Momentos-chave
- Montenegro defende política de imigração e segurança em Faro
- Líder parlamentar do BE recusa ter divulgado informação sobre primeiro-ministro
- Líder do PS diz que só soube por notícias que PM tinha entregado registo de clientes
- BE acusa Montenegro de fugir a explicações, PCP diz que PM já se devia ter demitido
- Pedro Nuno Santos acusa Governo de usar dinheiro público para fazer campanha
- Mariana Mortágua realça que Montenegro é que estava "em atraso" com informações
- Montenegro canta "Sonhos de Menino" com Tony Carreira em São Bento
- André Ventura acusa Montenegro de ser "empresário a tempo inteiro" e de distribuir "milhões" a pessoas próximas
- Tony Carreira atua em São Bento e Luís Montenegro entoa as músicas no meio do público
- Montenegro "está desde início a fugir aos esclarecimentos" e informações são libertadas "a ferros", diz líder do PS
- Primeiro-ministro diz que não divulgou nova declaração de interesses e que entregou elementos no prazo fixado
- Montenegro diz que serviços prestados a empresas "foram limitados" e recusa interferência em contratos com o Estado
- Leitão responde a Hugo Soares que dados iriam "necessariamente ser públicos": "Vamos com calma"
- PSD pediu à Entidade da Transparência que divulgue quem acedeu "indevidamente" ao processo de Montenegro
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura dos eventos de política nacional.
Pode acompanhar todos os novos desenvolvimentos desta sexta-feira no liveblog que agora encerramos. Obrigada por estar connosco.
Legislativas. Luís Montenegro foi “demolidor” no frente-a-frente com Pedro Nuno, diz Albuquerque
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Montenegro defende política de imigração e segurança em Faro
O presidente do PSD, Luís Montenegro, defendeu hoje a política de imigração e de segurança do Governo, reafirmando a necessidade de haver regras na entrada no país para garantir que quem entra de forma legal tem condições de vida dignas.
Luís Montenegro afirmou que, quando começou a falar na necessidade de haver segurança de proximidade e pôr regras para a entrada no país, foi alvo de “impropérios” e apelidado de “extremista” pela oposição, mas considerou que acabar com a manifestação de interesse para a entrada em Portugal foi correta e travou o fluxo desordenado de imigrantes no território nacional.
Para o líder do PSD, a prova de que a política seguida pelo Governo que dirige é correta é demonstrada no “reconhecimento, ainda que envergonhado”, do PS e do seu secretário-geral de que a opção tomada pelo executivo está “na linha correta”.
“Mas é preciso lembrar aos eleitores quem é que definiu a estratégia, quem é que a está a executar, quem é que acredita verdadeiramente nela antes de haver eleições, agora que há eleições e depois de haver eleições, quem é que está sempre no mesmo trilho. E o mesmo se diga da imigração, também fomos alvo de grandes impropérios (…)”, argumentou.
Luís Montenegro lembrou que, quando disse na última campanha eleitoral “que a porta não pode estar escancarada”, mas também não se pode “ter a porta fechada”, foi criticado e apontou o exemplo do Algarve como uma região onde a entrada desregulada de imigrantes estava a descaracterizar a sua essência.
“O Algarve é a região tipo para explicar qual é a política correta de imigração É a região que não pode ter a porta aberta, porque se tiver a porta aberta completamente escancarada, fica descontrolada, fica absolutamente descaracterizada, perde o seu apelo, perde a sua atratividade, desequilibra o esteio social que garante a atração de turistas e aqueles que aqui vêm voltam ou dizem a outros para cá virem”, sustentou.
O líder do PSD disse que a região também “não quer a porta encerrada, fechada à chave com trancas”, porque se “não tiver uma imigração regulada com a possibilidade de integrar cidadãos que venham de outros países para ajudar a força de trabalho”, fica sem capacidade de resposta para “poder ter a sua economia ativa, competitiva”, para aproveitar o seu “potencial”.
