Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Kiev alvo de ataque com drones esta noite
- Witkoff concorda com Trump quando diz que Zelensky é "um ditador"
- EUA dizem que insultos de Kiev "ao Presidente Trump são inaceitáveis"
- Zelensky: "Ucrânia pronta para acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos EUA"
- Zelensky apela a "relações sólidas" entre Kiev e Washington
- Explosões atingiram três petroleiros no Mediterrâneo — todos tinham feito escala na Rússia
- "Chega de falar, é hora de agir". Os 3 pontos da Polónia para a Ucrânia
- Dinamarca debateu "assuntos europeus em conjunto" com a Ucrânia, escreve Zelensky
- Ministro da Defesa britânico reitera apoio a Zelensky e compara-o a Churchill
- Reino Unido e Noruega estão a trabalhar num novo pacto de segurança
- EUA cancelam a conferência prevista para o fim da reunião entre Zelensky e Kellogg
- Putin agradece ao príncipe saudita por mediar negociações com os EUA
- EUA recusam apoiar resolução da ONU a assinalar três anos de guerra e a condenar a invasão russa
- Dois mortos em ataque russo à cidade de Nikopol
- Seis feridos em ataque russo a zona residencial de Kherson
- António Costa e Von Der Leyen visitam Kiev no dia em que se assinalam três anos da invasão russa
- Rússia diz que possível envio de tropas da NATO para a Ucrânia é "inaceitável"
- Ministro da Defesa polaco está contra o envio de tropas para a Ucrânia e alerta que isso pode levar a conflito entre NATO e Rússia
- Rússia lança novo ataque massivo contra a região de Odessa
- Donald Trump diz que Rússia tem "as cartas na mão" e, assim, vantagem em qualquer negociação
- Líderes europeus acusam Trump de "cinismo" e de negar "legitimidade democrática" de Zelensky
- Rússia diz que já recuperou 60% do território de Kursk e avisa que regiões ocupadas na Ucrânia nunca serão devolvidas
- Administração Trump quer fechar acordo de minerais antes de enviar mais armamento à Ucrânia ou de iniciar negociações de paz
- Trump vai "ressuscitar" acordo dos minerais e avisa Zelensky: ou aceita ou "as coisas não vão deixá-lo muito feliz"
- Primeiro-ministro britânico vai propor a Trump envio de 30 mil soldados europeus para a Ucrânia e quer proteção dos EUA
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Rússia lançou um ataque massivo contra a região de Odessa, no sul da Ucrânia, visando infraestruturas de energia, após um ataque anterior ter deixado 160 mil pessoas sem eletricidade e aquecimento. O objetivo alegado pelos russos é atingir o setor energético do país, enquanto as autoridades ucranianas lutam para restabelecer os serviços essenciais nas áreas afetadas.
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia tem “as cartas na mão” em qualquer negociação para o fim da guerra na Ucrânia, devido à conquista de territórios. Este comentário foi feito a bordo do Air Force One, ressaltando a sua visão de que a Rússia tem uma posição favorável nas discussões de paz.
- Donald Trump criticou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamando-o de “ditador sem eleições” devido à suspensão dos processos eleitorais durante a guerra. Esta declaração provocou reações de líderes europeus que defenderam a legitimidade democrática de Zelensky, afirmando que a situação de guerra impossibilita a realização de eleições.
- O Reino Unido e a Noruega estão a trabalhar num novo pacto de segurança que incluirá missões de treino conjuntas e troca de informações, como parte dos esforços para apoiar a Ucrânia contra a Rússia. Além disso, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pretende propor ao presidente Trump o envio de 30 mil soldados europeus para garantir um cessar-fogo, em coordenação com forças norte-americanas.
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta sexta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.
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Kiev alvo de ataque com drones esta noite
A cidade de Kiev foi alvo de um ataque com drones esta noite, segundo a CNN Portugal, tendo sido ouvidos disparos e explosões sobre os céus da cidade.
Segundo a estação, um dos drones ter-se-á aproximado do centro da capital ucraniana. O presidente da Câmara de Kiev, Vitaliy Klitschko, escreveu no seu Telegram que “a defesa aérea” estava “a funcionar”, depois de vários drones terem entrado na cidade.
