Momentos-chave
- Montenegro sai "confiante" no final do Conselho Nacional
- César diz que PS deve viabilizar Governo da AD se a coligação ganhar
- César diz que Pedro Nuno não tem de sair se perder. "Depende da forma como se perde, há derrotas honrosas"
- César tem "inveja" de ter sido o PSD a valorizar carreiras "com o dinheirinho que o PS arranjou"
- Carlos César: "Eleições não servem para absolver comportamentos irregulares e legais, nem são uma limpeza ética"
- "Há grupo muito elevado de suspeições" sobre o primeiro-ministro, diz Carlos César
- Aguiar-Branco diz que Pedro Nuno "fez pior à democracia" do que Ventura
- Ferreira Leite pede a Montenegro que não desista. "O país precisa de si"
- Montenegro diz que adversários têm "medo" da sua independência
- "Somos um dos países mais seguros do mundo. Já fomos mais", diz Montenegro
- Montenegro diz que líderes europeus lhe têm perguntado pela sua "política pioneira e visionária" para os jovens
- Montenegro promete que está aqui "para dar e durar". "Não me deixo intimidar"
- Montenegro acusa oposição de fazer "jogo baixo" e tentar "cortar a cabeça ao Governo"
- Montenegro diz que oposição "invoca abusivamente" escrutínio e transparência
- Montenegro: razão para eleições é "sucesso do Governo e popularidade do primeiro-ministro"
- "O país caminha, um pouco inexplicavelmente, para eleições antecipadas", diz Montenegro
- Com eleições antecipadas "cenário mudou radicalmente" e Ventura está "100% focado nas legislativas"
- Ventura garante que "estabilidade pode acontecer se o PSD decidir arrumar a casa" e "mudar de líder"
- Localização do novo aeroporto "é assunto arrumado, não se volta atrás", garante Pedro Nuno
- Ventura acusa Governo de tentar "trocar voto por investigação": "Primeiro-ministro não se demitiu porque não teve coragem"
- Pedro Nuno pede "reciprocidade": "O PSD tem esse dever"
- Ventura diz que Governo está "em desespero" e que comportamento de Montenegro "levanta as maiores suspeitas"
- Pedro Nuno diz que empresa do seu pai "é diferente": "É uma empresa verdadeira"
- PAN quer eleições em 18 de maio para dar tempo à organização dos partidos
- Pedro Nuno Santos: "Há pessoas que podem olhar para a empresa e achar que é fácil fazer dinheiro, mas não é"
- "O apuramento da verdade não tem tempo", diz Pedro Nuno que cita PGR sobre Spinumviva
- Crise no Governo: CDS-PP prefere eleições legislativas em 18 de maio
- "Se calhar Montenegro queria saber quem metia dinheiro na Spinumviva, e quem metia dinheiro queria que ele soubesse"
- PCP diz que quer acabar com "promiscuidade" na política. E concorda com calendário eleitoral de Marcelo
- Alianças à esquerda? Bloco nunca "faltou a nenhum diálogo" e cá estará "no dia a seguir às eleições"
- Bloco defendeu que eleições aconteçam a 18 de maio
- Marcelo Rebelo de Sousa revelou à IL que já promulgou desagregação de freguesias
- Data de 11 de maio é "muito provável" para as eleições, diz Rui Rocha
- Parlamento decide na próxima semana se realiza ou não sessão solene do 25 de Abril este ano
- Ventura já revelou a Marcelo se será candidato a Belém e vai "pensar" se apoia Gouveia e Melo, caso saia da corrida
- Ventura vê com "naturalidade" averiguação preventiva do Ministério Público
- Ventura recusa acordos com Montenegro e desafia PSD a trocar de líder
- Ventura diz que Marcelo está mais inclinado para eleições a 11 de maio
- Centeno pede "respeito" pela situação económica, financeira e orçamental "invejável" de Portugal
- Marcelo só está a colocar cenário de eleições antecipadas
- Delegação do Chega já está em Belém
- Pedro Nuno exige ao PSD que lhe dê condições para governar, porque é "o mínimo" e tem "esse direito"
- Pedro Nuno: eleições são "única forma de clarificar" e devem acontecer "o mais depressa possível"
- Ministério Público decidiu abrir "averiguação preventiva" após denúncias anónimas sobre a Spinumviva
- Montenegro não diz se admite ser primeiro-ministro sem ganhar próximas eleições, mas promete ser "claro"
- Montenegro defende que há "todas as condições" para eleições a 11 ou 18 de maio
- Montenegro defendeu que haja eleições "o mais rápido possível"
- Pedro Nuno Santos já está em Belém
- Ministros já não vão ser ouvidos no parlamento após chumbo da moção de confiança
- Miranda Sarmento critica governo anterior por "entropias" na gestão financeira do Estado
- “Lamento não termos conseguido evitar as eleições”, afirma Fernando Medina
- Marcelo ouve partidos com legislativas antecipadas no horizonte próximo
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está a considerar a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas antecipadas, na sequência da queda do Governo liderado por Luís Montenegro, após a moção de confiança ter sido chumbada. As datas possíveis para estas eleições são 11 ou 18 de maio, segundo indicações do próprio Presidente.
