Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Rússia lançou um ataque massivo contra a região de Odessa, no sul da Ucrânia, visando infraestruturas de energia, após um ataque anterior ter deixado 160 mil pessoas sem eletricidade e aquecimento. O objetivo alegado pelos russos é atingir o setor energético do país, enquanto as autoridades ucranianas lutam para restabelecer os serviços essenciais nas áreas afetadas.
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia tem “as cartas na mão” em qualquer negociação para o fim da guerra na Ucrânia, devido à conquista de territórios. Este comentário foi feito a bordo do Air Force One, ressaltando a sua visão de que a Rússia tem uma posição favorável nas discussões de paz.
    • Donald Trump criticou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamando-o de “ditador sem eleições” devido à suspensão dos processos eleitorais durante a guerra. Esta declaração provocou reações de líderes europeus que defenderam a legitimidade democrática de Zelensky, afirmando que a situação de guerra impossibilita a realização de eleições.
    • O Reino Unido e a Noruega estão a trabalhar num novo pacto de segurança que incluirá missões de treino conjuntas e troca de informações, como parte dos esforços para apoiar a Ucrânia contra a Rússia. Além disso, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pretende propor ao presidente Trump o envio de 30 mil soldados europeus para garantir um cessar-fogo, em coordenação com forças norte-americanas.

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta sexta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.

    “Putin e Zelensky têm de se encontrar”, diz Trump quando questionado se Presidente da Rússia é um ditador

  • Kiev alvo de ataque com drones esta noite

    A cidade de Kiev foi alvo de um ataque com drones esta noite, segundo a CNN Portugal, tendo sido ouvidos disparos e explosões sobre os céus da cidade.

    Segundo a estação, um dos drones ter-se-á aproximado do centro da capital ucraniana. O presidente da Câmara de Kiev, Vitaliy Klitschko, escreveu no seu Telegram que “a defesa aérea” estava “a funcionar”, depois de vários drones terem entrado na cidade.

  • Witkoff concorda com Trump quando diz que Zelensky é "um ditador"

    O principal enviado de Trump nos processos negociais em Gaza e agora também para a guerra na Ucrânia respondeu que concorda com Trump quando questionado pela Sky News se segue a posição do Presidente dos EUA, que chamou “ditador” a Zelensky.

    “Penso que concordo com o Presidente Trump, ele tem um sentido muito apurado do que tem de ser feito para criar uma paz duradoura entre a Rússia e a Ucrânia”, disse Witkoff, acrescentando que segue “o seu exemplo” e acredita “no que ele tem para dizer”.

  • EUA dizem que insultos de Kiev "ao Presidente Trump são inaceitáveis"

    A Ucrânia precisa de mostrar um “profundo agradecimento” pelo que o povo americano tem feito por ela, afirmou Mike Waltz, conselheiro de segurança nacional dos EUA, citado pela Skynews.

    “Alguma da retórica” vinda de Kiev e os “insultos ao Presidente Trump são inaceitáveis”, criticou o americano, mencionando uma “frustração múltipla” com Zelensky.

    Segundo o conselheiro de segurança nacional dos EUA, “tem havido combates contínuos de ambos os lados [Rússia e Ucrânia]”.

  • Zelensky: "Ucrânia pronta para acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos EUA"

    “Tive uma reunião produtiva com Keith Kellogg — uma boa discussão, sobre muitos detalhes importantes”, escreve Zelensky na rede social X.

    Apesar de a esperada conferência de imprensa pós-reunião ter sido cancelada, Zelensky recorreu ao X para expressar a sua gratidão “aos Estados Unidos por toda a assistência e apoio bipartidário à Ucrânia e ao povo ucraniano”.

    “É importante para nós — e para todo o mundo livre — que a força americana seja sentida. Tivemos uma conversa detalhada sobre a situação do campo de batalha, como devolver nossos prisioneiros de guerra e garantias de segurança efetivas”, lê-se na publicação.

    Zelensky escreveu ainda que “a Ucrânia está pronta para um acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos Estados Unidos“.

    “Propusemos a maneira mais rápida e construtiva de alcançar resultados. A nossa equipa está pronta para trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana”, rematou.

  • Zelensky apela a "relações sólidas" entre Kiev e Washington

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje para que sejam estabelecidas “relações sólidas” entre Kiev e Washington, na sequência das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu o líder ucraniano como um “ditador sem eleições”.

