Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeia anunciar a composição de um novo governo tecnocrático para a Faixa de Gaza antes do Natal, como parte de uma nova fase do seu plano de paz para o Médio Oriente. Este governo não incluirá representantes do Hamas e será supervisionado por um Conselho de Paz liderado por Trump e composto por líderes árabes e ocidentais. Entre os nomes referidos para o executivo estão palestinianos com experiência em gestão e negócios.
    • A Força Interina das Nações Unidas no Líbano denunciou um ataque contra uma das suas patrulhas no sul do país por indivíduos não identificados e relatou bombardeamentos israelitas na sua zona de operações. Israel justificou os ataques como ações contra infraestruturas do Hezbollah, num contexto em que as Forças Armadas libanesas continuam operações para controlar armas não autorizadas.
    • A Israel Defence Forces (IDF) realizaram operações de larga escala em Qalqiliya, na Cisjordânia, detendo vários suspeitos de terrorismo e apreendendo armas e munições. A operação resultou em disparos contra um suspeito que teria representado uma ameaça para os soldados e culminou com a detenção dos suspeitos para interrogatório pelos serviços de segurança interna de Israel, o Shin Bet.
    • O exército israelita matou um palestiniano numa rusga a sul da cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada, conforme relataram as autoridades palestinianas. O incidente ocorreu nas proximidades de uma mesquita e envolveu gás lacrimogéneo e disparos, o que provocou confrontos durante a saída de fiéis da mesquita.

  • O liveblog desta sexta-feira fica por aqui. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

    Primeiro-ministro do Qatar diz que cessar-fogo em Gaza enfrenta “momento crítico”

  • Organismo internacional para governar Gaza deverá ser anunciado no fim do ano

    A Associated Press (AP) avança que o organismo internacional que terá a tarefa de governar a Faixa de Gaza no âmbito da próxima fase de cessar-fogo deverá ser anunciado no fim do ano.

    A AP cita um oficial árabe e um diplomata ocidental sobre este tema. O organismo, até aqui conhecido como Board of Peace, deverá incluir líderes do Médio Oriente e líderes ocidentais.

    Segundo o acordo do cessar-fogo, este organismo deverá supervisionar a reconstrução de Gaza.

  • Itália mantém participação no festival Eurovisão

    A Itália mantém a participação na Eurovisão de 2026, anunciou a RAI hoje à noite. O anúncio acontece depois de, ontem, Espanha, Irlanda, Países Baixos e a Eslovénia terem anunciado a saída do concurso, contestando a participação de Israel.

    Ontem, a European Broadcasting Union (EBU), que organiza o concurso, realizou uma votação sobre a participação de Israel na edição de 2026.

    “Enquanto membro dos Big Five [os países fixos do concurso e que dão o maior contributo financeiro para o evento— Itália, França, Alemanha, Espanha e Reino Unido], Itália esteve sempre entre os países que acreditaram e investiram no Festival Eurovisão da Canção, contribuindo significativamente, também economicamente, para o seu desenvolvimento e sucesso internacional”, diz o comunicado da RAI, citado pela agência italiana ANSA.

    “Nos últimos anos, o nosso empenho cresceu constantemente, comprovando o valor que atribuímos a um evento que representa o mais antigo festival musical internacional, capaz de unir diferentes culturas numa celebração comum”, é possível ler. “O empenho da RAI na competição confirma a vontade de reforçar o papel da Itália na promoção da música, da cultura e do espetáculo a nível internacional.” A estação de televisão apoia, assim, “a participação da israelita KAN na próxima edição”.

    A RTP confirmou ontem que Portugal também irá participar no concurso.

    Eurovisão decide a favor da presença de Israel em 2026. Portugal confirma participação, ao contrário de países como Espanha e Países Baixos

  • Canadá retira a Síria da lista de Estados estrangeiros apoiantes de terrorismo

    O governo do Canadá retirou a Síria da lista de Estados estrangeiros apoiantes de terrorismo.

    O país também removeu Hayat Tahrir al-Sham, o grupo que impulsionou a aliança rebelde que contribuiu para o afastamento de Bashar Assad, da lista de organizações terroristas.

    “Estas medidas estão em linha com as decisões recentes tomadas pelos nossos aliados, incluindo o Reino Unido e os EUA, e segue os esforços feitos pelo governo de transição sírio para avançar com a estabilidade da Síria, construir um futuro inclusivo e seguro para os seus cidadãos e trabalhar com parceiros globais para reforçar a estabilidade regional e enfrentar o terrorismo”, disse o governo canadiano em comunicado.

  • Chanceler alemão viaja para Israel amanhã para encontro com Netanyahu

    O chanceler alemão vai viajar amanhã para Israel, naquela que será a sua primeira visita oficial desde que assumiu o cargo.

    A visita de Friedrich Merz decorrerá entre 6 e 7 de dezembro.

    Na agenda do encontro estará a discussão de relações bilaterais, o cessar-fogo em Gaza e outras questões internacionais, revelou um porta-voz do gabinete de Merz.

  • Exército israelita diz ter morto um "terrorista" no norte de Gaza

    A confirmação surgiu através da conta oficial do X das Forças de Defesa de Israel (IDF).

    Segundo as IDF, as suas tropas “identificaram dois terroristas que transportavam objetos suspeitos e se aproximavam das tropas que operavam no norte de Gaza, representando uma ameaça imediata para elas.”

    Dos confrontos subsequentes um dos alvos das IDF foi abatido.

  • Egito, Qatar e outros alarmados com abertura de Gaza por Israel apenas para saída

    O Egito e o Qatar, mediadores do conflito em Gaza, e outros seis países de maioria muçulmana expressaram hoje “profunda preocupação” com o anúncio israelita de abertura da passagem de Rafah apenas para saída do território palestiniano.

    Num comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Egito, Turquia, Qatar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Paquistão mostraram-se alarmados “com as declarações feitas pela parte israelita sobre a abertura da passagem de Rafah num só sentido, com o objetivo de transferir os habitantes da Faixa de Gaza para o Egito”.

    Israel anunciou na quarta-feira a reabertura “nos próximos dias” do posto fronteiriço de Rafah, no extremo sul do território palestiniano.

    A medida destinar-se-á “exclusivamente à saída” de habitantes de Gaza para o Egito, informou o COGAT, o organismo do Ministério da Defesa israelita que supervisiona as atividades civis nos Territórios Palestinianos.

    O Egito rapidamente negou ter aceitado tal medida, insistindo que aquela passagem estratégica seja aberta nos dois sentidos.

  • Palestiniano morto em rusga israelita na Cisjordânia

    O Exército de Israel matou um palestiniano numa rusga a sul da cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada, acusaram hoje as autoridades palestinianas, que afirmaram que o homem foi abatido a tiro perto de uma mesquita.

    O Ministério da Saúde da Autoridade Palestiniana identificou a vítima como Bahaa Abdulrahman Rashed, de 38 anos, enquanto fontes de segurança citadas pela agência noticiosa palestiniana WAFA indicaram que foi atingido a tiro pelas tropas israelitas durante uma operação na localidade de Udala.

    As mesmas fontes referiram que os militares entraram no centro da localidade e na antiga mesquita, onde dispararam e lançaram gás lacrimogéneo quando um grupo de fiéis abandonava o local, o que desencadeou confrontos. O Exército israelita ainda não comentou o incidente.

  • Rei de Espanha recebe presidente da Autoridade Palestiniana na próxima semana

    A Casa Real espanhola anunciou esta sexta-feira que o Rei Felipe VI vai receber o Mahmoud Abbas, na próxima quarta-feira, no Palácio da Zarzuela, em Madrid.

    Será a primeira vez que Felipe VI se encontra com Abbas desde que Espanha reconheceu oficialmente o Estado da Palestina, em maio de 2024.

    Meses depois desse reconhecimento, em 19 de setembro de 2024, Mahamoud Abbas visitou Espanha e reuniu-se com o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

    Felipe VI e Mohamoud Abbas já se reuniram no passado, em novembro de 2017, durante uma visita do líder palestiniano a Espanha durante a qual teve encontros com o chefe de Estado e com o então primeiro-ministro, Mariano Rajoy.

    Na próxima semana, depois da viagem a Espanha, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana passará por Itália e participará no encontro anual do partido pós-fascista Irmãos de Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, que começa no sábado em Roma e se prolonga até 14 de dezembro.

    Itália é um dos países que ainda não reconheceu o Estado palestiniano, apesar dos pedidos de Abbas nesse sentido, tendo já o Governo de Meloni indicado que o fará em breve, mas impondo como condição prévia a destituição do grupo islamita Hamas de qualquer forma de participação no governo da Faixa de Gaza.

  • Força da ONU no Líbano denuncia ataque contra uma patrulha sua e bombardeamentos israelitas na sua zona operacional

    A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) denunciou esta sexta-feira um ataque armado por indivíduos não identificados contra uma das suas patrulhas no sul do país, não tendo, no entanto, provocado vítimas.

    Num comunicado, a missão de paz da ONU denunciou também que o exército de Israel efetuou bombardeamentos “na sua zona de operações”.

    No documento, a FINUL indicou que as tropas de manutenção de paz detetaram na quinta-feira “uma série de bombardeamentos israelitas na sua zona de operações no sul do Líbano”.
    Os ataques ocorreram sobretudo nas localidades de Maruna, Majadel e Baraashit, com Israel a justificar com ataques a supostas infraestruturas do partido-milícia xiita Hezbollah na área.
    “Esta situação ocorre num momento em que as Forças Armadas libanesas continuam as suas operações para controlar armas e infraestruturas não autorizadas no sul do Líbano”, referiu a missão.

  • "O Hamas é o nosso verdadeiro inimigo". Filha de um dos fundadores relata desilusão com o movimento islamita

    Longe de Gaza, Juman Qawasmi critica organização fundada pelo pai, afirmando que “os palestinianos viviam em paz antes de o Hamas tomar o poder”. Sonho com Jesus converteu-a ao Cristianismo.

    “O Hamas é o nosso verdadeiro inimigo”. Filha de um dos fundadores relata desilusão com o movimento islamita

  • Hezbollah acusa Israel de ser "expansionista" e diz que os EUA "não têm que se intrometer" nos assuntos do Líbano

    O líder do Hezbollah, Naim Qassem, acusou esta sexta-feira Israel de ser um país “expansionista” e de não cumprir o acordo de cessar-fogo acordado no ano passado, afirmando que Telavive continua a realizar ataques “constantes” no território libanês.

    “Esta agressão não se deve às armas do Hezbollah, mas sim à tentativa de ocupar gradualmente o Líbano e estabelecer um ‘Grande Israel’ através do nosso país”, afirmou, citado pela Al Jazeera.

    Qassem sublinhou, também, que os Estados Unidos “não têm nada que se intrometer” nos assuntos internos libaneses, referindo-se à iniciativa destinada ao desarmamento do Hezbollah.

    O dirigente do grupo apelou, ainda, à união interna face às ofensivas israelitas: “Quando estamos unidos, nada podem fazer para nos derrotar. Alinhar com Israel é afundar o navio e depois todos acabam por se afogar”.

  • IDF travam contrabando de armas através de drone proveniente da Jordânia

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmam ter travado uma tentativa de contrabando de armas para Israel através de drone proveniente da Jordânia.

    Em causa estão, segundo as IDF, pelo menos nove armas e diversos carregadores. O drone foi identificado pela Força Aérea israelita na noite de quinta-feira ao cruzar a fronteira. As tropas da Brigada Regional Yoav vasculharam então a área e conseguiram localizar o drone.

    De acordo com o jornal israelita Haaretz, as armas foram já entregues à polícia para a realização de uma investigação.

  • Israel com orçamento de 30 mil milhões de euros para a Defesa em 2026

    O Governo israelita prevê um orçamento para a Defesa de 34.630 milhões de dólares (29.680 milhões de euros) em 2026, apesar do cessar-fogo na Faixa de Gaza acordado em outubro, anunciou esta sexta-feira o ministro da tutela, Israel Katz.

    “Vamos continuar com determinação a fortalecer as Forças da Defesa de Israel [IDF, na sigla inglesa], dar toda a resposta às necessidades dos nossos combatentes e reduzir a carga dos reservistas para garantir a segurança do Estado em todas as frentes”, lê-se em comunicado.

    O gabinete do ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, indicou um aumento de 14.553 milhões de dólares (12.472 milhões de euros) por comparação com o orçamento para o setor em 2023, quando se deu o atentado do Hamas.

  • Forças israelitas intensificaram ataques à Faixa de Gaza durante a madrugada, relata imprensa palestiniana

    As forças israelitas intensificaram, durante a madrugada desta sexta-feira, os ataques nas áreas a leste da Faixa de Gaza, sobretudo na zona de Khan Younis, relata a agência palestiniana Wafa.