- A crise política em curso foi desencadeada por uma série de polémicas envolvendo o primeiro-ministro, incluindo o caso da empresa Spinumviva. Este caso está a ser alvo de uma averiguação preventiva pelo Ministério Público, após várias denúncias anónimas, levantando preocupação quanto à idoneidade do primeiro-ministro durante o processo.
- No cenário político, o PS, liderado por Pedro Nuno Santos, tenta mobilizar eleitores e critica o governo cessante de incompetência em diversas áreas como a Saúde. Por outro lado, o Chega e o PS são acusados pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, de terem preferido derrubar o governo do centro-direita em vez de procurar uma solução de continuidade.
- O impacto da crise política não é só político; líderes de bancos expressaram “desilusão” e “tristeza” com a instabilidade política no país, sublinhando que a crise era “tudo aquilo de que não precisávamos” para a economia, o que ressalta a abrangência dos efeitos da atual crise além da esfera política.
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Encerramos aqui o acompanhamento deste liveblog de quarta-feira sobre a atualidade política.
O dia terminou com o conselho nacional do PSD, do qual Luís Montenegro assegurou ter saído “muito confiante”. Pode seguir os desenvolvimentos de quinta-feira neste novo liveblog.
Obrigado por nos acompanhar.
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Montenegro sai "confiante" no final do Conselho Nacional
A reunião do Conselho Nacional do PSD acaba de terminar, quatro horas depois. À saída, e questionado pelos jornalistas, Luís Montenegro atirou que se sente “muito confiante” depois desta reunião — mas que “já estava” confiante antes.
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"Ventura é um vigarista e Pedro Nuno é um charlatão"
Hugo Carneiro, deputado e vice-presidente da bancada social-democrata, dirigiu duras críticas aos líderes do Chega e do PS. “André Ventura é um vigarista e Pedro Nuno Santos é um charlatão”, acusou o social-democrata.
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"Se estratégia do almirante é não produzir declarações assertivas, ganhou dois meses de tolerância"
Sobre Presidenciais, o líder do PS diz que “é estranho” almirante Gouveia e Melo já ter movimento mas ainda não ter anunciado que é candidato.
“Se a estratégia do almirante é de não produzir declarações assertivas, ganhou dois meses de tolerância e, nessa perspetiva, será favorecido”, considera sobre essa candidatura.
Já em relação ao PS, diz que o partido “não manda na consciência dos seus militantes e eleitores” sobre o que fazer nessas eleições.
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César diz que PS deve viabilizar Governo da AD se a coligação ganhar
Sobre condições de governabilidade, Carlos César atira: “Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.” Em linha com o pedido de reciprocidade já referido por Pedro Nuno Santos.
“Se o PS ganhar eleições sem maioria à esquerda, esperamos que. o PSD faça o que o PS fez ao Governo do PSD”, defende. “O que é necessário é sentido de responsabilidade pelo PS e a AD. Se ganhar a AD o PS deve fazer o que já fez. Se ganhar o PS, a AD deve fazer o que o PS fez”, diz.
