Momentos-chave
- Apresentação das Forças Armadas Portuguesa a Seguro será em Santarém
- Resultado de Carneiro nos 97,1%. Já só falta apurar votos de militantes no estrangeiro
- Carneiro diz que "ampla" votação lhe dá "especiais responsabilidades" e também o habilita a ser o candidato do PS a primeiro-ministro
- Reforma laboral: PS "nunca aceitará propostas que ofendam direitos dos jovens e dos mais vulneráveis"
- Carneiro dá prioridade aos jovens e manda PS recuperar a "confiança", "passo a passo, rua a rua"
- Carneiro diz que é "o líder político mais votado" e que o país tem "grande desilusão" com o Governo
- Carneiro reeleito líder do PS com 96,9% dos votos
- José Luís Carneiro discursa esta noite em Lisboa após reeleição, que está garantida
- Carneiro confiante em "grande taxa de aceitação, que poderá andar acima dos 95%"
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta segunda-feira a acompanhar a atualidade política nacional aqui.
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Apresentação das Forças Armadas Portuguesa a Seguro será em Santarém
No próximo dia 28 de março o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas vai presidir à cerimónia militar de apresentação das Forças Armadas Portuguesas, que terá lugar na cidade de Santarém.
Uma nota no site da Presidência da República refere que a cerimónia, inserida no início de funções do Presidente António José Seguro, “reafirma o vínculo institucional entre as Forças Armadas portuguesas e o Chefe de Estado”.
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Chega chama governador do Banco de Portugal ao Parlamento para explicar reforma "imoral" de Mário Centeno
O líder do Chega considera “imoral” a reforma de Mário Centeno e diz que o atual governador, Álvaro Santos Pereira, deve dar explicações no Parlamento sobre o acordo entre Centeno e o banco.
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Carla Eliana Tavares é a nova presidente das Mulheres Socialistas
Nestes dois dias também houve votação para a líder das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, um departamento nacional do partido que a partir de agora passa a ser liderado por Carla Eliana Tavares.
A presidente que vai suceder a Elza Pais foi eleita com 64,5% dos votos (5.413) contra os 30,2% (2.536) conquistados por La Sallete Marques. Nesta eleição, que decorreu ao mesmo tempo que a de secretário-geral do PS, houve 369 votos brancos e 82 nulos, de acordo com os dados divulgados pelo partido.
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Resultado de Carneiro nos 97,1%. Já só falta apurar votos de militantes no estrangeiro
Neste momento estão apurados 96% dos votos de todas as secções do PS (faltam apurar 24 secções) e a percentagem da vitória de José Luís Carneiro vai nos 97,1%, de acordo com os dados disponibilizados pelo partido.
Votaram 55,3% dos militantes socialistas (21.848) e 21.219 votaram em José Luís Carneiro. Até agora foram registados 483 votos em branco e 145v nulos. Carneiro elegeu também 648 delegados ao congresso (quando ainda falta apurar 23 delegados).
Os resultados finais só ficarão apurados na próxima segunda-feira, com a contagem dos votos das secções do PS no estrangeiro.
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Carneiro diz que "ampla" votação lhe dá "especiais responsabilidades" e também o habilita a ser o candidato do PS a primeiro-ministro
Quanto à sua votação esta noite, José Luís Carneiro diz que “exprime uma ampla vontade, plural e diversa, mas convergente com a liderança do PS.”
A votação, diz, “atribui especiais responsabilidades” à sua liderança, sendo “uma das principais o respeito pela diversidade de opiniões e a pluralidade das expressões internas”. Diz também ter está “habilitado” para, no futuro, ser candidato a primeiro-ministro.
Depois desta reeleição, disse também que espera agora uma reunião com o novo Presidente da República, em Belém, repetindo que está disponível “para construir soluções de confluência em áreas de soberania”, como a defesa ou a segurança interna.
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Reforma laboral: PS "nunca aceitará propostas que ofendam direitos dos jovens e dos mais vulneráveis"
O líder do PS é agora questionado sobre as expectativas que tem para as negociações da reforma laboral e diz que o PS “nunca aceitará propostas que ofendam os direitos dos mais jovens, os direitos das mulheres trabalhadores e ofensas aos trabalhadores mais vulneráveis”.
O PS só estará disponível, diz Carneiro, para validar o que contribua para para a adaptação da economia à transição digital e à inteligência artificial: “Estaremos naturalmente abertos para o diálogo”. Para já, deixa a negociação para a concertação social.
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Carneiro dá prioridade aos jovens e manda PS recuperar a "confiança", "passo a passo, rua a rua"
Também diz que notou no país “esperança” com o PS, por ter “as prioridades certas”, enumerando: uma habitação “digna”, uma saúde que cuida, uma economia “competitiva”. Mas a “prioridade” é arranjar respostas para os jovens “que não estudam e não trabalham”.
Promete “ir ao terreno saber quem são e onde estão” para “montar um projeto político” destinado a estes eleitores, sobretudo com “visitas às empresas e às estruturas de formação técnica e profissional.”