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Witkoff concorda com Trump quando diz que Zelensky é "um ditador"
O principal enviado de Trump nos processos negociais em Gaza e agora também para a guerra na Ucrânia respondeu que concorda com Trump quando questionado pela Sky News se segue a posição do Presidente dos EUA, que chamou “ditador” a Zelensky.
“Penso que concordo com o Presidente Trump, ele tem um sentido muito apurado do que tem de ser feito para criar uma paz duradoura entre a Rússia e a Ucrânia”, disse Witkoff, acrescentando que segue “o seu exemplo” e acredita “no que ele tem para dizer”.
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EUA dizem que insultos de Kiev "ao Presidente Trump são inaceitáveis"
A Ucrânia precisa de mostrar um “profundo agradecimento” pelo que o povo americano tem feito por ela, afirmou Mike Waltz, conselheiro de segurança nacional dos EUA, citado pela Skynews.
“Alguma da retórica” vinda de Kiev e os “insultos ao Presidente Trump são inaceitáveis”, criticou o americano, mencionando uma “frustração múltipla” com Zelensky.
Segundo o conselheiro de segurança nacional dos EUA, “tem havido combates contínuos de ambos os lados [Rússia e Ucrânia]”.
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Zelensky: "Ucrânia pronta para acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos EUA"
“Tive uma reunião produtiva com Keith Kellogg — uma boa discussão, sobre muitos detalhes importantes”, escreve Zelensky na rede social X.
Apesar de a esperada conferência de imprensa pós-reunião ter sido cancelada, Zelensky recorreu ao X para expressar a sua gratidão “aos Estados Unidos por toda a assistência e apoio bipartidário à Ucrânia e ao povo ucraniano”.
“É importante para nós — e para todo o mundo livre — que a força americana seja sentida. Tivemos uma conversa detalhada sobre a situação do campo de batalha, como devolver nossos prisioneiros de guerra e garantias de segurança efetivas”, lê-se na publicação.
Zelensky escreveu ainda que “a Ucrânia está pronta para um acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos Estados Unidos“.
“Propusemos a maneira mais rápida e construtiva de alcançar resultados. A nossa equipa está pronta para trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana”, rematou.
I had a productive meeting with @SPE_Kellogg—a good discussion, many important details. I am grateful to the United States for all the assistance and bipartisan support for Ukraine and the Ukrainian people.
It’s important for us—and for the entire free world—that American… pic.twitter.com/LH2vNGVGFQ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 20, 2025
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Zelensky apela a "relações sólidas" entre Kiev e Washington
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje para que sejam estabelecidas “relações sólidas” entre Kiev e Washington, na sequência das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu o líder ucraniano como um “ditador sem eleições”.
“As relações sólidas entre a Ucrânia e os Estados Unidos beneficiam o mundo inteiro”, afirmou Zelensky após uma reunião com o enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Keith Kellogg, em Kiev.
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Explosões atingiram três petroleiros no Mediterrâneo — todos tinham feito escala na Rússia
Durante o mês de fevereiro, três petroleiros foram danificados por explosões no Mar Mediterrâneo. E todos eles tinham feito escala em portos russos antes, avança agência Reuters.
Os três incidentes (que aconteceram em momentos diferentes), são os primeiros deste género a ser provocados em navios não militares.
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"Chega de falar, é hora de agir". Os 3 pontos da Polónia para a Ucrânia
Numa curta publicação feita na rede social X, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, afirmou ser “hora de agir”.
E apresentou um plano de três pontos que a União Europeia devia seguir para ajudar a Ucrânia a enfrentar Moscovo:
“1. Vamos financiar ajuda à Ucrânia recorrendo aos ativos russos congelados. 2. Vamos fortalecer o policiamento aéreo e as fronteiras da UE com a Rússia. 3. Vamos adotar novas regras fiscais para financiar a segurança e a defesa da UE”, escreveu.
Enough talking, it’s time to act! 1. Let’s finance our aid for Ukraine from the Russian frozen assets. 2. Let’s strengthen air policing, the Baltic sentry and the EU borders with Russia. 3. Let’s swiftly adopt new fiscal rules to finance the EU security and defence. Now!