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César diz que Pedro Nuno não tem de sair se perder. "Depende da forma como se perde, há derrotas honrosas"
Quanto ao interior do seu partido, Carlos César garante que “nunca viu o PS tão unido, participado e activo como está” desde o último congresso.
“Já é difícil encontrar alguém que seja divergente ao ponto de poder ser considerado desafiador” no PS, garante o presidente do partido que diz que o lugar de Pedro Nuno está “absolutamente” seguro nesta altura.
Questionado sobre uma possível derrota e o que deve fazer Pedro Nuno nesse caso, Carlos César diz que essas situações “dependem da forma como se perde. Há derrotas honrosas”. Mas diz que não considera que “haja uma regra incontornável” sobre quem perde eleição ter de sair.
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Campos Ferreira: "Pedro Nuno Santos é um sem vergonha"
Luís Álvaro Campos Ferreira, antigo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, atual presidente do conselho de fundadores da Casa da Música e uma das figuras mais próximas de Luís Montenegro, fez uma intervenção particularmente dura para com Pedro Nuno Santos.
O social-democrata terá chegado a acusar PS de ser uma “corista ordinária do Chega” e um “aguadeiro” do partido liderado por André Ventura.
Campos Ferreira visaria mesmo o líder socialista: Pedro Nuno Santos, terá dito o antigo governante, “é um sem vergonha”.
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"Governo usa residência oficial de São Bento como se fosse a São Caetano à Lapa", acusa Carlos César
Ainda na longa entrevista que está a dar à RTP3, Carlos César lamenta o atual ambiente parlamentar. Diz haver “uma degradação progressiva das condições de diálogo entre os diversos partidos”.
Em relação ao debate desta terça-feira, o socialista diz que a situação “era um pouco deprimente e até inexplicável” e fala num “problema de falta de urbanidade” que considera ter sido “introduzido pela presença mais numerosa da extrema direita no Parlamento”.
Aponta à AD uma “postura belicosa e confrontacional” e sobre o Governo diz que”tem mais dimensão partidária do que nacional. Usa a residência oficial de São Bento como se fosse a São Caetano à Lapa”. Fala numa “enxurrada de nomeações e demissões” para cargos técnicos que “são atribuídos a delegados locais, partidários”.
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Rangel diz que Montenegro evitou o “apodrecimento lento”
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, foi mais um a discursar neste Conselho Nacional do PSD para defender a posição assumida por Luís Montenegro.
Dizendo que o Governo fez tudo para evitar as eleições, Rangel acabou por dizer que Montenegro não teve alternativa — decidir o contrário seria permitir o “apodrecimento lento” das instituições.
Rangel terminou a sua intervenção com uma citação de Agustina Bessa-Luís: “Nunca se evita a guerra senão para trocar por suspeitas que nunca mais se apagam”
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Com queda imediata, ministros em gestão escapam ao parlamento mas mantêm agenda e podem tomar decisões "excecionais"
Miranda Sarmento não foi ao parlamento falar do Novo Banco e ministra do Ambiente escapou a escrutínio sobre Agência para o Clima. Governo em gestão tem ação limitada, mas pode tomar medidas urgentes.
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César tem "inveja" de ter sido o PSD a valorizar carreiras "com o dinheirinho que o PS arranjou"
O presidente dos socialistas diz que “por conforto da situação económica a financeira, no plano nacional e europeu, e de poder perder as autárquicas e ter potencial negociação complexa do Orçamento, o primeiro-ministro achou por bem associar o útil ao desagradável e forçar eleições antecipadas”.
Carlos César diz que o Governo “beneficia” de fatores que não controla, a economia, e de “vantagens” que resultam da ação dos governos anteriores. Aqui atira ao ministro das Finanças e às declarações sobre a redução da dívida, dizendo que foi o PS que fez a redução maior.
Termina o raciocínio a dizer: “Tenho imensa inveja disto. De ter sido o Governo da AD que valorizou determinadas carreiras, com o dinheirinho que o PS arranjou e não teve tempo para passar a essa fase”.