    “As relações sólidas entre a Ucrânia e os Estados Unidos beneficiam o mundo inteiro”, afirmou Zelensky após uma reunião com o enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Keith Kellogg, em Kiev.

  • Explosões atingiram três petroleiros no Mediterrâneo — todos tinham feito escala na Rússia

    Durante o mês de fevereiro, três petroleiros foram danificados por explosões no Mar Mediterrâneo. E todos eles tinham feito escala em portos russos antes, avança agência Reuters.

    Os três incidentes (que aconteceram em momentos diferentes), são os primeiros deste género a ser provocados em navios não militares.

  • "Chega de falar, é hora de agir". Os 3 pontos da Polónia para a Ucrânia

    Numa curta publicação feita na rede social X, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, afirmou ser “hora de agir”.

    E apresentou um plano de três pontos que a União Europeia devia seguir para ajudar a Ucrânia a enfrentar Moscovo:

    “1. Vamos financiar ajuda à Ucrânia recorrendo aos ativos russos congelados. 2. Vamos fortalecer o policiamento aéreo e as fronteiras da UE com a Rússia. 3. Vamos adotar novas regras fiscais para financiar a segurança e a defesa da UE”, escreveu.

  • Dinamarca debateu "assuntos europeus em conjunto" com a Ucrânia, escreve Zelensky

    Zelesnky falou com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, com quem debateu, “como sempre, os assuntos europeus em conjunto, com todos os parceiros, através de um diálogo respeitoso e de uma total compreensão mútua”, escreveu na rede social X.

    “Agradeci à Dinamarca o fornecimento de armas e a expansão da nossa produção conjunta de defesa. Apreciamos profundamente a posição clara da Dinamarca relativamente a uma paz verdadeira”, acrescentou.

  • Ministro da Defesa britânico reitera apoio a Zelensky e compara-o a Churchill

    O ministro da Defesa britânico estabeleceu esta quinta-feira um paralelo entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Winston Churchill, em resposta aos comentários do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu Zelensky como um “ditador sem eleições”.

    Volodymyr Zelensky é “um homem que, preso no seu país, governou o seu país e ainda o faz”, afirmou John Healey ao ser questionado, durante uma visita à Noruega, sobre as recentes declarações de Trump.

    “Ele foi eleito, é o líder eleito da Ucrânia e fez o que Winston Churchill fez no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, suspender as eleições durante a guerra”, acrescentou.

  • Reino Unido e Noruega estão a trabalhar num novo pacto de segurança

    Os ministros da Defesa do Reino Unido e da Noruega disseram hoje que os dois países estão a trabalhar num novo pacto de segurança, escreve o The Guardian.

    Este acordo vai incluir o desenvolvimento de maiores capacidades de defesa, através da realização de mais exercícios e missões de treino conjuntas.

    Este pacto irá também incluir uma maior troca de informação entre os dois países.

    “Temos de apoiar a Ucrânia, uma vez que a nossa liberdade, a liberdade e a segurança da Europa, está dependente da Ucrânia”, disse o norueguês Tore O. Sandvik.

    Ao seu lado, o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, disse que as duas nações europeias se comprometeram a “reforçar o apoio à Ucrânia”.

    “A Ucrânia ainda está a lutar. Temos de os manter na luta. Temos de tentar mantê-los fortes”, disse.

  • EUA cancelam a conferência prevista para o fim da reunião entre Zelensky e Kellogg

    Volodymyr Zelensky reuniu-se nesta quinta-feira com o enviado dos EUA para a guerra na Ucrânia, Keith Kellogg.

    No entanto, a conferência de imprensa conjunta foi cancelada a pedido dos Estados Unidos, segundo o gabinete de Zelensky, informa a agência Reuters.

  • Putin agradece ao príncipe saudita por mediar negociações com os EUA

    Vladimir Putin teve uma conversa telefónica com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, informou o Kremlin, citado pela agência russa TASS.

    Durante o contacto, Putin expressou o seu agradecimento ao líder saudita pela mediação nas negociações entre a Rússia e os Estados Unidos, realizadas em Riade.

  • EUA recusam apoiar resolução da ONU a assinalar três anos de guerra e a condenar a invasão russa

    Os Estados Unidos estão a recusar-se a apoiar um projeto de resolução da ONU com o objetivo de assinalar os três anos da guerra na Ucrânia, condenar a invasão russa e também com o objetivo de demonstrar o respeito pela integridade territorial da Ucrânia.

