Momentos-chave
- O que se passou até agora
- "Putin e Zelensky têm de se encontrar", diz Trump quando questionado se Putin era um ditador
- Trump nega visita a Moscovo para o Dia da Vitória
- Putin disse aos ministros do Governo para se prepararem para o regresso das empresas ocidentais
- EUA esperam que Ucrânia assine acordo sobre minerais "num curtíssimo prazo"
- Dia da Vitória. Trump vai visitar Moscovo em maio, segundo revista francesa Le Point
- Rússia abdica de 300 mil milhões de euros em ativos congelados se dinheiro for aplicado em territórios ocupados
- Zelensky reitera: "Nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, nada sobre a Europa sem a Europa"
- Macron e Starmer "não fizeram nada" para acabar com a guerra, diz Trump
- Trump diz que Ucrânia "não tem cartas" para jogar em negociações com a Rússia
- Zelensky e Scholz concordam que a Ucrânia deve estar à mesa das negociações
- Trump diz que presença de Zelensky nas reuniões não é "muito importante"
- Conselheiro de segurança nacional dos EUA diz que guerra vai terminar em breve e que Trump vai receber Nobel da Paz
- Enviado dos EUA para a Ucrânia diz que teve "discussões alargadas e positivas" com Zelensky
- UE pode apresentar novo pacote de ajuda à Ucrânia na próxima segunda-feira para passar "mensagem forte aos ucranianos"
- Bruxelas reforça segurança dos cabos submarinos da UE após perturbações russas
- Moscovo diz que não tem quaisquer planos para preparar reunião entre Putin e Trump
- Russos e norte-americanos reuniram-se na Suíça para discutir guerra na Ucrânia
- Suécia anuncia investigação a nova rutura de um cabo submarino no mar Báltico
- Musk apoia críticas de Trump a Zelensky, que "alimenta-se dos cadáveres de soldados ucranianos”
- Ataques russos resultam em 12 mortes na Ucrânia
- EUA dizem que reunião entre Trump e Putin depende do progresso das negociações para o fim da guerra
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a presença de Volodymyr Zelensky em reuniões de paz “não é muito importante” e sugeriu que Vladimir Putin “não tem de fazer um acordo” porque pode tomar o “país inteiro” se desejar. Mais tarde, em contraste, Trump defendeu que Zelensky e Putin devem “encontrar-se” para cessar a guerra.
- O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que uma reunião entre Trump e Putin está condicionada ao avanço das negociações de paz na Ucrânia. Rubio sublinhou a necessidade de testar as verdadeiras intenções de Moscovo sobre o fim da guerra, afirmando que não se realizará uma reunião sem saber claramente das propostas de paz russas.
- A revista francesa Le Point noticiou que Trump planeia visitar Moscovo para as celebrações do Dia da Vitória em maio, informação que Trump prontamente negou. A presença de Trump nas celebrações, que incluem uma parada militar em Moscovo, teria sido considerada um evento significativo, mas foi desmentida pela administração norte-americana.
- A Rússia poderá abdicar de 300 mil milhões de euros em ativos congelados na Europa e nos EUA se parte desse dinheiro for destinado à reconstrução em territórios ocupados da Ucrânia. Esta proposta visa discutir a aplicação de bens congelados como parte de uma solução para as questões pós-invasão, condicionando a alocação de recursos a determinadas regiões.
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Obrigada por ter acompanhado este liveblog que agora encerramos. Pode continuar a seguir todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste novo artigo.
UE procura formas de confiscar parte dos 268 mil milhões de euros russos que estão congelados
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"Putin e Zelensky têm de se encontrar", diz Trump quando questionado se Putin era um ditador
A falar aos jornalistas, Donald Trump foi questionado se o Presidente russo Vladimir Putin era um ditador, depois de ter usado esse termo para se referir ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Trump não respondeu à pergunta e disse simplesmente que os Presidentes russo e ucraniano se devem “encontrar” para conseguir acabar com a guerra.
