Histórico de atualizações
  • O liveblog deste domingo fica por aqui. Pode continuar a acompanhar a situação no Médio Oriente, com foco para Israel e a Palestina, neste novo artigo em direto.

    Dois jovens mortos pelo Exército israelita por terem atirado pedras contra estrada onde circulavam tropas na Cisjordânia

  • Chefe do exército israelita define "linha amarela" como "nova fronteira" em Gaza

    Num texto dirigido aos soldados da reserva em Gaza, o chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, afirmou que a “linha amarela” representa “uma linha de defesa avançada para os colonatos (israelitas) e uma linha de ataque”.

    De acordo com o cessar-fogo acordado com o Hamas, em vigor desde 10 de outubro, as tropas israelitas deverão retirar-se da Faixa de Gaza de forma faseada, após uma retirada inicial dentro do território delimitado pela “linha amarela”.

    Hoje, exército israelita matou um palestiniano depois de este ter alegadamente cruzado a chamada “linha amarela” na zona sul da Faixa de Gaza.

    Num comunicado, a organização militar de Israel explicou que, depois de ter sido identificado “um terrorista”, as tropas abriram fogo para “eliminar a ameaça”.

    Sob o pretexto de “ameaças imediatas”, as tropas israelitas têm matado diariamente habitantes de Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, elevando o número oficial de mortos para 366, segundo o Ministério da Saúde do enclave, sem contar os registos mais recentes.

    Entre os mortos estão militantes e civis de Gaza que alegadamente atravessaram a “linha amarela”, a demarcação imaginária para a qual as tropas israelitas se retiraram quando o cessar-fogo começou. Para além dessa linha, todo o perímetro, mais de 50% de Gaza, continua sob controlo militar de Israel.

  • Mediadores querem que EUA forcem Israel a aceitar segunda fase de trégua

    Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar afirmou hoje que o objetivo principal dos mediadores do conflito na Faixa de Gaza é que os Estados Unidos forcem Israel a aceitar a segunda fase da trégua.

    “Neste momento, o nosso principal objetivo é conseguir que os Estados Unidos empurrem Israel até à fase dois [da trégua] e apoiar o desenho desse processo”, disse Majed al Ansari, citado pela agência Efe, num encontro com jornalistas à margem do Fórum de Doha, que terminou hoje com a participação de vários representantes internacionais.

    O porta-voz fez referência à implementação do plano de paz de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em vigor em 10 de outubro, quando Israel e o Hamas acordaram um frágil cessar-fogo que tem sido violado, especialmente pela parte israelita com ataques recorrentes em Gaza, segundo a Efe.

    Al Ansari denunciou que “qualquer violação do cessar-fogo constitui uma ameaça para o mesmo”, num momento em que não há perspetivas para o início da segunda fase do plano, que estipula o desarmamento do Hamas, a implementação de uma força de estabilização internacional e a formação de um governo tecnocrata.

    “A falta de decisão sobre muito destes temas dá tempo para que se derrube o cessar-fogo. Estamos bastante preocupados, mas acreditamos no processo e na colaboração com os Estados Unidos”, asseverou o porta-voz, que apontou que o Catar e os restantes mediadores (entre os quais o Egito e Turquia) trabalham “muito de perto com a administração Trump para impulsionar o início da segunda fase”.

    Al Ansari reconheceu que o Catar já supunha que o plano de paz “necessitaria de um segundo impulso” depois da implementação da primeira, que estipulava a libertação de presos palestinianos, a libertação de reféns vivos às mãos do Hamas e a devolução dos corpos dos mortos, entre outros pontos.

    Segundo a agência Efe, resta o corpo de um refém por devolver, algo que o responsável do Catar qualificou de “milagre”, uma vez que acreditava que era algo “quase impossível”.

    Não obstante, afirmou que a preocupação se centra nas “garantias de segurança” e outros aspetos no terreno, onde há “violações do cessar-fogo quase diariamente” e que a ajuda humanitária “não está a chegar segundo o acordado”.