— Donald Tusk (@donaldtusk) February 20, 2025
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Dinamarca debateu "assuntos europeus em conjunto" com a Ucrânia, escreve Zelensky
Zelesnky falou com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, com quem debateu, “como sempre, os assuntos europeus em conjunto, com todos os parceiros, através de um diálogo respeitoso e de uma total compreensão mútua”, escreveu na rede social X.
“Agradeci à Dinamarca o fornecimento de armas e a expansão da nossa produção conjunta de defesa. Apreciamos profundamente a posição clara da Dinamarca relativamente a uma paz verdadeira”, acrescentou.
I had a good conversation with Danish Prime Minister Mette Frederiksen. As always, we discuss European affairs together, with all partners, through respectful dialogue and full mutual understanding.
I thanked Denmark for supplying weapons and for our expanding joint defense… pic.twitter.com/sCHC7V0CKt
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 20, 2025
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Ministro da Defesa britânico reitera apoio a Zelensky e compara-o a Churchill
O ministro da Defesa britânico estabeleceu esta quinta-feira um paralelo entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Winston Churchill, em resposta aos comentários do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu Zelensky como um “ditador sem eleições”.
Volodymyr Zelensky é “um homem que, preso no seu país, governou o seu país e ainda o faz”, afirmou John Healey ao ser questionado, durante uma visita à Noruega, sobre as recentes declarações de Trump.
“Ele foi eleito, é o líder eleito da Ucrânia e fez o que Winston Churchill fez no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, suspender as eleições durante a guerra”, acrescentou.
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Reino Unido e Noruega estão a trabalhar num novo pacto de segurança
Os ministros da Defesa do Reino Unido e da Noruega disseram hoje que os dois países estão a trabalhar num novo pacto de segurança, escreve o The Guardian.
Este acordo vai incluir o desenvolvimento de maiores capacidades de defesa, através da realização de mais exercícios e missões de treino conjuntas.
Este pacto irá também incluir uma maior troca de informação entre os dois países.
“Temos de apoiar a Ucrânia, uma vez que a nossa liberdade, a liberdade e a segurança da Europa, está dependente da Ucrânia”, disse o norueguês Tore O. Sandvik.
Ao seu lado, o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, disse que as duas nações europeias se comprometeram a “reforçar o apoio à Ucrânia”.
“A Ucrânia ainda está a lutar. Temos de os manter na luta. Temos de tentar mantê-los fortes”, disse.
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EUA cancelam a conferência prevista para o fim da reunião entre Zelensky e Kellogg
Volodymyr Zelensky reuniu-se nesta quinta-feira com o enviado dos EUA para a guerra na Ucrânia, Keith Kellogg.
No entanto, a conferência de imprensa conjunta foi cancelada a pedido dos Estados Unidos, segundo o gabinete de Zelensky, informa a agência Reuters.
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Putin agradece ao príncipe saudita por mediar negociações com os EUA
Vladimir Putin teve uma conversa telefónica com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, informou o Kremlin, citado pela agência russa TASS.
Durante o contacto, Putin expressou o seu agradecimento ao líder saudita pela mediação nas negociações entre a Rússia e os Estados Unidos, realizadas em Riade.
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EUA recusam apoiar resolução da ONU a assinalar três anos de guerra e a condenar a invasão russa
Os Estados Unidos estão a recusar-se a apoiar um projeto de resolução da ONU com o objetivo de assinalar os três anos da guerra na Ucrânia, condenar a invasão russa e também com o objetivo de demonstrar o respeito pela integridade territorial da Ucrânia.
A notícia está a ser avançada pela agência Reuters, que cita três fontes diplomáticas. A confirmar-se, esta posição norte-americana representa uma inversão total na estratégia diplomática de Washington em relação ao conflito na Ucrânia.
O projeto de resolução da ONU, consultado pela Reuters, condena a agressão russa e reafirma o compromisso “com a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras reconhecidas internacionalmente”. A resolução já terá recolhido o apoio de pelo menos 50 países, disse uma das fontes.
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Dois mortos em ataque russo à cidade de Nikopol
Um ataque russo a uma nova residencial na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, provocou a morte a dois homens e deixou uma mulher ferida, avança o Ukrainska Pravda, citando a administração militar de Dnipro.