“Depois de acabarmos com a manifestação de interesse, a diminuição do número de pedidos foi entre 60 ou 80%, consoante os meses. Aqueles teóricos que diziam que a diminuição de interesse não tinha um efeito de chamada, eu acho que os números são elucidativos, sem manifestação de interesse a diminuição foi enorme”, exemplificou.
O presidente social-democrata lamentou também que PS e Chega, partidos que têm dominado as votações na região à frente do PSD, estejam nos “antípodas” em matéria de imigração e tenham votado em conjunto para rejeitar propostas da coligação de direita no Governo.
Luís Montenegro lembrou que o PS tem dominado as eleições nos últimos anos no Algarve, região onde o Chega foi o partido mais votado nas eleições legislativas de há 11 meses, mas considerou que a região teve pouco benefício com isso e apelou ao voto na AD-Coligação PSD/CDS para o escrutínio que vai eleger os deputados da Assembleia da República a 18 de maio.
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Montenegro defende política de imigração e segurança em Faro
O presidente do PSD, Luís Montenegro, defendeu hoje a política de imigração e de segurança do Governo, reafirmando a necessidade de haver regras na entrada no país para garantir que quem entra de forma legal tem condições de vida dignas.
Luís Montenegro afirmou que, quando começou a falar na necessidade de haver segurança de proximidade e pôr regras para a entrada no país, foi alvo de “impropérios” e apelidado de “extremista” pela oposição, mas considerou que acabar com a manifestação de interesse para a entrada em Portugal foi correta e travou o fluxo desordenado de imigrantes no território nacional.
Para o líder do PSD, a prova de que a política seguida pelo Governo que dirige é correta é demonstrada no “reconhecimento, ainda que envergonhado”, do PS e do seu secretário-geral de que a opção tomada pelo executivo está “na linha correta”.
“Mas é preciso lembrar aos eleitores quem é que definiu a estratégia, quem é que a está a executar, quem é que acredita verdadeiramente nela antes de haver eleições, agora que há eleições e depois de haver eleições, quem é que está sempre no mesmo trilho. E o mesmo se diga da imigração, também fomos alvo de grandes impropérios”, argumentou.
Luís Montenegro lembrou que, quando disse na última campanha eleitoral “que a porta não pode estar escancarada”, mas também não se pode “ter a porta fechada”, foi criticado e apontou o exemplo do Algarve como uma região onde a entrada desregulada de imigrantes estava a descaracterizar a sua essência.
“Depois de acabarmos com a manifestação de interesse, a diminuição do número de pedidos foi entre 60 ou 80%, consoante os meses. Aqueles teóricos que diziam que a diminuição de interesse não tinha um efeito de chamada, eu acho que os números são elucidativos, sem manifestação de interesse a diminuição foi enorme”, exemplificou.
O presidente social-democrata lamentou também que PS e Chega, partidos que têm dominado as votações na região à frente do PSD, estejam nos “antípodas” em matéria de imigração e tenham votado em conjunto para rejeitar propostas da coligação de direita no Governo.
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Pedro Delgado Alves critica ameaças e "expressões perturbadoras" do PSD sobre divulgação de registo de interesses de Montenegro
Pedro Delgado Alves volta a falar sobre o caso da divulgação da declaração de interesses de Luís Montenegro, desta vez na SIC Notícias.
O deputado do PS nega que tenha sido o responsável pela divulgação da declaração de interesses do primeiro-ministro e lembra que “em todas estas declarações, a parte de registo de interesses é de publicação obrigatória no site da entidade para a transparência”.
O socialista frisa que não havia restrições à informação apresentada por Montenegro, nomeadamente de sigilo profissional. “Em todos os campos que estão em cada pergunta expressa da plataforma todas estão preenchidas com não”, explicou. “Se tivesse acontecido, até a plataforma não deixava aceder à informação.”
“Estas matérias não são sigilosas, não são confidenciais, estas matérias não estão sujeitas a regime de segredo.”
Em relação às declarações feitas por deputados do PSD, como Hugo Carneiro, Pedro Delgado Alves considera que “a cabeça perdida às vezes leva as pessoas a fazerem coisas irrefletidas e incompreensíveis”.
