Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza provocaram um elevado número de vítimas, com relatos de mais de 430 mortos segundo a agência France-Presse. Esses ataques retomaram após uma trégua de quase dois meses e têm sido alvo de críticas internacionais, incluindo do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que qualificou Israel como um “Estado terrorista”.
    • Os Estados Unidos também realizaram operações militares recentemente, atacando a capital do Iémen, Sanaa, como parte de uma ofensiva contra os rebeldes Houthi. Os houthis, por sua vez, reivindicaram múltiplos ataques a um porta-aviões norte-americano no Mar Vermelho em resposta aos bombardeamentos.
    • Protestos de grande escala têm ocorrido em Jerusalém, com milhares de manifestantes a exigir a demissão do governo de Netanyahu devido às decisões tomadas em relação à ofensiva contra Gaza. A presença policial intensificou-se, resultando em confrontos e detenções, refletindo a tensão política interna.
    • As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a realização de ataques durante a noite contra Gaza, alegando que os alvos eram locais militares associados ao Hamas e à Jihad Islâmica. Paralelamente, o Hamas expressou abertura para negociações, embora afirme que Israel é responsável pela ruptura do cessar-fogo existente.

  • Bom dia,

    Vamos encerrar este liveblog que acompanhou a atualidade no Médio Oriente, ao longo de quarta-feira. Continuaremos a nossa cobertura do assunto neste novo artigo em direto.

    Governo israelita aprova demissão do chefe do Serviço de Segurança Interna

    Obrigado por continuar connosco.

  • Macron em reunião com o príncipe da Arábia Saudita: "Condenamos o regresso dos ataques israelitas em Gaza"

    Emmanuel Macron reuniu-se com o príncipe Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, conforme comunicou o presidente francês no X. “Condenamos o regresso dos ataques israelitas em Gaza”, escreveu, destacando que “o cessar-fogo é essencial para a libertação de todos os reféns e a proteção dos civis”.

    Macron disse ainda que aprecia “o trabalho da Arábia Saudita com os parceiros árabes num cenário credível do dia seguinte em Gaza, que deve servir de base para as discussões”. O presidente francês diz que vai trabalhar em conjunto com o país árabe para “reabrir o horizonte político”, destacando uma “solução de dois estados” que deverá “reavivar a perspetiva política tanto para os israelitas como para os palestinianos”.

  • UNICEF: "O cessar-fogo precisa ser restabelecido agora"

    Em reação aos ataques de Israel em Gaza nos últimos dias, a UNICEF fez uma partilha no X na noite desta quarta-feira. “Um milhão de crianças em Gaza foram mergulhados de volta para um mundo de medo e morte. O cessar-fogo deve ser restabelecido agora. A lei humanitária internacional deve ser respeitada por todas as partes, permitindo a provisão imediata de ajuda, proteção aos civis e a libertação de reféns”.

  • 14 pessoas da mesma família morrem em ataque em Gaza

    Num comunicado, a Defesa Civil da Faixa de Gaza avançou que 14 pessoas de uma mesma família foram mortas nesta quarta-feira num ataque israelita a um edifício onde se realizava uma receção de condolências em Beit Lahia, no norte do território.

    Segundo testemunhas, o ataque teve lugar por volta das 17:00 locais, (15:00 em Portugal).

    As equipas de socorro identificaram 14 mortos da família Mubarak, disse à agência de notícias France Prece, Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, acrescentando que cerca de dez pessoas continuam desaparecidas sob os escombros.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido pede investigação de ataque a complexo da ONU

    Através de uma partilha no X, David Lammy mostrou-se “chocado com o ataque ao complexo da ONU em Gaza” e prestou condolências às vítimas e às famílias. Depois, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido exigiu uma “investigação transparente” do incidente, a fim de “apurar os responsáveis”. Lammy termina com um apelo: “Os trabalhadores humanitários e da ONU devem ser protegidos”.

  • Netanyahu explica "deep state" em novo vídeo

    Num novo vídeo partilhado no X pelo jornalista israelita Suleiman Maswadeh, Benjamin Netanyahu volta a criticar o sistema judiciário israelita e explica o “deep state”. “Querem que eu e o governo sejamos como uma planta de vaso”, diz o primeiro-ministro, que aponta para um vaso no corredor do escritório do primeiro-ministro.