    Moradores referiram à Wafa que houve bombardeamentos e demolições em várias zonas orientais do enclave, atingindo casas e infraestruturas essenciais.

    A Força Aérea israelita lançou, ainda, ataques aéreos no bairro de Al-Tuffah, na zona leste da Cidade de Gaza, outro em Rafah e um terceiro a leste do campo de refugiados de Al-Maghazi, no centro da Faixa. Não há, para já, registo de vítimas.

  • Imprensa estrangeira condena novo adiamento do Supremo sobre acesso a Gaza

    A Associação de Imprensa Estrangeira em Jerusalém (FPA, na sigla em inglês) manifestou esta quinta-feira firme oposição a um novo adiamento da decisão do Supremo Tribunal de Israel sobre o seu pedido de acesso independente à Faixa de Gaza.

    Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, que as autoridades israelitas têm impedido os jornalistas estrangeiros de entrarem de forma independente no território devastado.

    Israel permitiu apenas a um pequeno número de repórteres, caso a caso, que acompanhassem as suas tropas até ao território palestiniano sob bloqueio israelita.

    A FPA, que representa os meios de comunicação social internacionais em Israel e nos territórios palestinianos e conta com centenas de membros, solicitou aos tribunais israelitas, há mais de um ano, a concessão de acesso imediato a Gaza.

    No dia 24 de novembro, o Supremo Tribunal de Israel concedeu ao Estado mais dez dias para responder a este pedido.

    Já esta quinta-feira, o tribunal voltou a prolongar o prazo até 21 de dezembro, dando a Israel mais tempo para apresentar um plano que permita o acesso dos meios de comunicação social estrangeiros à Faixa de Gaza.

    “Este é um pedido urgente. Impedir continuamente a cobertura jornalística — a cada minuto, a cada hora, a cada dia — prejudica seriamente a capacidade dos media internacionais de cumprir a sua missão, bem como os direitos fundamentais de milhares de milhões dos seus utilizadores”, destacou a FPA em comunicado.

  • Trump quer anunciar composição do novo Governo de Gaza antes do Natal

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende anunciar a composição do novo governo da Faixa de Gaza antes do Natal, de forma a avançar para uma nova fase do seu plano de paz no Médio Oriente, noticiou esta noite o Axios.

    A segunda fase do plano de paz, assinado em outubro, prevê a formação de um governo tecnocrático sem representação do Hamas e a criação de um conselho de supervisão liderado pelo próprio Trump.

    De acordo com responsáveis norte-americanos que falaram ao Axios, o grupo de liderança em Gaza será composto por 12 a 15 palestinianos com experiência em gestão e negócios, que não estejam afiliados no Hamas, Fatah ou qualquer outro movimento palestiniano.

    Alguns dos candidatos residem atualmente em Gaza, enquanto outros viveram lá no passado e regressarão para fazer parte do novo Governo.

    Este governo será supervisionado pelo chamado Conselho de Paz, presidido por Trump e composto por aproximadamente dez líderes de países árabes e ocidentais.

    O conselho terá um órgão executivo que incluirá, entre outros, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e os conselheiros da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner.

    Tony Blair regressa à cena internacional como possível líder de uma administração provisória em Gaza após o fim do conflito

    Segundo a mesma fonte, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, viajará em breve para os Estados Unidos para discutir esta segunda fase com Trump.

  • Eurovisão decide a favor da presença de Israel em 2026. Portugal confirma participação, ao contrário de países como Espanha e Países Baixos

    UER mantém Israel sob novas regras de transparência que visam evitar manipulação do televoto, mas Espanha, Irlanda, Eslovénia e Países Baixos boicotam. Portugal confirma presença, apoiando mudanças.

    Eurovisão decide a favor da presença de Israel em 2026. Portugal confirma participação, ao contrário de países como Espanha e Países Baixos

  • Trump partilha, na Truth Social, notícia sobre o pedido de perdão presidencial de Netanyahu

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, partilhou, na Truth Social, uma notícia sobre o pedido de perdão presidencial do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

    truth social trump

    O líder norte-americano tem-se manifestado diversas vezes em defesa de Netanyahu, que está a enfrentar um julgamento por alegada corrupção.

    Quando visitou Israel, em outubro, Trump instou, no parlamento israelita, o seu homólogo, Isaac Herzog, a perdoar Netanyahu.

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