“Mas não, o PSD vem fazer ameaças , insinuar que há fugas de informação e até fazer ameaças, enfim, perturbadoras no quadro do Estado de direito, sobre a necessidade de investigar. Usa expressões ameaçadoras como ‘ir até às últimas consequências’, ver telemóveis de jornalistas…”
“Em que regime estamos quando um partido político fundador da democracia, construtor das bases do Estado de direito, está a sublinhar que quer descobrir eventualmente de onde vem informação que é pública e que a lei determina que é pública”, questiona.
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Líder parlamentar do BE recusa ter divulgado informação sobre primeiro-ministro
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, disse hoje que não foi ele quem divulgou a declaração do primeiro-ministro à comunicação social e defendeu que essa informação deveria estar disponível para consulta pública.
“O PSD quer saber se entreguei ao Expresso a declaração de interesses de Montenegro. Não fui eu”, escreveu o dirigente bloquista na rede social X.
Na mesma publicação, Fabian Figueiredo defendeu que “o essencial” é que “há mais de um ano que essa informação devia estar disponível para consulta do público e dos jornalistas”.
“A palavra transparência vem no dicionário”, remata o líder parlamentar do BE.
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Líder do PS diz que só soube por notícias que PM tinha entregado registo de clientes
O líder do PS assegurou hoje que antes do debate televisivo com o primeiro-ministro só sabia da entrega do registo de interesse com nomes dos clientes da Spinumviva através uma notícia.
“Fiquei a saber quando fui para o debate que havia uma notícia que dava nota de que o primeiro-ministro tinha entregado no seu registo de interesse o nome dos clientes” da Spinumviva, afirmou Pedro Nuno Santos quando questionado pelos jornalistas numa ação de rua em Rabo de Peixe, nos Açores.
O presidente do PSD, Luís Montenegro, assumiu hoje que há indícios de que o PS “tem muito mais a ver” com a divulgação dos clientes da empresa Spinumviva e reiterou que não difundiu nem promoveu a difusão do documento.
O Observador avançou que Delgado Alves assumiu numa reunião no Parlamento ter acedido a informação que o primeiro-ministro e líder do PSD enviou à Entidade para a Transparência e que partilhou informação com Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda.
Pedro Nuno Santos considerou que “Pedro Delgado Alves, como outro deputado, tem acesso, e é suposto ter, ao site da Entidade para a Transparência”.
O líder socialista considerou que Pedro Delgado Alves fez “o seu trabalho enquanto deputado”.
“Não vamos misturar: aquilo que é relevante é termos alguém a liderar os destinos do país que oculta informação que é suposto dar”, afirmou.
De acordo com o secretário-geral do PS, “o pior que se podia fazer é ir atrás do jogo que o PSD está a fazer hoje para tentar mascarar aquilo que é verdadeiramente importante, que é um primeiro-ministro ocultar informação”.
Segundo Pedro Nuno Santo, o facto de a informação “não ter sido dada há um ano não permite que se faça o controlo de eventuais conflitos de interesse”.
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As fotografias da manifestação do 1.º de Maio em Lisboa
O Dia do Trabalhador é esta quinta-feira celebrado em todo o país, com as centrais sindicais CGTP e UGT a promoverem manifestações e iniciativas pela valorização dos trabalhadores.
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André Ventura diz que declaração de interesses de Montenegro "devia ser conhecida há dois meses"
André Ventura, líder do Chega, considera que é preciso avançar a discussão à volta da Spinumviva e não centrar atenções em quem divulgou a informação sobre a nova declaração de interesses de Luís Montenegro.
“Não podemos estar a discutir quem é que pode ter pegado na informação e deu aos jornalistas”, afirma durante uma arruada em Tomar, em declarações aos jornalistas transmitidas pela SIC Notícias.
“Isto não devia ser sigiloso”, diz Ventura, “devia ser conhecido há dois meses”.
“O que é que importa: quem acedeu à declaração ou as empresas estarem a pagar ao primeiro-ministro?”, questiona Ventura.