Carneiro diz que acredita que o partido será capaz de “devolver a confiança aos portugueses, passo a passo, rua a rua”. Encerra a curtíssima intervenção a dizer que o PS “é o grande partido da esperança e da casa comum da democracia.”
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Carneiro diz que é "o líder político mais votado" e que o país tem "grande desilusão" com o Governo
O líder do PS reeleito faz agora uma intervenção na sede nacional do partido, em Lisboa, e começa pelos agradecimentos e por assinalara que é “o líder político mais votado de todos os líderes que se encontram na Assembleia da República”.
Fala também na volta que deu ao país, para estas eleições, e das pessoas com quem falou, dizendo que ouviu “uma grande desilusão” e “desencanto” com um Governo a que “tantos independentes deram o seu voto”, refere.
“Desencanto com um governo que prometeu tudo a todos – e que agora, todos os dias, falha tanto a a todos”.
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Carneiro reeleito líder do PS com 96,9% dos votos
José Luís Carneiro foi reeleito líder do PS com 96,9% dos votos contados até agora — estão 87% das seções do partido apuradas (falta apurar 91, sobretudo no distrito de Coimbra e no estrangeiro). O socialista concorreu à liderança pela terceira vez e, tal como há nove meses, novamente sem adversários.
A taxa de participação nestas diretas do PS foi de 53,3% (de 20.636 votantes), ainda de acordo com os números provisórios avançados pelo partido. Carneiro teve 20.012 votos na sua candidatura única e houve também 489 votos em branco e 135 nulos.
Nas diretas de junho passado, Carneiro foi eleito com 95,4% (17.434 votos), quando houve 701 votos em brancos e 128 nulos. Nessa altura a taxa de participação foi de 48,9%.
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José Luís Carneiro discursa esta noite em Lisboa após reeleição, que está garantida
Depois de votar em Baião, a meio da tarde, José Luís Carneiro dirigiu-se para Lisboa, onde estará logo à noite, na sede do PS, para uma declaração após serem conhecidos os resultados finais.
A maioria das federações já votaram na sexta-feira, sendo que hoje já só foram a votos seis estruturas.
Em 2025, José Luís Carneiro, também candidato único, foi eleito com 95,4% dos votos — 17.434 votos num universo de cerca de 18 mil eleitores votantes, que representaram 48,9% dos militantes que podiam votar.
O universo de eleitores das eleições desta sexta e sábado é composto por 39.487 militantes.
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Carneiro confiante em "grande taxa de aceitação, que poderá andar acima dos 95%"
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, votou esta tarde em Baião, e disse aos jornalistas ter indicação de que a sua candidatura — única — está a ter uma “grande aceitação” e uma “baixa taxa de rejeição” por parte dos militantes.
“Os militantes podem abster-se ou votar em branco”, disse Carneiro, acrescentando que as indicações que tem são de que esses números são muito baixos.
“Os nossos militantes estão a sentir-se representados no caminho e no modo de fazer oposição”, disse, após garantir estar à espera de uma “grande taxa de aceitação, que poderá andar acima dos 95%”.
Em declarações aos jornalistas no local, Carneiro frisou que o PS está empenhado numa “oposição firme e responsável” ao Governo e distanciou-se de outras formas de fazer oposição, por exemplo a do Chega.
“Um elástico que esteja sempre esticado perde a força”, comparou. “Deve-se criticar quando deve ser criticado. Mas devem-se apresentar propostas alternativas e exequíveis.”
Sublinhando que pretende estar “à altura desta responsabilidade” para “servir o país”, Carneiro deixou também críticas ao Governo, com o qual, diz, os portugueses estão “desiludidos”.
Para Carneiro, o Governo não conseguiu responder a várias “expectativas” dos portugueses. O secretário-geral do PS acusou o executivo de Luís Montenegro de “insensibilidade e incompetência” nas repostas a todos os temas, incluindo a saúde, os salários e os rendimentos, mas também de falta de capacidade na execução do PRR e dos apoios à região centro após a tempestade Kristin.
Questionado sobre o modo como o Governo está a dar resposta aos impactos globais da guerra no Irão, Carneiro também deixou críticas e lembrou que o primeiro-ministro devia de imediato avançar com medidas para mitigar os impactos em três domínios: combustíveis, bens alimentares e aumento dos custos com empréstimos à habitação.
“Formulámos as nossas críticas mas apresentámos um caminho alternativo”, afirmou, acrescentando que o Governo “não ouviu” o PS, mas que poderá acabar por “dar o dito por não dito”.
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Boa tarde.
Abrimos este liveblog para acompanhar, ao longo da tarde e noite deste sábado, o desfecho das eleições diretas no Partido Socialista.
José Luís Carneiro, o atual secretário-geral do PS, é o único candidato, pelo que a reeleição está garantida — e o próprio já disse, esta tarde, que espera um apoio acima dos 95%.
Esta noite, após o fecho das urnas, Carneiro fará um discurso a partir da sede do PS, em Lisboa.