“Acho que o Presidente Putin e o Presidente Zelensky vão ter de se juntar. Porque sabem que mais? Queremos parar a morte de milhões de pessoas”, respondendo o líder norte-americano, contrastando a ideia passada anteriormente nesta sexta-feira de que a presença de Zelensky nas reuniões “não é muito importante”.
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Trump nega visita a Moscovo para o Dia da Vitória
O Presidente norte-americano Donald Trump negou a informação transmitida pela revista francesa Le Point de que iria visitar a capital russa de Moscovo para as celebrações do Dia da Vitória.
Na tomada de posse do novo secretário para o Comércio, Howard Lutnick, Trump foi questionado pelos jornalistas sobre se iria viajar para a Rússia em maio, algo que negou.
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Putin disse aos ministros do Governo para se prepararem para o regresso das empresas ocidentais
O Presidente russo Vladimir Putin avisou os ministros do seu Governo para se prepararem para o regresso das empresas ocidentais à Rússia, tendo muitas delas saído depois das sanções internacionais ao país com a invasão russa.
Segundo noticia o Kyiv Independent, Putin avisou no entanto que as empresas russas devem ter “algumas vantagens” face às empresas de fora que reentrem no país.
“Podemos ajustar de forma adequada o regresso de quem quer voltar ao nosso mercado”, sublinhou o Presidente no Fórum de Novas Tecnologias realizado esta sexta-feira.
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EUA esperam que Ucrânia assine acordo sobre minerais "num curtíssimo prazo"
Os Estados Unidos esperam que a Ucrânia assine um acordo que envolve a possibilidade de exploração de minas de minerais raros pelos EUA.
“O ponto principal é o seguinte: O Presidente Zelensky vai assinar este acordo e vão ver isso num curtíssimo prazo”, afirmou o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Mike Waltz, num discurso na conferência dos conservadores norte-americanos CPAC, onde disse que o acordo era “algo bom para a Ucrânia”.
“O que poderia ser melhor para a Ucrânia do que uma parceria económica com os Estados Unidos?”, perguntou de forma retórica.
Uma proposta original, rejeitada por Zelensky, implicava a compra de 50% das explorações de minérios raros, petróleo e gás natural da Ucrânia, assim como percentagens de infraestruturas importantes do país como portos. Entretanto, segundo o site Axios, os representantes norte-americanos terão apresentado uma versão “melhorada”.
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Dia da Vitória. Trump vai visitar Moscovo em maio, segundo revista francesa Le Point
A revista francesa Le Point afirma que o Presidente norte-americano Donald Trump vai visitar Moscovo no próximo dia 9 de maio, dia em que se celebra na Rússia a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi.
As cerimónias do Dioa da Vitória, que costumam contar com uma parada militar pelas ruas da capital russa, teriam assim Trump como convidado especial. A revista francesa é o único meio que noticia uma possível visita do Presidente dos EUA a Moscovo, com a agência russa RIA Novosti a citar o jornal como fonte.
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Rússia abdica de 300 mil milhões de euros em ativos congelados se dinheiro for aplicado em territórios ocupados
A Rússia pode vir a abdicar de perto de 300 mil milhões de euros em ativos congelados na Europa e nos EUA que seriam aplicados na reconstrução da Ucrânia, mas desde que parte desse dinheiro seja usado na zona da ocupação russa, noticia a Reuters, citando três fontes próximas das discussões.
A ideia foi inicialmente discutida na reunião de segunda-feira entre Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, e Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo.
Segundo a Reuters, a Rússia aceita que dois terços dos cerca de 300 mil milhões de euros em bens congelados, parte das sanções aplicadas à Rússia pelos EUA e os seus aliados europeus, sejam usados na Ucrânia enquanto o restante se dirigia à parte ocupada pela Rússia.
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Zelensky reitera: "Nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, nada sobre a Europa sem a Europa"
Depois de mais uma chamada na ronda de conversas telefónicas do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky voltou a dizer que as reuniões realizadas com vista a um acordo de paz na Ucrânia e que têm sido só entre os EUA e a Rússia têm de incluir os representantes ucranianos e os parceiros europeus.