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje que a terceira fase do cessar-fogo em Gaza, proposta pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá passar pela “desradicalização” do território.

    Netanyahu comparou o processo ao realizado na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

    “Como disse ao chanceler [Friedrich Merz] há uma terceira fase: a desradicalização de Gaza, algo que também era considerado impossível, mas que foi conseguido na Alemanha”, salientou o primeiro-ministro de Israel numa conferência de imprensa em Jerusalém.

    Ao lado do chanceler alemão, Netanyahu afirmou que a primeira fase do cessar-fogo já foi concluída e que a segunda deverá avançar “muito em breve”, embora reconheça que será “mais difícil”, quase dois meses após ter entrado em vigor.

    “Discutimos como acabar com o domínio do Hamas em Gaza. Concluímos a primeira fase. Esperamos agora avançar muito em breve para a segunda fase”, declarou.

    A terceira etapa, acrescentou, terá início posteriormente.

    No total, desde que Israel começou a sua ofensiva em Gaza como retaliação pelos ataques do Hamas em outubro de 2023, um total de 70.354 palestinianos morreram em ataques israelitas e 171.030 ficaram feridos, muitos com amputações e lesões para a vida, ao passo que 367 morreram desde a entrada em vigor da trégua, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.

  • Irão anuncia regresso de mais 55 cidadãos deportados pelos EUA a Teerão nos próximos dias

    O Irão anunciou hoje que 55 dos seus cidadãos deportados pelos Estados Unidos chegarão a Teerão nos próximos dias, após a decisão norte-americana de reexaminar as autorizações de residência emitidas a cidadãos de 19 países “considerados preocupantes”.

    “Nos próximos dias, cerca de 55 cidadãos regressarão ao Irão. Este é o segundo grupo que regressa ao Irão nos últimos meses”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, na sua conferência de imprensa semanal.

    O diplomata disse que estas deportações “se baseiam em motivos políticos e em políticas anti-imigração que vão contra o direito internacional”.

    Em setembro, funcionários iranianos indicaram que os Estados Unidos tinham identificado cerca de 400 iranianos para serem deportados e que um primeiro voo com 120 pessoas se dirigia a Teerão via Qatar.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou então que as autoridades americanas pediram aos cidadãos iranianos que abandonassem o seu território, “embora alguns deles residissem naquele país há várias décadas”, e denunciou que o “comportamento do governo americano em relação a esses cidadãos foi desumano e discriminatório”.

  • Exército israelita mata palestiniano que cruzou Linha Amarela

    Uma pessoa palestiniana foi morta hoje pelas forças israelitas, que justificaram o ataque com o facto de a pessoa ter cruzado a Linha Amarela, que marca os limites da ocupação israelita na Faixa de Gaza. “Feita a identificação, as tropas eliminaram o terrorista”, escreveu o Exército em comunicado.

    Ao todo, 373 pessoas foram mortas e 970 foram feridas em ataques israelitas durante o cessar-fogo assinado em outubro e que continua em vigor na Faixa de Gaza, segundo números das autoridades palestinianas.

  • Netanyahu volta a recusar reconhecimento do Estado Palestiniano e anuncia encontro com Trump

    Ainda durante a conferência de imprensa com Friedrich Merz, Benjamin Netanyahu também se mostrou disponível para avançar para a segunda fase do acordo de cessar-fogo assinado em outubro. “Vou discutir [as atuais oportunidades da paz] com o Presidente Trump quando me reunir com ele no final deste mês”, detalhou. Netanyahu comparou a situação na Faixa de Gaza com a situação na Alemanha no pós-II Guerra Mundial — em ambos os casos, disse, é necessário um processo de “desradicalização”.

    O líder israelita elogiou os diálogos com Merz, que diz serem “honestos e abertos”, mesmo quando discordam. Um exemplo dessa discordância é o reconhecimento do Estado da Palestina — um passo a que a Alemanha não fecha a porta mas continua sem dar —, que Netanyahu voltou a recusar, apesar de fazer parte do plano a longo prazo para Gaza.