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"Primeiro-ministro, Governo e líder parlamentar do PSD estão mais preocupados com informação ser conhecida do que responder às questões"
Marcos Perestrello, do PS, considera que o “primeiro-ministro, o Governo e o líder parlamentar do PSD estão mais preocupados com o facto de informação ter sido conhecida do que responder às questões que se colocam sobre essa informação”, nomeadamente se a declaração de interesses conhecida inclui “todos os clientes” e explicações sobre “o pico de faturação ou o valor dos contratos”.
O PS apenas “pode afirmar que não divulgou essa informação à comunicação social”, diz o porta-voz de campanha em conferência de imprensa. “Mas também acrescento que, do nosso ponto de vista, isso não é facto essencial”, assegura. “A informação é informação que foi entregue pelo primeiro-ministro um ano depois de quando deveria ter sido entregue.”
Em relação a Pedro Delgado Alves, Perestrello explica que “o deputado do PS já afirmou perentoriamente que não divulgou” a declaração de interesses de Montenegro. “Informou que consultou porque foi notificado — a informação é entregue para ser conhecida dos deputados e depois pelo público.”
Já questionado sobre o evento na residência do primeiro-ministro, “São Bento em Família”, Perestrello atira que é “mais uma ação de campanha a que o Governo se dedica, substituindo o PSD”.
“O primeiro-ministro foi imediatamente a seguir fazer uma ação de campanha para a Ovibeja, anunciar estradas e autoestradas sem se perceber bem em que qualidade falava sobre as atividades do PSD”, declara.
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Debate Coimbra: a saúde e o metro do Mondego
Pedro Delgado Alves (PS), Rita Alarcão Júdice (AD) e Paulo Seco (CH) debatem a saúde e o Hospital de Coimbra e ainda o metrobus do Mondego.
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Marcos Perestrello acusa Montenegro e PSD de "padrão de opacidade e falta de transparência" e garante que não foi PS que divulgou informação
Marcos Perestrello, do PS, garante que “não foi o PS que divulgou a lista de clientes da Spinumviva”. Em conferência de imprensa esta tarde, o porta-voz de campanha do PS para as legislativas, refere que o país continua “sem saber se é a lista completa”.
O socialista fala numa “manobra de diversão” e acusa Luís Montenegro e o PSD de terem um “padrão de opacidade e falta de transparência” sobre o caso Spinumviva. “Para o PSD parece haver problema na lista de clientes ter sido tornada pública, mas não existe problema nenhum em lista de clientes ter estado escondida durante um ano”, atira.
“O que interessa saber é quando foram feitos os contratos e a explicação para clientes da empresa do primeiro-ministro terem tido picos de faturação ao Estado em negócios que atingiram quase os 100 milhões de euros”, continua.
Também defende que é “preciso explicação para o facto do concurso da concessão de jogo, hoje atribuída ao cliente Solverde, que expira no final de 2025, não ter sido já lançado conforme recomendações do Turismo de Portugal que foram entregues ao Governo na pasta de transição, que recomendava que o concurso estivesse pronto para lançamento em outubro de 2024”.
O socialista repete que esta situação “merecia uma explicação do primeiro-ministro, do PSD e não uma manobra de diversão para nos distrair do que é essencial”.
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BE acusa Montenegro de fugir a explicações, PCP diz que PM já se devia ter demitido
O BE acusou hoje o primeiro-ministro de “fugir a explicar o caso Spinumviva” e considerou que deveria ter apresentado todas as declarações, enquanto o PCP defendeu que Luís Montenegro já se podia ter demitido.
Em declarações aos jornalistas à margem da manifestação do 1.º de Maio, organizada pela CGTP, em Lisboa, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, considerou que o primeiro-ministro “tinha de ter declarado aquelas empresas há muito tempo, é sua obrigação legal declarar”.
Para a coordenadora do BE, “quem está em falha é o primeiro-ministro, que não fez a declaração que tinha de ter feito”. “É irónico que no Dia do Trabalhador, em que queremos lutar pelos direitos de todos os trabalhadores e de quem faz tanto esforço para chegar ao final do mês e pagar as suas contas, estejamos a discutir as avanças do primeiro-ministro quando deixou a sua carreira política”, afirmou.