“Temos de ser absolutamente claros: nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, nada sobre a Europa sem a Europa”, escreveu o Presidente num post na rede social X que se seguiu a uma conversa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.
“Estamos a trabalhar numa visão partilhada para ter garantias de segurança. Tem de haver uma decisão antes de se iniciarem quaisquer potenciais negociações – e a Europa tem de estar à mesa. O que precisamos é de paz – paz justa e duradoura, não apenas um cessar-fogo temporário”, disse ainda Zelensky.
I had a good conversation with @SwedishPM Ulf Kristersson and thanked him for Sweden’s military assistance and all the support for Ukraine. We look forward to the 18th defense support package.
I also shared details of my constructive meeting with U.S. Special Representative… pic.twitter.com/MzMuQPmnDZ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 21, 2025
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Macron e Starmer "não fizeram nada" para acabar com a guerra, diz Trump
Donald Trump, Presidente dos EUA, acusa o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de não terem feito nada para acabar com a guerra na Ucrânia.
“Macron é um amigo meu e eu encontrei-me com o primeiro-ministro, é um tipo muito simpático”, mas insiste em acusar: “Ninguém fez nada”.
“A guerra está a decorrer, não há reuniões com a Rússia, não há nada”, disse ainda.
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Trump diz que Ucrânia "não tem cartas" para jogar em negociações com a Rússia
Donald Trump diz que a Ucrânia “não tem cartas” para “jogar” nas negociações de paz para a Rússia, numa altura em que o Presidente dos EUA tem demonstrado oposição à entrada do país nas negociações.
“Tive ótimas conversações com Putin e não tive tão boas conversações com a Ucrânia. Eles não têm cartas, mas jogam duro. Mas não vamos deixar que isto continue”, afirmou o Presidente dos EUA numa reunião com governadores estaduais que se realizou na Casa Branca.
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Zelensky e Scholz concordam que a Ucrânia deve estar à mesa das negociações
O chanceler alemão Olaf Scholz e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky concordaram que tanto a Ucrânia como a Europa devem estar na mesa de negociações para um acordo de paz com os Estados Unidos e a Rússia.
Zelensky e Scholz conversaram ao telefone, como parte da ronda de conversas que o líder da Ucrânia tem promovido ao longo do dia.
“A Ucrânia deve ter um lugar à mesa nas negociações para a paz na Ucrânia. As questões de segurança europeias devem ser discutidas com os europeus”, escreveu o chanceler na rede social X.
“Apoiaremos a Ucrânia até que seja alcançada uma paz justa. Mais uma vez, assegurei este facto a Volodymyr Zelensky”, garantiu ainda Scholz.
Bei Verhandlungen zu einem Frieden in der Ukraine muss die Ukraine mit am Tisch sitzen. Fragen zur Sicherheit Europas müssen mit den Europäern erörtert werden. Wir unterstützen die Ukraine, bis ein gerechter Frieden erreicht ist. Das habe ich @ZelenskyyUa erneut zugesichert.
— Bundeskanzler Olaf Scholz (@Bundeskanzler) February 21, 2025
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Trump diz que presença de Zelensky nas reuniões não é "muito importante"
O Presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a presença de Zelensky “não era muito importante” quanto às reuniões com vista a um acordo de paz na Ucrânia.
Numa entrevista à Fox News Radio, Trump disse que Vladimir Putin “não tem de fazer um acordo” já que, se o Presidente russo quisesse, “ficava com o país inteiro”.
Quando o apresentador da rádio Brian Kilmeade lhe disse que a culpa da guerra era de Vladimir Putin, Trump respondeu que “estava cansado” de ouvir falar disso.
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Presidente checo garantiu apoio à Ucrânia à conversa com Zelensky
O Presidente da República Checa, Petr Pavel, garantiu que a Ucrânia tinha todo o apoio checo, à conversa com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
“Sabemos muito bem e não esqueceremos quem é a vítima e quem é o agressor nesta guerra. Juntamente com outros países europeus, tencionamos intensificar a nossa assistência à Ucrânia na sua luta corajosa e justa”, afirmou Pavel na rede social X, acrescentando que esta luta não é só “pelo futuro da Ucrânia, mas também pelo nosso futuro livre e seguro”.