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Carlos César: "Eleições não servem para absolver comportamentos irregulares e legais, nem são uma limpeza ética"
Carlos César continua a entrevista à RTP3 e, confrontado com a averiguação preventiva à Spinumviva pela PGR, diz que notou uma frase de Amadeu Guerra com que “concorda e subscreve e está associada à proposta da comissão parlamentar de inquérito: as investigações levam o tempo que for necessário”.
Se sair decisão sobre inquérito, influencia a campanha? César não responde e remete para as eleições na Madeira, um caso “semelhante”. Diz, no entanto, que “as eleições não servem para absolver comportamentos irregulares e legais nem são uma limpeza ética”.
Acusa Montenegro de querer estas eleições “a todo o custo” e desvaloriza as diligências que o PSD fez sobre a comissão parlamentar de inquérito. Acredita que a avaliação do líder do PSD e do Governo é que “é preferível ir a eleições do que ser objeto da comissão parlamentar de inquérito, que será sempre desagradável para quem é objeto de inquirição”.
Defende que a comissão de inquérito “é necessária” porque só aí se podem “exigir documentos, analisar contratos, inquirir pessoas”, “nunca serviria para infâmia e difamação”, garante.
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Pinto Luz: "Vamos para esta guerra sem medo"
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação, faz uma intervenção de fundo a elogiar Luís Montenegro pela sua capacidade de convocatória.
“[Luís Montenegro demonstrou] uma capacidade de convocatória, destes homens e mulheres que hoje estão no governo de Portugal, que tiveram uma vida antes e terão uma vida depois da sua missão governativa.”
“Estamos todos unidos, em torno do nosso líder, que é o nosso general, nesta guerra para onde vamos sem medo.”
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"Há grupo muito elevado de suspeições" sobre o primeiro-ministro, diz Carlos César
O presidente do PS e conselheiro de Estado dá a esta hora uma entrevista à RTP 3 e diz haver um “grupo muito elevado de suspeições”, entre elas a “violação da regra de dedicação exclusiva a que está sujeito” e eventuais “vantagens indevidas no processo associado” à Spinumviva ou mesmo “fraude fiscal”.
Além de”outras omissões e irregularidades declarativas que têm sido faladas”, acrescenta defendendo o primeiro-ministro se “encontra numa situação de fragilidade em relação à sua idoneidade.”
Carlos César dizer ter “relação muito cordial” com o primeiro-ministro, já que os dois foram líderes parlamentares ao mesmo tempo: “Custa-me esta situação e tenho pena que tenha sido gerada, mas ela não foi inventada (…) e o único culpado da situação que estamos a viver é o primeiro-ministro.”
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Bugalho acusa Pedro Nuno de não ter “limite moral”
Intervém agora Sebastião Bugalho – o cabeça de lista da AD nas últimas eleições europeias também fez questão de vir mostrar o seu apoio a Luís Montenegro neste Conselho Nacional.
Bugalho começa por dizer que há um assalto institucional em curso e ataca diretamente Pedro Nuno Santos.
“Estamos a enfrentar alguém não tem limite moral algum. Este PS é um Chega de Esquerda”, terá dito.
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Aguiar-Branco diz que Pedro Nuno "fez pior à democracia" do que Ventura
Intervém agora José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, desta vez à porta fechada. No entanto, e segundo apurou o Observador, o social-democrata fez duras críticas a Pedro Nuno Santos.
“Pedro Nuno Santos fez pior à democracia nestes últimos seis dias do que André Ventura nos últimos seis anos”, terá afirmado José Pedro Aguiar-Branco.
Referindo-se ao debate parlamentar de terça-feira, que resultou na queda do Governo, o presidente da Assembleia da República terá dito que foi um ataque ao “regime”. O social-democrata visou ainda alguns comentadores, como Daniel Oliveira ou Pedro Marques Lopes e, claro, Pedro Nuno Santos.
