 29 pessoas que se encontravam à espera ou à procura de ajuda humanitária nos postos de distribuição autorizados por Israel. Centenas de palestinianos já foram mortos nestes postos de distribuição em conflitos com as forças israelitas ao longo das últimas semanas.

    Além dos 41 mortos, registam-se também cerca de 100 feridos só este sábado.

  • Bom dia.

    O Observador continua este sábado a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente.

    O liveblog de sexta-feira fica arquivado aqui.

    Israel e EUA insistem que destruíram programa nuclear iraniano: operação “mudou a região e o mundo”

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