    “O deep state é formado por funcionários que raramente são substituídos e enraízam-se no governo israelita, e decidem que sabem mais do que o povo que vota”, disse ainda Netanyahu. “Eles sempre tendem para a esquerda. Se um governo de direita é eleito…”, afirma ainda o primeiro-ministro israelita. “O que é a democracia? Por que eles devem tomar decisões? Por que devemos nos importar com quem é eleito? Nós é que tomamos as decisões. Portanto, podes ser eleito, mas não podes decidir. Queres criar leis que não gostamos? Vamos derrubá-las”, conclui.

  • Líder do Partido Democrata critica ação da polícia contra manifestantes em Jerusalém

    Diante das imagens que circulam nas redes sociais de confrontos entre a polícia de Israel e os manifestantes em Jerusalém, o líder do Partido Democrata, Yair Golan, reagiu através do X.

    “A violência contra os manifestantes patrióticos é resultado direto do ódio, das mentiras e do incitamento que emana diretamente do governo israelita”, escreveu. “Quando os ministros e o seu líder comportam-se como verdadeiros bandidos, liberam o seu poder total para prejudicar civis”.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia discutiu situação em Gaza com oficial do Hamas

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, terá conversado pelo telefone com um oficial do Hamas, Khalil al-Hayya, sobre a situação em Gaza, nesta quarta-feira, publica o Jerusalém Post. O jornal não revela detalhes sobre a discussão.

  • 12 pessoas presas durante protestos em Jerusalém

    A polícia de Israel diz que 12 pessoas foram presas durante os protestos que decorrem em Jerusalém. Os suspeitos foram detidas por perturbar a ordem pública, acender uma fogueira na rua e ameaçar oficiais da polícia, de acordo com o que cita o Times of Israel.

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel lamenta morte de trabalhador da ONU em ataque em Gaza

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel fez uma partilha no X a lamentar a morte de um trabalhador da ONU num ataque em Gaza, mas não assume a autoria das IDF.

    “Expressámos as nossas condolências pela morte de um cidadão búlgaro, trabalhador da ONU, hoje na Faixa de Gaza. As circunstâncias do incidente estão a ser investigadas. Enfatizamos que as análises iniciais não encontraram conexão com as atividades das IDF. As forças das IDF estão a ajudar a retirar os corpos e os feridos, que serão tratados em hospitais de Israel.”

  • Netanyahu encontra-se com senador norte-americano John Fetterman

    Benjamin Netanyahu partilhou no X o encontro com o senador norte-americano John Fetterman, que decorreu na tarde desta quarta-feira no escritório do primeiro-ministro, em Jerusalém.

    Fetterman e a mulher, Gisele, visitaram Netanyahu e a mulher, Sara, e ofereceu ao primeiro-ministro israelita um artigo de um jornal norte-americano de 1986 com uma fotografia de Netanyahu num evento em homenagem ao irmão, Yoni. Já o primeiro-ministro presenteou o senador com um pager prateado, inspirado pelo “operation pager”.

  • Hamas avisa para "nova e perigosa violação" do cessar-fogo em Gaza

    O grupo islamita Hamas alertou esta quarta-feira em comunicado que as operações terrestres lançadas por Israel na Faixa de Gaza são “uma nova e perigosa violação do acordo de cessar-fogo” no território palestiniano.

    “Consideramos a ocupação [israelita] e os seus líderes terroristas criminosos totalmente responsáveis pelas repercussões da incursão terrestre na Faixa de Gaza central, o que constitui uma nova e perigosa violação do acordo de cessar-fogo assinado”, declarou esta quarta-feira o grupo armado palestiniano.

    O Hamas condenou a incursão israelita no Corredor Netzarim, uma área militar e posto de controlo de segurança localizado a sul da Cidade de Gaza, de onde Israel se retirara em 9 de fevereiro como uma das exigências da primeira fase do acordo de cessar-fogo.