    “Eles já tinham um Estado de facto em Gaza e foi utilizado para tentar destruir o único Estado judeu. Acreditamos que há um caminho para avançar para uma paz alargada com os Estados árabes e um caminho para também estabelecer uma paz exequível com os nossos vizinhos palestinianos, mas não vamos criar um Estado que está comprometido com a nossa destruição à nossa porta“, declarou Netanyahu — Israel é um de apenas 36 Estados da ONU que não reconhece a Palestina como Estado.

  • Merz assegura apoio pela "existência e segurança de Israel", mas diz que críticas são necessárias

    Friedrich Merz realiza hoje o segundo dia de uma visita de Estado a Israel. Durante a manhã, o chanceler alemão visitou o memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, uma visita que classificou como uma “enorme honra e uma grande distinção”. “A Alemanha tem de apoiar a existência e a segurança de Israel”, declarou Merz, destacando a “responsabilidade histórica” da Alemanha durante o Holocausto.

    Apesar deste apoio, que classificou como “princípio fundamental inalterável” da política externa alemã, Merz defendeu que é preciso avançar para a segunda fase do cessar-fogo. Em conferência de imprensa com Benjamin Netanyahu, depois de um encontro com o homólogo israelita, o chanceler declarou que “críticas a Israel são necessárias por vezes”, cita o jornal Haaretz.

  • Israel acredita que Hamas localizou corpo do último refém que ainda está em Gaza

    O Hamas e a Cruz Vermelha vão realizar buscas no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, com o objetivo de localizar corpos. O Exército israelita acredita que o grupo palestiniano terá localizado nesse bairro da capital do enclave o último refém israelita, cujo corpo ainda está na Faixa de Gaza, adiantou a rádio pública israelita, citada pelo Times of Israel.

    A pressão para localizar e devolver o corpo também foi exercida pelo grupo que representa as famílias dos reféns, que disse que o Governo israelita e os mediadores não devem avançar para a segunda fase do cessar-fogo — que contempla a retirada total da ocupação israelita de Gaza — enquanto o último refém não regressar a Israel.

  • Chanceler alemão pede "reformas urgentes" a Mahmoud Abbas

    O chanceler alemão Friedrich Merz apelou hoje, pouco antes da sua primeira visita a Israel, ao presidente palestiniano Mahmoud Abbas para que implemente “reformas urgentemente necessárias” para poder “desempenhar um papel construtivo” na Faixa de Gaza após a guerra.

    Na conversa telefónica que teve com Abbas, Merz denunciou paralelamente “o aumento maciço da violência dos colonos contra civis palestinianos” na Cisjordânia ocupada, declarou o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius.

    Além disso, elogiou a “atitude cooperativa” da Autoridade Palestiniana em relação ao plano de paz de Donald Trump e reiterou o apoio de Berlim a uma solução de dois Estados, segundo a mesma fonte.

  • Hamas diz estar pronto para entregar armas se Israel cessar ocupação

    O Hamas afirmou hoje estar pronto para entregar as suas armas na Faixa de Gaza a uma autoridade palestiniana que governe esse território, desde que o exército israelita se retire.

    “As nossas armas estão ligadas à existência da ocupação e da agressão”, disse em comunicado o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Khalil al-Hayya, acrescentando que “se a ocupação terminar, as armas serão colocadas sob a autoridade do Estado”. Questionado pela AFP, o gabinete de Hayya precisou que ele se referia a um Estado palestiniano soberano e independente.

    “Aceitamos o envio de forças da ONU como forças de separação, encarregadas de vigiar as fronteiras e garantir o respeito pelo cessar-fogo em Gaza”, acrescentou Hayya, deixando assim clara a recusa do seu movimento ao envio de uma força internacional para a Faixa de Gaza com a missão de o desarmar.

  • Qatar e Egito apelam ao destacamento da força internacional para Gaza

    Os dois países apelaram este sábado à “retirada total” das tropas israelitas do território palestiniano e ao rápido destacamento de uma força internacional de estabilização prevista no plano norte-americano apoiado pela ONU.

    Estas medidas estão previstas na segunda fase do plano do presidente dos EUA, Donald Trump para pôr fim à guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

    “Estamos num momento crítico (…) Ainda não podemos considerar que há um cessar-fogo, um cessar-fogo só pode ser completo com a retirada total das forças israelitas (e) o regresso da estabilidade a Gaza”, afirmou o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, numa conferência em Doha hoje.

    “Neste momento, nós (…) o Catar, a Turquia, o Egito, juntamente com os Estados Unidos, estamos reunidos para avançar para a próxima fase”, salientou.

    A segunda etapa do plano, que ainda não foi aprovada, prevê também o desarmamento do Hamas, a criação de uma autoridade de transição e o envio de uma força internacional de estabilização.

  • Pelo menos 367 palestinianos mortos em Gaza desde entrada em vigor do cessar-fogo

    No boletim diário, que compila o número de vítimas até à meia-noite do dia anterior, o Ministério da Saúde palestiniano, controlado pelo Hamas, explicou que os hospitais da Faixa de Gaza receberam os corpos de seis pessoas, uma das quais morta, e cinco corpos foram recuperados dos escombros.

    O Ministério da Saúde acrescentou que o número total de feridos desde que a trégua entre Israel e o Hamas entrou em vigor, em 10 de outubro, atingiu os 953.

    Israel continua a controlar 54% da Faixa de Gaza, depois de as suas tropas se terem retirado para a chamada “linha amarela”, de onde continuam a disparar quase diariamente contra palestinianos que, segundo o exército de Telavive, se aproximam demasiado.

    Grande parte da população de Gaza desconhece as demarcações e aproxima-se desta nova fronteira tentando regressar às suas casas ou em busca de alimentos, noticiou a agência Efe.

    Além disso, as equipas de resgate da Defesa Civil recuperaram 619 corpos — segundo a contagem mais recente — das toneladas de escombros na devastada Faixa de Gaza, onde mais de 80% dos edifícios foram completamente destruídos ou danificados.

    As autoridades palestinianas insistem que milhares de corpos ainda estão presos nos escombros e que os esforços de resgate são limitados devido à escassez de recursos, como maquinaria pesada e combustível.

    No total, desde que Israel iniciou a sua ofensiva em Gaza em retaliação aos ataques do Hamas, em outubro de 2023, 70.354 palestinianos foram mortos em ataques israelitas e 171.030 ficaram feridos, muitos com amputações e sequelas permanentes.

  • Presidente israelita considera perdão a Netanyahu, mas desvaloriza influência de Trump

    Isaac Herzog, Presidente de Israel, reiterou estar a considerar o pedido de um perdão presidencial apresentado por Benjamin Netanyahu, no caso do seu julgamento por corrupção, numa entrevista ao jornal Politico. Contudo, o chefe de Estado deu a entender que a sua decisão não será influenciada pelo facto de um pedido do primeiro-ministro contar com o apoio de Donald Trump.

    “Eu respeito a amizade do Presidente Trump e a sua opinião. Mas Israel, naturalmente, é um país soberano e nós respeitamos completamente o sistema legal israelita e os seus requisitos”, elaborou Herzog.

  • Ataque com drones israelita mata uma pessoa no norte de Gaza. Sete palestinianos foram mortos este sábado

    Sete pessoas foram mortas este sábado em ataques israelitas, segundo uma contagem das autoridades de saúde da Faixa de Gaza, citadas pelo Haaretz. Uma das pessoas, uma idosa de 70 anos, foi morta num ataque com drone, no norte da Faixa de Gaza.

    Contudo, um porta-voz do Exército israelita disse não ter qualquer conhecimento de um ataque com drone. As forças israelitas, reivindicaram, ainda assim, a morte de três pessoas esta manhã, que classificaram como “terroristas que passaram a Linha Amarela”. Não há detalhes sobre as restantes três mortes, contabilizadadas pelas autoridades palestinianas.

  • "Israel, ao gerir crises na região, exporta crises para outros países", acusa Presidente da Síria

    O Presidente interino da Síria acusou hoje Israel de contribuir para o escalar de tensões no Médio Oriente, utilizando como justificação os ataques do 7 de Outubro de 2023. “Eles justificam tudo utilizando as suas preocupações de segurança, e pegam no 7 de Outubro e extrapolam para tudo o que acontece à sua volta”, elaborou Ahmed Al-Sharaa, acusando os vizinhos de estarem a perseguir “fantasmas” que acabam por desestabilizar toda a região.

    “Israel, ao gerir crises na região, muitas vezes exporta as suas crises para outros países”, continuou, durante uma entrevista no Fórum de Doha, no Qatar, citado pela Al Jazeera. Pelo contrário, garantiu, a nova Síria pós-Assad não tem interesse em envolver-se em conflitos, nem mesmo com Israel, e procura a estabilidade. “Israel respondeu-nos com violência extrema e a Síria sofreu violações enormes do nosso espaço aéreo”, rematou, com uma nova acusação.

  • Forças israelitas matam três pessoas na Faixa de Gaza, identificadas como "terroristas"

    O Exército israelita anunciou hoje ter matado três pessoas que cruzaram a Linha Amarela, que separa as zonas ocupadas pelas forças israelitas do resto da Faixa de Gaza, em dois incidentes separados, protagonizados pela Brigada Norte e pela Brigada Carmali do Exército.

    “[As forças] identificaram vários terroristas que haviam cruzado a Linha Amarela e representavam uma ameaça imediata para eles. Imediatamente após a identificação, as forças de segurança abateram três dos terroristas a fim de eliminar a ameaça”, relatou o Exército em comunicado.

  • Trabalhadores da RTP contestam que Portugal fique na Eurovisão junto a Israel

    Funcionários apelaram ao canal público que repense a participação no festival e se junte ao boicote de Espanha e outros países. O vencedor da Eurovisão em 2017, Salvador Sobral, juntou-se ao apelo.

    Trabalhadores da RTP contestam que Portugal fique na Eurovisão junto a Israel

  • Merz pressiona Abbas a fazer "reformas urgentes" na Autoridade Palestiniana

    Friedrich Merz começa hoje uma visita a Israel. Antes de partir para o estrangeiro, o chanceler alemão falou ao telefone com o Presidente da Autoridade Palestiniana (AP), Mahmoud Abbas, que declarou que pode “desempenhar um papel construtivo na ordem do pós-guerra”, tendo elogiado a sua “postura colaborativa”.

    Contudo, para cumprir esse papel, é necessário que a AP proceda “urgentemente às reformas necessárias”. O relato da conversa entre Merz e Abbas foi feito por um porta-voz do Governo alemão, citado pelo Times of Israel.

  • Primeiro-ministro do Qatar diz que Faixa de Gaza enfrenta "momento crítico" para transformar "pausa" em "cessar-fogo"

    Realiza-se hoje no Qatar, o Doha Forum, um evento que conta com empresários e líderes políticos internacionais em discussão sobre os problemas da ordem global atual. Foi durante este evento que o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Al-Thani, se pronunciou sobre o estado do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    “Estamos num momento crítico. O que fizemos foi uma pausa, ainda não podemos considerar um cessar-fogo. Um cessar-fogo não pode ser completo enquanto não houver uma retirada completa das forças israelitas, houver estabilidade novamente em Gaza, as pessoas possam entrar e sair, o que não é o caso hoje”, declarou Al-Thani, citado pelo Al Jazeera. Nesse sentido, o primeiro-ministro declarou que o Qatar e outros mediadores do acordo assinado em outubro estão a “forçar o avanço” da segunda fase.

  • Bom dia. Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos no Médio Oriente, com foco para o cessar-fogo que continua em vigor na Faixa de Gaza. Pode recordar todos os acontecimentos de ontem, sexta-feira, neste outro artigo em direto que agora arquivamos.

    Organismo internacional para governar Gaza deverá ser anunciado no fim do ano

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