Právě jsem mluvil s ukrajinským prezidentem Volodymyrem Zelenským. Ujistil jsem ho, že má naši plnou podporu. Velmi dobře víme a nezapomeneme, kdo je v této válce obětí a kdo agresorem. Spolu s dalšími evropskými státy hodláme zintenzivnit naši pomoc Ukrajině v jejím statečném a…
— Petr Pavel (@prezidentpavel) February 21, 2025
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Conselheiro de segurança nacional dos EUA diz que guerra vai terminar em breve e que Trump vai receber Nobel da Paz
Mike Waltz, conselheiro de segurança nacional dos EUA, está a discursar esta tarde na conferência Conservative Political Action Conference, que reúne figuras da direita e da extrema-direita mundiais.
Prometendo que a guerra na Ucrânia “vai acabar em breve”, Waltz elogiou Donald Trump pelo seu papel ao tomar a dianteira das negociações de paz em Riade, na Arábia Saudita.
Sob Trump, “esta guerra vai acabar, e vai acabar em breve”, promete, citado pelo The Guardian. No final de tudo isto, “vamos ter o Prémio Nobel da Paz ao lado do nome de Donald J. Trump”, garantiu ainda.
No mesmo discurso, Waltz afirmou que o acordo sobre minerais entre os EUA e a Ucrânia será assinado a “muito curto prazo”.
O conselheiro diz que tal compromisso foi originalmente uma ideia proposta pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. “Bem, o resultado final é o seguinte. O Presidente Zelensky vai assinar o acordo e veremos isso a muito curto prazo. E isso é bom para a Ucrânia. O que poderia ser melhor para a Ucrânia do que ter uma parceria económica com os Estados Unidos?”
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Presidente polaco diz que Zelensky não tem alternativa: terá mesmo de cooperar com Trump
Andrej Duda partilhou as conclusões da sua chamada telefónica com o presidente ucraniano numa publicação na rede social X, onde adianta que os dois tiveram “uma conversa franca”.
A few minutes ago, President @ZelenskyyUA called me. We had a candid conversation on the heels of the recent meetings with General Kellogg and other developments. I conveyed to him that we consistently believe there is no other way to stop the bloodshed and achieve lasting peace…
— Andrzej Duda (@AndrzejDuda) February 21, 2025
Ambos concluíram que “não há outra forma de pôr termo ao derramamento de sangue e de alcançar uma paz duradoura na Ucrânia a não ser com o apoio dos EUA”, revela o presidente da Polónia.
“Por esta razão, sugeri ao Presidente Zelensky que se mantivesse empenhado numa cooperação calma e construtiva com Donald Trump. Estou confiante de que a boa vontade e a honestidade constituem a base da estratégia de negociação dos EUA. Não tenho dúvidas de que o Presidente Trump é guiado por um profundo sentido de responsabilidade pela estabilidade e paz mundiais”, terminou.
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Polónia condena homem a oito anos de prisão por preparar atos de disrupção a favor da Rússia
Segundo o The Guardian, a justiça polaca determinou a culpabilidade de um homem de 51 anos por criar manobras de diversão encomendadas pela Rússia.
A acusação do Ministério Público polaco é de que o homem, de nacionalidade ucraniana, detido em 2024, cometeu vários atos disruptivos, como fogo posto, na região da Polónia ocidental.
Como lembra o diário britânico, a Polónia tem assistido a um número crescente de incidentes semelhantes desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. Na semana passada, por exemplo, um cidadão russo suspeito de atos de sabotagem contra “a Polónia, os EUA e outros aliados” foi detido e deportado da Bósnia-Herzegovina para a Polónia.
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O que se sabe até agora
- O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que uma eventual reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin depende do progresso nas negociações para terminar a guerra na Ucrânia. Esta declaração sublinha a condição estabelecida pelos EUA de que qualquer encontro entre os líderes dos EUA e da Rússia deve ser fundamentado em avanços tangíveis em direção à paz.
- Discussões oficiosas ocorreram entre representantes russos e norte-americanos na Suíça, com o objetivo de abordar questões relacionadas com a guerra na Ucrânia. Estas reuniões, que não envolveram diretamente elementos governamentais, ocorreram paralelamente à transição de governo nos EUA e antecederam discussões oficiais na Arábia Saudita, sinalizando esforços contínuos para diplomacia discreta.
- Fontes indicam que Moscovo ainda não preparou planos para um encontro entre Putin e Trump. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que não existem planos formais para uma reunião, o que foi alinhado com as expectativas expressas anteriormente por Marco Rubio de que tal encontro dependeria do progresso nas negociações de paz.
- A União Europeia está prestes a anunciar um novo pacote de ajuda à Ucrânia, com o objetivo de transmitir uma mensagem de forte apoio ao país. Este pacote, que poderá ser revelado na próxima segunda-feira, é uma resposta da UE ao terceiro aniversário da guerra, simbolizando solidariedade contínua com a Ucrânia num momento crítico.
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Enviado dos EUA para a Ucrânia diz que teve "discussões alargadas e positivas" com Zelensky
Apesar do inesperado cancelamento à conferência de imprensa que era suposto realizar-se esta quinta-feira depois de encontrar-se com Volodymyr Zelensky, Keith Kellogg fez saber hoje que a reunião foi produtiva.
A long and intense day with the senior leadership of Ukraine. Extensive and positive discussions with @ZelenskyyUa, the embattled and courageous leader of a nation at war and his talented national security team. https://t.co/kLu9roZ5z1
— Keith Kellogg (@generalkellogg) February 21, 2025
“Foi um dia longo e intenso com os altos dirigentes da Ucrânia. Discussões extensas e positivas com Zelensky, o corajoso líder de uma nação em guerra e a sua talentosa equipa de segurança nacional”, escreveu o enviado dos EUA para a guerra na Ucrânia numa publicação no X.
O inesperado cancelamento a pedido dos EUA fazia antever o pior, já que as relações entre Donald Trump e Zelensky estão tensas, com o líder norte-americano a acusar o seu homólogo ucraniano de ser um “ditador”.
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OMS regista mais de 2.200 ataques a instalações de saúde ucranianas em três anos
A Organização Mundial de Saúde (OMS) registou mais de 2.200 ataques a instalações de saúde em três anos de guerra na Ucrânia, anunciou hoje a agência especializada da ONU.
O mais recente dos ataques contra instalações de saúde teve como alvo uma clínica pediátrica em Odessa, disse a OMS a propósito do terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
“Não se trata apenas de edifícios, mas de vidas perturbadas, de cuidados de saúde que não podem ser prestados”, disse o representante da OMS na Ucrânia, Jarno Habicht, citado pela agência espanhola EFE.
Habicht referiu-se também a “uma pressão imensa sobre os trabalhadores da saúde exaustos que continuam a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana”.
Os últimos inquéritos da OMS indicam que 82% dos ucranianos têm problemas de acesso a medicamentos e 35% adiaram consultas médicas devido a problemas financeiros, de segurança ou de disponibilidade de cuidados de saúde.
Um quarto dos inquiridos respondeu que o acesso aos cuidados de saúde piorou em três anos de guerra e seis em cada 10 dizem sofrer de ‘stress’ psicológico, em comparação com um em cada 10 antes do conflito.
Segundo Habicht, estima-se que 9,2 milhões de ucranianos necessitarão de ajuda humanitária durante este ano.
A OMS quer ajudar pelo menos três milhões de ucranianos, com um investimento de 130 milhões de dólares (mais de 124 milhões de euros, ao câmbio atual), acrescentou.
Desconhece-se o número de baixas civis e militares dos três anos de guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm afirmado que será elevado.