Mariana Mortágua acusou ainda Luís Montenegro de estar “a fugir a explicar o caso da Spinumviva desde o início” e de ter “arrastado o país por uma crise política para não dar explicações” sobre a empresa que fundou e que é agora dos seus filhos.
Também em declarações aos jornalistas depois de saudar a manifestação, uns metros mais à frente, o secretário-geral do PCP afirmou que as informações que já eram conhecidas sobre o caso Spinumviva “tinham sido suficientes para que o primeiro-ministro se tivesse demitido” e acusou Montenegro de “empurrar com a barriga”. “Teria dado um grande contributo à democracia”, salientou.
Paulo Raimundo admitiu que o caso possa contaminar a campanha eleitoral que arranca oficialmente no domingo, mas garantiu que isso não acontecerá com o PCP, apesar de antecipar que serão conhecidos novos dados no futuro.
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IL quer campanha positiva sem discussão sobre problemas pessoais
O líder da Iniciativa Liberal considerou hoje que a campanha eleitoral das legislativas deve ser positiva e para discutir o que é importante para o país e não uma “permanente discussão” dos problemas pessoais dos líderes.
Rui Rocha falou hoje à tarde aos jornalistas em Bragança, onde esteve a visitar a Feira do Artesanato que decorre naquela capital de distrito. O responsável pela IL catalogou o debate de quarta-feira entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos como “amargo, com questões pessoais, que há muito deviam estar resolvidas”, e que impedem de discutir o que tem interesse para Portugal.
Rui Rocha reagiu assim às notícias de hoje do Correio da Manhã e da CNN Portugal, que referem que duas das empresas clientes da Spinumviva (empresa fundada por Luís Montenegro e que passou recentemente para os seus filhos), que já tinham relações com o Estado, conseguiram contratos de milhões de euros já durante o Governo liderado pelo atual primeiro-ministro.
“(…) Entretanto, os problemas do país continuam. (…) E nós não podemos fazer desta campanha uma permanente discussão das questões pessoais de Luís Montenegro e de Pedro Nuno Santos. Por isso, digo ao país: vamos falar dos problemas sérios que o país tem (…)”, afirmou Rui Rocha, acrescentando que da parte da IL a campanha será “pela positiva”.
Contudo, Rui Rocha considerou que “não se pode deixar de responsabilizar aqueles que não tomaram as medidas certas no momento certo e que trouxeram instabilidade ao país” e, por consequência, estas eleições Legislativas antecipadas, considerou.
“Com esta instabilidade estão a impedir uma discussão que o país tem. Ainda ontem [quarta-feira] assistimos a um debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, que, além de ter sido um debate amargo, com questões pessoais que deviam estar há muito resolvidas, demonstrou que há muito poucas soluções e muito poucas diferenças entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata”, disse Rui Rocha.
Sobre o que espera para esta campanha, que arranca oficialmente no domingo, Rui Rocha garantiu que a IL vai fazê-la pela “positiva e trazendo solução”, ao passo que espera de outros partidos, que afirmou estarem vazios de soluções, continuem uma campanha de “atrito e de lavar roupa suja em público”. “Não contem com a IL para isso”, rematou o líder dos liberais.
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Conferência Episcopal apela aos candidatos para que discutam programas
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa apelou hoje aos candidatos às legislativas de dia 18 para que “discutam programas, perspetivas do país”, “modelos de governação e perspetivas de organização do aparelho de Estado para dar confiança às pessoas”.
É necessário “ter debates sérios no país, (…) mas sem “serem simplesmente acusações mútuas ou de casos que tantas vezes são fáceis de manipular”.
Este debate servirá para “saber qual é a seriedade dos programas e das vantagens e desvantagens de cada programa” para se poder ter uma posição na hora de votar.
José Ornelas apelou também ao voto e sublinhou que escolher quem governa o país “não é uma opção, é um dever”.