“Quando achamos normal que um deputado se pode substituir à Polícia Judiciária ou a qualquer outra entidade e perseguir um deputado, ministro, ou primeiro ministro. Quando achamos normal termos de esperar por um Daniel Oliveira ou um Pedro Marques Lopes para dizer o que é aceitável ou não. Quando temos um líder de um partido fundador da democracia, a dizer o que alguém pode ou não fazer fora da vida política… Abriu-se esta porta quando se começou a usar as CPIS para atacar as pessoas”, terá lamentado Aguiar-Branco.
“Foi quando se pôs o Presidente da República a responder pelos filhos. E agora queriam pôr os filhos a responder pelo pai. O Chega inventou a técnica , o PS institucionalizou”, criticou o social-democrata.
“O problema não é este ou aquele primeiro-ministro, ou este ou aquele deputado; o problema é que não há pessoa de bem que não tenha visto isto e pense: ‘Eu na política? Nunca’.”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Aguiar-Branco na chegada ao conselho nacional do partido. JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ferreira Leite pede a Montenegro que não desista. "O país precisa de si"
Não estava previsto, mas a declaração de Manuela Ferreira Leite no Conselho Nacional do PSD acabou por ser aberta à comunicação social.
A antiga ministra das Finanças e ex-presidente do PSD fez, de resto, a defesa em toda a linha de Luís Montenegro: “Vim cá pedir para que não desista. O país precisa de si”, dissse.
Nesta intervenção, Ferreira Leite enumerou as três razões que a levaram a marcar presença neste Conselho Nacional: Luís Montenegro, o PSD e o país.
“Não tendo os homens a estaleca de uma mulher pensei que pudesse de alguma forma abanar”, atirou antiga ministra provocando risos na plateia.”[Então], vinha cá pedir-khe que não desistisse. O país precisa de si.”
Em segundo lugar, Ferreira Leite disse que decidiu marcar presença nesta reunião do órgão máximo do partido entre congressos para avisar o PSD: não era tempo para aventuras.
“Tive algum receio para que pudesse haver algum e pensei que tinha de vir cá dizer que o PSD nunca poderia alinhar numa decisão que não fosse a recondução de Luís Montenegro”, sublinhou Ferreira Leite..
Em terceiro lugar, continuou a social-democrata, o país. Nesta parte do discurso, Ferreira Leite atirou diretamente a Pedro Nuno Santos. “Não acredito que Mário Soares e Jorge Sampaio fizessem uma campanha com base na suspeição. Nunca vi nada de tão baixo na política. Isto é o caminho para a ditatura“, rematou.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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O primeiro-ministro promete que vai olhar para os grandes temas e para o futuro e apresentar o seu projeto de forma “sincera e frontal, com coragem e independência”.
“Quem não conseguir estar assim é porque só está preocupado em cuidar do que é seu e dos seus amigos, e esse não é o meu projeto”, remata. A sala levanta-se.
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Montenegro diz que adversários têm "medo" da sua independência
Portugal, continua Montenegro, é dos países com maior capital no que diz respeito ao relacionamento com outros países e blocos internacionais. Não é por acaso, diz, que Portugal tem um secretário-geral da ONU e um presidente do Conselho Europeu, e já teve um presidente da Comissão Europeia.
É resultado do “acumular de capital que temos carregado às costas. Ser português também é esta abertura, grandeza, capacidade de aproximação”, atira.
É disto que tem de se falar nos próximos meses, diz — mesmo que ache que as alternativas de governo podem ser comparadas em “todos os domínios” e que até tem vantagem. Lembra que na última campanha foi acusado de não ter experiência governativa e de não estar à altura.
“É muito curioso que nenhuma dessas críticas seja feita hoje”, atira. “Até havia quem dissesse: ele até fala bem, tem aquela vertente parlamentar, mas não é um fazedor”. A sala ri-se. “Os mesmos que o disseram de forma perentória, com aquela pose de quem é dono da verdade e pode dizer o que quer porque detém um poder divino”, são os mesmos que dizem que se “adaptou tão bem à função, tem coragem para decidir e é capaz de decidir de uma ponta à outra”.
Por isso, precisam de dizer que “não é independente”, ataca. “Não tenham a menor dúvida: têm medo da minha independência”. Há um longo aplauso na sala.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR