Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Presidente da Ucrânia explica que falou com António Costa, Ursula von der Leyen e também com Mark Rutte, da NATO
- Putin diz que plano "pode servir de base a solução pacífica definitiva", mas afirma que texto "não está a ser discutido com a Rússia"
- "Falámos durante quase uma hora." Zelensky confirma telefonema com JD Vance e diz que Ucrânia “sempre respeitou e continua a respeitar EUA"
- Trump confirma que deu prazo à Ucrânia para assinar plano de paz até ao Dia de Ação de Graças
- Zelensky terá discutido plano de paz com JD Vance
- Plano da Casa Branca para a paz. Zelensky recusa "trair" ucranianos e admite perder "aliado-chave", os EUA
- Zelensky discute proposta norte-americana com Macron, Starmer e Merz
- Casa Branca estará a pressionar Ucrânia a assinar proposta de paz até a próxima quinta-feira. Washington terá ameaçado retirar apoios a Kiev
- Escândalo de corrupção na Ucrânia envolve mais uma antiga responsável do Governo, Olena Duma
- Antigo ministro da Defesa da Ucrânia, que mantém cargo de relevo, nega notícia que dizia que aprovava proposta de paz
- Rússia intensifica ofensiva: 173 confrontos e bombardeamentos no leste e sul da Ucrânia só neste dia
- Ternopil. 16 pessoas continuam desaparecidas, 28 mortos confirmados
- "Provocações baratas": Ucrânia desmente tomada de Kupiansk
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Casa Branca, liderada por Donald Trump, está a pressionar a Ucrânia para aceitar uma proposta de plano de paz com a Rússia até ao Dia de Ação de Graças. Caso contrário, os Estados Unidos ameaçam retirar apoio militar e de serviços secretos à Ucrânia. O plano inclui concessões significativas, como a aceitação da anexação da Crimeia e a cedência de Donetsk à Rússia, o que tem gerado oposição tanto na Ucrânia como na União Europeia.
- Volodymyr Zelensky enfrenta uma difícil decisão entre aceitar o plano de paz dos Estados Unidos, que pode comprometer a integridade territorial da Ucrânia, ou arriscar perder o importante apoio dos EUA. Zelensky reuniu-se virtualmente com líderes europeus, incluindo Emmanuel Macron e Friedrich Merz, para discutir a proposta americana e coordenar uma resposta que garanta uma paz justa e digna para a Ucrânia.
- A ofensiva militar russa continua a intensificar-se, com combates pesados registados no leste e sul da Ucrânia. A cidade de Ternopil foi recentemente alvo de um ataque com mísseis que resultou em diversas vítimas. A situação no terreno mantém-se crítica, com inúmeras operações militares em andamento e persistentes confrontos entre as forças ucranianas e russas, especialmente na região de Pokrovsk.
- A União Europeia, sem ter sido previamente consultada sobre a proposta dos EUA, manifestou oposição ao plano de paz, recusando qualquer ideia que recompense a Rússia pela invasão da Ucrânia. Tanto líderes europeus como a ONU destacaram a importância de que qualquer solução de paz respeite a integridade territorial da Ucrânia, conforme os princípios do direito internacional e as resoluções da Assembleia Geral da ONU.
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Trump diz que se Kiev não gostar de plano de paz dos EUA pode "simplesmente continuar a lutar”
O Presidente norte-americano, Donald Trump, exerceu hoje pressão sobre a Ucrânia para que concorde com o seu plano de paz preparado com a Rússia, idealmente dentro de uma semana, frisando que a proposta “tem de ser” conveniente para Kiev.
“Tem de ser [uma proposta] aceitável para eles, e se não gostarem, bem, já se sabe, podem simplesmente continuar a lutar”, frisou o chefe de Estado norte-americano, quando questionado sobre a rejeição do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da sua proposta.
Durante uma conferência de imprensa no Sala Oval, enquanto se reunia com o presidente eleito da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, Trump recordou ainda a reunião de fevereiro com o homólogo ucraniano, quando disse categoricamente a Zelensky que este “não tinha todas as cartas na mão”.
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Presidente da República vê “com alegria” oposição da Europa a plano de “paz à custa da rendição”
O Presidente da República disse hoje que vê com alegria a oposição da Europa ao plano de paz proposto pelos Estados Unidos para o conflito entre Rússia e Ucrânia, já que tal seria “à custa da rendição” deste país.
“Eu verifico com alegria que a Europa, e muitos dirigentes europeus, considera que é inaceitável aquele plano. Verifico com alegria que a Alta Representante [da União] europeia considera isso, que alguns políticos de vários países consideram isso”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa à imprensa, no final de uma visita de Estado ao Mónaco.
O chefe de Estado precisou que vê “com alegria” a oposição da Europa ao plano de paz colocado sobre a mesa por Washington porque tal seria “deitar fora” posições defendidas ao longo dos mais de três anos de conflito e “seria um precedente gravíssimo”.
“Não podemos deixar cair a Ucrânia, não podemos deixar transformar a Ucrânia, que foi invadida, em invasor, e não podemos de repente deitar fora aquilo que são posições defendidas durante três anos perante o povo ucraniano e perante o Estado ucraniano. Ninguém compreenderia, seria um precedente gravíssimo”, declarou.
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Trump e Merz discutiram plano de paz dos EUA
Donald Trump e Friedrich Merz, o chanceler da Alemanha, falaram ao telefone sobre o plano de paz dos EUA para a Ucrânia.
Merz descreveu a conversa como “boa e confidencial”, escreve a Sky News. “Concordamos sobre os próximos passos a um nível de conselheiros. Agora vou transmitir [a informação] aos parceiros europeus”, acrescentou.
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Primeiro-ministro polaco condena ataque "brutal" em Ternopil
Donald Tusk, primeiro-ministro da Polónia, condena o “brutal ataque russo com mísseis” a um bloco de apartamentos em Ternopil, esta semana.
Há seis crianças entre os 31 mortos neste ataque, avançaram as autoridades ucranianas. Uma delas era uma criança polaca, Amelka.
“Amelka tinha sete anos. Sete. Uma criança polaca. Morreu em Ternopil durante um brutal ataque de míssil russo. Jamais poderá realizar os seus sonhos”, escreveu numa mensagem na rede social X.
“Esta guerra cruel tem de acabar e a Rússia não pode vencê-la. Porque esta também é uma guerra pelo futuro das nossas crianças”, afirma.
Amelka miała siedem lat. Siedem. Polskie dziecko. Zginęła w Tarnopolu w czasie bestialskiego rosyjskiego ataku rakietowego. Nie spełni już żadnych swoich marzeń. Ta okrutna wojna musi się zakończyć, a Rosja nie może jej wygrać. Bo to jest wojna także o przyszłość naszych dzieci.
— Donald Tusk (@donaldtusk) November 21, 2025
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Von der Leyen deixa claro que "nada sobre a Ucrânia deve ser discutido sem a Ucrânia"
Ursula von der Leyen discutiu, em conjunto com António Costa e Zelensky, a “situação atual da Ucrânia”. Numa publicação na rede social X, afirma que “desde o primeiro dia, a Europa tem estado ao lado da Ucrânia perante a agressão russa”.
“Temos trabalhado juntos para uma paz justa e sustentável com a Ucrânia e para a Ucrânia, em conjunto com os nossos amigos e parceiros.”
Sobre o telefonema, refere que foi “discutida a situação atual” na Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia clarifica que “nada sobre a Ucrânia deve ser discutido sem a Ucrânia”.
A presidente da Comissão Europeia afirma que, como passos seguintes, os líderes europeus se vão encontrar amanhã “à margem do G20 e depois em Angola, durante a reunião União Europeia-União Africana”.
Together with @eucopresident, we have spoken to President @ZelenskyyUA
From day one, Europe has stood with Ukraine in the face of Russian aggression.
We have been working for a just and sustainable peace with Ukraine and for Ukraine together with our friends and partners.…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) November 21, 2025
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Presidente da Ucrânia explica que falou com António Costa, Ursula von der Leyen e também com Mark Rutte, da NATO
Através da rede social X, Zelensky dá conta de mais telefonemas feitos hoje. Revela que falou com António Costa, presidente do Conselho Europeu, e com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
“Coloquei-os a par das propostas do lado dos EUA para o fim da guerra e dos contactos com parceiros na Europa e nos EUA”, diz Zelensky. “Todos valorizamos a América e o compromisso do Presidente Trump para acabar com a guerra e estamos a trabalhar de forma concertada para garantir que isto se torna um plano conjunto e totalmente alinhado”, diz.
Zelensky explica que já estão marcadas “várias reuniões e chamadas”.
I had a call with the @eucopresident, António Costa, and the President of the European Commission, @vonderleyen.
I briefed them on the proposals from the U.S. side for ending the war and on contacts with partners in Europe and the U.S. We all value America’s and President… pic.twitter.com/7VhSY11DCh
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 21, 2025
Numa segunda mensagem, explica ainda que falou ao telefone com Mark Rutte, secretário-geral da NATO. Recebeu condolências de Rutte pelo ataque da Rússia a Ternopil, em que morreram 31 pessoas.