Falando no final da 211.ª Assembleia Plenária da CEP, em Fátima, no concelho de Ourém, no distrito de Santarém, José Ornelas lembrou os 50 anos das primeiras eleições livres em Portugal, algo que disse não deitar “água baixo”.
“Votar não é uma opção, é um dever. E é para todos. Porque isto também significa a nossa forma de dizer aos políticos: olhem que nós estamos atentos. Não é lançar nenhuma dúvida sobre quem nos governa, mas significa que apoiamos aqueles que julgamos que governam bem e também somos críticos em relação a quem não o faz”, sublinhou o presidente da CEP.
O também bispo da Diocese de Leiria-Fátima acrescentou que a participação “é fundamental no jogo democrático”.
“Um cristão não se abstém. Um cristão vota. Se tiver de votar em branco, vota em branco, mas vota. O que não posso é dizer: eu fui dos que não lá foram”, insistiu.
Sobre o apagão que deixou Portugal sem luz na segunda-feira, José Ornelas defendeu que é necessário “fazer uma análise séria”, porque “além de apurar responsabilidades, é importante, sobretudo, preparar-se para que não volte a acontecer”.
“É importante apurar responsabilidades e também, eventualmente, culpas. É, sobretudo, necessário encontrar soluções para responder a essas eventuais deficiências que se têm verificado, para saber bem porque se chegou a isto e porque é que demorou este tempo a chegar-se a encontrar uma solução”, apontou.
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Montenegro atira responsabilidade a PS sobre divulgação de declaração de interesses: "Parece que PS tem muito mais a ver com isso do que eu"
Luís Montenegro reforça que não teve responsabilidades na divulgação da nova declaração de interesses, que foi conhecida horas antes do debate frente a Pedro Nuno Santos. “Como sempre falei a verdade, não promovi nenhuma divulgação nem nenhuma publicitação [dos documentos]. Não tive nenhuma atitude que pudesse condicionar o debate que foi realizado”, afirma Luís Montenegro na Ovibeja. “Mais uma vez os factos aparecem distorcidos, manipulados, fui até acusado pelo líder do PS de o ter feito, quando afinal de contas parece — não tenho a certeza — que o PS tem muito mais a ver com isso do que eu”, atira.
Esta quinta-feira, Pedro Delgado Alves, deputado do PS, assumiu que acedeu a informação sobre clientes de Luís Montenegro. O PSD já exigiu uma investigação à fuga de informação.
Questionado sobre a Spinumviva e se teve ou não contacto com os clientes da empresa enquanto já era primeiro-ministro, Montenegro diz que não teve “contacto com nenhuma empresa”. “Desde que sou presidente do PSD que não tive contacto com nenhuma empresa, não trabalhei com ninguém, de nenhuma delas. Estive exclusivamente dedicado desde essa altura primeiro como líder do maior partido da oposição e depois como primeiro-ministro.”
“Doravante vou tratar daquela que é a minha única empresa, aquela que eu tenho de gerir, que é o país, é Portugal, as responsabilidades que tenho enquanto primeiro-ministro. E a partir das próximas eleições com renovada legitimidade, se os portugueses assim entenderem, como é minha expectativa”, afirma.
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Pedro Nuno Santos acusa Governo de usar dinheiro público para fazer campanha
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, acusou hoje o Governo de utilizar dinheiros públicos para fazer campanha eleitoral e criticou a falta de seriedade sem limites da Aliança Democrática (AD) devido ao evento “São Bento em Família”.
“A falta de seriedade do Governo da AD não tem limites. Este Governo em plena campanha, em plena campanha eleitoral, usa dinheiro público e recursos públicos para fazer campanha. O espetáculo que nós hoje estamos a assistir em São Bento é inaceitável”, afirmou Pedro Nuno Santos, durante um almoço-comício, em Ponta Delgada, nos Açores, na pré-campanha para as eleições de dia 18.
O líder socialista referia-se ao evento “São Bento em família”, que resultou do adiamento, devido à morte do Papa Francisco, dos momentos celebrativos do 25 de Abril previstos para a residência oficial do primeiro-ministro.