    A notícia está a ser avançada pela agência Reuters, que cita três fontes diplomáticas. A confirmar-se, esta posição norte-americana representa uma inversão total na estratégia diplomática de Washington em relação ao conflito na Ucrânia.

    O projeto de resolução da ONU, consultado pela Reuters, condena a agressão russa e reafirma o compromisso “com a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras reconhecidas internacionalmente”. A resolução já terá recolhido o apoio de pelo menos 50 países, disse uma das fontes.

  • Dois mortos em ataque russo à cidade de Nikopol

    Um ataque russo a uma nova residencial na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, provocou a morte a dois homens e deixou uma mulher ferida, avança o Ukrainska Pravda, citando a administração militar de Dnipro.

    O ataque danificou infraestruturas industriais, carros, lojas e casas.

    A cidade costeira de Nikopol está perto da linha da frente. Do outro lado do rio Dnipro, que banha a cidade, estão as forças russas, já na região vizinha Zaporíjia.

  • Seis feridos em ataque russo a zona residencial de Kherson

    Um ataque russo a um edifício residencial na cidade de Kherson fez pelo menos seis feridos na última noite, entre eles duas crianças, escreve a Sky News.

    Segundo o governador de Kherson, Oleksandr Prokudin, dois gémeos de 14 anos ficaram feridos na sequência do ataque com um míssil balístico.

    A cidade de Kherson (capital da região com o mesmo nome, e que está parcialmente ocupada pela Rússia) é um alvo frequente dos bombardeamentos das forças militares de Moscovo.

  • António Costa e Von Der Leyen visitam Kiev no dia em que se assinalam três anos da invasão russa

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, vão deslocar-se a Kiev na próxima segunda-feira, o dia em que se assinalam três anos da invasão russa da Ucrânia.

    O anúncio foi feito por António Costa na rede social X. O ex-primeiro-ministro português diz que o objetivo da visita é “reafirmar o apoio ao heróico povo ucraniano” e “ao presidente democraticamente eleito Zelensky”. Esta última frase parece ser uma resposta a Donald Trump, que, nos últimos dias, tem colocado em causa a legitimidade de Zelensky, pedindo a realização de eleições presidenciais na Ucrânia.

  • Rússia diz que possível envio de tropas da NATO para a Ucrânia é "inaceitável"

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou esta quinta-feira a hipótese de serem enviadas para a Ucrânia tropas de países da NATO, com o objetivo de assegurar o cumprimento de um possível acordo de cessar-fogo. “A ideia de enviar tropas dos países da NATO para a Ucrânia é inaceitável para a Rússia”, disse Peskov, aos jornalistas.

    Peskov disse que tal estratégia não funcionaria, uma vez que teria impacto na própria segurança da Rússia.

    Citado pela agência TASS, o porta-voz do Kremlin criticou ainda a Ucrânia, por, diz Peskov, ser um país com propensão para desperdiçar os fundos que lhe são enviados pelo Ocidente. “O regime de Kiev está habituado a esbanjar [fundos] de forma descontrolada. Gostam do dinheiro dos contribuintes estrangeiros. E, é claro, não gostam de explicar como gastaram o dinheiro”, acusou Peskov, que aproveitou ainda para classificar a anterior administração dos EUA (liderada por Joe Biden) de ter sido a “principal patrocinadora da guerra”.

  • Ministro da Defesa polaco está contra o envio de tropas para a Ucrânia e alerta que isso pode levar a conflito entre NATO e Rússia

    O envio de forças da NATO para a Ucrânia não vai contribuir para a paz e pode desencadear um conflito direto entre a aliança atlântica e a Rússia, avisou o ministro da Defesa da Polónia, Vladislav Kosinyak-Kamysh, citado pela agência russa TASS.

    “A presença dos militares não garante a paz“, disse o responsável, citando o exemplo da força de paz da ONU no Líbano, que, diz, não tem garantido a paz na região.

    Para Kosinyak-Kamysh, a presença de tropas ocidentais na Ucrânia poderia levar a um conflito direto com a Rússia. “O que acontece se houver militares de um estado que faz fronteira com a Rússia e se os russos começarem a disparar contra eles e matarem alguns deles? E como devemos reagir então? Isso significará o início de um conflito armado, uma invocação do Artigo 5 [do Tratado da NATO]”, disse o ministro polaco.

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