“Os ucranianos, mais do que ninguém no mundo, querem um fim para esta guerra, que as mortes parem e que seja atingida uma paz digna”, escreve Zelensky. Afirma que discutiu com Rutte “as opções diplomáticas disponíveis e o plano proposto pelos EUA”.
“Já estamos a trabalhar de forma rápida e construtiva para garantir que tem sucesso. Estamos a coordenar os nossos próximos passos conjuntos.”
I spoke with @SecGenNATO Mark Rutte.
Mark expressed his condolences over Russia’s horrific attack on Ternopil. Thirty-one people were killed, including six children. Search-and-rescue operations at the site of this tragedy are still ongoing.
Ukrainians, more than anyone else… pic.twitter.com/1vIzC4S19M
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 21, 2025
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Putin diz que plano "pode servir de base a solução pacífica definitiva", mas afirma que texto "não está a ser discutido com a Rússia"
Vladimir Putin, Presidente da Rússia, afirma que “o plano de 28 pontos para a Ucrânia pode servir de base para uma solução pacífica definitiva”, segundo informações citadas pela agência TASS.
No entanto, o Presidente russo acrescenta que “o texto não está a ser discutido em detalhe” com a Rússia.
“E consigo adivinhar porquê. Acredito que a razão seja a mesma: a administração dos EUA ainda não conseguiu assegurar o acordo do lado ucraniano. A Ucrânia está contra ele”, cita a TASS.
Entrada atualizada às 18h11
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Guterres defende respeito pela "integridade territorial" ucraniana
O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu hoje que qualquer “solução de paz” para a Ucrânia deve respeitar a “integridade territorial”, na véspera de uma reunião do G20 em Joanesburgo.
Questionado numa conferência de imprensa em Joanesburgo sobre o plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos, Guterres enfatizou que o projeto não foi apresentado formalmente à ONU pelos Estados Unidos ou qualquer outra entidade.
“Não estamos familiarizados com esse plano (…). Estamos a falar de algo que apareceu na imprensa, mas nunca foi apresentado formalmente pelos Estados Unidos”, declarou o líder da ONU.
Mas um plano de paz deve respeitar a Carta da ONU e o direito internacional, frisou.
“Uma solução de paz para a Ucrânia, em consonância com esses princípios, também respeitaria as resoluções da Assembleia Geral (da ONU), que afirmam claramente que a integridade territorial da Ucrânia, e em geral a integridade territorial dos Estados em todo o mundo, deve ser respeitada”, insistiu do secretário-geral.
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"Falámos durante quase uma hora." Zelensky confirma telefonema com JD Vance e diz que Ucrânia “sempre respeitou e continua a respeitar EUA"
“Falámos durante quase uma hora com o vice-presidente dos EUA JD Vance e o Secretário do Exército dos EUA Dan Driscoll”, escreve Zelensky na rede social X.
“Conseguimos cobrir muitos dos pormenores das propostas do lado dos EUA para acabar com a guerra e estamos a trabalhar para fazer um caminho para uma forma digna e verdadeiramente eficaz para conquistar uma paz duradoura”, escreve o Presidente ucraniano.
“Estou agradecido pela atenção e disposição para trabalharem em conjunto connosco e com os nossos parceiros. Concordámos em trabalhar com os EUA e a Europa a um nível de conselheiros nacionais para abrir um caminho para a paz realmente atingível.”
A Ucrânia “sempre respeitou e continua a respeitar os EUA”, diz Zelensky, falando também no respeito “pelos desejos de Donald Trump de pôr fim à guerra”. Zelensky afirma que vêem “todas as propostas realistas de forma positiva”.
“Concordámos em manter contacto constante e as nossas equipas estão prontas para trabalhar 24 horas, sete dias por semana.
We spoke for almost an hour with U.S. @VP JD Vance and @SecArmy Dan Driscoll. We managed to cover a lot of details of the American side’s proposals for ending the war, and we’re working to make the path forward dignified and truly effective for achieving a lasting peace. I’m… pic.twitter.com/h3uVlnxv2H
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 21, 2025
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Trump confirma que deu prazo à Ucrânia para assinar plano de paz até ao Dia de Ação de Graças
Donald Trump confirmou que deu a próxima quinta-feira, Dia de Ação de Graças, como prazo para a Ucrânia assinar a proposta de plano de paz.
Em entrevista à Fox Radio, o Presidente dos EUA refere que o prazo pode ser prolongado se as discussões “correrem bem”. No entanto, a Casa Branca acredita que 27 de novembro, a próxima quinta-feira, “é uma altura apropriada”.
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Zelensky terá discutido plano de paz com JD Vance
O Presidente da Ucrânia terá discutido através de chamada o plano de paz com JD Vance, vice-presidente dos EUA. A informação está a ser avançada por meios como a CBS News ou a Reuters.