O ataque danificou infraestruturas industriais, carros, lojas e casas.
A cidade costeira de Nikopol está perto da linha da frente. Do outro lado do rio Dnipro, que banha a cidade, estão as forças russas, já na região vizinha Zaporíjia.
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Seis feridos em ataque russo a zona residencial de Kherson
Um ataque russo a um edifício residencial na cidade de Kherson fez pelo menos seis feridos na última noite, entre eles duas crianças, escreve a Sky News.
Segundo o governador de Kherson, Oleksandr Prokudin, dois gémeos de 14 anos ficaram feridos na sequência do ataque com um míssil balístico.
Five people, including two children, were injured when a Russian air bomb hit a high-rise building in Kherson
Rescue operation continue. pic.twitter.com/LcCoNr6Ehg
— NEXTA (@nexta_tv) February 20, 2025
A cidade de Kherson (capital da região com o mesmo nome, e que está parcialmente ocupada pela Rússia) é um alvo frequente dos bombardeamentos das forças militares de Moscovo.
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António Costa e Von Der Leyen visitam Kiev no dia em que se assinalam três anos da invasão russa
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, vão deslocar-se a Kiev na próxima segunda-feira, o dia em que se assinalam três anos da invasão russa da Ucrânia.
O anúncio foi feito por António Costa na rede social X. O ex-primeiro-ministro português diz que o objetivo da visita é “reafirmar o apoio ao heróico povo ucraniano” e “ao presidente democraticamente eleito Zelensky”. Esta última frase parece ser uma resposta a Donald Trump, que, nos últimos dias, tem colocado em causa a legitimidade de Zelensky, pedindo a realização de eleições presidenciais na Ucrânia.
Monday, February 24, marks the third anniversary of the Russian full-scale invasion of Ukraine. I have decided to be in Kyiv for that occasion, with @vonderleyen, to reaffirm our support to the heroic Ukrainian people and to the democratically elected president @ZelenskyyUA.
— António Costa (@eucopresident) February 20, 2025
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Rússia diz que possível envio de tropas da NATO para a Ucrânia é "inaceitável"
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou esta quinta-feira a hipótese de serem enviadas para a Ucrânia tropas de países da NATO, com o objetivo de assegurar o cumprimento de um possível acordo de cessar-fogo. “A ideia de enviar tropas dos países da NATO para a Ucrânia é inaceitável para a Rússia”, disse Peskov, aos jornalistas.
Peskov disse que tal estratégia não funcionaria, uma vez que teria impacto na própria segurança da Rússia.
Citado pela agência TASS, o porta-voz do Kremlin criticou ainda a Ucrânia, por, diz Peskov, ser um país com propensão para desperdiçar os fundos que lhe são enviados pelo Ocidente. “O regime de Kiev está habituado a esbanjar [fundos] de forma descontrolada. Gostam do dinheiro dos contribuintes estrangeiros. E, é claro, não gostam de explicar como gastaram o dinheiro”, acusou Peskov, que aproveitou ainda para classificar a anterior administração dos EUA (liderada por Joe Biden) de ter sido a “principal patrocinadora da guerra”.
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Ministro da Defesa polaco está contra o envio de tropas para a Ucrânia e alerta que isso pode levar a conflito entre NATO e Rússia
O envio de forças da NATO para a Ucrânia não vai contribuir para a paz e pode desencadear um conflito direto entre a aliança atlântica e a Rússia, avisou o ministro da Defesa da Polónia, Vladislav Kosinyak-Kamysh, citado pela agência russa TASS.
“A presença dos militares não garante a paz“, disse o responsável, citando o exemplo da força de paz da ONU no Líbano, que, diz, não tem garantido a paz na região.
Para Kosinyak-Kamysh, a presença de tropas ocidentais na Ucrânia poderia levar a um conflito direto com a Rússia. “O que acontece se houver militares de um estado que faz fronteira com a Rússia e se os russos começarem a disparar contra eles e matarem alguns deles? E como devemos reagir então? Isso significará o início de um conflito armado, uma invocação do Artigo 5 [do Tratado da NATO]”, disse o ministro polaco.