Pedro Nuno Santos criticou a postura de Luís Montenegro, que esteve a “cantar com Tony Carreira”, e considerou que a AD não tem respeito pelo 25 de Abril.
O secretário-geral do PS comparou o nome daquele evento com o programa televisivo “Conversas em Família”, de Marcelo Caetano, emitido durante o Estado Novo.
“Temos um Governo que não é sério e não tem pudor na forma como se relaciona com o povo”, reforçou.
O socialista considerou que existem vários exemplos da “falta de seriedade” do Governo, como o anúncio da redução do IRS no início da legislatura ou a alteração às tabelas de retenção daquele imposto.
Pedro Nuno Santos voltou a classificar Luís Montenegro como o “principal fator de instabilidade política” devido aos casos que “envolvem pessoalmente” o primeiro-ministro.
“Se acontecesse uma vitória de Luís Montenegro, coisa que não vai acontecer, continuaríamos a viver numa situação de instabilidade política e ao mínimo aperto aquilo que faria foi o que fez, ao atirar o país para eleições”, sublinhou.
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Mariana Mortágua realça que Montenegro é que estava "em atraso" com informações
A revelação de novas informações sobre os clientes da Spinumviva a poucas horas do debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos e a polémica que se seguiu sobre a fuga de informação levou esta quinta-feira Mariana Mortágua a centrar as críticas no “atraso” do primeiro-ministro.
“As declarações de rendimentos são públicas. Luís Montenegro está em atraso. O Bloco de Esquerda perguntou por escrito quais eram os clientes da empresa de Luís Montenegro. Se alguma coisa continuamos a saber é que Luís Montenegro não dá explicações que tem de dar e não consegue explicar porque é que recebeu avenças enquanto primeiro-ministro”, disse.
Após se saber que o deputado do PS Pedro Delgado Alves acedeu às informações de Luís Montenegro e que falou sobre isso com o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, a coordenadora bloquista, com o seu líder parlamentar imediatamente atrás, atirou: “Todas as perguntas neste processo devem ser feitas a Luís Montenegro”.
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Montenegro canta "Sonhos de Menino" com Tony Carreira em São Bento
O primeiro-ministro juntou-se a Tony Carreira para interpretar o tema “Sonhos de Menino”, um dos mais conhecidos do cantor.
Luís Montenegro cantou uma parte da música, nos jardins do Palácio de São Bento, durante o mini-concerto de Tony Carreira. O momento foi partilhado na página de Instagram do Governo.
Esta não é a primeira vez que os dois cantam esta música. Já tinha acontecido em dezembro de 2019, no programa de Cristina Ferreira, na SIC.
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André Ventura acusa Montenegro de ser "empresário a tempo inteiro" e de distribuir "milhões" a pessoas próximas
O presidente do Chega acusou esta manhã o primeiro-ministro de ser “empresário a tempo inteiro” depois de terem sido revelado pela imprensa que as empresas às quais a Spinumviva prestou serviços faturaram milhões de euros com o Estado no último ano.
“Estávamos a pagar a um primeiro-ministro que só era primeiro-ministro a curto tempo. Na verdade, estava a ser empresário a tempo inteiro, a ganhar dinheiro como primeiro-ministro e aparentemente estas empresas também estavam a beneficiar disto”, disse André Ventura, aos jornalistas, numa ação de pré-campanha na Nazaré.
“Não é normal contratos de milhões estarem a ser atribuídos a pessoas com quem temos relações de proximidade“, disse o líder do Chega, acrescentando que o facto de algumas das empresas terem “aumentado significativamente a relação com o Estado quando Luís Montenegro já era primeiro-ministro levanta as maiores suspeitas e levanta a maior ideia de promiscuidade e de conluio”.
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Gouveia e Melo admite fragilidade e defende que país tem de tirar lições do apagão
Gouveia e Melo diz que admitiu que o que se passou, “de facto, não foi uma coisa agradável” para qualquer português, mas “poderia ter sido uma coisa mais complicada”. E pede que se percebam as causas.
Gouveia e Melo admite fragilidade e defende que país tem de tirar lições do apagão