Kristin Brown, correspondente da CBS News na Casa Branca, avança na rede social X que a informação foi confirmada por um oficial ucraniano.
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UE espera que EUA mantenham decisão sobre sanções à Rússia
A União Europeia (UE) espera que os Estados Unidos da América (EUA) cumpram com a decisão de avançar com sanções contra a Rússia a partir de hoje, disse, em Bruxelas, a responsável pela diplomacia europeia.
“Hoje é o dia em que as sanções dos EUA contra a Rússia devem entrar em vigor, espero que não haja uma decisão de as adiar”, disse a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, em conferência de imprensa, em Bruxelas.
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Plano da Casa Branca para a paz. Zelensky recusa "trair" ucranianos e admite perder "aliado-chave", os EUA
Volodymyr Zelensky, numa mensagem transmitida nesta sexta-feira, afirmou que a Ucrânia está “num dos momentos mais difíceis” da sua História – comentário ao plano apresentado pelos EUA.
Zelensky diz que a Ucrânia enfrenta uma “escolha muito difícil: arriscar perder um parceiro-chave – os EUA – ou perder a dignidade do país”.
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Zelensky discute proposta norte-americana com Macron, Starmer e Merz
Volodymyr Zelenskyy, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Friedrich Merz reuniram-se à distância esta sexta-feira. O tema em cima da mesa foi a proposta norte-americana para terminar o conflito na Ucrânia, como revela o Presidente ucraniano numa nota publicada nas redes sociais.
“Os líderes valorizam os esforços dos EUA, do Presidente Trump e da sua equipa com o objetivo de acabar com esta guerra, e estamos a trabalhar no documento preparado pelo lado americano. Este tem de ser um plano que garante uma paz verdadeira e digna”, escreve Zelensky.
“Os líderes estão a coordenar-se estreitamente para garantir que as posições de princípio sejam levadas em consideração”, conclui o Chefe de Estado.
I held a meeting with Ukraine’s Minister of Foreign Affairs Andrii Sybiha and our diplomatic team. We are working to ensure that Ukraine’s national interests are taken into account at every level of our relations with partners. Right now, there are meetings, calls, and work on… pic.twitter.com/vQl47aHVRq
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 21, 2025
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Polónia acusa Rússia de terrorismo de Estado
O objetivo da Rússia consiste em “destruir a vida humana e desestabilizar os alicerces do Estado polaco”, disse Tusk, afirmando que “atos de diversão organizados pelo Kremlin ultrapassaram uma linha”.
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Casa Branca estará a pressionar Ucrânia a assinar proposta de paz até a próxima quinta-feira. Washington terá ameaçado retirar apoios a Kiev
A Casa Branca estará a pressionar a Ucrânia para assinar a nova proposta para um acordo de paz até à próxima quinta-feira — dia da ação de graças nos EUA e data importante para o país —, ameaçando a retirada de apoio norte-americano para solucionar o conflito, de acordo com fontes citadas pelo Washington Post.
Segundo o jornal, os EUA estão a enviar “sinais” que todos os apoios podem sair da mesa caso Kiev decida não assinar a proposta apresentada por Washington.
De acordo com a Reuters, na “mesa” estão apoios a nível de serviços secretos e de armamento. Caso Kiev recuse negociar a proposta norte-americana com Moscovo, a Casa Branca admite vir a retirar ditos apoios.
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Kremlin diz que existem cerca de 5 mil ucranianos encurralados na região de Kharkiv
O Kremlin diz que cerca de 5.000 militares ucranianos estão encurralados na margem oriental do rio Oskil, na região de Kharkiv, cita a agência Reuters.
Esta informação vem poucas horas depois de as forças russas terem dito que haviam ocupado a cidade de Kupiansk — apesar de Kiev ter vindo desmentir as alegações avançadas por Moscovo.
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Rússia aconselha Zelensky a negociar já para não perder mais território
A presidência russa (Kremlin) advertiu hoje o Presidente ucraniano de que deve negociar o fim da guerra, sob pena de a Ucrânia perder novos territórios, na sequência da divulgação de um plano de paz norte-americano.
“É melhor negociar e fazê-lo agora do que mais tarde. O espaço para tomar decisões para ele [Volodymyr Zelensky] reduz-se à medida que perde territórios” face à ofensiva das forças russas, afirmou o porta-voz do Kremlin.
Dmitri Peskov disse também que a Rússia não recebeu oficialmente os detalhes da proposta dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
O plano prevê que a Ucrânia ceda à Rússia Donetsk (leste) e reconheça a anexação da Crimeia, ocorrida em 2014, segundo várias fontes citadas pela comunicação social internacional.