    O grupo palestiniano reiterou o seu compromisso com o acordo de cessar-fogo e pediu aos mediadores internacionais (Egito, Qatar e Estados Unidos) que “assumam as suas responsabilidades para impedir estas violações e incumprimentos irresponsáveis” por parte de Israel.

  • Regresso de Itamar Ben Gvir aprovado no parlamento israelita

    O regresso de Itamar Ben-Gvir, político da extrema-direita israelita que saiu por recusar o acordo de cessar-fogo com o Hamas em janeiro, ao Governo foi aprovado pelo Knesset (parlamento israelita).

    Ben Gvir voltará a ocupar o cargo que tinha antes de sair, o de ministro da Segurança Nacional. O seu partido, o Otzma Yehudit (Poder Judeu), volta também à coligação de governo israelita, com membros do partido ocupando outros dois cargos.

  • Votação para formalizar demissão do chefe da Shin Bet será na próxima quinta-feira

    O escritório de Benjamin Netanyahu agendou para a próxima quinta-feira, às 21h30 locais, 19h30 em Lisboa, a votação para formalizar a demissão do chefe da Shin Bet, o serviço secreto israelita.

    No comunicado citado pelo Time of Israel, Ronen Bar deve terminar o seu mandato a 20 de abril e cita a “persistente falta de confiança” de Netanyahu no seu trabalho. O primeiro-ministro israelita já tinha anunciado a demissão de Bar no domingo, o que impulsionou a onda de protestos desta quarta-feira.

  • Polícia dispara canhões de água contra manifestantes em Jerusalém

    De acordo com o Times of Israel, a polícia está a tentar dispersar os manifestantes que se aglomeram perto da casa de Benjamin Netanyahu em Jerusalém. As autoridades estarão a disparar canhões de água contra as pessoas, que correm e tentam se proteger.

  • Proposta dos EUA para cessar-fogo continua aberta, "mas está a fechar-se rapidamente"

    De acordo com um comunicado do Departamento de Estado dos EUA ao Times of Israel, a proposta apresentada por Steve Witkoff na última semana para estender a primeira fase do cessar-fogo em Gaza continua em cima da mesa.

    “A proposta é atrativa. Israel foi informado em antecipação. O Hamas deu uma resposta totalmente inaceitável. A oportunidade continua, mas está a fechar-se rapidamente”, diz um porta-voz do governo norte-americano.

    A proposta consiste na libertação de cinco reféns vivos, incluindo o norte-americano Edan Alexander.

  • Presidente de Israel reage a críticas de Netanyahu

    Depois de Benjamin Netanyahu publicar uma crítica ao sistema de justiça israelita, o Presidente do país, Isaac Herzog, reagiu.

    “O sistema judiciário forte e independente de Israel é um ativo para a nossa democracia e o Presidente de Israel está muito orgulhoso dele”, diz a página da presidência através do X.

  • Netanyahu compara-se a Trump e reage a acusações: "Permanecemos fortes juntos"

    Depois de um dia de protestos em Jerusalém, Benjamin Netanyahu reagiu através do X. Numa publicação em que se compara a Donald Trump, o primeiro-ministro israelita diminui as acusações feitas contra si.

    “Na América e em Israel, quando um líder de direita forte vence uma eleição, o deep state da esquerda usa o sistema de justiça como arma para frustrar o desejo do povo. Eles não vão ganhar em nenhum lugar! Permanecemos fortes juntos”, escreveu.

  • Netanyahu fala em "nova e mais intensa frente" na Judeia

    No mesmo dia em que milhares de pessoas protestaram contra o governo, Benjamin Netanyahu visitou a base de polícia encoberta da fronteira nos distritos de Judeia e Samaria. O primeiro-ministro israelita elogiou o trabalho dos polícias: “Infiltram-se, surpreendem os inimigos terroristas e lidam com eles. Simplesmente fazem um trabalho sagrado em nome do Estado de Israel”, disse, num vídeo publicado no X.

    Depois, Netanyahu afirmou que é um trabalho importante num momento em que Israel está a travar “uma guerra intensa contra o Hamas na Faixa de Gaza”, e afirma que está “ciente da possibilidade de abertura de uma nova e mais intensa frente aqui na Judeia e na Samaria”.

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